Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

O Fiesta hatch foi, durante muito tempo, um dos carros mais importantes para a Ford no mercado brasileiro.

O modelo foi comercializado por aqui de 1995 a 2019, conquistando boa parte do público acostumado a comprar outros carros da categoria, como Volkswagen Gol, Fiat Uno e Chevrolet Corsa.


Nesses mais de 20 anos, o Ford Fiesta hatch já contou com três gerações, sendo todas elas com pelo menos duas reestilizações para manter o hatch compacto em linha.

Foram quase 2 milhões de unidades comercializadas em nosso mercado e quase 20 milhões de exemplares emplacados em todo o mundo, fazendo do Fiesta o terceiro Ford mais vendido no mercado global (atrás apenas das picapes F-Series e do Escort).

O fato é que o Fiesta hatch tem uma história de respeito no mercado brasileiro. Afinal, se manter de pé por mais de 20 anos num dos segmentos mais competitivos do país não é uma missão das mais fáceis.

Confira abaixo os principais pontos da trajetória do Fiesta hatch no Brasil:

Chegada do Fiesta hatch ao Brasil em 1995

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

Antes da chegada do Fiesta hatch, a Ford tinha a intenção de oferecer um carro menor que o Escort. Este modelo era grande demais para competir com Corsa, Gol e Uno.

Além disso, seu projeto já não era um dos mais modernos e o motor de baixa cilindrada que equipava o carro devia para os concorrentes.

Então, para se destacar no segmento, a Ford tratou logo de comercializar por aqui o Fiesta, que até então era uma exclusividade de poucos mercados, como o europeu, no fim dos anos 1980.

Porém, sua ideia inicial era fabricá-lo localmente na planta de São Bernardo do Campo (SP) já com o visual reestilizado, que estaria prestes a ser lançado lá fora.

Contudo, tendo em vista a agitação do mercado (sobretudo quanto às boas vendas do Corsa), a marca importou a terceira geração global do Ford Fiesta antes mesmo de torná-lo um modelo nacional.

Importado de Valência, na Espanha, o hatch compacto foi comercializado nas carrocerias de duas e quatro portas.

A Ford apresentou o primeiro Fiesta à imprensa brasileira na Base Aérea de Pirassununga (SP), sede da famosa “Esquadrilha da Fumaça”. Os jornalistas foram até o local em dois Fokker 100 da TAM e chegaram lá recepcionados por uma escolta de unidades do Embraer BEM 312 Tucano da Esquadrilha.

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

O motor usado no Fiesta hatch importado era um 1.3 Kent Endura-E, dotado de injeção eletrônica monoponto, quatro cilindros e oito válvulas. Ele conseguia gerar 60 cv, a 5.000 rpm, e 10,3 kgfm de torque, a 2.500 rpm, acoplado a um câmbio manual de cinco marchas.

Com este conjunto, ele tinha um dos melhores desempenhos do segmento, ficando atrás somente do Corsa 1.4. Ia de 0 a 100 km/h em cerca de 17 segundos.

Tinha um interior bem-acabado (com portas revestidas em tecido), mas seu design quadradão demais remetia aos carros mais antigos da Ford (como o Corcel II). Entre os recursos, direção hidráulica, ar-condicionado e rádio toca-fita eram opcionais.

Apesar de ser importado, o Fiesta europeu vendido no Brasil tinha preço competitivo. Era mais barato que o Gol GLi, mas mais caro que o Corsa GL 1.4 e o Uno CS 1.3.

Fiesta hatch se torna brasileiro em 1996

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

Foi em maio de 1996 que o Ford Fiesta hatch começou a ser produzido no Brasil.

Com atraso mínimo em relação ao lançamento do modelo na Europa, o novo Fiesta hatch nacional começou a sair da fábrica de São Bernardo do Campo com direito a um visual reestilizado, novas versões de acabamento e uma gama com três opções de motorização.

A começar pelo visual, o então novo Fiesta hatch nacional recebeu formas ovais por todos os lados, como nos faróis, grade e lanternas.

A dianteira adotou faróis e grade (esta na cor da carroceria, ao invés de cromada ou cristal do modelo europeu) arredondados, tampa do porta-malas com formato mais abaulado, vidro traseiro mais amplo, novas lanternas também mais “rechonchudas”, entre outros.

Todavia, todo esse conjunto deu um aspecto triste ao Fiesta. Tanto é que ele recebeu o apelido de “Fiesta chorão”.

