Stellantis dá meia-volta e promete Chrysler “popular”: SUVs abaixo de R$ 150 mil miram um buraco que as marcas americanas abandonaram

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A Stellantis decidiu que a Chrysler não pode mais viver como uma marca de um produto só, e planeja reanimá-la com modelos de baixo custo para enfrentar a crise de acessibilidade nos EUA.

A promessa é clara: a Chrysler deve receber três novos crossovers nos próximos anos, incluindo dois com preço inicial abaixo de US$ 30.000 (R$ 150.300).

A ideia, segundo Tim Kuniskis, chefe das marcas da Stellantis na América do Norte, é recolocar a Chrysler na faixa de US$ 25.000 a US$ 35.000 (R$ 125.300 a R$ 175.400), um território que ele diz não ter concorrência entre marcas americanas hoje.

A mudança soa como uma guinada porque, nos últimos anos, a Chrysler basicamente ficou restrita a minivans, enquanto o grupo tentava empurrar parte do portfólio para faixas mais caras.

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Esses novos modelos entram em um pacote maior: a Stellantis quer lançar até 2030 nove veículos, somando todas as marcas, com preços iniciais abaixo de US$ 40.000 (R$ 200.400), contra apenas dois no ano passado.

O plano foi apresentado no investor day da empresa e mira consumidores desgastados pela inflação e por um mercado que encolheu justamente nos carros de entrada.

O efeito dessa “desertificação” aparece no preço médio do carro novo nos EUA, hoje em torno de US$ 50.000 (R$ 250.500), patamar inalcançável para muita gente.

Ralph Gilles, chefe global de design da Stellantis, resumiu a leitura com uma frase direta ao falar de um comprador mais pragmático, com desejos diferentes dos boomers.

A Stellantis também tenta consertar lacunas abertas por cortes agressivos de custos e apostas em EVs no momento errado, que deixaram segmentos importantes desassistidos e corroeram participação.

A empresa diz que pretende lançar 11 veículos totalmente novos até 2030 e expandir o alcance da sua gama para cobrir 50% mais do mercado americano do que cobre hoje.

Na Ram, o plano inclui um SUV grande chamado Ramcharger, recuperando um nome abandonado há mais de 30 anos.

A marca também pretende ressuscitar a Dakota, além de adicionar uma picape compacta derivada da Rampage, vendida na América do Sul.

Essas picapes devem mirar rivais menores como Ford Ranger e Maverick, reforçando a tentativa de voltar a disputar volume onde o consumidor realmente está.

Outras apostas citadas incluem uma versão de desempenho do Jeep Wrangler chamada Scrambler, um “muscle hatch” da Dodge baseado em uma plataforma flexível e um esportivo que a marca chama de Copperhead.

Em resumo, a Stellantis está apostando que voltar a oferecer preço de entrada, e não só versões “mais caras e completas”, é a forma mais rápida de recuperar fôlego no mercado americano.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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