
A Volkswagen demorou, mas finalmente decidiu preencher uma ausência difícil de ignorar em uma linha global cheia de opções mecânicas.
A marca alemã revelou um novo sistema híbrido pleno, previsto para chegar à produção ainda neste ano em modelos vendidos na Europa.
Trata-se do primeiro conjunto híbrido completo da Volkswagen em 10 anos, desde o fim do Jetta Hybrid, retirado de linha em 2016.
O curioso é que o Grupo Volkswagen nunca sofreu por falta de motores, indo de três cilindros pequenos até o V12 da Lamborghini.
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Também há EVs, híbridos plug-in e sistemas híbridos leves de 48 volts espalhados por várias marcas e mercados.
Mesmo assim, um Volkswagen com logotipo próprio e sistema híbrido pleno simplesmente não existia desde a aposentadoria daquele Jetta de vendas fracas.
A nova tecnologia estreia inicialmente no Golf Hybrid e no T-Roc Hybrid, dois modelos importantes para o mercado europeu.
Embora a Volkswagen ainda não tenha divulgado os números finais, o conjunto parte de um motor a combustão combinado a dois motores elétricos.
Um desses motores elétricos funciona como gerador, enquanto o outro é responsável por movimentar as rodas na maior parte das situações.
A lógica lembra bastante a solução adotada pela Honda, na qual o motor a combustão nem sempre atua diretamente na tração.
O motor a gasolina deve ser o 1.5 TSI Evo2, lançado no T-Roc em 2022 e oferecido entre 131 cv e 160 cv.
A Volkswagen reuniu motor a combustão, motores elétricos, eletrônica de potência, diferencial e transmissão de uma marcha em um único módulo compacto.
Essa integração economiza espaço e facilita a instalação do sistema em diferentes veículos, um ponto decisivo para ampliar sua aplicação futura.
Na maior parte do uso, o segundo motor elétrico move o carro, enquanto o motor a gasolina liga e desliga conforme a necessidade.
A bateria de 1,6 kWh fica integrada ao assoalho na parte traseira do veículo, ajudando a preservar o aproveitamento interno.
Em velocidades de estrada, quando for mais eficiente, o motor a combustão pode assumir o papel principal de propulsão.
Nessas condições, o motor elétrico atua como reforço de potência, especialmente em acelerações e retomadas mais fortes.
O sistema também permite períodos maiores com o motor a combustão desligado, inclusive em deslocamentos rodoviários, como ocorre em outros híbridos.
Outro detalhe importante é o uso de compressor de ar-condicionado elétrico e servo de freio elétrico.
Com isso, o carro não precisa manter o motor a combustão ligado apenas para climatização ou assistência de frenagem.
A Volkswagen afirma que os novos híbridos serão mais silenciosos em baixas velocidades e no trânsito urbano.
Golf Hybrid e T-Roc Hybrid terão três modos de condução, chamados Comfort, Eco e Sport.
No modo Eco, a potência fica limitada a 70% do máximo do sistema, e a função de reforço elétrico é desativada.
Já o modo Sport antecipa a entrada do motor a combustão, mantendo mais força disponível durante maior parte do tempo.
A marca ainda não informou a potência combinada nem os dados de consumo, mas confirmou que haverá dois níveis de desempenho.
Segundo a Volkswagen, ambas as configurações gastarão menos combustível do que um sistema híbrido leve de 48 volts.
Golf e T-Roc híbridos não devem chegar aos Estados Unidos, porque os modelos que servem de base não são vendidos por lá.
Ainda assim, a Volkswagen dos Estados Unidos confirmou no ano passado que prepara dois híbridos para o mercado local.
Os candidatos mais prováveis são Tiguan e Atlas, embora o Taos também apareça como possibilidade dentro da estratégia americana.
O Atlas de três fileiras pode ser grande demais para esse conjunto europeu, e uma solução própria para os Estados Unidos não está descartada.
O CEO Kjell Gruner já indicou que os sistemas híbridos destinados ao país precisarão ser produzidos localmente.
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