
Até no universo dos hipercarros, onde quase nada parece caro demais, uma cobrança de oficina conseguiu abrir uma disputa constrangedora.
A Bugatti Miami processou a fabricante após uma briga envolvendo valores de mão de obra em serviços de garantia, repasses de peças e alocação de carros.
O processo foi apresentado em 6 de março e ganhou destaque por revelar bastidores raramente expostos do mercado de luxo extremo.
Segundo a Automotive News, a concessionária pediu em julho passado aumento na hora técnica de garantia para US$ 1.100 (R$ 5.500) até o fim de 2025.
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Pelo acordo relatado, o valor subiria novamente em janeiro de 2026 para US$ 1.350 (R$ 6.800) por hora de trabalho.
A negociação teria ocorrido depois de um acerto de 2024 no qual a Bugatti elevou o reembolso de peças em garantia da loja para 160%.
Em fevereiro, porém, a fabricante teria recuado e alegado “mão de obra e margem de peças excessivas” para encerrar autorizações de serviço no local.
A decisão chama atenção porque estamos falando de uma marca em que uma troca de óleo pode custar US$ 21.000 (R$ 105.000).
A Bugatti também teria afirmado que o mesmo padrão de atendimento poderia ser encontrado em outros pontos por um custo muito menor.
A concessionária respondeu dizendo que existe apenas uma outra loja Bugatti em toda a Flórida, localizada nos subúrbios ao norte de Miami.
Além disso, a fabricante teria informado clientes da região que os serviços de garantia não estariam mais disponíveis na Bugatti Miami.
O conflito não parou na oficina, já que a loja acusa a Bugatti de reter alocações de veículos como forma de retaliação.
A concessionária afirma que receberá apenas dois exemplares do Tourbillon, enquanto a rival do outro lado da cidade ficaria com nove unidades.
A produção do hipercarro V16 de US$ 4 milhões (R$ 20 milhões) começa neste ano, com tiragem total limitada a apenas 250 unidades.
Como o Tourbillon está longe de ser um SUV comum de produção em massa, cada alocação representa enorme prestígio e potencial comercial.
A Bugatti Miami também acusa a marca de violar leis da Flórida ao realizar vendas diretas ao consumidor, embora não cite casos específicos.
A reclamação menciona práticas como negociação de preço, reservas e definição de termos de compra diretamente com compradores, fora da estrutura tradicional das concessionárias.
O caso expõe uma tensão maior entre fabricantes e lojas, em um momento em que a internet reduziu o controle das concessionárias sobre informação e contato com clientes.
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