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Quanto preciso ganhar para financiar um veículo?

Quanto preciso ganhar para financiar um veículo?

Comprar o carro é o desejo de muita gente, ainda mais se o mesmo for novo. O sonho do automóvel zero km pode se tornar um algo inalcançável se a renda não corresponder. Se não dá para comprar à vista, a saída é se meter num financiamento. Mas, mesmo assim, existe um limite de renda para que a operação financeira seja efetuada.


De acordo com a lei, o limite de renda necessário para o financiamento de veículo é de 30%. Ou seja, se alguém ganha R$ 3.000, a prestação máxima a ser paga mensalmente é de R$ 900. Isso é só um exemplo, já que as rendas variam e nem só o salário do pretendente a dono de carro pode entrar na conta. Considera-se a renda familiar como opção para alcançar uma prestação maior.

Quanto preciso ganhar para financiar um veículo?

Os planos de financiamento de veículos geralmente trabalham com percentuais de entrada a partir de 20% até 48 meses e 30% com saldo em 60 meses. Diante disso, utilizando um calculador de financiamentos de um banco privado especializado em financiamentos de veículos, chegamos a alguns resultados interessantes para os 10 carros mais vendidos do Brasil em 2017. Usamos os preços de acesso de cada modelo e um plano de financiamento com duas opções: 36 meses e 60 meses.


No primeiro caso, é a média de financiamentos do mercado, enquanto a segunda opção é o limite de parcelas estipulado pelos próprios bancos em virtude do risco de calote. Com taxa de inadimplência ainda alta, as instituições financeiras não se arriscam mais além desse patamar. O mesmo serve para os bancos de montadoras. Nesta simulação, o custo efetivo do total (CET) equivale a juros de 2,43% ao mês e 33,41% ao ano.

Chevrolet Onix – R$ 42.990

No caso do líder de vendas do mercado nacional, o financiamento da versão Joy, a mais barata do Chevrolet Onix, nos moldes empregados na matéria, é de 36 parcelas de R$ 1.444,81 para uma entrada de R$ 8.598, ou seja, 20% do valor do carro. Então, quanto devo ganhar para financia-lo nessas condições?

Nesse caso de 36 parcelas com 20% de entrada e limite de 30% dos vencimentos, a renda do pretende terá de ser R$ 4.816, que é um salário considerável, tendo em mente a renda da maioria dos brasileiros, que é bem baixa. Se o mesmo optar por um plano de 60 meses, a parcela cai para R$ 968,99, mas a entrada será de R$ 12.897. Aí, a renda mínima desce para R$ 3.230.

Hyundai HB20 – R$ 43.660

No exemplo do Hyundai HB20, o vice-líder em vendas no ano passado, os planos de financiamento com 20% de entrada com saldo em 36 meses e 30% de entrada com saldo em 60 meses correspondem a R$ 8.732 e R$ 13.098, respectivamente, com mensais de R$ 1.467,33 e R$ 984,10. Diante disso, a renda mínima para os dois casos é de R$ 4.891 e R$ 3.280.

Ford Ka – R$ 44.780

O terceiro mais vendido em 2017 é o Ford Ka e sua versão mais em conta é a SE 1.0. Mas, quais serão as rendas para financiamentos desse compacto? No plano de 20% de sinal, o comprador dará R$ 8.956. Já as parcelas mensais ficarão em R$ 1.504,97. Para obter esse plano, o consumidor precisa comprovar renda de no mínimo R$ 5.017. Um bom salário na realidade brasileira.

No segundo caso, o comprador precisará ter uma renda mínima de R$ 3.364. Nisso, a entrada terá de ser de R$ 13.434 com 36 parcelas de R$ 1.009,34. Note a diferença de renda nos dois planos de financiamento.

Volkswagen Gol – R$ 43.840

O clássico nacional já viu diversos planos econômicos econômicos e moedas no Brasil e continua firme. Mas, firme mesmo tem de estar é o comprador para ter o popular da VW na garagem. Nos planos apresentados acima, a renda mínima terá de ser de R$ 4.911 para 20% de sinal (R$ 8.768) e saldo em 36 meses de R$ 1.473,37.

Mas se a renda não comporta, então o negócio é entrada de 30% e saldo em 60 vezes de R$ 988,15. Nesse caso, o sinal sobe para R$ 13.152 e a renda mínima precisa ser de R$ 3.294. Dessa forma, é possível sair guiando o Gol zero km.

Chevrolet Prisma – R$ 47.490

O sedã compacto da Chevrolet é outro exemplo entre os 10 mais vendidos. O futuro proprietário precisa demonstrar rendas de R$ 5.320 e R$ 3.568 , respectivamente para planos de 36 e 60 meses, conforme as regras já conhecidas. Dessa forma, os valores de entrada precisam ser de R$ 9.498 e R$ 14.247, na mesma ordem. Por fim, aquilo que deve caber no bolso será de R$ 1.596,04 e R$ 1.070,42.

Renault Sandero – R$ 44.050

O hatch espaçoso da Renault pode ser seu, mas é preciso que você ganhe de R$ 3.310 a R$ 4.935, para planos de financiamento de 60 ou 36 meses, conforme já comentado. Assim, para você levar o Sandero para casa, terá de dar R$ 13.215 ou R$ 8.810 de entrada e parcelar o restante com mensais de R$ 992,89 ou R$ 1.480,43, respectivamente.

Toyota Corolla – R$ 92.690

Estranho nesse ninho, o Corolla é um sedã controverso para muita gente por conta do preço e da proposta. No caso de um financiamento do best seller da Toyota, o ganho do interessado precisa realmente ser alto. Afinal, entre os mais vendidos, ele praticamente custa mais que o dobro da média.

Assim, se quiser ter o carro mais vendido do mundo no quintal, terá de ganhar R$ 10.384 ou R$ 6.964, respectivamente com entradas de 20% e 30%, mais saldo em 36 ou 60 parcelas de R$ 3.115,13 ou R$ 2.089,23. Observe que a prestação maior é equivalente aos salários necessários para os modelos acima. As entradas também precisam ser boas, sendo na mesma ordem: R$ 18.538 e R$ 27.807. Ou seja, para ter o famoso sedã japonês, é preciso ganhar de R$ 7.000 a R$ 10.000 no mínimo.

Fiat Mobi – R$ 34.690

Se a opção for mais humilde, o Fiat Mobi aparece custando muito menos. Em realidade, quase um terço do preço do modelo acima. Nesse caso, os planos de 20% (R$ 6.938) ou 30% (R$ 10.407) de sinal e saldos em 36 de R$ 1.165,86 ou 60 meses de R$ 781,91, significam ganhos mínimos de R$ 3.886 e R$ 2.606. Nesse último caso, a renda mínima é interessante para boa parte da população brasileira, mas lembrando que isso significa comprometer 30% da renda mensal.

