Suspensão a rosca: como funciona, vale a pena?

Suspensão a rosca: veja como funciona e se vale a pena.

Suspensão a rosca: como funciona, vale a pena?

As regras para alteração da suspensão veicular ficaram mais flexíveis em 2014, quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) extinguiu a proibição desses equipamentos modificados.

A resolução 479 autoriza a circulação de automóveis com suspensão modificada, atendendo rebaixados e elevados. Portanto, seguindo a legislação, você poderá trafegar em veículos com suspensão modificada sem ser multado, tampouco guinchado.

Automóveis de passageiros, camionetas mistas, caminhonetes especiais, caminhonetes de carga e utilitários mistos são as categorias que a lei permite a modificação.

Confira o que diz lei:

§1º Nos veículos com PBT até 3500 kg:

I – o sistema de suspensão poderá ser fixo ou regulável.
II – A altura mínima permitida para circulação deve ser maior ou igual a 100 mm, medidos verticalmente do solo ao ponto mais baixo da carroceria ou chassi, conforme anexo I.
III – O conjunto de rodas e pneus não poderá tocar em parte alguma do veículo quando submetido ao teste de esterçamento.

§2º Nos veículos com PBT acima de 3.500 kg:

I – em qualquer condição de operação, o nivelamento da longarina não deve ultrapassar dois graus a partir de uma linha horizontal.
II – A verificação do cumprimento do disposto no inciso I será feita conforme o Anexo

Suspensão a rosca: como funciona, vale a pena?

Além das especificações apresentadas acima, ao realizar essa alteração no veículo o proprietário terá que informar o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e incluir no campo de observações do CRV (Certificado de Registro de Veículo) que há alteração na suspensão.

O mesmo vale para o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). Lembrando que há custo para regularizar no Detran, sendo assim, não deixe de considerar a taxa do órgão estadual.

O que é suspensão a rosca e como ela funciona

Suspensão a rosca: como funciona, vale a pena?

É possível encontrar no mercado três suspensões mais comuns: suspensão fixa, a ar e a rosca.

Alguns motoristas têm dúvidas sobre qual é melhor e mais eficiente, contudo, não há uma resposta assertiva a essa pergunta, pois cada uma delas possui suas qualidades em determinadas funções e situações.

Profissionais da área recomendam que o proprietário deve analisar qual se encaixa mais ao seu perfil e, claro, que atenderá à sua necessidade.

Já mostramos aqui no Notícias Automotivas como é o funcionamento e as vantagens da suspensão a ar, e agora mostraremos todos os detalhes do sistema a rosca.

Composta por molas, tubos, flanges e amortecedores, um automóvel com suspensão a rosca poderá ter sua altura modificada a qualquer momento, porém, manualmente. Seu mecanismo é composto por tubo roscado e pelo flange, sendo que os dois são acoplados aos amortecedores também no eixo traseiro do carro.

Assim, é possível fazer a regulagem da altura de forma manual apenas rosqueando.

Suspensão a rosca: como funciona, vale a pena?

Para fazer a regulagem não há muito segredo. Apoiando o carro em um macaco, tirando a pressão das molas, basta girar a rosca até chegar na altura desejada.

Para manutenção preventiva, o recomendado é a mesma periodicidade dos modelos originais de fábrica, e isso significa que não há características que fazem com que o motorista faça visita programada a oficina.

Vantagens e desvantagens da suspensão a rosca

Suspensão a rosca: como funciona, vale a pena?

Entre as opções existentes, por que escolher a suspensão a rosca? É importante saber que esse equipamento é indicado para ser utilizado em diversos tipos de solos.

Por ter seu ajuste manual, ela pode funcionar bem e com conforto em um determinado terreno, enquanto nem tanto em outros.

Para encontrar o ponto ideal para você é necessário ir regulando, e isso pode ser um problema para alguns motoristas que não desejam ficar subindo e descendo o carro para mexer na rosca, por isso, vale analisar a suspensão a ar.

Suspensão a rosca: como funciona, vale a pena?

Ao ajustar, é preciso ter cuidado para não deixar uma mais levantada do que a outra. Contar com a ajuda de um profissional é sempre o indicado.

O preço é um atrativo da suspensão a rosca, já que são mais em conta que aquelas movidas a ar.

Passo a passo para regularizar um carro rebaixado

Após escolher a marca e o produto ideal, é necessário se dirigir até um posto de atendimento do Detran para fazer a regularização da suspensão modificada. Para iniciar, preencha o requerimento e, em seguida, basta ir à oficina.

Feita a instalação da suspensão a rosca, procure uma entidade certificada pelo INMETRO para realizar a Inspeção de Segurança Veicular. Eles farão testes para certificar que o veículo está seguindo as regras estabelecidas.

Se aprovado, o proprietário receberá o novo CSV (Certificado de Segurança Veicular).

Suspensão a rosca: como funciona, vale a pena?

Apresente o CSV para o Detran e dê andamento no próximo passo, a solicitação de novos documentos do veículo.

Atenção, pois automóveis com débitos pendentes (multas e licenciamento atrasado) não conseguirão dar procedimento na alteração, pois é solicitado um novo licenciamento (documento do veículo). Quando há pendências, o motorista fica impedido.

Todo esse processo é um pouco burocrático e é exigido o pagamento de taxas em quase todos os processos, sendo assim, não deixe de seguir todas as regras estabelecidas na resolução do Contran.

Todos os custos podem ser verificados no próprio portal do Detran na internet ou através dos canais de atendimento do órgão estadual.

Penalidade por desrespeitar regras de rebaixamento de carro

Podemos analisar que rebaixar carro passou a ficar mais fácil após a autorização do Conselho Nacional de Trânsito, mas isso não significa que a modificação poderá ser feita de qualquer forma.

Fazer o corte das molas, diminuir com maçarico e utilizar presilhas são práticas ilegais e pode colocar em risco a estrutura do caro e até mesmo a vida do motorista se ocorrer um acidente grave.

Suspensão a rosca: como funciona, vale a pena?

O recomendado é procurar um especialista no assunto, que trabalhe com produtos de qualidade e possa indicar o melhor para a sua necessidade.

O CTB prevê sanção para o motorista que não respeitar o que está estabelecido em lei. Confira:

“Art. 230. Conduzir o veículo:

(…)
VII – com a cor ou característica alterada;
Infração – grave;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – retenção do veículo para regularização.”

Isto é, ao rebaixar o carro sem regularizar no Departamento Estadual de Trânsito o condutor estará cometendo infração grave com multa de R$ 195,23 e mais cinco pontos na carteira de habilitação (CNH).

Ainda poderá ter seu automóvel retido até regularizar a situação.

Darlan Helder

Natural de São Paulo, é jornalista e fotógrafo. Escreve na internet sobre o universo automotivo desde 2011