
Não é mais sobre levantar lama e pular valeta: a Ram decidiu que a próxima briga das picapes vai acontecer no asfalto, com motor V8 e carroceria encurtada.
A aposta tem nome antigo e ambição nova, porque o 2027 Ram Rumble Bee volta como uma família de três versões que tenta apagar anos turbulentos da marca.
O plano começa com uma receita simples e um tanto insolente: pegar uma meia-tonelada comum, cortar 33 cm do comprimento total e enfiar V8, sem pedir licença.
Essa cirurgia só funciona porque a Ram finalmente oferece a combinação antes inexistente de Quad Cab com caçamba curta, deixando o entre-eixos mais de 30 cm menor.
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Tim Kuniskis, CEO da Ram, foi o primeiro a admitir que a ideia não é inédita e que, da última vez, a execução tropeçou feio por motivos bem concretos.

Ele lembra o ciclo de cerca de 20 anos atrás, quando F-150 Lightning, Silverado SS, o antigo Rumble Bee e o Ram SRT-10 tentavam vender “picape de rua”.
O SRT-10, por mais lendário que pareça, virou exemplo do que não fazer, já que o V10 era espetacular, mas o uso de picape ficou comprometido.
Na configuração curta e manual, faltou uma capacidade de reboque decente, enquanto a versão automática com cabine maior chegava a 3.402 kg, um número respeitável para a época.
Agora a Ram diz que não tem “caça ao câmbio”: existe apenas uma transmissão automática de oito marchas, e o comprador só escolhe qual V8 quer.
Na porta de entrada, o Rumble Bee 5.7 traz o Hemi aspirado com 400 cv e 56,7 kgfm, tração integral de série e uma relação final de 3,92:1.

Para reforçar o lado “street truck”, todas as versões têm modo de tração traseira sob demanda para burnouts e launch control, caso a intenção seja realmente largar forte.
O Rumble Bee 392 sobe a régua com o V8 6.4 aspirado, entregando 477 cv e 62,9 kgfm, ainda com o mesmo diferencial 3,92:1 e peso perto de 2.722 kg.
É também nessa versão que aparece o Track Pack, que adiciona bolsas de ar, baixa mais a altura para melhorar a dinâmica e cria modos “track” e “valet”.
Com pneus e suspensão do pacote, a Ram fala em 0,89 g de aderência lateral, bem acima dos 0,7 g que a Car & Driver registrou no antigo TRX.
No topo, o SRT usa o Hellcat 6.2 supercharged com 788 cv e 94,0 kgfm, Track Pack de série e pneus traseiros mais largos do grupo desde o fim do Viper.

A marca promete 11,6 s no quarto de milha e mira 273 km/h de velocidade máxima, defendendo que ainda dá para rebocar 3.856 kg e seguir usando como utilitário.
O possível atrito está na cabine, porque não existe single cab, mas Kuniskis banca que o mercado mudou e resume: 97% escolhem cabines de família, “eles postam, mas não compram”.
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