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Carro da semana, opinião de dono: Chevrolet Monza Classic SE 1989

Carro da semana, opinião de dono: Chevrolet Monza Classic SE 1989

O Chevrolet Monza tem uma história muito bem sucedida em nosso país, onde foi comercializado por 14 anos até a chegada de seu sucessor, o Vectra. O carro desembarcou em 82 trazendo uma série de tendências do mercado europeu, e se tornou o primeiro automóvel mundial no Brasil, ou seja, era o mesmo modelo vendido na Europa, cujo seu nome era Opel Ascona.


Este GM chegou com motorização 1.6, passando pelo 1.8, 2.0 e a partir de 1990, ganhava a motorização 2.0 com injeção eletrônica, estreada pelo Classic 500 E.F, uma serie especial ao piloto Emerson Fittipaldi. O Monza figurou por dois anos (1984 e 1986) como o carro mais vendido em nosso país, conseguindo até mesmo superar carros populares que custavam menos que o sedam médio da GM na época. Em 1991 o Monza recebe um novo desenho, porem internamente o carro muito pouco, provavelmente porque em um futuro próximo ele já deixaria de ser fabricado.

Em 94 com a chegada da primeira geração do Vectra, o Monza já estava com os dias contatos, até que em 1996 a Chevrolet deixou de lado seu grande sucesso, para apostar no seu sucesso, o Vectra. Durante esse período, foram produzidos 857.810 unidades do veículo.

Carro da semana, opinião de dono: Chevrolet Monza Classic SE 1989


O Monza chegou a nossa garagem apenas em 2006, quando meu pai comprou o Classic SE 1989, completo, porem ainda carburado. O veiculo possui Direção Hidráulica, Ar-Condicionado (opcional), Vidros, retrovisores e Travas Elétricas, desembaçador traseiro, rodas de liga leve, Farol de milha, mala elétrica, descanso para braço nos bancos traseiros e luz de neblina. A linha Classic foi marcada pelo seu requinte e extensa lista de itens de série, que ainda poderia contar Bancos de Couro, Ar-Condicionado, pintura com dois tons de cores entre outros acessórios que eram opcionais da época.

O Classic equipado com a motorização 2.0 rendia 110 cv, embora toda a documentação seja 99 cv. Esta foi uma artimanha da montadora para que o imposto sobre o veículo não interferisse tanto em seu valor, e a estratégia acabou dando certo. Mesmo com mais de uma tonelada de peso, o carro conseguia ter um torque de 16,2 kgfm a 3500 rpm.

Então vamos à avaliação do mesmo.

Carro da semana, opinião de dono: Chevrolet Monza Classic SE 1989

Preço: Hoje você encontra este tipo de carro na faixa de R$ 6.000,00 até R$ 15.000,00, conforme o estado de conservação do veículo. Por ser um carro forte, barato e com baixa manutenção, é muito utilizado para trabalho e muitos o compram para ir restaurando, pois em breve ele poderá ser um dos carros que poderá ganhar placa preta, o que motiva alguns saudosistas que já foram donos de Monza, a buscá-los e relembrar os velhos tempos, quando o automóvel era sinônimo de modernidade e tecnologia.

Desempenho: O desempenho do Monza regulava com os demais concorrentes da época. Com um motor forte, mesmo em baixas rotações, ele respondia e conseguia bons números de retomada. A velocidade atestada em seus testes variava entre 165 km/h a 168 km/h.

Condução/Dirigibilidade: A Chevrolet tem histórico de fazer carros com suspensões voltadas ao conforto, e o Monza prova essa marca da montadora. Com uma regulagem extremamente suave, o carro ganhou muitos fãs que prezavam justamente este ponto em um carro do porte de Classic. Mesmo sendo suave, o carro é estável e possui uma condução prazerosa. Dotado de 5 marchas (4-automático), o cambio do carro possui relações longas que dificilmente exigem mudança de marcha em uma viagem.

