
Uma picape quase nova acabou se transformando em um problema caro depois que seus airbags dispararam durante um trajeto comum no Canadá.
Victor Sanchez, proprietário de uma Ram 1500 2025, afirma que voltava do trabalho de madrugada quando a situação aconteceu sem qualquer aviso aparente.
Segundo ele, os airbags de cortina e os airbags instalados nos bancos foram acionados ao mesmo tempo.
O impacto repentino teria deixado Sanchez desorientado, acionado as luzes de emergência e quase provocado uma colisão durante a condução.
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Em entrevista à CTV News, ele disse que a sensação foi como um grande “bang” e classificou o episódio como bem impactante.
A troca das peças, segundo o proprietário, exige substituir airbags, forro do teto, cintos de segurança, módulos e ainda reparar os bancos.
O custo estimado dos reparos pode ultrapassar CA$ 20.000, valor que Sanchez acreditava que seria coberto pela garantia da fabricante.
A expectativa mudou depois que a picape foi levada a uma concessionária local e o processo ficou mais de um mês sem resposta clara.
Somente após questionamentos da imprensa, a Stellantis apresentou uma explicação formal para negar a cobertura em garantia do caso.
A fabricante informou que realizou uma análise com equipes de serviço, garantia e engenharia, usando dados recuperados do módulo Occupant Restraint Control.
Segundo a Stellantis, essas informações indicaram que a picape começava a inclinar e que múltiplos sistemas previram que o carro poderia acabar ficando com as rodas no ar.
Com base nessa leitura, a empresa afirmou que o acionamento dos airbags foi comandado corretamente e funcionou conforme o projeto do veículo.
A montadora também declarou que não identificou defeito de fabricação, motivo pelo qual a situação não atenderia aos critérios de cobertura da garantia.
Na prática, a posição da Stellantis transfere a responsabilidade pelo reparo ao proprietário, apesar de Sanchez insistir que não houve gatilho visível.
A empresa acrescentou que sua garantia não cobre danos relacionados a colisões, uso inadequado ou fatores externos semelhantes ao funcionamento normal do veículo.
O caso evidencia uma disputa cada vez mais comum em carros modernos, quando o relato do motorista entra em choque com dados eletrônicos registrados pelo veículo.
Para Sanchez, além da conta do conserto, o problema também trouxe gastos extras com um carro alugado enquanto a Ram permanece fora de uso.
Agora, a negativa da Stellantis deixa o proprietário diante de um reparo caro, uma picape danificada e uma explicação técnica difícil de contestar.
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