Tesla consegue recorde com o Cybercab: é o EV mais eficiente do planeta, mas o “asterisco” é tão grande que irrita até o fã da marca

tesla cybercab (12)
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165 Wh por milha foi o número certificado que colocou o Tesla Cybercab no topo da eficiência entre EVs e, ao mesmo tempo, abriu uma discussão desconfortável.

Quem confirmou publicamente foi Lars Moravy, VP de Vehicle Engineering da Tesla, ressaltando que se trata de uma certificação, não de meta interna ou marketing.

O número é equivalente a quase 10 km por kWh.

O problema é o tamanho do asterisco: a Tesla alcançou isso com um robotáxi minúsculo, de dois lugares, sem volante, sem pedais e com pack abaixo de 50 kWh.

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Para medir o impacto, a comparação com os EVs mais eficientes avaliados pela EPA mostra um abismo que não aparece em debates sobre “carros de passeio”.

O Lucid Air Pure RWD com rodas 19” aparece com 230 Wh por milha, consumindo 28% mais energia por distância do que o Cybercab.

O Tesla Model 3 RWD com rodas 18” fica em 240 Wh por milha, o que significa 31% menos eficiência, e o mesmo número é citado para o Model Y RWD 18”.

O Hyundai Ioniq 6 SE RWD 18” surge com 241 Wh por milha, seguido pelo Toyota bZ3X XLE FWD em 260 Wh por milha e pelo Model S AWD 19” em 270 Wh por milha.

A leitura por trás desses valores é simples: até o Model 3, referência de eficiência entre carros “compráveis”, precisa de quase um terço a mais de energia para andar o mesmo trecho.

A engenharia do Cybercab explica o salto, porque a Tesla tirou peso e complexidade ao eliminar coluna de direção, pedaleira e todo o conjunto de comandos do motorista.

O desenho em forma de gota, estreitando bastante na traseira, foi pensado para aerodinâmica pura, e não para conforto de banco traseiro ou espaço de porta-malas.

A Tesla afirma que, mesmo com esse pack abaixo de 50 kWh, o Cybercab chega perto de 300 milhas de autonomia, mas isso também reforça como ele é um veículo “de missão única”.

Onde o 165 Wh por milha realmente pesa é no caixa de uma frota de robotáxi, porque energia por milha está entre os maiores custos operacionais de qualquer serviço de corrida.

Usando uma tarifa média de eletricidade nos EUA em torno de US$0.16/kWh, o texto estima custo energético de cerca de US$0.026 por milha no Cybercab, contra US$0.038 no Model 3 e US$0.048 em um Hyundai Ioniq 5.

Bateria menor também sugere recarga mais rápida e custo menor por veículo, e a Tesla já falou em preço de US$30,000 como alvo para viabilizar a conta do robotáxi.

Só que a eficiência vira troféu vazio se a promessa central falhar: a Tesla ainda não resolveu a direção autônoma sem supervisão, a frota supervisionada bate a cerca de quatro vezes a taxa de motoristas humanos, e três líderes seniores saíram desde fevereiro.

A empresa diz que a produção do Cybercab começou na Giga Texas em abril, com um início lento esperado, e o primeiro exemplar sem volante teria saído da linha em fevereiro, mas tudo depende de autonomia real para fazer sentido.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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