Segurança: Considerando a sua idade, o Classic não possui nenhum elemento de segurança que os carros atuais de mesmo segmento possuem. Mesmo assim o carro se mostra confiável pelo bom projeto feito. É importante revisar o Cilindro mestre do Classic, em virtude de já ter se passado mais de 20 anos de sua fabricação. O nosso foi trocado em virtude do desgaste normal do tempo.

Consumo: O carro tem o retrospecto de beberrão, principalmente devido ao fato de ser carburado ainda, porem fazendo uma avaliação mais profunda, ele até não bebe tanto. É fato que os motores carburados exigem mais cuidado e trabalho, pois um carburador funcionando bem e estando bem regulado, tem influencia no consumo do carro. Na cidade, o carro tem conseguido médias de 7,5 km/l, que é a mesma média de um Focus 2008 2.0 de um colega meu. Não conheço muito bem o consumo do carro da Ford, mas se compararmos ao Santana GLS 89, seu principal concorrente, o Monza era mais econômico. Em rodovias nossa média tem ficado em 14,5 km/l, considerando viagens a 100 km/h, todas elas sem ar condicionado ligado.

Conforto e conveniência: Por ser um carro de segmento médio, o Monza é um automóvel muito confortável e estável. O grande número de itens de série e opcionais com o AC deixava o carro com um toque de luxo, devido a todo o conceito que o Classic possuía na época. Embora já tenha se passado todo este tempo, ainda é bem fácil achar algumas peças do Classic, principalmente relacionadas à mecânica, porem existem itens de acabamento que são raros de ser encontrado, até pelo numero de carros que foram produzidos da edição Classic SE.

Vida a bordo: Como o projeto é antigo, existem coisas que hoje foram melhoradas, e que na época o carro pecava. Embora tivesse um computador de bordo com algumas funções, ele fica deslocado à direta do painel, e o motorista precisa ter cuidado ao ficar mexendo no mesmo, pois tira o foco da condução do carro. Os comandos de vidros e retrovisores elétricos e ficam perto do cambio, uma tendência que na década de 90 já mudou, embora até hoje algumas marcas insistam em deixá-los naquela posição. Os demais comandos são de fácil acesso, e o automóvel apresenta uma ótima visibilidade para manobras e condução.

Acabamento: Considerado o TOP dos Monzas, o Classic ganhava uma direção com as escritas de seu nome “Classic SE”, com 4 raios, presente apenas nessa versão. O estofamento é bem trabalhado e ainda combinava com a cor do veiculo, ou seja, se o Monza fosse azul, a forração do banco também vinha com o mesmo tom de cor, além do console e acabamento das portas que seguiam esse mesmo tom. O carro ainda tem as famosas luzes nas portas que era um charme da época. Existem também as famosas luzes de leitura para os bancos de trás do veículo, que somadas ao apoio para a cabeça dos bancos, trazia uma leitura agradável.

Pontos Fortes:

– Preço;
– Acabamento;
– Conforto;
– Manutenção (Mecânica);
– Estabilidade;
– Itens de série;

Pontos Negativos:

– Manutenção (Peças de acabamento);
– Consumo (Quando não se sabe dosar o acelerador);
– Roubos (Monza é o 7º carro mais roubado do País);

Símbolo dos anos 80, e com uma legião de admiradores, o Classic tinha o melhor em tecnologia e estilo daquela época, lembrando que as importações eram extremamente limitadas. De modo geral, o carro é muito bom e se assemelha a qualquer Monza SL/e em termos de mecânica, porem por se tratar de uma série especial, há peças que são raras e quando são vendidas, possuem preço exorbitante. Em julho de 2012 um Vectra bateu na traseira do veiculo, e tivemos que trocá-la toda, onde só o custo das sinaleiras e Apliques originais (usados) saiu R$ 800,00. Também se deve cuidar do carburador, mantendo uma limpeza seguida para evitar problemas com consumo.

E você, já foi dono de um Monza? Qual é a sua opinião sobre este automóvel?

Por Willian Kochhann

Carro da semana, opinião de dono: Chevrolet Monza Classic SE 1989
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116 Comentários

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  • Parabéns pelo carro e pela postagem. O Monza é um carro charmoso até hoje. Infelizmente é cada vez mais raro ver um Monza bem cuidado. Ao ler o teu post fiquei com saudades do meu Kadett SLE/EFI 1992.

