
A disputa pelos EVs na Europa entrou em uma fase em que vender carros importados da China já não parece suficiente.
A Volvo Car AB está disposta a dar à Geely acesso às suas fábricas europeias, caso a controladora chinesa queira produzir na região.
O presidente Hakan Samuelsson afirmou à Bloomberg Television que fabricantes chinesas interessadas em vencer na Europa precisam ter produção local.
A lógica é simples: ao fabricar dentro do bloco, essas marcas podem reduzir a exposição às tarifas da União Europeia sobre EVs chineses.
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Segundo Samuelsson, se marcas da Geely quiserem montar carros na Europa, a Volvo pode apoiá-las com produção local.
O executivo tratou a medida como uma opção disponível para o grupo, sem indicar modelos, prazos ou unidades específicas que poderiam ser usadas.
O movimento ocorre enquanto montadoras chinesas intensificam a busca por capacidade produtiva europeia para crescer fora de um mercado doméstico supercompetitivo.
A Dongfeng Motor Corp., por exemplo, negocia com a Stellantis NV acesso a fábricas subutilizadas da dona da Peugeot na Europa.
Em março, Li Shufu, bilionário chinês por trás da Volvo e da Geely, já havia defendido maior cooperação entre as marcas de seu império automotivo.
A ideia ganha força diante da sobrecapacidade industrial e da necessidade de aproximar operações em um grupo que inclui Volvo, Polestar, Lotus e Zeekr.
A cooperação entre as marcas não é novidade, já que a Volvo produz modelos em fábricas da Geely na China.
A Polestar também aproveita essa rede, com carros feitos na fábrica da Volvo em Charleston, na Carolina do Sul.
Na Europa, a Volvo ainda atua como importadora exclusiva dos carros da Lynk & Co, outra marca ligada ao universo Geely.
A abertura das fábricas europeias surge em um momento delicado para a Volvo, que reportou queda no lucro do primeiro trimestre.
A empresa enfrenta vendas mais fracas de EVs nos Estados Unidos após a retirada de subsídios e competição mais dura de marcas locais na China.
A margem de lucro antes de juros e impostos ficou em 2,2%, ligeiramente abaixo do ano anterior, mas acima do consenso dos analistas.
Analistas da Bernstein liderados por Harry Martin avaliaram que a Volvo teve um trimestre financeiramente sólido diante do cenário global.
As ações subiram 2,4% às 9h03 em Estocolmo, embora ainda acumulem queda de cerca de um quinto no ano.
A recuperação da Volvo depende em parte do novo SUV elétrico EX60, apresentado em janeiro e já com forte demanda inicial na Europa.
A Geely comprou a Volvo da Ford Motor Co. por US$ 1,8 bilhão (R$ 9 bilhões) em 2010, na maior aquisição chinesa de uma montadora estrangeira até então.
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