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

As formas arredondadas se repetiam no interior, com painel totalmente redesenhado, novos painéis de porta e bancos exclusivos com espumas mais macias.

Todavia, ele regrediu em espaço, com 2 cm a menos no entre-eixos (2,46 m) e um porta-malas de infames 198 litros, contra os 227 litros do antigo, sendo o menor da categoria.

Haviam duas versões: uma básica com motor 1.0 e outra CLX com motor 1.3 ou 1.4. Entre os equipamentos, ele podia oferecer ar-condicionado, vidros e travas elétricas, rádio toca-fitas, entre outros.

O motor da versão de entrada era o 1.0 Endura usado no Fiesta europeu, mas com 51,5 cv, a 5.200 rpm, e 7,5 kgfm, a 4.000 rpm. Havia também o 1.3 litro, com 58,1 cv a 5.000 rpm e 10,2 kgfm a 2.500 rpm.

Porém, o destaque era o 1.4 litro, que oferecia 88,8 cv, a 5.600 rpm, e 12,5 kgfm, a 4.500 rpm. Ele contava com duplo comando de válvulas no cabeçote, bloco de alumínio e 16 válvulas. Era praticamente uma exclusividade na categoria (junto do Corsa GSi).

Fiesta hatch atualizado em 1999

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Na linha 2000, lançada em 1999, o Fiesta hatch recebeu suas principais mudanças. O visual ficou mais agradável e agressivo, graças aos novos faróis mais pontiagudos e a grade mais larga, além de lanternas com novas lentes e um painel de instrumentos com nova moldura.

O carro partiu para o conceito New Edge, lançado no Focus de primeira geração.

Uma das principais novidades, porém, foi a adoção dos novos motores 1.0 e 1.6 da linha Zetec Rocam, com comando roletado de válvulas. Eles eram nacionais e substituíram os antigos 1.0, 1.3 e 1.4 16V, este último importado.

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

O Fiesta 1.6 estreou com 95 cv, a 5.500 rpm, e 14,1 kgfm, a 2.250 rpm, enquanto o Fiesta 1.0 tinha 65 cv, a 6.000 rpm, e 8,9 kgfm, a 3.250 rpm.

No ano 2000, o Fiesta Sport chegou como uma série especial limitada a 1.000 unidades.

Tinha para-choques exclusivos, grade dianteira cromada, rodas de liga-leve de 14 polegadas, pintura da carroceria na cor vermelha, detalhes prateados no interior e as duas opções de motorização (1.0 e 1.6).

Segunda geração do Fiesta hatch brasileiro em 2002

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

Eis a geração mais popular do Fiesta hatch e a com maior duração no mercado nacional. A segunda geração do hatch da Ford chegou em terras tupiniquins em maio de 2002. A versão anterior, porém, se manteve em linha como Fiesta Street, a opção de entrada da gama (durando até 2006).

Vale ressaltar que o Fiesta hatch de segunda geração passou a ser baiano, com produção em Camaçari.

O modelo se destacava pelo visual bem mais moderno, como fruto do conceito New Edge Design da Ford. Se sobressaiam as formas com arestas mais ressaltadas e com harmonia entre linhas retas e arredondadas.

O Fiesta hatch de segunda geração foi lançado somente na carroceria quatro portas. Em comparação com o modelo anterior, cresceu 17 cm no comprimento (3,90 m) e 5 cm no entre-eixos (2,49 m). Além disso, era mais alto.

O espaço interno era claramente maior, acomodando com mais conforto o motorista e os demais ocupantes. Fora isso, o porta-malas pulou para 305 litros.

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

Todavia, se o antigo era um primor em acabamento, o Fiesta hatch de nova geração decepcionava em tal quesito. O painel, por exemplo, era feito quase que totalmente por uma única peça plástica.

Havia plástico duro por todos os lados, com texturas de gosto duvidoso, e uma pequena área em tecido nos painéis de porta.

Ele chegou em três versões: Personnalité 1.0, Supercharger 1.0 e Class 1.6, todas elas com motores diferentes. O primeiro usava um propulsor 1.0 Zetec Rocam de 66 cv, a 5.750 rpm, e 8,8 kgfm, a 2.750 rpm.

Já o segundo foi o primeiro carro brasileiro produzido em série a usar um compressor mecânico (uma hélice que simula uma turbina), com potência de 95 cv, a 6.000 rpm, e torque de 12,6 kgfm, a 4.250 rpm.