  • Um carrão… Em casa tivemos tres, um SL/E 1990/1990 a gasolina, um SL/E 1991/1992 a alcool (já injetado) e um GLS 1995/1996, a gasolina, ultimo modelo do Monza. Um baita carro e como disse o autor, de beberrão só a fama mesmo, pq se a manutenção estiver em dia e não abusar do acelerador, o carro fica na média dos concorrentes tranquilamente, e com um desempenho muito bom.

  • Boa avaliação. O monza é símbolo de uma era da GM em que os carros eram "idolatrados"… vide os Opalas, Santanas, Del Rey´s, dentre outros. E a apreciação dura até os dias atuais, ainda mais que para muitos donos de hoje, estes eram sonhos de infância e adolescência ter estes carros. Caso você não se importe de alterar algumas características mecânicas, pode tentar colocar uma injeção nele, não deve ser difícil de adaptar.
    Abraço!

    • É possível, porem um tanto complicadinho, precisa fazer um furo no bloco, para a Roda Fônica.
      E Adaptar o Mufla do Corsa, pra não ficar com aquele filtro de ar tipo "panelão"

  • Um dos melhores carros já lançados pela GMB, o "pedigree" da Opel está por toda a parte, ainda que à época eu gostasse mais do Santana, o Monza (e o Kadett também) são carros tão especiais quanto. :)

  • Meu primeiro carro foi um Monza SL 1.8 1990 (1.8 na tampa do portamalas mas no motor estava timbrado o 2.0) Era muito econômico e muito conservado e nunca deu defeito. Andei mais de 70mkm e só trocava o básico. Depois troquei por outro Monza, mas SL/E e com duas portas, mais a ver comigo. Também andou muito sem apresentar qqr defeito.

    Depois vendi e comprei um Corsa 1.0 1998 zero, achando que andaria o dobro do 2.0 e quebrei a cara. Foi o pior carro que tive na vida.

    • Minha mãe tinha um CORSA 1997 Super… Beberrão demais, mas andava muito. Foi um bom carro, durou 120000km quando foi achado queimado. Mas a retifica foi feita aos 94000km… Falei dele na matéria da semana passada. Mas o MONZA do meu pai, ta com 114000km e nunca deu um defeito.

  • O carro está realmente excelente, parabéns ao dono!

    Poderia apenas dar um polimento a mais na lateral esquerda da mala, atrás do pára-lama traseiro, por causa da repintura após a batida. Parece que ficou meio fosco.

        • É que o cara que fez a puntura antes da batida era muito ruim. Amigo do meu pai, ele acabou se enganando com o serviço do cara. Agora depois da batida, foi outra pessoa que fez, bem mais caprichosa. Essa semana bateram na lateral da frente, bem no parachoque, ai agora vamos ter que mandar fazer a frente ali naquela parte. Vou juntar uma grana para poder fazer todos os outro podrezinhos que ele tem no capô por causa do sol. Ai vai ficar com a pintura 100%

  • Nooooooosssssssaaaaaaa!! Uma das melhores avaliações em um dos carros q marcaram época….. Lembro na minha infância em q as ruas ficavam lotadas de Monza, era o sonho de consumo….. Pra quem era endinheirado pegava um Diplomata, q tbm era um carrão….

    O carro tá em ótimo estado….. Parabens!!

  • Realmente o monza foi um carrao sob o projeto dele sairam o opel ascona e o chevrolet cavalier carro mundial e por 3 anos consecutivos o carro mais vendido do Brasil na decada de 80. Raro e ver algum conservado o que e uma pena . Meu pai teve um barcelona 92 prata com os bancos com detalhes em alusao as olimpiadas era bem bacana.

