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Devo vender o carro particular ou entregar na loja? (8 dicas)

Devo vender o carro particular ou entregar na loja? (8 dicas)

O momento da aquisição de um novo veículo nem sempre é ladeado por mil maravilhas. É bastante prazeroso pisar numa concessionária em busca de um novo automóvel para ocupar uma vaga na sua garagem, é claro.


No entanto, esta situação acaba envolvendo uma série de outros fatores, como, principalmente, a venda do seu usado para usar o dinheiro para dar de entrada num carro mais novo ou até mesmo 0 km, e muitas pessoas acabam cometendo erros na hora de comprar um carro.

Caso você realmente tenha “amor ao seu dinheiro”, muito provavelmente busca por uma boa avaliação no seu usado, em que o revendedor possa pagar uma quantia condizente ao ano, modelo e estado de conservação do seu veículo atual, seguindo alguns parâmetros, como é o caso da tabela Fipe, que indica o preço médio daquele usado.

Por outro lado, sabemos que nem sempre é isso que acontece. Principalmente em situações que envolvam automóveis que costumam desvalorizar mais que o normal, a negociação acaba sendo bem mais complicada.


Por conta disso, muitos acabam optando por dispensar as revendas neste caso e optar por negociar o automóvel por conta própria.

Onde vender o carro particular

Neste caso, um dos principais meios de divulgação são os sites de classificados, que vem ganhando cada vez mais espaço nas negociações de veículos e acabam sendo mais práticos e dinâmicos, já que dá ao proprietário a possibilidade de divulgar fotos, informações sobre o veículo, simulação de financiamento e um formulário para que o interessado possa entrar em contato.

Essas facilidades acabam atraindo principalmente quem busca por um carro usado ou seminovo. Há, obviamente, outros meios, como é o caso de jornais, revistas e até mesmo o bom e velho papel fixado nas janelas do veículo com um anúncio de “vende-se”.

Formas de divulgação à parte, é certo que a venda de um automóvel no particular tem suas vantagens e também suas desvantagens, assim como a venda diretamente numa concessionária, dando o veículo de entrada na troca de um modelo mais novo. Porém, você sabe qual é a melhor opção?

Devo vender o carro particular ou entregar na loja? (8 dicas)

Vendendo o carro para uma loja

Vamos começar pelo mais “convencional”: a negociação com revendedoras. Neste caso, já vamos logo adiantar que você dificilmente vai conseguir uma boa avaliação do seu usado – então, esqueça o preço exibido na tabela Fipe.

Normalmente, uma revendedora tenta adquirir o seu veículo por cerca de 20% a menos da tabela de mercado. Isso para que ela ganhe um dinheirinho e também cobrir os custos operacionais (além de possíveis manutenções a serem feitas no carro) no momento em que for revende-lo para outra pessoa, obviamente.

Facilidades ao vender para um revendedor

Porém, o interessante é que a negociação acaba sendo bem mais ágil e fácil. As revendedoras conseguem comprar o seu carro mesmo que não haja um interessado para ele. Por isso, você consegue adquirir um automóvel mais novo ou 0 km.

Outro benefício, neste caso para quem está comprando um automóvel de uma concessionária ou revendedora, é o direito de uma garantia de 90 dias, seguindo o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Vale lembrar que você não deve entregar o seu veículo a uma revenda que tenha feito uma boa avaliação. A dica é visitar o máximo de quantidade de lojas possível, onde você pode encontrar desde avaliações infames até uma boa valorização do seu usado.

Vender na concessionária da marca é uma boa?

Ah, e nem sempre revender o seu carro para uma concessionária da mesma marca é a melhor opção, viu?

Numa revenda de uma fabricante concorrente, é provável que o vendedor avalie o seu veículo de uma melhor forma, sobretudo se você for retirar um exemplar 0 km de lá, já que a intenção deles é que você deixe de ser cliente de uma concorrente.

Negociação com particular

Já na negociação com pessoa física, a situação é um pouco mais delicada. Neste caso, o interessado pelo veículo não tem à disposição algumas facilidades, como é o caso da garantia de três meses (não exigida pelo CDC para pessoas físicas) e também a possibilidade de financiar numa concessionária juntamente ao banco – ou seja, na maioria das vezes você vai conseguir negociar somente com quem conta com grana para efetuar o pagamento a visto.

Fora isso, você precisa ter pulso firme e mente aberta para que possa saber quem realmente está interessado no seu carro, dispensando curiosos (que pode acabar atrapalhando o processo, ainda mais se alguém “estiver na frente”) e também possíveis golpes, algo comum sobretudo em negociações pela internet.

Devo vender o carro particular ou entregar na loja? (8 dicas)

Documentação

Outra dificuldade é a transferência da documentação, que pode se tornar um processo um tanto quanto burocrático dependendo da situação de ambos os lados (do vendedor e do comprador).

Este documento deve ser assinado assim que o vendedor receber o valor acordado com o cliente, para dar início ao processo de venda. O processo deve ser realizado de maneira correta, para que o você (vendedor) não seja responsabilizado posteriormente por multas e outros problemas quando o comprador não transferir o veículo para o nome dele.

A definição do preço

A grande vantagem, porém, fica por conta do preço. Como você não precisa lucrar como uma concessionária, tampouco possui custos operacionais, pode precificar o seu veículo da maneira que bem deseja.

Mas não vá jogar o preço lá no alto só porque o seu carro foi herdado do seu tio e possui todo um apelo emocional, tampouco se ele foi equipado com alguns acessórios após a compra, como rodas maiores e uma central multimídia no painel – equipamentos não costumam valorizar o preço do carro no momento da revenda, tampouco são valorizados por boa parte dos consumidores.

Sendo assim, você pode conseguir uma boa negociação juntamente ao cliente, oferecendo o seu veículo por um preço equiparável ao cobrado pelas revendas e concessionárias, sem perder os 20% da tabela Fipe caso fosse entrega-lo a uma empresa.

Dinheiro na mão para comprar outro carro

Após a venda do seu carro, você terá uma boa quantia em dinheiro para efetuar o pagamento da entrada do seu futuro modelo. Com dinheiro no bolso, a negociação com concessionários costuma ficar bem mais fácil, já que as taxas de financiamento costumam ser menores, ainda mais se você for efetuar o pagamento em poucos meses, o que acaba facilitando o procedimento junto aos bancos.

Deste modo, caso você não esteja tão preocupado em valorizar o seu carro no momento da troca e tenha como prioridade vende-lo rapidamente, a entrega a um concessionário acaba sendo a melhor opção.

Porém, se você quiser perder o mínimo possível de dinheiro ao entregar o seu veículo para adquirir um novo e esteja com certa paciência (inclusive para a negociação e procedimentos para documentação), opte pela venda no particular.

Você já vendeu o seu carro no particular? Conte-nos a sua experiência!

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