Jeep Compass – R$ 109.990

Agora, indo do mais simples ao mais luxuoso, e caro, chegamos ao Jeep Compass. Nesse caso, para um plano de financiamento de 36 meses, a entrada será de R$ 21.998, enquanto as parcelas sairão por R$ 3.696,54 cada. Para fazer esse plano, você precisa ganhar pelo menos R$ 12.322, um excelente salário nas condições brasileiras.

Se a renda não for tão interessante quanto a citada, então o plano para ter o jipão da Jeep é aquele com 30% de entrada e 60 parcelas. Assim, será necessário uma renda de R$ 8.264, mais sinal de R$ 32.997 e mensais de R$ 2.479,17. Diante desses números, o modelo da FCA, citado acima, parece uma pechincha. Observe também que os valores de sinais para Compass e Corolla são equivalentes aos preços de carros novos.

Honda HR-V – R$ 80.900

O Honda HR-V fecha o grupo dos 10 carros mais vendidos e com ele, um preço ainda alto, mas não tanto quanto de Corolla e Compass. Para ter o crossover (com câmbio manual) em casa, o comprador precisa ter uma renda de R$ 9.063 se o caso for financiar em 36 meses e dando uma entrada de 20%. Nesses casos, os valores são de R$ 2.718,89 e R$ 16.180, respectivamente.

Já se o interessado em levar o HR-V tiver uma renda de no mínimo R$ 6.078, ele pagará 60 mensais de R$ 1.823,49 e terá dado um sinal de R$ 24.270. Então, mesmo que a parcela caiba no bolso, será preciso dar uma boa entrada e, especialmente, comprovar que tem ganho compatível.

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  • Luiz Fernando

    Não compro carro zero, mas caso fosse imprescindível só iria parcelar via consórcio, pagar dois carros pra no fim valer metade de um deles não dá.

    • Mauro Banqueiro

      Acertou em cheio…

    • Ailton Maschio Gomes

      Nem tanto Arnaldo… na prestação do consórcio tem embutido seguro, fundo reserva e taxa administração. Em um consórcio de 60 meses, se você é contemplado bem no inicio, no final estará com uma parcela enorme, já que a parcela vai acompanhando o aumento do veículo .

      • cerberos

        e se você der lance pior ainda pois eles vão cobrar seguro, fundo reserva e taxa administração de um dinheiro que é seu e não deles.

      • Paulo Reis

        Peguei uma carta de 35 mil para pagar o total de 41 mil. 6 mil a mais de taxas administrativas, e ainda em 60 vzs. Com lance de 20 mil, faz a conta qtos vou pagar. Incomparável com qquer financiamento, a não ser sem juros kkkk.

        • Fabio Marquez

          Como dou um bom valor de lance logo no inicio do consórcio ele vale muito a pena para mim também. Já coloquei na ponta do lápis, o valor da parcela e os juros são muito menores que em um financiamento convencional.

          • José Barbosa

            Sério que colocou? Para começar, não há certeza de que com determinado valor você conseguirá adquirir o veículo. E se o bem sofrer reajustes, você também tem que pagar aumento no valor da parcela.

        • Mas a parcela é reajustada pelo preço do carro 0 km. E se você acompanha esse site sabe que carro 0 km aumenta muito e com frequência. Exemplo, se você fez um consórcio do KWID a dois meses e contemplou no primeiro mês a parcela já foi reajustada, visto que o carro custava R$ 29.990,00 e hoje custa R$ 30.990,00 (e daqui a seis meses pode muito bem custar R$ 31.990,00). Enquanto não contempla o consórcio – crédito- aumenta o valor também, mas ao contemplar somente a parcela aumenta.

          • Rodrigo

            Exatamente. E quem é contemplado logo no início e entra num grupo de 60 meses, no final vai pagar 1 carro e meio de qualquer jeito.

          • Henry

            Então o sem juros é falso

            • Na verdade os juros são substituídos por uma taxa de administração, que costuma ser bem baixa. O reajuste das parcelas em cima de quem já contemplou o consórcio não é lucro da administradora de consórcio. A parcela dos clientes já contemplados é reajustada para que os clientes ainda não contemplados peguem o crédito também reajustado (em si é algo meio complexo explicar usando apenas texto, sem tabelas), mas já vendi consórcio e de fato o reajuste não fica com a empresa de consórcio.

            • José Barbosa

              Quando era bancário, lembro de um “cliente chato” na época que a CEF começou a trabalhar com consórcio. Ele fez a conta na ponta do lápis e me disse que só mudaram o nome de juros para taxa de administração. E, basicamente, é isto mesmo.

        • cerberos

          só que se você der lance de 20k eles vão cobrar taxa de adm do seu dinheiro, sobre os 35k, e as parcelas não serão fixa, do jeito que está aumentarão quase todo mês. Se tivesse financiado 35k com 20k de entrada pagaria juros sobre 15k e asparcelas seriam fixas e você sairia dirigindo. Com lance de mais de 50% não tem como o consorcio ser melhor.

        • D136O

          0,562% a.m. pouco a mais que juros de poupança atuais. (se considerar contemplação no primeiro mês)

        • D136O

          Você vai pagar o equivalente a juros real de 1,177% a.m. (considerando contemplação no primeiro mês, parcela fixa).

        • Ailton Maschio Gomes

          Tenho 2 consorcios de automóvel em andamento, um contemplado e o outro não. Um com 40 meses e o outro com quase 50 meses pagos. Te garanto que a parcela de ambos subiu muito (no caso do não contemplado isso é bom), mas no contemplado é bucha.

    • Leandro

      Consórcio é maior furada. Você pode ser sorteado só no final. Melhor juntar e comprar a vista ou com uma boa entrada.

      • João Holmes

        Consórcio é pagar para alguém poupar o seu dinheiro de você mesmo. É a maior prova de incompetência pessoal.

      • José Barbosa

        O mais provável é que você não seja sorteado e, se não for dar lance, vai receber o item apenas no encerramento do grupo. Uma das regras mais absurdas do consórcio é o fato de que a lei permite que menos pessoas sejam sorteadas do que a proporção paga/arrecadada pelo grupo, delegando parte do que deveria ser da sorte a quem efetua lance. E se você não é sorteado, é obrigado a pagar administração por um dinheiro que você já tem.

        • Leandro

          Exato, mas como sempre, brasileiro vê somente o tamanho da prestação., não pensa no resto.

