
O luxo da BMW agora quer provar que tinta pode ser um produto de engenharia, não só um acabamento, e o Série 7 2027 virou o laboratório dessa ideia.
A marca está lançando um conceito novo de pintura bicolor chamado Individual Dual-Finish, combinando fosco na metade inferior e metálico brilhante na parte de cima do sedã.
Pintura em dois tons já virou coisa comum em carros populares, mas aqui a graça não é o contraste em si, e sim misturar dois tipos de verniz no mesmo painel.
A BMW diz que levou 2,5 anos para desenvolver o processo, treinou mais de 20 funcionários e adaptou a área de pintura na fábrica de Dingolfing, na Alemanha.
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Esse tipo de pesquisa e preparação industrial custa caro, e a própria opção custa caro também, sendo precificada no equivalente em euro de US$ 16,398 (R$ 82.300).
Segundo a BMW, essa pintura representa mais de 10% do custo de um Série 7, o que deixa claro que a proposta é exclusividade, não racionalidade.

O motivo do valor aparece no relógio: o Dual-Finish passa de 75 horas para ser aplicado, quase seis vezes mais tempo do que a pintura padrão do modelo.
Uma parcela enorme desse tempo vai para trabalho manual, porque a equipe especializada passa perto de metade do processo fazendo mascaramento e lixamento à mão.
Não é a primeira vez que o mercado flerta com fosco e brilho no mesmo carro, mas a BMW está vendendo isso como um pacote industrializado e repetível, não como uma exceção.
Há paralelos em tratamentos artesanais de marcas como Rolls-Royce Bespoke, com capô em acabamento acetinado e o restante em metálico tradicional, e também em programas como Bentley Mulliner.
Maximilian Huber, gerente de produto do novo Série 7, afirma que o Dual-Finish também já foi viabilizado para uso na fábrica de Spartanburg, na Carolina do Sul.
Por enquanto, a opção fica exclusiva do Série 7, mas Huber confirmou que o acabamento vai chegar a outros BMW em breve, sugerindo uma expansão rápida do conceito.
Como Spartanburg produz apenas SUVs da BMW, a leitura mais provável é que a ideia apareça em modelos como X7 e, possivelmente, X5 ou X6.
Mesmo no Série 7, o cronograma não é imediato, porque a BMW começa a produção do sedã atualizado em setembro, mas a linha do Dual-Finish só entra em ação em novembro.
No fim, o Dual-Finish não muda motor, chassi ou tecnologia embarcada, mas vende a sensação de raridade ao transformar pintura em processo lento, manual e deliberadamente caro.
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