Governo federal amplia programa para renovação da frota de caminhões e ônibus com crédito de mais de R$ 21 bilhões

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O Brasil tem boa parte de sua frota de caminhões e ônibus com idade bem acima do desejável e é importante sua renovação por veículos mais novos, seguros e ambientalmente mais limpos.

Assim, o governo federal lançou nesta quinta-feira (30) uma segunda etapa do programa Move Brasil, que financia a renovação da frota de caminhões em condições favoráveis para empresas de transporte rodoviário de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos. A medida inclui ônibus também.

O valor total disponibilizado chega a R$ 21,2 bilhões, mais que o dobro dos R$ 10 bilhões da primeira fase do programa, lançado no fim de 2025, que foram totalmente consumidos com mais de mil contratos de financiamento em poucos mais de três meses.

Com a inclusão de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias, o programa se amplia, sendo que do montante divulgado, R$ 6,7 bilhões serão aportados diretamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 14,5 bilhões oriundos do Tesouro Nacional.

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O BNDES será o operador do programa, que será oferecido em parceria com outras instituições financeiras, enquanto o valor máximo financiável por beneficiário continua sendo de R$ 50 milhões.

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse: “Nós resolvemos melhorar as condições, aumentar os prazos de carência, a quantidade de anos para vocês poderem pagar e diminuir a taxa de juros, que ainda é alta.”

O Move Brasil 2 tem agora condições especiais destinadas aos caminhoneiros autônomos, que agora poderão parcelar o financiamento em até 10 anos (120 vezes), com carência de 12 meses. Até então, a carência era de seis meses e o prazo máximo de pagamento era de cinco anos.

Os autônomos contarão com R$ 2 bilhões na nova fase do programa, com taxa de juros reduzida para 11,3%. Antes, eram superiores a 14%.

Ele disse esperar que os fabricantes de ônibus e caminhões reduzam os preços dos veículos e assegurem empregos na indústria, como contrapartidas. Já os autônomos que entregarem o veículo velho para reciclagem conseguirão taxas ainda menores.

Já para o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, o programa promove uma política industrial que não favorece apenas o setor automotivo, mas toda a cadeia econômica do país.

Calvet destacou: “O caminhão, o ônibus, eles são meios. É uma cadeia muito grande. O caminhão é a carne que chega na mesa do trabalhador e das famílias brasileiras, a fruta fresca que chega no Ceasa. O caminhão é a soja que vai para o porto para a gente exportar. O caminhão é a cana que vai para a usina e a gente faz o etanol.”

 

 

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook


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