  • Há muito, muito tempo atrás, meu pai teve um Monza, mas era um Classic 92/92, se não me engano, com painel digital, motor 2.0L e uma belíssima cor azul metálica. Ele não gostou muito do carro, a manutenção era um tanto alta (o que coincide com o relato de William) e, pelo menos no modelo daqui de casa, ele fazia bastante barulho em ruas esburacadas. Resultado: trocou por um Escort GLX SW 1.8 16V (não lembro o ano), vai ver é por isso que aqui em casa sempre houve a preferência por Ford rsrs'

    Mas enfim, pelas fotos parece ser um carro muitíssimo bem cuidado, parabéns ao dono! O que mais me chama atenção é a carroceria 2P, dá uma certa nostalgia pensar que esse tipo de carro um dia foi vendido em território nacional, visto a "ditadura" dos 4P. Quanto ao consumo, creio que seja relativo, particularmente se eu fizesse 7.5km/l na cidade em um carro 2.0L com idade mais "avançada", eu ficaria até tranquilo, se é que me entende.

    PS: a segunda foto do post me fez parar por alguns segundos, jurava que era um Chevette esticado… deu aquela sensação de "hein???" rsrs'

    • Julio, interessante seu relato. Geralmente, alguns Monza apresentam um barulho interno de painel. A solução é colocar um revestimento de espuma que absorve o problema.

      Em relação ao Escort, ele era mais novo e o acerto muito mais para o conforto, por isso talvez seu pai não tenha sentido falta do Monza…rs

      Além disso, esse motor 1.8 do Focus é uma delicia!

      Julio, inclusive existiu essa versão: http://www.monzaclube.com/eventos_09/eventos_24EA

      Que serviu para transportar com mais conforto executivos. Esse Monza tinha 60cm a mais e era um luxo de conforto! Em um encontro de carros antigos feito em Campos do Jordão, eu pude participar e dentre os carros tinha esse Monza. Ele possui bancos em veludo ou couro… e muito espaço! Há quem tenha tido um desses com cambio automatico… mega raro.

      • Carai… esse sim é um Chevette grande !! Zoera, zoera rsrsrs'

        Nunca tinha visto essa versão não, bem interessante!

        E sim, o motor 1.8 16V é um motorzinho e tanto. Acredito que, em partes, hoje ele foi bem """substituído""" pelo 1.6 16V Sigma, eu era muito chato com o falecido 1.6 8V Zetec na linha Focus, morria de medo de usarem esse motor no Fiesta mexicano.

        • O escort S.W é um daqueles carros que,se em bom estado,vale muito a pena ter como segundo carro,pois é robusta,espaçosa,bem acabada,tem excelente desempenho e é economica pelo seu porte,sem dúvida vale muito a pena um carro desses…..

    • Meu pai começou a ter um MONZA justamente por conta de um Escort… Em 1989, quando nasci, ele tinha um XR3 1.6 vermelho 1986 com teto solar, o carro só deu defeito. Conclusão, ele trocou por um SL/E 2.0 1988 no comecinho de 1990 e vendeu em 1993… E no fim de 1996, ele comprou o GL 2.0 Alcool 1995, o qual está até hoje. Um belo carro.

      Escort GLX SW 1.8 16v é um belo carro, tenho um amigo, que o pai dele tem uma e não troca por nada.

  • Nos anos 80, carro ainda era investimento.
    A fila de espera por um carro novo era tão grande que um Monza semi-novo com uns 15000 km rodados, disponível pra pronta entrega, custava mais caro que um Monza 0 km, que você encomendava na concessionária, mas levava meses e meses pra chegar.

  • Pouca gente sabe, mas chamar esse carro de Monza foi uma enganação similar à que GM fez em 2005 ao lançar o que seria Astra Sedan na Europa como novo Vectra por aqui. Existiu um Opel Monza, mas ele era uma versão coupé/fastback do Opel Senator, modelo que estava posicionado duas categorias acima do Opel Ascona, este sim o verdadeiro equivalente europeu do nosso Monza. Naturalmente, a GMB julgou que Ascona seria um nome mal visto por aqui, o que faz todo sentido. Ainda assim, somente graças ao jurássico fluxo de informações e à ausência da internet em larga escala nos 80 é que o nosso Monza pôde receber este nome sem ser trollado como, fatalmente, ocorreria hoje em dia – se o carro se chamasse Chevrolet Cavalier, como era seu similar americano, esta situação seria evitada.