Entretanto, como este sistema usava a própria potencia do motor para entrar em ação, o desempenho do Fiesta Supercharger 1.0 na cidade era bastante sofrível.

Por fim, o terceiro contava com um 1.6 Zetec Rocam de 98 cv, a 5.250 rpm, e 14,4 kgfm, a 4.250 rpm.

Os preços eram os seguintes: R$ 18.990 para o Fiesta Personnalité 1.0, R$ 22.990 para o Fiesta 1.0 Supercharger e R$ 24.990 para o Fiesta Class 1.6.

No ano de 2004, o Fiesta hatch ganhou o motor 1.6 flex, agora com 105,2 cv com gasolina e 110,6 cv com etanol, a 5.500 rpm, e torque de 14,8 e 15,8 kgfm, respectivamente, a 4.250 rpm.

O Fiesta hatch 1.0 flex ficou para 2006, passando a gerar 71 cv com gasolina e 73 cv com etanol, a 6.000 rpm, e torque de 9,1 e 9,3 kgfm, respectivamente, a 4.750 rpm.

Primeiro facelift do Fiesta hatch baiano em 2007

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No mês de fevereiro de 2007, a Ford apresentou aos brasileiros o primeiro facelift do Fiesta hatch baiano. O carro adotou mudanças significativas no conjunto frontal da carroceria como uma evolução do conceito Ford New Edge Design.

Entre as novidades, o então novo Fiesta adotou faróis com formato mais retilíneo e mais espichados para a parte superior, além de um capô redesenhado, nova grade com moldura mais reta e para-choque com tomada de ar mais ampla.

As calotas e rodas de liga-leve também foram renovadas. A traseira não mudou.

Já no interior, o painel adotou plásticos mais escuros, console central redesenhado, saídas de ar com um novo layout interno e novos encaixes das peças.

O painel de instrumentos ficou mais encorpado com a adoção de dois “copinhos” envolvendo o conta-giros e o velocímetro, além do marcador de combustível analógico. As portas ganharam uma área maior em tecido.

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

Outra novidade foi o tanque de combustível, que passou de 45 para 54 litros, aumentando a autonomia em 20% (segundo a marca).

Ele chegou por R$ 29.990 no Fiesta Hatch 1.0 e R$ 34.090 no Fiesta Hatch 1.6.

A Ford tentou ousar em junho de 2007 com o relançamento do Fiesta Trail (agora como versão e não mais como kit), para competir com o VW CrossFox e o Citroën C3 XTR.

Tinha apliques nos para-choques, estribos laterais, bagageiro de teto, logotipo nas portas e na tampa do porta-malas e rodas de 14 polegadas.

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

Já o interior trazia bancos revestidos com capa em Neoprene, pedaleiras esportivas em alumínio, soleiras personalizadas e jogo de tapetes em carpete escuro.

Havia itens como banco do motorista ajustável em altura, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, sistema de som com MP3 player, entre outros.

Seu preço era de salgados R$ 40.755 com motor 1.0 e R$ 44.885 com o 1.6.

Segundo facelift do Fiesta hatch baiano em 2010

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Em abril de 2010, o Ford Fiesta hatch ganhou, novamente, uma nova cara. As mudanças também se concentraram na dianteira da carroceria, agora com as formas da filosofia Kinetic da Ford, aplicada na nova geração do Fiesta que seria lançada posteriormente por aqui.

Na parte frontal, o carro adotou faróis mais angulosos e espichados (com acabamento escurecido na versão de entrada Fly ou prateado na topo de linha Pulse), conectados por um friso cinza com o logotipo da marca.

O para-choque foi preenchido por uma enorme tomada de ar, com o suporte de placa integrado, e os faróis de neblina nas extremidades.

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

Na traseira, as lanternas adotaram lentes mais transparentes, com acabamento interno escurecido ou cromado conforme a versão.

Já no interior, o painel recebeu acabamento prateado nas molduras das saídas de ar, no console central e nas maçanetas das portas. Além disso, ele adotou revestimento de tecido nas portas para todas as versões e painel de instrumentos com grafismos com efeito 3D.

Entre os equipamentos, as versões mais caras podiam oferecer ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos nas quatro portas, travas elétricas, retrovisores elétricos, sistema de som com MP3 player, airbags e freios ABS.

O preço era de R$ 29.900 para o Fiesta hatch 1.0 e R$ 34.000 para o Fiesta hatch 1.6.

