
Trinta segundos para chegar a 100 km/h viraram parte do folclore do 2CV, mas a Citroën quer que o retorno do “caracol de lata” seja lembrado por outro motivo.
O plano agora é transformar o nome 2CV em um hatch elétrico minúsculo, feito para recolocar mobilidade acessível na mesa de quem anda contando centavos na Europa.
A confirmação veio longe da França, durante uma apresentação de investidores da Stellantis em Michigan, quando o chefe da Citroën, Xavier Chardon, assumiu o que os rumores já sopravam há meses.
O executivo reconheceu que o emblema está voltando e indicou que o estilo vai beber diretamente da silhueta curva e inconfundível que fez o original virar ícone.
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Prévias exibidas no evento sugerem um perfil arredondado e “feliz”, mantendo a identidade visual clássica sem cair na tentação de fazer uma réplica retro literal.
A ideia é misturar proporções antigas com sinais de conceitos mais recentes e soluções típicas de EVs atuais, numa releitura que pareça familiar sem ser fantasia de museu.
O 2CV renascido vai aparecer primeiro como conceito no Paris Motor Show deste outono, antes de encarar o teste de verdade no mercado.
A promessa é que ele chegue às lojas em 2028 por menos de €15.000 (R$ 87.200), posicionamento agressivo para um carro de entrada em tempos de preços esticados.
Nesse patamar, o modelo apontado como substituto do C1 passaria a disputar o topo da lista dos EVs mais baratos da Europa.
O alvo declarado inclui rivais como Dacia Spring, Renault Twingo e o Dolphin Surf da BYD, todos já conhecidos por apertar margens para caber no bolso.
A Citroën diz que a receita segue a filosofia do 2CV do pós-guerra, que priorizava praticidade, simplicidade e baixo custo de uso acima de luxo ou performance.
Chardon definiu o projeto como “um verdadeiro carro do povo feito para a vida real” e enquadrou o retorno como parte de sete lançamentos da Citroën até 2030.
Esse discurso encaixa na estratégia mais ampla da Stellantis de colocar na rua EVs menores e mais baratos na Europa, mirando o público que muitas marcas abandonaram.
A produção, segundo o que foi apresentado, deve ficar na Itália, dividindo estrutura com um novo carrinho urbano da Fiat inspirado no Panda original.
A aposta também conversa com o ambiente regulatório, já que reguladores europeus discutem incentivos que favoreçam EVs pequenos e fabricados localmente.
O sucesso recente de elétricos com tempero retrô, como o Renault 5, reforça que há apetite por nostalgia com mecânica moderna, desde que a conta feche no caixa.
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