    Quanto ao carro do colega, por ser extremamente exigente com antigos, acho que ele está pedindo prá ser encostado e receber uma boa reforma, com lanternagem, pintura e aquisição de itens originais. Prá que ele volte a ter o aspecto impecável que todo antigo merece. Algo como isso:

    <img src="http://www.compreauto.com.br/img/cache/ch/445984_112146_chevrolet_monza_4_portas_prata_1-640×480.jpg"&gt;

    Ou isso:
    <img src="http://img2.mlstatic.com/monza-20-classic-se-gasolina-4p-automatico-89-carburado_MLB-O-3268246135_102012.jpg"&gt;

    Nada muito complicado. O interior parece bem intacto.

    • Veja, pelo fato que você mesmo citou, ou seja a ausência de internet e o absoluto desconhecimento dos brasileiros de modelos Opel da época, a escolha do nome Monza não foi uma enganação da GM, mas simples escolha de um nome mais sonoro.
      Enganação é um termo meio forte neste caso…
      Abs.

      • O nome foi enganoso do mesmo jeito. A diferença é que, na época, as pessoas não tinham como saber isso de modo instantâneo. Não acho que a dificuldade de se descobrir algo modifique sua essência.

        • Não acho que foi enganação…
          É o mesmo caso do Cobalt… a GMB nunca fez referencia ao homonimo norte-americano, que, na verdade, usava plataforma do Astra.

          Como o nome nunca existiu por aqui, pode-se usar sem problema. Já quanto ao Vectra-Astrão… dai sim acho que foi uma tremenda sacanagem, e que acabou pesando – e muito – na imagem da GMB, muita gente se sentiu enganada e traida. A GM perdeu aquela imagem de marca de valor e respeitosa que tinha antes disso (sempre com veiculos de qualidade, modernos, a frente do tempo, confortaveis, etc…)

    • Mas em sua época, estava em conformidade com o resto do mundo, embora houvessem as modificações de cada mercado. O nosso, por exemplo, tinha quebra-ventos, algo que era tão "obrigatório" quanto ser flex hoje no mercado nacional.

  • tive dois monza. um 89 SL/E, que não tinha nem ar nem direção, pode? e o pior, a alcool… fazia cinco por litro, péssimo. depois comprei um 90 CLASSIC SE, igual a esse do post, tinha ar, direção, computador de bordo, e era um 2.0 a gasolina, aí sim. muito bom carro, tenho saudades… super silencioso, estável, confiável, inquebrável… comparando um GM da época com um de hoje, eita GM, quem te viu, quem te vê…
    por falar nisso, vi hoje um CRUZE na oficina, tinha uma pancada leve na traseira, essas de paradinhas em faixa de pedestre…. meu irmão, o trem estava estrunchado…. parece que é feito de lata de cerveja… pra completar, até a bieleta é de plástico… isso mesmo, ainda não tinha visto, na vida… nórrr….

    • Mas é assim mesmo. Esses carros mais atuais foram feitos para sofrer deformação. Por isso, uma batidinha de leve pode parecer um estrago, mas que facilita no conserto mas principalmente na segurança.

      Entretanto é aquela coisa… pense que o Monza usam materiais menos nobres e pesados. Olhando a foto da batida sofrida, diria que o serviço executado foi bem realizado.

      • Edson, concordo, mas em alguns carros, são finas demais, e se brincar, com o vento de uma carreta amassa… eu quis comparar com outro carro que tava do lado de outra marca (japonês) e do mesmo ano, e vi que, a espessura da lata era outra, pelo famoso "toc toc", tipo, no meio das portas, capô, teto, em áreas longas sem vincos… entendo que há que absorver impactos, mas se for tão fina, que nem tá sendo alguns carros, irá absorver e passar, e isso não pode. entende meu ponto de vista? não é correto que seja que nem um impala, mas não se pode usar lata de cerveja…

        • Acho que tudo depende. O proprio Clio usa paralamas de plastico para quebrarem e absorverem o impacto. Isso não quer dizer que sendo fragil, seja ruim. Ruim é quando essa fragilidade é descontada na forma de trazer os itens frageis para os ocupantes… e então isso se torna preocupante. Vc precisava ter visto como ficou o Civic do meu cunhado qdo ele sofreu uma batida na traseira… parecia ter detonado o carro.

