A GM não está “fazendo carro por prompt” mas quase: ela está usando IA para pular meses de trabalho e isso pode virar o novo padrão da indústria

fabrica gm ontario
fabrica gm ontario

Criar um carro sempre foi um jogo de paciência, repetição e intuição, mas a chegada de ferramentas de inteligência artificial está encurtando esse caminho de um jeito que muita gente não esperava.

Com a IA avançando sobre tarefas criativas e técnicas, o temor de cortes e substituições cresce, inclusive em áreas ligadas a design, engenharia e desenvolvimento automotivo.

Na GM, porém, a postura adotada dentro de estúdios e laboratórios é a de usar a IA como aceleradora de processo, e não como atalho para “inventar” um carro do nada.

A empresa diz que os projetos continuam nascendo do jeito tradicional, com designers desenhando a lápis, mas o salto acontece no que vem depois do primeiro traço.

Veja também

A partir do sketch, ferramentas de visualização com IA conseguem gerar renders complexos com rapidez e ainda transformar a ideia em animações 3D detalhadas.

Daniel Shapiro, um dos designers criativos da GM, afirma que o que antes exigia meses e várias equipes para evoluir de um desenho até uma animação refinada agora pode ser feito em menos de um dia.

Com o tempo economizado, o estúdio consegue criar dezenas de variações de um mesmo conceito rapidamente e, em vez de travar cedo numa única direção, lapidar as melhores alternativas.

Na prática, a IA estaria abrindo espaço para explorar mais possibilidades, porque o custo de “tentar e descartar” cai, e isso muda até o comportamento de quem cria.

Shapiro resume a mudança dizendo que dá para explorar muito mais sem tratar cada ideia como algo intocável, e que a tecnologia já alterou a rotina diária do trabalho.

O ganho não fica só com designers, já que engenheiros também estão usando IA como ferramenta para decisões mais rápidas durante o desenvolvimento.

Uma das equipes da GM desenvolveu um recurso alimentado por IA que funciona como um túnel de vento virtual, capaz de prever o arrasto aerodinâmico a partir de renders digitais.

Antes, a marca dependia de simulações tradicionais de dinâmica dos fluidos e de testes em túnel de vento em escala real, processos caros e demorados.

Essas etapas podiam levar dias ou semanas, especialmente quando pequenas mudanças no desenho exigiam rodadas adicionais de avaliação e ajustes.

Agora, a promessa é que o time consiga mexer em detalhes como a linha do teto ou o formato do capô e, quase em tempo real, enxergar como isso afeta a aerodinâmica.

Se a abordagem se confirmar em larga escala, ela tende a mexer no ritmo de desenvolvimento, encurtando ciclos e permitindo que decisões de forma e eficiência caminhem juntas desde cedo.

⭐ Siga o Notícias Automotivas no GoogleAcompanhe nosso conteúdo direto no Google e fique por dentro das últimas notícias automotivas.Seguir no Google
📣 Compartilhe esta notíciaXFacebookWhatsAppLinkedInPinterest
📨 Receba um email com as principais Notícias Automotivas do diaReceber emails
📲 Receba as notícias do Notícias Automotivas em tempo real!Canal do WhatsAppCanal do Telegram
Siga nosso site no Google Notícias
noticias
Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


formulario noticias por email

O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação / 5. Número de votos:

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.