    • Franco da Silva

      Só observe que o consorcio aumenta toda vez que o carro aumentar. Em 5 anos, dá quase 2 carros…
      Digo por experiência própria, tive um de imóvel e quitei antes da metade pois subia muito todos os anos.

    • José Barbosa

      Consórcio? Sério? Vou aqui dar um rápido resumo deste produto que é um LIXO. Se você precisa MUITO de um carro, é muito melhor financiar do que adquirir via consórcio.

      Vou aqui descrever regras gerais, mas já observei que, na verdade, a tendência é ser pior do que isto, mas vamos lá:

      1) Desvantagem óbvia, mas necessária de citar. Você não tem o bem de imediato. Você só terá o bem, com ABSOLUTA certeza, ao final do plano.
      2) Risco de reajustes: se o veículo que você utilizou como referência tiver reajustes expressivos em relação ao seu planejamento (HR-V é um exemplo clássico), você vai ter um significativo aumento da parcela. Isto é ruim tanto para quem já recebeu o bem, mas também pode ser para aquele que não o retirou, uma vez que ele pode ficar inadimplente, e aí vamos ao outro problema…
      3) Indisponibilidade do dinheiro: SEM DÚVIDA, O PIOR PROBLEMA DO CONSÓRCIO. Provavelmente, ele já lhe foi vendido como uma “poupança forçada”. A diferença é que investimentos têm liquidez clara e determinada. No consórcio, você só vai receber o dinheiro de volta, POR QUALQUER motivo, após o final do plano. Ah, claro, você tem uma ínfima possibilidade de ser sorteado, e retirar o dinheiro por uma correção menor do que a inflação e ainda vai arcar com taxas administrativas pesadas;
      4) Dificuldade de ser sorteado: a maioria dos consórcios trabalham com uma chance de ser contemplado de uma em mil. Na prática, menos de 1/3 das retiradas são contemplação, obrigando-o ao dar o famoso “lance”. O que as pessoas esquecem, quando estão dando o lance, é que estão pagando taxa administrativa sobre um dinheiro que já lhes pertence que, muitas vezes, pode ser maior que os juros e demais custos de um financiamento.

      Há o risco de quebra da empresa; a falta do bem te proíbe de, numa emergência, transformar aquele patrimônio em dinheiro etc.

      Mas vale a regra de ouro: tu já entrou num banco popular e viu anúncio de CDB, LCI ou ações? Sequer um folhetinho? E consórcio? Provavelmente, já até te ofereceram, né?

      Quanto maior a publicidade de um produto financeiro, pior ele é. O consórcio, na minha escala, é o segundo pior produto bancário, perdendo apenas para o clamoroso título de capitalização, uma vez que a chance de tu não perder dinheiro aumenta de uma para mil para uma para um milhão.

      • Wilson Junior

        Exatamente.
        Consórcio e Financiamento é um ótimo negócio para a Instituição Financeira!

  • Heleno

    Ótima matéria, como sugestão poderiam fazer outra matéria, falando da taxa de juros dos modelos usados e também dos planos com parcela final, onde o valor das parcelas é reduzido.

    • Mauro Banqueiro

      Na mesma é roubada

  • th!nk.t4nk

    Estou assumindo que esses cálculos sejam sobre o salário líquido. Mesmo assim acho uma insanidade total comprometer 30% da renda líquida com prestação de carro. Some a isso os juros a longo prazo, pra complementar a loucura (tem gente pagando 2 carros e levando 1). E o pior é que as pessoas falam desses financiamentos com a maior naturalidade, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Até entendo quem realmente precisa de um zero km (ex: quem roda muito, tal como representantes comerciais), mas também vejo muitos se enforcando em parcelas sem necessidade, só pra mostrar o carrão pros amigos. É um misto de falta de educação financeira com um sentimento de inferioridade (“preciso impressionar as pessoas a qualquer custo pra conquistar respeito”).

    • Concordo contigo, muito não é nem para ter carro e tem!!!

      • Renato Duarte

        Um certo Governo incentivou ao endividamento, incentivou a comprarem parcelado,, uma falsa prosperidade se instalou,, a bolha apareceu,, e olha acrise aí…

        • Jok Jok

          Pra você ver como são os brasileiros…

    • Franco da Silva

      Usaram o limite “legal” de endividamento. Mas é mesmo loucura fazer isso.

    • Raul Pereira

      A compra de um bem de alto valor agregado (carro e casa/apto) fala muito mais alto com o ego das pessoas do que de fato com o bom senso. Pode reparar que um comprador sensato muitas vezes é deixado de lado pelo vendedor para dar atenção a um que está todo empolgado, pois vai dar essas margens de lucro obscenas para a css sem pensar duas vezes, porque quer se mostrar.
      É aquela velha frase que vemos nos desenhos “vou falar com a minha esposa antes” “nossa, falar com a esposa, eu achei que você fosse um homem decidido, que tomasse a frente, merecedor desse carro”. Sempre se apela a compra muito mais para o ego, é uma jogada muito suja, mas eficaz

      • José Barbosa

        É verdade. Eu vivo de aluguel e tenho a tese de não comprar imóvel. Até porque ainda vai levar mais de década para, se nada der errado, poder comprar algo relativamente simples.
        Uma vez na vida, até para comprovar minha hipótese, fui verificar os custos de um financiamento. SOMENTE o financiamento cobrava “juros” muito mais caros que o valor que pagaria de aluguel por um imóvel semelhante. Não estou sequer colocando na conta o pacote (conta corrente, algunS cartõeS de crédito, seguro, título de capitalização, transferência de salário etc.) exigido pelos bancos para a aprovação.
        Outra coisa muito importante: como alguém muito chato, detesto barulho. Já me aconteceu de ter locado um imóvel que numa dada época era tranquila, até que um dia abriram um bar infernal. Assim que venceu meu ano, mudei de casa, sem maiores problemas. Se tivesse comprado o imóvel, só a depreciação daquele bar já seria maior que tudo o que gastei de aluguel, e ainda não conseguiria transformar o bem em dinheiro tão facilmente.

        Hoje, já com a plena certeza de que faço o melhor negócio, nem tenho feito tanto esforço de poupança para adquirir um imóvel. Prefiro gastar um pouco mais em algo que seja mais confortável e seguro, e ouvir de todos que sou “doido” de não ter fincado pé nalgo para chamar de meu, mas que é do banco.

        • Raul Pereira

          Ainda não fiz essas contas, mas muitas das pessoas entre 25-30 anos não estão comprando, pois justamente não vêem vantagem financeira nisso. É uma conta bem complexa, já me explicaram mas esqueci. Quem conheço que entende de análise de risco e tals, não compraria hoje por conta justamente desses juros e rendimento.

