Aston Martin virou um buraco sem fundo desde o IPO e pela oitava vez empresa pede empréstimo de emergência

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O glamour de uma marca pode até encher os olhos, mas quando a planilha entra em colapso o mercado vira implacável e as apostas mudam de lugar.

Depois de abrir capital em 2018 e receber um grande aporte liderado por Lawrence Stroll em 2020, a empresa parecia pronta para finalmente engrenar.

Oito anos após o IPO, porém, a valorização desabou e as perdas continuam, alimentando dúvidas sobre por quanto tempo o negócio aguenta no ritmo atual.

Na estreia na bolsa, a avaliação era de aproximadamente £4,3 bilhões (R$ 28,5 bilhões), mas agora caiu para perto de £430 milhões (R$ 2,8 bilhões).

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Há duas semanas, a companhia buscou recursos emergenciais pela oitava vez desde que abriu capital, e acabou recebendo £50 milhões (R$ 331.259.500).

O dinheiro veio de um consórcio de investidores liderado por Stroll, sinal de que o principal apoiador segue insistindo, mesmo com a pressão aumentando.

Ainda assim, os números recentes pioraram, com prejuízo antes de impostos subindo 25% no ano passado e chegando a £364 milhões (R$ 2,4 bilhões).

Esse desempenho reacendeu especulações de que a Geely, gigante chinesa, poderia tentar entrar para “salvar” a operação caso o aperto se agrave.

O consórcio Yew Tree, comandado por Stroll, é o maior acionista individual com 31%, enquanto a Geely figura como terceira maior, tendo chegado a cerca de 17%.

A Geely já controla a Lotus e, em 2013, resgatou a London Taxi Company do colapso, relançando a operação como London Electric Vehicle Company.

O histórico, porém, divide opiniões, porque enquanto a Volvo prosperou sob a Geely, a mesma narrativa não é unanimidade quando se olha para Lotus e LEVC.

A Lotus anunciou recentemente a demissão de mais de 500 pessoas em Hethel e registrou perda de £195 milhões (R$ 1,3 bilhão) no primeiro semestre de 2025.

Para alguns no setor, um eventual resgate da Aston Martin poderia vir acompanhado de uma decisão dura: levar parte da produção para a China para reduzir custos.

Um fornecedor disse ao The Telegraph que a China tem os menores custos do planeta e que o “modelo clássico” é ir onde o dinheiro está, mesmo que doa.

Investidores também parecem desconfiados, com relatos de que a Geely teria reduzido sua participação para cerca de 14% e a fatia da Mercedes caiu de um pico de 20% para menos de 8%.

O ex-CEO Andy Palmer defende que a empresa deveria abraçar parceiros chineses, alegando que eles estão cerca de 10 anos à frente em baterias e pelo menos cinco em software, especialmente para EVs.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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