Maior montadora do mundo enfrenta pressão rara apesar da demanda aquecida por seus híbridos

toyota bz7 abre pedidos (1)
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A Toyota chega ao próximo balanço em uma posição paradoxal: vende muito, domina os híbridos, mas vê seus custos corroerem o resultado.

A maior montadora do mundo deve registrar na próxima semana sua quarta queda trimestral consecutiva no lucro operacional em base anual.

Analistas consultados pela LSEG estimam lucro operacional de 813 bilhões de ienes (R$ 25,9 bilhões) entre janeiro e março, baixa de 27% ante um ano antes.

Esse desempenho levaria o lucro operacional anual da Toyota a cerca de 4 trilhões de ienes (R$ 127,3 bilhões), menor nível em três anos.

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A pressão vem de salários mais altos na cadeia de fornecedores, tarifas de importação do presidente Donald Trump e matérias-primas encarecidas pela guerra no Oriente Médio.

Ainda assim, a Toyota havia projetado lucro operacional de 3,8 trilhões de ienes (R$ 120,9 bilhões) no ano fiscal recém-encerrado.

A empresa continua apoiada pela forte demanda em mercados importantes, especialmente os Estados Unidos, onde híbridos de maior margem sustentam parte dos ganhos.

O problema é que a combinação de produção elevada e custos crescentes tem reduzido a capacidade da montadora de transformar volume em lucro.

Na Ásia, a vulnerabilidade é maior porque a região depende intensamente de petróleo, gás, combustíveis e outros insumos importados do Golfo.

Yuya Takahashi, analista da Marusan Securities, afirmou que preços mais altos do alumínio seriam difíceis de absorver se a situação no Oriente Médio continuar.

O conflito iniciado em 28 de fevereiro afetou principalmente o último mês do trimestre, mas já elevou preços de alumínio, nafta e outros materiais.

A crise também prejudicou embarques de veículos para o Oriente Médio, onde a Toyota vende modelos de margens mais altas apesar do mercado menor.

As vendas da marca na região caíram quase um terço em março, contribuindo para a segunda queda mensal seguida nas vendas globais.

No mês passado, a Toyota vendeu quase 34.000 carros no Oriente Médio, volume modesto globalmente, mas relevante pela rentabilidade dos modelos locais.

O balanço de 8 de maio também marcará um teste para Kenta Kon, novo CEO e aliado próximo do presidente Akio Toyoda.

Kon, ex-secretário de Toyoda, assumiu no mês passado e teve papel central na oferta para fechar o capital da Toyota Industries.

A operação foi concluída em março, apesar da oposição de investidores, incluindo o fundo ativista Elliott Investment Management.

Fornecedores como Aisin, Denso e Toyoda Gosei já alertaram sobre incertezas, citando impactos potenciais de alumínio mais caro e insumos ligados ao petróleo.

Takahashi disse que o alumínio costuma chegar aos custos das montadoras com atraso de cerca de seis meses, criando risco maior no ano fiscal iniciado em 1º de abril.

As ações da Toyota caíram mais de um quinto desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no fim de fevereiro, acumulando baixa de cerca de 10% no ano.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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