          • José Barbosa

            Na verdade é bem simples. Via de regra, se você tem o dinheiro para comprar, é melhor deixá-lo no banco e pagar o aluguel com o rendimento, não é muito difícil conseguir que o ganho real da aplicação seja maior que o gasto com a locação. Mas isto varia de tempos em tempos e conforme o mercado.

            Se você NÃO TEM O DINHEIRO, só “por uma loucura” vale a pena financiar um imóvel. Em geral, havendo compromisso e com disciplina financeira, você compraria o imóvel (caso este seja seu desejo) em metade do tempo que financiaria, tomando o valor da prestação do financiamento para custear a locação e formar a poupança.

            • Raul Pereira

              faz sentido

    • Diego

      Boa análise, concordo com seu ponto de vista, o que me chama atenção é que grande parte se priva de realizar atividades ou comprar bens de consumo que necessitam para ter um veículo, por isso eu não me engano com pessoas dirigindo veículos ditos como caros quando na verdade é tudo fruto de crédito.

    • Charlis

      Perfeito.
      Sem contar o dinheirão para tirar o carro da CSS.
      IPVA, licenciamento, DPVAT, emplacamento e seguro.
      Esses valores giram perto de 10% do valor do carro, as vezes até mais.

      []s

    • Antonio_Brust

      Parece loucura, mas conheci uma galera que foi efetivada para trabalhar na área portuária aqui da minha cidade (peões, literalmente) e a primeira coisa que a maioria fez ali quando recebeu o primeiro salário (pouco mais de um salário mínimo) foi correr pra financiar carro ou moto… e falavam de boas sobre os 60, 72 meses de mensalidade. Não fizeram seguro e ainda compravam em nome de terceiros (pai, mãe, irmão). E a casa lá no tijolo. Isso é Brasil, meu amigo. Um cara que faz isso não deve nem ter como trocar o óleo.

      • th!nk.t4nk

        Ah tem mais essa mesmo, pegam carro zero e não fazem seguro. Vá ser doido assim! E olha, já vi isso um par de vezes, mesmo de gente que ganha relativamente bem! Daí é batata, um tempinho depois roubam o carro ou se acidentam feio, e tá o cara lá todo endividado e sem carro!

      • Pedro Neto

        No Brasil inteiro e assim… Isso quando nao basta ter o carro ou a moto, tem que ser os dois. E pios, aqui no interior esses caras nao entram em um onibus maa nem com um revilver na cabeça

    • Mr. On The Road 77

      Por isso tem tanto brasileiro endividado.
      É soma dos juros entre os mais altos do mundo com uma população sem a menor educação financeira…

    • José Barbosa

      Na verdade, são sobre o salário bruto. E o pior: na prática, especialmente no mercado de usados, é muito comum lançarem valores de renda e entrada fictos, a fim de aprovar o maior número de financiamentos (e vendas) possível.

  • Zé Mundico

    Bem, eu já acho que além da prestação do financiamento, as pessoas deveriam ter consciência que terão outras despesas obrigatórias, desde IPVA, seguro até revisões e eventuais reposições de peças e serviços, sem falar no dia-a-dia onde entra estacionamento, pedágios, etc e tal.
    Uma carro de 45 mil terá um IPVA variando de 1.300 a 1.800 dependendo do estado. O seguro vai ficar por uns 2 ou 3 mil, dependendo do local e idade do dono, e por aí vai.
    E não vamos falar de acessórios, combustível e multas para não estragar o dia.
    O que posso dizer é que já vi ( e ainda vejo) gente tendo que fazer empréstimo consignado para pagar IPVA e emplacamento, o que me parece algo fora da realidade. Mas eu acho que o valor ideal para a prestação do carro é aquele que não faz a sua família passar necessidade e nem você perder o sono.

  • Zé Mundico

    Só um conselho. Conforme a foto que ilustra a matéria, nunca leve mulher e filhos para comprar carro. Aliás, não leve mulher e filhos para comprar nada!
    Aprendí isso muito tempo atrás, quando fui comprar uma singela geladeira. O vendedor encheu tanto o saco que no fim a distinta acabou “escolhendo” o modelo mais caro,,,

    • Robinho

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Bruno

      Ótimo conselho

    • Raul Pereira

      Mas aí (sem ofensa), é o bom senso das pessoas dentro de casa. Eu diria que não se leva pessoas passionais para comprar nada, seja mulher ou homem. Tenho amigos que a namorada/esposa tem que ir comprar algumas coisas porque se o cara vai sozinho ou se leva ele, acaba pagando caro em besteira. Eu mesmo levei minha ex para ver as primeiras etapas de negociação do meu Onix comigo justamente para ela me ajudar a ver os prós e contras, já que ela era bem pé no chão pra isso e não se empolgava.
      Agora, levar criança é burrice, mesmo. A não ser que os filhos fiquem bem comportadinhos, não vai te fazer comprar o carro, mas é uma dor de cabeça desnecessária.

    • joao vicente da costa

      Eu sempre levava minha filha para olharmos carros.. e tinha combinado um truque com ela: toda vez que ela gostasse muito de um modelo, não era pra ficar empolgada – era pra fingir que não gostou e não queria esse, justamente pra eu poder falar pro vendedor “olha, minha filha não gostou.. não quero esse não”… hahahaha…

    • Clementino Zelador

      Uma vez eu levei a mulher para comprar um fogão e ela pegou o mais caro de 6 bocas e só tem eu ela e um menino. e um cachorro.

      • Zé Mundico

        Rapaz, esse seu cachorro deve comer demais….kkkkkkkkkkk

      • Pedro Neto

        Kkkkkkkkk

      • Pedro Neto

        Eu ganhei um de 4 bocas + um bocao no meio de uma ex namorada e so tem eu em casa kkk

    • José Barbosa

      Eu te dou outro conselho. Nunca compre as coisas por impulso. Por razões pessoais, decidimos há dois meses que vamos comprar uma lava louças aqui para casa. Pergunto para quem tem as vantagens e desvantagens (convenceram-me, estão em linha com o que pensava). Fizemos uma pesquisa na internet com alguns modelos. Fomos às lojas, e até vimos o modelo, muito bonito, mas além de não comprar na hora, lá estava caro. Tendo aquele modelo em vista, fiz uma pesquisa aprofundada sobre o custo e vi que ele consumia mais do dobro da energia de outros modelos semelhantes, e não era tão satisfatório pelos usuários.
      Ou seja, com estas informações em mãos, já trabalho com outros modelos, de outra marca, que atendem aos requisitos principais, e seriam, em tese, mais caros. Aí que entra a história: precisamos de uma lava-louça, mas temos tempo para comprá-la. O dia que estiver num preço “target”, ou abaixo dele, a gente compra satisfeito e sabendo que nos atenderia. Minha esposa, felizmente, é muito econômica, e quando tiver filhos, vou levá-los para aprender a chorar e negociar.
      Aliás, uma dica importante e válida. Vá numa loja no 5o dia útil, e depois vá na mesma loja no final do mês. Preferencialmente, procure o mesmo vendedor. E veja como ele vai te atender num caso e noutro. Qualquer semelhança com Cabo Frio na alta e baixa temporadas não é mera coincidência.

