
Um e-mail com tom pesado, uma reunião virtual de 15 minutos em horário estranho e, no fim, um encerramento abrupto que terminou junto com o emprego.
Foi assim que funcionários da General Motors descreveram a demissão em massa realizada na segunda-feira, segundo relatos dados à CNBC.
“Sem apreciação ou empatia, sem perguntas, nada”, disse um analista de dados que trabalhou por mais de uma década na montadora.
Os desligamentos atingiram cerca de 500 a 600 funcionários, principalmente em funções de tecnologia da informação, em Austin, no Texas, e em Warren, no Michigan.
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Uma pessoa na GM familiarizada com o corte afirmou à CNBC que a empresa está reavaliando necessidades de força de trabalho e reduzindo custos em meio a condições incertas de mercado.
Dois profissionais desligados, que pediram anonimato por medo de repercussões, disseram que suas áreas passaram por reestruturações recentes e foram incentivadas a usar mais inteligência artificial.
“Eles vão empurrar IA para o trabalho do dia a dia e para todo o resto”, afirmou um programador veterano e cientista de dados, dizendo ter visto isso de perto.
Ele reconheceu que a IA pode aumentar muito a produtividade de quem programa, mas alertou que ela não ajuda se a pessoa não entende o negócio.
Como em outras grandes empresas, a IA vem sendo usada para tornar equipes mais eficientes, mas a tecnologia também tem sido associada a cortes de pessoal.
Amazon, Meta, Oracle e Block já anunciaram rodadas de demissões, algumas destacando a automação e o ganho de produtividade com estruturas menores.
A GM evitou comentar quanto a IA pesou no corte mais recente e divulgou apenas um posicionamento na segunda-feira sobre a transformação da sua organização de TI.
No texto, a empresa diz estar reposicionando a área para o futuro, que eliminou certos cargos globalmente, agradece as contribuições e afirma que dará suporte na transição.
A fonte ouvida pela CNBC disse que a IA influenciou a decisão, já que a GM segue contratando pessoas com essas competências, mas que não foi o único motivo.
Apesar dos cortes, a montadora continuava recrutando, e na terça-feira tinha cerca de 80 vagas abertas em TI, incluindo funções ligadas a IA, motorsports e veículos autônomos.
O corte atingiu profissionais com diferentes níveis de senioridade, segundo as pessoas que falaram sob anonimato.
Um panorama do programa de desligamento visto pela CNBC prevê dois meses de compensação para quem tem de um a quatro anos de empresa, com progressão por tempo de casa.
No exemplo citado, empregados com oito anos recebem quatro meses, e no topo a GM oferece seis meses para quem tem 12 anos ou mais.
Os documentos também indicam pagamentos únicos para saúde entre US$ 2,000 (R$ 9.800) e US$ 6,000 (R$ 29.400), além de regras sobre férias e licença médica não usadas.
Esse saldo seria perdido, a menos que a medida viole leis estaduais, e os benefícios dependem da assinatura de um acordo de quitação e da devolução de veículos e equipamentos.
A GM ainda ofereceu apoio via Lyra para “navegar a perda do emprego” e serviços de recolocação e coaching de carreira por meio da LHH.
Em um dos textos, a orientação reconhece que a demissão pode trazer estresse, tristeza e confusão, e diz que há suporte disponível durante a mudança.
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