Chegada do New Fiesta mexicano em 2011

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Um ano após a estreia do Fiesta hatch com retoques visuais, a Ford anunciou a chegada da nova geração do carro. Batizado de Ford New Fiesta (para se diferenciar do modelo antigo), o carro estreou sob importação do México e totalmente novo.

Ele foi lançado depois do New Fiesta Sedan, que chegou em 2010.

Tinha um visual bem mais harmonioso, interior bem-acabado com material emborrachado no painel, dezenas de novos recursos tecnológicos e motores mais eficientes.

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Ele partia de R$ 48.950 e podia chegar a R$ 54.950 em sua versão mais cara.

O modelo mais completo oferecia sete airbags, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampas, rodas de liga-leve de 16 polegadas, bancos revestidos em couro, sistema multimídia SYNC com seis alto-falantes, entre outros.

Um dos destaques era o motor 1.6 Sigma flex, mais moderno que o do Fiesta Rocam, com 110 cv com gasolina e 115 cv com etanol, a 6.250 rpm, e 15,8 e 16,2 kgfm, respectivamente, a 4.250 rpm.

New Fiesta hatch agora nacional em 2013

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No mês de abril de 2013, o New Fiesta hach passou a ser produzido no Brasil, mais precisamente em São Bernardo do Campo (SP).

Além da produção nacional, ele adotou um novo visual, com novos faróis, grade redesenhada em formato de boca e filetes cromados, para-choques retocados e novas rodas. O interior também adotou novos detalhes.

Além disso, ele ficou mais em conta em R$ 10 mil na versão de entrada, que estreou em R$ 38.990. Isso muito por conta do novo motor 1.5 Sigma Flex, de 107 cv com gasolina e 111 cv com etanol, a 6.250 rpm, e 14,8 e 15 kgfm, nesta ordem, a 4.250 rpm. A lista de equipamentos também ficou mais enxuta.

Fiesta hatch: anos, gerações, modelos, motores (e detalhes)

As versões mais caras estrearam com o 1.6 Sigma TiVCT flex, com duplo comando de válvulas variável, capaz de gerar até 125 cv e 130 cv, a 6.500 rpm, e 15,4 e 16 kgfm, a 5.000 rpm, e com a opção do problemático câmbio automatizado PowerShift de seis marchas e dupla embreagem.

Os preços podiam chegar a R$ 54.990.

Em junho de 2016, ele ganhou o motor 1.0 EcoBoost turbo de três cilindros, dotado de injeção direta. Ele rende 125 cv de potência e 17,3 kgfm, a 1.400 rpm, e está casado ao câmbio PowerShift. Seu preço inicial era salgado, de quase R$ 72 mil.

New Fiesta hatch ganha uma nova cara em 2017

O New Fiesta hatch, com seu segundo facelift, chegou em novembro de 2017 com retoques sutis no visual, fazendo alusão à sétima geração que havia sido lançada na Europa na mesma época.

Entre as novidades, ganhou faróis com luzes diurnas de LED, uma nova grade com formato mais bem definido e detalhes internos pontiagudos, para-choques redesenhados, novas rodas de liga-leve e lanternas traseiras em LED com aplique cromado na versão mais cara.

O interior trouxe como destaque a central multimídia SYNC agora com tela sensível ao toque, Android Auto e Apple CarPlay, mas posicionada numa peça que mais parece uma TV de tubo no painel.

Além disso, ele adotou reforços no teto e barras de proteção nas portas para aumentar a segurança. Houve ainda um reposicionamento na gama de versões, sem a opção 1.5 flex, somente com o 1.6 16V e o 1.0 EcoBoost, este último agora partindo de R$ 69.790.

O preço inicial da linha era de R$ 56.690, podendo chegar a R$ 75.190.

O já esperado fim da linha

Em junho de 2019, o longevo Fiesta hatch (com diversas gerações no mercado brasileiro) deu adeus. Isso já era esperado desde o fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP), um prenúncio de mudanças ainda maiores.

Antes disso, a Ford já havia promovido uma redução nos preços do modelo, que era ofertado nas versões SE, SE Style e SEL, sempre com motor 1.6 de 128 cv e 16 kgfm de torque, com câmbio manual de cinco marchas.

Com isso, depois de 24 anos de mercado, um dos modelos mais vendidos da Ford no Brasil encerrava sua vida por aqui.

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.