      • João Holmes

        Isso mudou muito, as classes mais baixas já tem acesso a cartão de crédito, então pouco importa o dia da venda. A não ser nos interiorzão.

        • José Barbosa

          Ledo engano. Existem dois pontos fundamentais nesta questão. Uma que a economia comportamental conhece e explora o fato de que o cliente tem “dinheiro na mão” ou saldo no cartão.

          A segunda é o fato de que próximo do final do mês pelo menos um gerente não está com sua meta batida, e aí pode ser mais generoso.

  • Diego

    Financiamento de automóvel é desperdício de recursos, curiosamente os usados mais velhos tem taxas de juros beirando a insanidade.

    Certa vez fui com o porteiro do meu prédio ver um veículo, analisei a documentação e o carro, tudo ok, tinha 15 anos de uso, um mero corsa Wind, ele gostou do carro, mas só tinha 1 mil Reais para dar de entrada, o carro custava 10 mil Reais, na época o salário dele era algo como 754 Reais, nessas condições não seria aprovado, eu sei que na agência pegaram o valor do veículo e elevaram para 13 mil, desta forma ficou como se ele estivesse dando 4 mil de entrada, não me recordo o valor da parcela, apenas a taxa de juros que foi a primeira coisa que questionei ao vendedor e o mesmo retardou o quanto pôde para dizer, teve a cara de pau de dizer que ficaria “baixinha”, pasmem, 4,58% a.m, obviamente eu não deixei o coitado comprar.

    Esses carros 0km, em especial esse Kwid, tenho nojo, taxa de juros altíssima por algo simplório ao extremo.

    • Calibra vermelho 95

      Taxa de juro do Kwid é altíssima pois o risco de calote é altíssimo tb.

      • Raul Pereira

        E o risco de calote é alto pela falta de educação financeira do consumidor br

      • oloko

        E o risco de calote é altíssimo justamente porque a taxa de juros é altíssima kkkkk

        • Renato Duarte

          eu prefiro considerar que o risco de calote existe pois quem não tem dinheiro pra pagar insiste em querer ter carro novo sem poder/merecer…

          • oloko

            Sim, não entendo essa necessidade do povo ter que comprar carro 0km pra vender com 30 mil km depois, parece que não valorizam o dinheiro suado que ganham…

            • Pedro Neto

              Ainda acham que isso e investimento

        • Calibra vermelho 95

          O juro tem haver com o risco. Quanto maior o risco, maior é o juro. E sabemos que o brasileiro não é o melhor pagador do mundo.

          • oloko

            com certeza

    • cerberos

      Por isso que as vezes é mais negocio a compra de um zero, quando comprei meu primeiro carro estava procura de um fiesta com 4/5 anos de uso, só achava bombas todas detonadas e para pagar 48 parcelas de quase 500 reais, comprei um uno quatro portas e mais nada por 60x 540 reais. Foi o melhor negocio que eu fiz, se tivesse comprado os fiestas bombas talvez não conseguisse manter, o carro não me deu problema nenhum em quatro anos e o troquei num Sandero 0km completo, que também não me deu da dor de cabeça, e nem o pug 208 0km que comprei, por isso enquanto puder prefiro um 0km do que uma BMW v8 semi-nova.

      • José Barbosa

        Houve uma época da vida em que estava “quebrado”, e precisava de um carro para trabalhar. Uma das medidas mais sensatas foi baixar o ego e financiar o 1.0 mais em conta que podia, com o mínimo de conforto necessário. Os custos que teria com ele eram previsíveis e compunham uma planilha. Basicamente, o que gastava em revisões foi a economia do seguro (baixou bastante), de forma que meus compromissos fixos eram combustível e parcela. Brasileiro além de pagar caro trata muito mal os veículos, e não premia aqueles que são bem cuidados (não há significativa diferença de preço entre um sempre revisado na concessionária de um que não tem qualquer comprovação de manutenção).

    • José Barbosa

      Prezado, e não é só a taxa de juros. Se você ler o contrato ficará impressionado com o tanto de supérfluos que enfiam num contrato: abertura de crédito, serviços de terceiro, comissões etc. Quando vai ver, pagou até mais de 2 carros, fora o custo de manutenção.

  • zekinha71

    A matéria correta seria: quanto preciso ganhar pra tentar comprar um carro no Huezil.

    • ObservadorCWB

      Ou “como jogar dinheiro fora financiando carroça no Huezil”

  • Ricardo

    O cara tem que ganhar R$ 5.000 para comprar um carro popular. Muito popular isso mesmo!

    • Luciano RC

      Compra um popular e todo mundo acha que ele ganha 1 mil reais porque anda de popular.

      • oloko

        kkkkk carro popular não existe mais no br faz tempo, e com mil conto por mes o cara não financia nem uma bicicleta

        • Luciano RC

          Com 1 mil reais ele nem vive… essa é a verdade.

          • Pedro Neto

            La em confins vive. Confins do mato grosso do sul

            • Luciano RC

              Naquela cidade que não tem internet e pra usar telefone precisa ir no orelhão né. Cidade assim, com 1 mil reais você é Coronel.

              • Pedro Neto

                Kkkk intrtnet e funk chega em todo lugar. Claro, de pessima qualidade rs

                • Luciano RC

                  Conheci regiões do Brasil que nem sabiam que era 4G.

                  • Pedro Neto

                    Vishi… Mas sabem o que e internet. Em uma loja em cidade grande trocaram o nome smarttv por teve com internet. Os clientes nao sabem o que e smarttv. Mas aabem o que e internet

                    • Luciano RC

                      Sim… concordo contigo. Essa “popularização” dos nomes é em virtude da falta de educação do nosso povo.

      • Pedro Neto

        Tenho um palio e moro em um ap terreo pequeno pois sou sozinho. Os vizinhos td acham que sou pobre. Sou pobre sim mas nao como eles sao kkkk. Tipo, acham que sou um coitado um ze mane

        • Luciano RC

          Mas é desse jeito mesmo. Lembro de uma vez que meu pai chegou pra mim e falou: Empresário como você, precisa andar de carro bom para as pessoas acreditarem e sentir segurança. Senão não passa credibilidade.

