“Não vamos fazer guerra de preços”: o recado do CEO da VW Brasil enquanto os chineses avançam com EVs e híbridos e apertam o mercado brasileiro

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Testes de vitrine nas concessionárias e nos classificados viraram termômetro de um medo silencioso: a queda do valor de revenda com a chegada de rivais chineses mais baratos.

A Volkswagen avalia com preocupação esse movimento no Brasil, onde a pressão sobre preços começa a respingar não só no zero-quilômetro, mas também no usado.

Ciro Possobom, chefe da operação da montadora no país, disse à Reuters na segunda-feira que a empresa acompanha o impacto da concorrência chinesa no mercado.

Segundo ele, novos entrantes têm chegado de forma agressiva e empurrado os preços para baixo, o que tende a afetar a percepção de valor ao longo do tempo.

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Apesar do cenário, Possobom afirmou que a Volkswagen se considera bem posicionada no Brasil e – óbvio – descartou entrar em uma guerra de preços com as marcas chinesas.

A ofensiva chinesa ganhou velocidade nos últimos meses, com montadoras ampliando rapidamente presença e conquistando participação com modelos eletrificados de menor preço.

No maior mercado automotivo da região, EVs e híbridos vindos da China se tornaram a ponta de lança para atrair consumidores e elevar o nível de disputa nas vitrines.

Além da briga comercial, a Volkswagen também vem lidando com efeitos diretos e indiretos da guerra no Irã sobre sua operação, segundo o executivo.

Possobom disse que, mesmo com tensões geopolíticas, as interrupções na cadeia de suprimentos seguem administráveis e, até aqui, não provocaram aumento de preços dos veículos.

A preocupação principal está nas rotas de transporte, já que o Estreito de Ormuz passou a conviver com incertezas que elevam risco e complexidade logística.

Para reduzir exposição a atrasos, a Volkswagen recorreu ao envio aéreo de alguns componentes, numa tentativa de manter a linha de produção protegida.

O executivo ressaltou que a montadora importa cerca de 20% das peças usadas no Brasil e afirmou esperar que o conflito termine o quanto antes.

Mesmo assim, a empresa não prevê falta de peças capaz de atingir de forma relevante a produção ou a precificação no curto prazo, de acordo com Possobom.

Na leitura do executivo, o desempenho recente ajuda a sustentar a estratégia, porque abril foi descrito como um mês forte para a marca no país.

Ele disse que os resultados de abril superaram os do primeiro trimestre de 2026, sinalizando melhora de ritmo num ambiente de competição cada vez mais duro.

Com chineses acelerando a disputa pelo bolso do consumidor, a Volkswagen tenta equilibrar volume, posicionamento e valor de revenda sem aceitar a lógica do desconto a qualquer custo.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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