          No entanto, foi a deformação que assustou.

          • o civic, tem sabidamente a lata da espessura de "latinha de cerveja", hehehehee ja viu a foto de um carro chines que nada teve e destruiu um civic? correu até aqui no NA. eu particularmente dou preferência a carros com latas mais generosas… se bem que hoje tá dificil… mas com paralamas, tampa traseira, teto de plastico, me desculpe, mas não compro mesmo. ainda posso me dar ao luxo de recusar, sei que é o futuro, mas até lá, recuso. mas ta tudo certo.

            • Isso é essencial. O Cruze teve 4 estrelas no teste de segurança. Ou seja, a lataria é bem projetada. O fato de amassar não significa qualidade, o que importa é a resistência. O Volvo é o maior exemplo, tem a lataria aparentemente "igual" dos demais, e no crash-test desmantelou, mas a cabine não foi afetada.

            • O que protege não é a lataria aparente, mas sim a estrutura por baixo!

              A lata "externa" tem que ser mais maleavel para proteção de pedestres em caso de atropelamento…
              É o caso dos paralamas de plastico e capo de "papel" do meu C4…

  • Belo carro. De vez em quando, peço ao meu tio para dirigir o Monza dele, me dá uma certa nostalgia. Uma vez, pedi o carro emprestado por 2 dias, só para relembrar os velhos tempos e retornar sempre as minhas origens.

    • bom, em 89, um "médio-grande" tinha pouco mais de 1 ton (1150Kg), 110cv, 16,2 Kgfm, maxima de 165, 0-100 em 12,8s…
      Hoje, um "médio-grande" pesa qse 1,6ton (1587Kg), 171cv, 22Kgfm, maxima de 194, 0-100 em 10,9s
      Mas, estou sendo injusto… estou comparando um médio-grande recente automatico com um médio-grande antigo manual…

      E, pra quem reclama do "monzatech"… ele saiu de linha esse ano oferecendo 140cv, 19,7Kgfm, levando um astra aos 200km/h e fazendo 0-100 em 9,8s… nada mal para um motor jurassico!

      • Todo mundo mete o pau no "motor jurassíco", mas o torque que este gerava, colocava o tecnológico ECOTEC no bolso e ainda, tinha a potência quase equivalente. Duvido que um Cruze Hatch seja tão ágil quanto ao 2.0 8v.

        A GM, quando lançou esses motores, com Injeção eletrônica, tinha uma diferença grande entre a versão Álcool e Gasolina. O primeiro rendia 116cv e 18,0 kgfm de torque e o segundo 110cv e 16,2kgfm de torque. Na versão a álcool, 1,2kg a mais que um Santana 2.0 Mi Álcool.

        Acho que o MONZATECH deveria ser utilizado na pesadona SPIN… Que usa um motor, inferior ao do CORSA 1.8.

  • O carro com o Bedo disse, precisa realmente de fazer alguns detalhes.

    entretanto é dinheiro que vai… e aos poucos se faz.

    Eu quero fazer algo proximo para meu Xsara. Mas por enquanto a parte mecanica estando ok, é o que me faz vontade apenas. Entretanto, me pareceu mais uma propaganda do carro esse relato do a descrição de opiniao. Foi legal!!

    • Não quis fazer bem uma propaganda, minha ideia mais era só contextualizar sobre o carro mesmo, afinal não sou vendedor de carros heheh :)

      Sim Edson, na verdade tem varias coisas que quero fazer nele ainda. Quero buscar farois Novos da Cibie, trocar o volante, comprar novos parachoques na cor cinza, que são os originais. Um dia ainda sonho que ele tenha placa preta. Legal que no cinto de segurança dele ainda tem "Setembro 1989".

  • Ainda tenho o meu Monza Sl-e 93 , meu primeiro 0km ! Hoje ele contabiliza apenas 27600km originais , até hoje é um carro fantástico . Ficou como meu segundo carro por anos , mas fiz questão de o manter , como o ainda mantenho !