          Coisas de Brasil.

    • Renato Duarte

      30 anos pra pagar uma casa,, ter um diploma pra comprar um carro popular,,, sim pra ganhar mais de 3000 por mês no brasil,, o curso superior é exigido. E assim caminhamos a passos largos pra o sucateamento da frota brasileira.

      • Pedro Neto

        O Brasil ja e um sucatao… Ta tudo certo

      • Pedro Neto

        So por um diploma mesmo kkkk

  • Pedro Neto

    Pularam valores importantes de 50 a 60k. Argo, Polo e seus respectivos 3 volumes

  • Calibra vermelho 95

    Eu não teria coragem de utilizar 30% da minha renda de 7000 reais (se eu ganhasse isso) nem pra comprar um Onix, imagina um Corolla!!!!!!
    Realmente a coisa tá feia!

  • Zé Mundico

    Colocando em termos financeiros, podemos fazer outra continha bem básica:
    Tomando um carro de 43 mil (o Onix do exemplo) pagaremos entre 1.300 e 1600 de IPVA, dependendo do estado. Com o seguro pagaremos entre 2.000 e 2.500, dependendo, claro, do local e idade do proprietário.
    Somando apenas essas 2 despesas básicas, teremos algo entre 3.000 e 4.500 anualmente, praticamente o valor de 1 mês de salário do feliz comprador. Portanto, esqueça o seu suado e valioso 13. salário….
    Portanto, o valor da prestação de um carro zero nunca deve ser motivo da sua família passar necessidade nem de você perder o seu precioso sono.

    • Antonio_Brust

      E coloca nessa conta o combustível, manutenção programada e eventuais reparos (pequenas colisões, pneu furado, etc).

  • Louis

    Reclama que banco ganha muito, mas tá lá pedindo financiamento pra carro….
    Quem não sabe fazer contas, passou a vida toda falando que odeia matemática, merece pagar juros !

  • Lucas Fernando

    Cometi esse erro uma vez e defini pra minha vida que pra eu comprar um novo carro é a vista ou no máximo parcelado no cartão de crédito em 10x.

  • É meio OFF mas acho a hora bem propicia.

    Sou completamente contra o termo GANHAR para tratar de salário ( não vou entrar no caso de outras rendas). O uso deste termo trás uma série de valores que em nada lembra a relação de trabalho de um assalariado comum.

    O pior é que tratando assim parece que o empresário faz um favor para o funcionário ao “dar” o seu salário e o funcionário não tem que trabalhar de forma correta e comprometida para receber pois ele vai “ganhar” o salário no final do mês.

    Faço questão de usar apenas RECEBER. Meu ponto de vista que resolvi compartilhar.

    • Zé Mundico

      Pessoalmente considero o salário (ou remuneração) o pagamento do esforço físico ou intelectual desprendido durante um período de tempo, quer dizer, é uma troca de interesses e conveniências. E quem recebe, recebe de alguém que paga.

    • Guedes

      É igual a “ganhar” dinheiro. Nos EUA é “make money”, ou seja, fazer dinheiro. Talvez essa forma de uso do verbo em relação a dinheiro explique um pouco a cultura de cada país…

  • Mancelmo

    Se o indivíduo for solteiro até vá la o percentual… se for casado com filhos esquece! se alienar 30% com parcela de carro vai se lascar!

    • Diego G. de Lima

      Depende né, se for casado e a mulher trabalhar acho que o poder de compra até aumenta. Sou solteiro e se eu comprometer 30% do meu salário eu me enrolo, isso porque nem dívida tenho. Moradia pesa demais no orçamento do brasileiro.

      • Mancelmo

        Na teoria sim, na prática você vai ter que priorizar outros itens, como moradia, vida social, educação(aqui se tiver filhos vai multiplicando, essa conta geralmente dura uns 25 anos(mas é investimento)), óbvio que tudo depende da condição social que você começa a vida de casado, se ambos tem moradia e veículos fica tudo mais fácil.

  • Elias Silva

    Mudando o título da matéria: “Como ser inteligente e pagar dois carros ao invés de um?”.

    Carro aqui no BR já é caro, ainda tem gente inteligente que não está contente com isso e quer pagar o valor de 2! Vai entender…

    • Jok Jok

      Prefiro: Quanto um burro precisa ganhar pra financiar um veiculo 0km e comprometer 30 % da renda.

  • Meus cálculos são de que minha renda líquida, só pode ter destino de 10% com o carro.

  • Ricardo

    Na época dos incentivos financiavam com até 90% da renda comprometida. Haha

    • José Barbosa

      Na época que começou o crédito consignado a aposentados, com desconto pelo o INSS, lembro de ter o caso de uma cliente que ganhava relativamente bem para os padrões do INSS (quase ~ 1.000,00, o que dava mais de 7 salários mínimos), e que se aproveitou de uma brecha do sistema para pegar empréstimo em três bancos diferentes, até aparecer o comprometimento de renda.
      Ou seja, 90% da renda para empréstimo.

      O pior de tudo é que um mês depois ela apareceu perguntando se não dava para pegar mais.

      Embora eu seja liberal do ponto de vista econômico, vejo que as regras de financiamentos são muito permissivas. Chegar a um patamar destes só deveria ser possível em bens de longo prazo e com benefício econômico efetivo e permanente(para conseguir um emprego que precise de carro; para comprar uma casa e deixar de pagar aluguel, financiamento estudantil etc).

  • Jok Jok

    Poderia por o valor final pago após ter parcelado….

  • Bruno Costa

    BV Financeira, 1,86% ao mês, 50 mil de carta, entrada de 15 mil, 60 vezes = aproximadamente 1050 reais de parcela, junto com a entrada aproximadamente 78 mil no total pago, ou 1,56 carro.
    Não são dois carros como o pessoal adora falar, mas é bem salgado.

    Só de curiosidade, o pessoal adora falar mal do financiamento balão, porém a Chevrolet por exemplo se você der 50% de entrada por exemplo no Cruze de 115 mil, ou seja 57500 reais, você fica com 35 parcelas de 1350 reais aproximadamente e uma final de 34500 reais. Somando tudo, 139000 reais, ou seja 1,21 carro. Tem que ter grana, mas pode te dar a chance de comprar carros bem mais caros com parcelas menores e um “total menor” considerável e podendo pagar a final com o próprio carro na compra de um novo.

