
A General Motors pretende cortar centenas de funcionários assalariados em suas equipes de tecnologia da informação para reduzir custos e mudar o perfil de competências internas.
Segundo pessoas a par do assunto, a redução deve atingir cerca de 500 a 600 empregados, com impacto distribuído por escritórios da empresa ao redor do mundo.
A gestão teria começado a avisar os afetados na manhã de segunda-feira, em um processo conduzido de forma discreta por se tratar de assunto privado.
A GM confirmou que está eliminando alguns postos e disse que as mudanças fazem parte da transformação do setor de TI para posicionar melhor a companhia para o futuro.
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Na prática, a leitura é de que a empresa quer “abrir espaço” para contratar profissionais com habilidades em outras áreas tecnológicas além das funções tradicionais de TI corporativa.
O movimento acontece enquanto a GM tenta melhorar resultados em um cenário no qual as vendas nos EUA começaram o ano sem força, pressionando a busca por eficiência.
O mercado reagiu mal no curto prazo, e as ações caíam 3,9% em Nova York às 12:27 p.m. da segunda-feira, sinalizando desconforto com o momento.
Mesmo depois de atingir uma máxima histórica no início do ano, o papel recuou e, até o fechamento de sexta-feira, acumulava queda de cerca de 3,1% no período.
No mesmo intervalo, o S&P 500 avançou 8,1%, aumentando o contraste entre o desempenho do índice e a dificuldade da GM em sustentar o ritmo recente.
Essa rodada também não é um evento isolado, já que em outubro a montadora já havia reduzido centenas de vagas assalariadas.
Na mesma fase, milhares de trabalhadores horistas também foram desligados, após investimentos em EVs perderem tração e virarem um problema de retorno.
A companhia vem tentando elevar a presença de computação e software embarcado nos veículos, além de usar inteligência artificial em mais partes da operação.
Só que, ao mesmo tempo, precisa impor disciplina interna para proteger lucro em um ambiente de inflação mais teimoso, com tensões geopolíticas piorando o quadro.
A resposta inclui cortes amplos nas operações de EVs diante da demanda mais lenta, reduzindo a ambição de curto prazo e reequilibrando gastos.
No acumulado, a GM já registrou US$ 8,7 bilhões (R$ 42,6 bilhões) em baixas contábeis ligadas ao negócio de EVs, reforçando por que a tesoura voltou com força.
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