
O sonho de estacionar um Audi zero-quilômetro pagando menos está prestes a ficar bem mais difícil.
Segundo a Autocar, a marca vai encerrar a produção do hatch A1 e do crossover Q2, seus dois modelos mais acessíveis.
A decisão busca liberar capacidade industrial para veículos maiores e, ao que tudo indica, mais lucrativos, como A5 e Q5.
Nenhum dos dois subcompactos terá substituto imediato a combustão, o que muda de forma sensível a porta de entrada da Audi.
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O novo papel de modelo inicial deverá ficar com o A2 e-tron, EV inspirado no visual do Audi A2 dos anos 2000.
A chegada desse elétrico está prevista para ainda este ano, mas com preço esperado abaixo de 30.000 euros (R$ 175.100).
O valor fica acima dos menos de 23.000 euros (R$ 134.300) cobrados pelo A1 que está deixando o mercado.
Ainda assim, incentivos e subsídios locais podem reduzir o preço final para parte dos clientes europeus interessados no novo EV.
O A1 é produzido em Martorell, na Catalunha, em uma fábrica espanhola operada pela SEAT dentro do Grupo Volkswagen.
Com o fim do hatch, a unidade será reaproveitada para fabricar EVs de entrada da próxima geração do conglomerado alemão.
Entre eles estarão Volkswagen ID. Polo, ID. Cross, Skoda Epiq e Cupra Raval, com preços iniciais próximos de 25.000 euros (R$ 145.900).
A Volkswagen espera forte demanda por esses elétricos mais baratos e, por isso, precisa abrir espaço produtivo para essa nova ofensiva.
Já o Q2 é montado em Ingolstadt, cidade-sede da Audi, e sua saída cria uma janela para o futuro A2 e-tron.
O A2 original ficou famoso pela carroceria de alumínio e pela eficiência incomum, especialmente na versão 3L, capaz de atingir quase 34 km/l.
Lançado inicialmente em 2010 com carroceria de três portas, o A1 ganhou versão Sportback de cinco portas alguns anos depois.
A segunda geração chegou no fim de 2018 apenas com cinco portas, mantendo boa aceitação graças a diferentes versões e motorizações.
O Q2 apareceu no ano-modelo 2017 e conquistou tanto jovens compradores aspiracionais quanto motoristas mais velhos que não precisavam de SUVs grandes.
Juntos, A1 e Q2 venderam quase 2,3 milhões de unidades ao longo de seus respectivos ciclos de produto.
Apesar do volume robusto, os dois modelos não entregam margens tão atraentes em um momento de pressão financeira para a Audi.
A marca atravessou anos difíceis e teve um início de 2026 complicado, o que tornou cortes e simplificações ainda mais urgentes.
Outro obstáculo está nas normas europeias de emissões, cada vez mais rígidas e caras para modelos pequenos de combustão.
Redesenhar A1 e Q2 para cumprir essas exigências poderia ser menos interessante do que simplesmente encerrar os dois produtos.
Como EV, o A2 e-tron escapa desse problema regulatório e chega a um mercado europeu mais aberto a elétricos compactos que o americano.
Com isso, o A3 passa a ocupar o posto de Audi mais barato enquanto a marca troca volume acessível por eletrificação e rentabilidade.
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