  • Parabéns pelo carro. O Monza foi um ícone do mercado brasileiro. Lembro que em 1993 meu pai comprou um Monza Class (série especial) e era um excelente carro.

  • Já fazem mais de 20 anos ! Era um belo carro na época, muito gostoso de dirigir. Tive um, já bem usado também (mas era o SL/E). Só não gostava da direção sem progressividade…. aliás, arranca essa coisa feia do volante! hehe…

  • Meu pai tinha um Voyage 1989, e se não me engano era concorrente desse carro. Mas de qualquer forma, falando do Voyage, lembro bem do painel desse carro. E era inclivel como era moderno: vidro eletrico, retrovisor eletico, desembaçador traseiro, farol de neblina, enfim, era um carro muito completo e muito confortável pra epoca, igual esse Monza. Lembro bem do painel, com o volante com quatro bolas, e o painel com muitos botoes. É engraçado, era muito novo, e lembrar tão bem daquele carro. Tinha o Delrey, que um amigo do meu pai tinha, e que eu achava muito chique. Esse que era uma versão requintada, com banco de couro e ar condicionado. Pra mim esse carro era o melhor que existia no mundo! kkkk achava o delrey o carro top dos tops. rs. Crianças… rs

          • Comfortline, esse nome so para vende mais caro.. esse GOL Sedan . carroça motoriza .. ai paga 45 mil … se foi que você pagou a vista ,
            se for financia nao sair po menos de 60 mil…. ,
            Prefiro compra um usado do que carro esse . ,,, mal feito… seu Comfortline esta no nível do prima , siena, etc… esse carro ja e outra categoria…

            • Não,o Comfortline se diferencia da versão de entrada por não ser tão pelado..O meu tem air bag ,abs e vários itens que não se encontra nas versões de entrada,e não foi 45mil pq era seminovo.Com 37k eu compraria o que?Um Civic?Um Corolla?Uso o carro pra ir a faculdade todos os dias e se fosse um médio o custo sairia maior.É facil dizer que o carro é uma porcaria e que eu poderia ter pego um carro superior usado,o difícil é entender as necessidades de quem compra!Sou um cara solteiro com 21 anos e não preciso de um carro maior ,isso tudo sem considerar que é meu primeiro carro.

              • Xande, mas para primeiro carro, o Confortline é um baita carro. Claro que, vamos evitar comparações com os carros de fora do país, mas se o seu tem tudo isso e ainda tem a motorização 1.6, é um carro que vai te durar bons anos ainda. É quase um "gol sedan", até pode ser, mas ele tem muitas coisas que carros de segmento acima tem, então, até para primeira compra, é um grande negocio.

                • É um carro que me atende muito bem e até hoje não me trouxe problemas,estou com algumas opções de carros maiores para troca mas tenho uma duvida cruel:i30,Megane Gt e agora um Cerato top manual 11/11 que encontrei por 44k…

  • Bom carro, marcou época com disputa pelo mercado junto ao Santana, eu gostava daquele Monza "Saia e Blusa" e do E.F, fora versões bizarras dele que teve até a do Clodovil !!!!

  • Legal a avaliação e o carro. Nunca tive, mas amigos dos meus pais e tios tiveram. Sempre gostaram. O meu pai preferia o Del Rey, por achar mais econômico (teve uma Quantum posteriormente). O curioso, é que o Monza ter sido o mais vendido por três anos consecutivos, seria como o Corolla ou Civic o serem nos dias de hoje. Me parece que é algo inimaginável.

  • Meu pai teve dois… um SL 1984, duas portas, verde (ainda tinha seta vermelha e volante de quatro raios do Chevette) e outro SL/E 90, prata! Faziam duplinha com o Puma conversível! Pena que eu era muito moleque pra ter curtido essa época e dirigido essas máquinas…

  • Eu mandei a avaliação do meu carro semana passada, do CORSA 2006. Mas se tem um carro, que eu sempre quis ter, era um MONZA CLASSIC SE Saia e Blusa (Cinza, Azul ou Verde).

