Geely quer “virar a Toyota”, mas com DNA chinês — e a ofensiva promete engolir rivais como BYD, MG e Chery

geely ex5 avaliação na (33)
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O mercado virou uma vitrine de marcas chinesas, mas a disputa agora pode entrar em outra fase, porque a Geely está falando abertamente em tomar espaço de liderança.

Mesmo com BYD, Chery, MG e outras já bem posicionadas, a empresa decidiu ampliar o ataque e nomeou Alex Gu como CEO da Geely Australia para comandar a operação local.

O peso do grupo ajuda a explicar a confiança, já que em 2025 a Geely emplacou mais de 4,1 milhões de veículos a gasolina, híbridos a gasolina e EVs, somando China e exportações.

Em entrevista ao News.com.au, Gu disse que quer posicionar a Geely “como a Toyota, mas da China”, uma comparação que soa provocativa num país acostumado a confiar em japoneses.

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O executivo sustenta a ambição com histórico pessoal, porque em sua passagem anterior pelo Oriente Médio ele diz ter levado a marca de 3.000 para 50.000 unidades anuais.

A Geely não é uma marca única, e sim um guarda-chuva que mistura produtos de volume, submarcas e marcas globais, o que pode facilitar uma expansão rápida de portfólio.

Na linha principal, a Geely oferece SUVs e crossovers para o grande público, enquanto a Radar Auto, também chamada de Riddara, foca em picapes elétricas que miram o público de “utes”.

Acima disso, Zeekr e Lynk & Co. ocupam o segmento premium, com a Lynk & Co. usando muita tecnologia e sinergias de uma joia do grupo, a Volvo.

A lista ainda inclui Polestar, Smart, Lotus e até a malaia Proton, o que reforça o poder industrial, mas não garante automaticamente aceitação no gosto australiano.

Na China, o grupo conseguiu um feito simbólico ao emplacar o carro mais vendido do país, com o hatch elétrico EX2 superando BYD, Chery e outros em 2025.

Só que a Austrália é outro campeonato, e a Geely vendeu apenas 2.821 carros no primeiro trimestre de 2026, enquanto a BYD somou 17.541 no mesmo período.

Parte do problema é a vitrine pequena, porque hoje a marca oferece só dois SUVs por lá, o EX5, que é um EV, e o Starray, que é um PHEV.

Gu afirma que a virada virá com produtos “do jeito que o pessoal de lá quer”, incluindo uma picape cabine dupla, um SUV de sete lugares e um SUV de chassi sobre longarinas.

No pacote, ele também cita um sedã grande e uma mistura de motorizações, com versões convencionais e híbridas plug-in, para reduzir a dependência de um único tipo de compra.

O EX2, que brilhou na China, está prometido para chegar à Austrália antes do fim do ano com preço abaixo de AU$30,000, mirando volume e impacto imediato.

Outro candidato a chamar atenção é o Galaxy Cruiser, um PHEV 4×4 de três fileiras que deve encarar modelos como o Denza B8, elevando a aposta no segmento familiar.

Uma gama completa não garante domínio, mas em uma briga para virar a marca chinesa número um na Austrália, a Geely parece disposta a transformar ambição em calendário de lançamentos.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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