
A Hyundai decidiu que sobreviver exigirá mais do que adaptar modelos globais a um mercado dominado por fabricantes locais em ritmo acelerado.
No Salão de Pequim 2026, a marca sul-coreana apresentou o Ioniq V, primeiro EV de produção da submarca Ioniq desenvolvido especificamente para o país.
O sedã elétrico inaugura uma ofensiva maior, que prevê 20 novos modelos na China ao longo dos próximos cinco anos.
A meta da Hyundai é elevar as vendas anuais no país para 500.000 unidades até 2030 por meio da joint venture Beijing Hyundai, formada com a BAIC.
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Esse objetivo também inclui exportações a partir da China, transformando a operação local em base para outros mercados além do consumidor chinês.
O CEO global José Muñoz foi direto ao afirmar que a China segue essencial para a empresa e que a Hyundai não pretende sair do país.
Segundo ele, a fabricante está “triplicando a aposta” no mercado chinês, depois de anos de perda de espaço para competidores domésticos.
O Ioniq V é baseado em uma plataforma elétrica codesenvolvida com a BAIC e utiliza baterias fornecidas pela CATL.
O modelo também traz arquitetura de 800 V e tecnologias de assistência ao motorista criadas em parceria com a empresa chinesa Momenta.
A Hyundai ainda não divulgou capacidade de bateria, especificações de motorização, preço ou data exata de lançamento comercial do Ioniq V.
A versão de maior autonomia promete mais de 600 km de alcance no ciclo chinês CLTC, número importante para disputar atenção em um segmento muito competitivo.
O carro mede 4.900 mm de comprimento, 1.890 mm de largura e 1.470 mm de altura, com entre-eixos de 2.900 mm.
Visualmente, o Ioniq V mantém boa parte do perfil em cunha e da silhueta de curva única antecipados pelo conceito Venus.
Esse conceito foi mostrado no início de abril, quando a Hyundai apresentou formalmente a marca Ioniq ao público chinês.
Para a China, os futuros modelos Ioniq seguirão uma linguagem local chamada The Origin, separada do estilo global Art of Steel.
Por dentro, o destaque é a tela panorâmica de 27 polegadas, acompanhada pelo head-up display Horizon e por sistema de áudio Dolby Atmos.
A Hyundai também informa 1.078 mm de espaço para pernas na dianteira e 1.019 mm na traseira, além de medidas extras de redução de ruído.
A estratégia chamada “Na China, Para a China, Para o Global” mostra uma mudança clara de direção dentro da empresa.
Em vez de simplesmente levar produtos globais ao país, a Hyundai quer usar design local, parceiros tecnológicos chineses e ciclos de desenvolvimento mais próximos do mercado.
A pressão é grande porque marcas como BYD, Geely, Chery e Leapmotor avançaram rapidamente em EVs e híbridos plug-in.
Além de recuperar competitividade local, Muñoz disse que a Hyundai pretende exportar carros fabricados na China para mercados como Reino Unido, Europa e Oriente Médio.
O próximo passo será outro SUV, previsto para o primeiro semestre de 2027, dentro de uma linha que incluirá EVs e híbridos plug-in.
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