    No final, cada um sabe o que faz com seu dinheiro. Carro é luxo, é lembrar sempre disso e ver o que está disposto a fazer por um. Eu não muito, confesso hahaha

    • Jok Jok

      Sua primeira conta está equivocada: 1,56 vezes seria se fosse parcelar o valor cheio, não considerando a entrada.
      Agora seguindo seus dados : 50.000 – 15.000= 35.000 financiados e que acrescentara, de juros sobre ESTE valor, dando total de 28.000 ou 80% a mais para pagar. Sem contar outras taxas que vem junto com a compra

      • Bruno Costa

        Mas a entrada faz parte do valor pago pelo carro. Sem ela você sequer financia. Considerar o valor pago a mais apenas sobre o valor financiado são 1,8 carros de 35 mil, o que não é verdade, já que o automóvel custou 50 mil. Apenas joguei sobre o que você pagou a mais em relação ao “a vista”.

        • Jok Jok

          Pra mim o que vale é o valor do financiado real… Ou seja os 35.000. mas confesso que gostei do seu pensamento sobre o cálculo, é uma estratégia muito boa pra aumentar as vendas…

        • João Holmes

          Em matemática financeira o valor da taxa de juros é calculado apenas sobre o valor financiado. O que você precisa dar de entrada é problema negocial que não interfere os juros. O financiamento balão tem uma entrada muito alta e com isso acaba que o total de juros pago diminua dando a impressão que é uma opção melhor, mas em termos de taxas de juros pode até ser pior. O que importa numa análise de financiamento é o valor da taxa do Custo Efetivo Total e não o valor das parcelas. Mas para calcular isso precisa-se de uma calculadora financeira, mas poucas pessoas sabe usar uma.

          • José Barbosa

            Nada disto. Matemática financeira é extremamente trivial, qualquer planilha eletrônica decompõe os custos rapidinho. Basta você ter os dados corretos e precisos.

            Ocorre que, se você ler o contrato direitinho, um bom percentual desiste da compra assim que dá com os números. Como disse no exemplo abaixo, este financiamento de R$ 35.000,00 significa, no dia que você assinou o contrato, que deve R$ 37.768,26. Se no dia seguinte você quiser quitar o financiamento, a depender da metodologia do contrato, gastará no mínimo R$ 2.791,27 entre despesas que inflam o contrato mais o juro de um dia (que dá em torno de 23 reais, pensando na metodologia mais favorável ao cliente).

            Eu, particularmente, não acho que o CET cumpre o objetivo dele, a não ser quando você compara financiamentos exatamente iguais, o que aí não daria em nada, porque basicamente bastaria comparar parcelas. Existem um sem número de situações e peculiaridades que deveriam ser analisadas.

            Financiamento de carro, a meu ver, só se você precisasse de um para gerar renda (Uber, necessidade para o emprego etc), sem o qual não seria possível. E mesmo assim, negociando muito.

            • João Holmes

              Pela sua lógica então, quem sabe usar o Word sabe então escrever um romance. Se matemática financeira fosse trivial não tinha essa massa sendo enganada com financiamentos nem livros e mais livros sobre o assunto. Quem ignorar o CET para comparar diferentes tipos de financiamento e focar no tamanho da parcela ou quanto a mais está pagando de juros total estará apenas perpetuando o modelo de “se a prestação cabe no meu bolso”, então é o melhor financiamento. E não estou dizendo que financiamento é melhor que consórcio. Ambos são péssimos, mas tem que saber matemática financeira para saber comparar entre os dois.

              • José Barbosa

                Word é um meio amador ou semi-profissional de armazenamento de texto, HTML e TEX são formas muito mais sustentáveis e eficientes para tal.
                O problema não é matemática financeira. Dinheiro é um conceito facilmente disseminado na sociedade. Muitos das pessoas completamente analfabetas tem alguma noção de uso no dinheiro, no dia a dia, e os analfabetos funcionais lidam com ele numa boa.

                Com um mínimo estudo, que deveria ser fundamental na vida, você tem noções importantes de matemática financeira. Com ferramentas triviais como a calculadora do Bacen (basta conhecê-la), você já deduz o custo bruto de um financiamento apenas com outras três informações dadas, e a partir daí pode elaborar uma planilha de saldo devedor que é bastante simples (na verdade, o próprio bacen poderia incluí-la na calculadora).

                O problema aí não é a matemática. E sim o direito, a regulação, e mesmo a forma em que os produtos são empurrados/vendidos, sem deixar claro quais são todas as regras. Não é mera coincidência que os bancos até hoje praticamente nem permitam que você leve uma minuta de contrato antes de decidir sobre um empréstimo. E na questão jurídica, esta sim, boa parte da população brasileira é leiga. Infelizmente, o judiciário e órgãos de fiscalização ainda são muito deficientes para a nossa realidade, não apenas no aspecto da educação financeira, como em praticamente todos que cercam a nossa vida.

                Outro dia, até reclamei sobre o “Next”, uma marca do Bradesco que é uma conta digital e, como tal, não poderia cobrar tarifas nas transações eletrônicas. A atendente até chegou a me ligar para explicar, mas obviamente estava num outro patamar. Chegou a dizer que era “autorizado” pelo Bacen a fazer isto. Perguntei como, e aí ela se embananou. Aí sim, entender todo o arcabouço de leis do Brasil é complicado. Mas com alguma paciência, aprendendo uma vez como se calcula os juros e sabendo atualizar uma dívida a valor presente, muita gente não seria enganada.

          • Bruno Costa

            E onde eu falei sobre taxa de juros? Ela está só sobre o valor financiado, a relação é sobre o que você pagou financiando contra o que você pagaria a vista, única e simplesmente, entendam. Não tem nada a ver com alterar o financiamento e sim se você tivesse grana e comprasse a vista sem considerar descontos quanto pagaria com quanto está pagando considerando tudo. Não foi alterado de forma alguma as condições de financiamento.
            E financiamento balão tem a mesma entrada de um normal, de 30 a 50%, o que dá a impressão de valor menor é justamente a parcela final, que é a “rolagem da dívida”. O juros NUNCA serão maior que o financiamento normal, o que você pode comparar TODOS do mercado, o maior que achei, da Honda, é de 1,49%, menor do que qualquer financiamento tradicional.
            O problema de vocês é que querem dar 0% de entrada e pagar em 80x sem juros. Eu também quero, mas isso não existe. Porém, achar que a entrada não faz parte do valor pago pra dizer que o banco está te explorando cobrando 2 carros é má fé também. “Problema negocial”? Problema negocial que já pagou 30% do que bem você está adquirindo. Eu diria que é um p*** problema negocial na verdade então.

    • Licergico

      se o cara pode pagar R$1050 por 60 meses é melhor juntar este mesmo valor por 47/48 meses e ter o mesmo valor e ainda ” economizar ” os 15 de entrada….
      isso pra mim é loucura pra comprar um carro de passeio .

      como disse la em cima:
      ” Quanto preciso ganhar para financiar um veículo? ”
      a resposta mais correta é :
      Mais do que precisa para poder compra-lo a vista .

