Chefe da BYD comemora o susto global do aumento da gasolina: “é um alerta” para quem ainda rejeita EVs e híbridos

Mulher de cabelo curto usando blazer azul-claro diante de um fundo desfocado
Mulher usando blazer azul-claro em um retrato com fundo desfocado.

Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, falou na quarta-feira ao Financial Times Future of the Car Summit, em Londres.

Para ela, a alta rápida do petróleo após a guerra no Oriente Médio funcionou como um “alerta” para quem vinha adiando a decisão de migrar para EVs.

Li afirmou que, de repente, muita gente percebe que elétricos e híbridos reduzem gastos, porque o aumento do combustível interfere diretamente na rotina e no orçamento.

A executiva disse que o movimento já aparece no varejo, com consumidores que “nunca quiseram” testar um elétrico começando a visitar as lojas da BYD.

Além de ser a número dois do grupo, logo abaixo do CEO Wang Chuanfu, Li virou o rosto público da expansão internacional da montadora chinesa.

Os preços do petróleo dispararam após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã em março, com o barril passando de US$ 100 (R$ 490) e permanecendo volátil.

O choque elevou os preços de combustíveis em vários países, e nos EUA a gasolina chegou a uma máxima de quatro anos, a US$ 4,22 (R$ 20) recentemente.

Alguns governos reagiram com medidas de contenção, incluindo semanas de trabalho de quatro dias e recomendações para evitar deslocamentos desnecessários a fim de poupar combustível.

Esse cenário surge num momento oportuno para a BYD, que aposta no exterior justamente enquanto enfrenta pressão no mercado doméstico chinês.

A empresa anunciou no mês passado que o lucro do primeiro trimestre caiu mais de 50% em meio à competição feroz com outros fabricantes de EVs na China.

Li disse que a ambição em 2026 é se tornar uma “fabricante global”, com planos de erguer mais duas fábricas na Europa além da unidade já prevista na Hungria.

A BYD também pretende lançar nos próximos meses seu primeiro modelo desenhado exclusivamente para a Europa, um hatch híbrido chamado Dolphin G.

No mesmo pacote, a companhia promete levar ao continente suas estações de recarga de EVs com carregamento em cinco minutos.

Nos Estados Unidos, porém, a BYD não deve vender seus EVs de baixo custo tão cedo por causa das tarifas elevadas sobre carros chineses.

Apesar do combustível caro, as vendas de EVs ainda não tiveram um salto marcante, com crescimento global de 6% em abril na comparação anual, segundo a Benchmark Mineral Intelligence.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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