    Carro maravilhoso. Meu pai tem um GL 1995 (há 16 anos), que o acabamento é totalmente inferior e muitos amigos meus, que estão acostumados com carros novos, quando andam, falam: "Que conforto que tem esse carro".

    Parabéns pela máquina. Um belo carro. Que a GM, deveria ter atualizado e ter mantido ele como uma categoria abaixo do Vectra.

  • Lembro bem do meu monzinha 94 (tubarão) GL – Só tnha um defeito, ele não tinha o AR COND. mas de resto fazia 10km/l em brasilia. lembrei-me agora dos tempos de faculdade, quando era um dos carros confortavel da turma, só tinha um problema, haja carona pra casa (só queriam ir no meu carro). o meu sonho de consumo no monza era o monza classic se 92 com painel digital, acredito que se tivesse um vendendo bem novinho, compraria.

    Um abraço a todos.

  • Alguns adendos: O monza foi campeão de venda por três anos 1984 a 1986, e não dois anos como foi dito. O seu modelo é à gasolina ou Álcool? Se for à gasolina, está explicado porque consta 99 cv no documento. 110 cv era o modelo a álcool. Por último bancos em couro só foram oferecidos nesse modelo na série 500 EF. o Classic "normal" só tinha bancos de veludo. Eles passaram se opcionais somente em 91, já no modelo "tubarão".

  • Que bom ler sobre o Monza. Meu pai já teve um "tubarão" GL 94 vinho. Era lindo. Foi o carro que marcou minha infância. A mala tinha o espaço justo para abrigar as bagagens em viagens na época (as dobradiças em pescoço as vezes atrapalhavam) e o motor 2.0 EFI carregava o carro sem problemas. Não cheguei a dirigi-lo, por isso tenho uma certa curiosidade em guiar um. Antes meu pai teve um verde sem A/C e uns dias depois pegou o vinho com trio elétrico e A/C.

    Parabéns ao dono pelo Classic SE. o carro está ótimo. Grande Brasileiro.

    • Bacana KzR, acho que esse carro marcou a infância de muita gente. No meu caso foi mais a adolescencia, pois durante minha infancia o pai tinha um Chevette 1979, amarelo. Quando você tiver a oportunidade de dirigí-lo, certamente vai gostar. Muito ouvi falar bem sobre esse carro, não é a toa que muita gente tem saudade dessa época de Ouro da GM.

  • Alguém da GMB pode confirmar ou me desmentir, mas reza a lenda de que o nome Monza foi escolhido durante o desenvolvimento da versão hatch de duas portas, especialmente para o Brasil, já que lá fora a versão hatch só existiu com quatro portas. E então, na configuração final do modelo hatch de duas portas o desenho ficou praticamente idêntico ao do Opel Monza, a versão coupé do Rekord, o que gerou o apelido de Monza para o Ascona brasileiro (provavelmente apelido criado pelos engenheiros e designers alemães nos testes na Opel).

    Como Ascona da Opel, Camira da Holden e Cavalier da Vauxhall eram nomes definitivamente descartados para o Chevrolet nacional, o apelido Monza caiu nas graças e pegou.

    Mas como disse, soube disso no "disse-que-disse".

  • Cambio é de 3 marchas e é fabricado pela própria GM (nao Aisin), mas também é muito durável (troque o oleo do cambio se ainda nao o fex). O cambio de 4 Marchas do Opala era fabricado pela ZF alemã apartir de 88. Para seu carro ficar original, corrigiria as rodas e a lanterna dianteira lado passageiro está errada (é do Monza 87). De resto parabéns pelo carro, está muito bonito e é um carro muito agradável de dirigir…

  • ja tive 3 monzas não vi carro melhor em conforto e agilidade estou adquirindo outro para reformar e deixar como estado de zero para guardar de recordação um classic 90 completo parabens a gm por fazer para do meu conforto

  • Tenho um Classic SE 88 azul e ontem um maluco de moto bateu na traseira dele é acabou com a minha lanterna direita. Quando falei o preço do conserto para ele hj de manhã ele quase teve um infarto, mas não posso morrer no prejuízo.

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