      • José Barbosa

        Na verdade, vou ser mais “chato” ainda, e colocar outro fator na conta.

        Você compra o citado carro por R$ 50.000,00. Entretanto, assim que você assinou o contrato sua dívida de 35 já virou um saldo devedor de R$ 37.768,26, sobre o qual incidirá a taxa.

        Então, se num momento futuro você precisar vender um bem, ele vai ter a própria depreciação do veículo, mas o valor líquido da venda que ficará com você é ainda menor, até quitar o financiamento.
        Sendo muito camarada, ao final do financiamento, o carro valerá a metade. Ou seja, você paga R$ 78.000,00 por um bem que em cinco anos valerá, com sorte, R$ 25.000,00.

        Pior de tudo (e o que mais acontece), é você comprar na empolgação e tentar vender o bem no meio do ciclo deste financiamento. Digamos que após dois anos. O carro valerá em torno de R$ 38.000,00; sua dívida será de aproximadamente R$ 27.500,00 (isto se o banco cobrar da forma correta, o que nem sempre ocorre, e se não tiver embutido uma multa por quitação antecipada). Você fica a pé, seus R$ 15.000,00 de entrada hoje seriam R$ 18.000,00 são apenas a metade disto, e você pagou R$ 25.200,00.
        Enfim, R$ 9.000,00 e mais nada.

        Ou seja, após estes dois anos, sendo bem racional, poderia ter pegado um carro de 15 mil, e poupado os R$ 1.050 da prestação, destinando metade à manutenção e outra metade numa poupança.
        Ao final dos dois anos, teria um carro que vale R$ 12.000,00, com a manutenção em dia e outros R$ 14.000,00 na poupança. Se precisasse vender o carro, pelo menos estaria a pé com o triplo, mas provavelmente nem precisaria.

        Um dos grandes males do nosso consumismo é querer pular etapas, e em muito pouco tempo estar numa situação muito pior daquela que estaria se fosse controlado.

  • Oberon de Megrez

    Quando comprei meu primeiro carro financiei ele 100%. comprei de um particular porem negociei diretamente com a financeira, ela exigia uma entrada por conta do ano do carro… Como eu só tinha uma bicicleta para dar de entrada, a própria financeira adicionou o valor de entrada exigido ao valor de tabela do carro e disse que se alguém ligasse para pedir informações, era tanto para mim quanto para o dono do carro confirmar que eu tinha dado a tal entrada diretamente para ele… final das contas, financiei um carro 2003 100%. Paguei dois carros, péssimo negocio, só valeu a pena porque precisava urgentemente de um, não tinha como esperar juntar uma grana para comprar um a vista ou uma boa entrada. Detalhe importante, o carro não me deu trabalho nenhum de mecânica, fator importante, porque muitos vão nessa história de 30% de renda e etc… mas esquece que carro tem manutenção e pior, se bater ele, tendo seguro ou não você esta ferrado, os 30% vira 50 ou 60 rapidinho.

  • Fabricio Gonzatti

    Só para comparar…

    O rendimento médio real domiciliar per capita foi de R$ 1.242, contra uma renda média de R$ 2.149 se considerados apenas os trabalhadores.

    https://odia.ig.com.br/_conteudo/economia/2017-11-29/ibge-metade-da-populacao-brasileira-vive-com-menos-de-um-salario-minimo.html

  • Licergico

    ” Quanto preciso ganhar para financiar um veículo? ”
    a resposta mais correta é :
    Um pouco mais do que precisa para poder compra-lo a vista .

  • Mr. On The Road 77

    Tudo depende muito da negociação.
    Se o carro que você quer não é um modelo que venda muito, é possível até tx. zero com valor bem abaixo da tabela.
    Eu já comprei um Cruze LT manual zero em 2015 por 8 mil abaixo e financiei um parte da diferença em 36x sem juros, pagando pouco mais de 300 reais de parcela e o meu usado por 90% da FIPE (e olha que era um Renault).
    Foi uma confusão danada pra conseguir: gerente, gerente regional e o escambau envolvidos. 3 horas só negociando essa parte. A coisa foi tão apertada que nem sensor de ré me deram… kkkk

  • RTEC30

    Financiamento,
    só se ganhar bem e não tiver um usado.
    Feliz carnê + juros aos que discordam.

  • Guedes

    Sugestão: talvez possam corrigir o “de acordo a lei,…”. Não existe “lei” que regule quanto uma pessoa tem que ganhar em termos de porcentagem da parcela. O que existe é a prática usual. Usualmente o parcelamento deve comprometer 30% do salário. Não exite lei pra isso!!!

  • Alexandre

    Você precisa ganhar quase 5k para ter um Onix. Lembrando que 5k num pais cujo salario minimo eh menos de R$ 1.000,00 e o PIB per Capita eh 15k… Ai nos vemos que algo de errado não esta certo! E as montadoras ainda quer mais mamata do governo para aumentar os preços dos carros.

  • Rodolfo Pimenta

    Boa tarde. Realmente financiar um veículo não é a melhor opção do mercado ante a outras, mas tudo depende da situação financeria em que a família/pessoa se encontra; por exemplo, trabalho em uma consultoria financeira em que auxiliamos famílias a pensar no futuro ante o presente, em que há diversas estratégias no mercado, e sempre trabalhamos no intuito da melhor para cada caso. Nisto, insiro, o ideal é ter um % dos rendimentos direcionado ao futuro, como a aquisição de um veículo, que tem de ser muito bem pensada porque próximo a 30% da renda é muito a se comprometer, e com as melhores estratégias pode-se economizar até 20% na aquisição de um veículo.

  • Caio

    Some-se a isso os custos de manutenção, seguro, consumo e impostos incidentes sobre o veículo, e pode contar que a pessoa precisaria ganhar no mínimo, uns 15 a 20% a mais. Isso se a pessoa rodar uns 1000 km ou menos por mês.

  • Cristiano Alves

    Poderia encarar a compass ou a HR-V segundo o critério da matéria, mas me recuso. O mercado automobilístico brasileiro só vai melhorar quando o consumidor evoluir e parar de entrar nessa de “se a parcela cabe no meu bolso, eu compro”.

  • Sílvia

    Perfeita a ilustração da matéria ! Mas ,sou ainda da opinião : “eu preciso mesmo ter um carro ? Se sim , qual o mínimo de investimento de que necessito para isto ?” Se seguirmos tal raciocínio , as coisas mudam numa velocidade ! ! !

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