Vectra GT / GT-X: detalhes, motores, versões, preços (e consumo)

Vectra GT / GT-X: detalhes, motores, versões, preços (e consumo)
Vectra GT e GTX

O Chevrolet Vectra GT, juntamente com a sua versão topo de linha Vectra GT-X, foi um dos modelos que tiveram a felicidade de vivenciar o bom momento dos hatches médios no mercado brasileiro.

Hoje, dá para dizer que eles praticamente desapareceram devido à soberania dos crossovers compactos, que na maioria das vezes são modelos inferiores, mas ofertados a preços semelhantes ou até mesmo mais altos.


O Vectra GT/GTX foi apresentado por aqui no ano de 2007, mais precisamente no dia 4 de setembro, ou exatos dois anos após a chegada da nova geração do Chevrolet Vectra sedã.

O novo carro era fabricado na planta de São Caetano do Sul (SP) e tinha como missão enfrentar modelos como Fiat Stilo, Ford Focus, Peugeot 307 e Volkswagen Golf, além de outros hatches menores como Fiat Punto e Nissan Tiida.

Todavia, ao contrário do que acontecia no mercado europeu, o Chevrolet Vectra GT não era realmente um Vectra. Na verdade, o modelo nada mais era que a nova geração do Opel Astra comercializado no mercado europeu.

Contudo, a Chevrolet resolveu manter o Astra antigo em linha e lançar o novo modelo com outro nome devido ao sucesso do anterior no mercado. Esta foi basicamente a mesma estratégia adotada no sedã.

Para se ter uma noção, até mesmo a plataforma do novo Vectra GT era a mesma do Astra, com projeto que data do ano de 1998.

Vectra GT / GT-X: detalhes, motores, versões, preços (e consumo)

Não contente em oferecer praticamente duas gerações do Astra simultaneamente no Brasil, a Chevrolet resolveu promover mudanças não tão agradáveis ao consumidor para baratear os custos de produção.

Entre elas, adotou um acabamento interno mais simples e passou a usar um motor de concepção bem mais antiga, no caso o 2.0 litros flex de quatro cilindros e oito válvulas herdado do Monza da década de 1980, que também equipava o Astra.

Por esse e outros motivos, o Chevrolet Vectra GT nunca conseguiu ser um sucesso em vendas no mercado brasileiro, mesmo com a relevância do segmento de hatches médios na época.

Em 2008, seu primeiro ano cheio de vendas, o carro ficou atrás dos rivais Golf, Stilo e Focus, com 12.944 unidades vendidas e participação de 10,47%. O irmão Astra fechou o mesmo ano com 25.352 vendas e 20,51 por cento.

Já em 2009, foram 11.446 vendas e 9,58% de participação, sendo superado também pelo novo e moderno rival Hyundai i30. Por fim, em 2010, seu último ano cheio, ele nem apareceu na lista dos mais vendidos do segmento e acabou sendo ultrapassado também pelo recém-chegado Citroën C4.

Esses números ficaram ligeiramente aquém do esperado pela Chevrolet, que planejava comercializar 15 mil unidades por ano, sendo 60% da versão de entrada GT e outros 40% da topo de linha GT-X.

Outra explicação para o fracasso do Vectra GT foi a briga interna com o Astra. O modelo mais velho tinha preços mais baixos.

Na linha 2010, havia o Astra Advantage com preços entre R$ 44.389 e R$ 50.240, o mesmo motor 2.0 litros de até 140 cv e itens como rodas de liga-leve aro 16, retrovisor interno eletrocrômico, computador de bordo, banco traseiro bipartido e rebatível, bancos em veludo, ar-condicionado digital, faróis de neblina, entre outros, e opcionais como airbag duplo, piloto automático e transmissão automática.

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Para efeito de comparação, o Vectra GT 2019 tinha preço inicial de R$ 56.034 e alcançava os R$ 67.912 em sua versão mais completa.

Além de mais caro, o Vectra GT tinha porta-malas menor que o do Astra, andava menos e bebia mais por ser um carro mais pesado dotado do mesmo motor do irmão.

Ainda assim, o Vectra GT foi um carro marcado por diversas qualidades, que cativam o público até hoje no mercado de usados.

Veja também tudo sobre o Vectra Elegance e sobre o Vectra Elite.

Vectra GT e GTX – detalhes

Não dá para negar que o visual do Chevrolet Vectra GT era e ainda é bastante agradável. Na época, ele estava praticamente em sintonia com os modelos da General Motors comercializados lá fora, tanto é que esse foi um dos chamarizes do carro – rivais como Fiat Stilo e Volkswagen Golf já havia sido substituídos por outro modelo ou nova geração em outros mercados.

A dianteira do carro era marcada por faróis com formato ligeiramente triangular, com direito a máscara negra em todas as versões. Havia ainda uma grade retangular com uma barra cromada e a gravatinha dourada da Chevrolet envolvida por uma argola igualmente cromada.

O para-choque trazia três nichos inferiores, sendo o central como tomada de ar e os das extremidades para os faróis de neblina. Já nas laterais, o carro não abusava muito dos vincos, somente com um detalhe mais marcante na linha de cintura, entre as janelas e as maçanetas das portas.

As janelas e as portas, inclusive, eram bem desenhadas e formavam harmonia com o desenho da carroceria. Por fim, a traseira trazia lanternas que repetiam a mesma receita dos faróis e eram interligadas por um grosso filete cromado na parte inferior da tampa do porta-malas.

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No para-choque, o suporte de placa ao centro e também frisos de proteção como uma espécie de prolongamento da peça das portas.

No entanto, esse visual mais esportivo do hatch prejudica um pouco a usabilidade do carro no dia a dia. As largas colunas “C” e o vidro traseiro diminuto, por exemplo, podem afetar diretamente a visibilidade do veículo.

Pulando para o interior, o Vectra GT não tinha um design muito moderno. As peças contavam com desenho mais “comportado”. Ainda assim, o acabamento era de nível aceitável, com material emborrachado revestindo a parte superior do painel.

O carro prezava pela usabilidade, tanto é que os comandos eram de fácil acesso e bastante práticos.

Um dos atrativos do Chevrolet Vectra GT na época de lançamento era o navegador GPS via satélite ofertado como item de série. Na verdade, este item não era um sistema integrado ao painel do carro, mas sim um equipamento extra preso por uma ventosa no para-brisa e com fiação aparente, uma solução não tão boa para o segmento e que acabava chamando a atenção de ladrões.

A cabine do Chevrolet era tão pacata que devia até mesmo alguns itens considerados importantes pelos proprietários, como porta-objetos para acomodar algumas tralhas ou ainda copos e garrafas. Por conta disso, a marca resolveu recheá-lo com alguns nichos extras na linha 2010.

Além disso, o espaço interno do hatch era menor que o do sedã, devido à redução do entre-eixos. Os ocupantes do banco de trás sofriam com o espaço limitado para as pernas, inclusive pelo túnel central mais elevado.

Porém, o visual original do carro não durou por muito tempo. Menos de dois anos após ter sido lançado, o Vectra GT 2010 foi lançado com o seu primeiro facelift.

O carro passou a contar com uma nova grade frontal bipartida interligada aos faróis, capô com dois vincos invertidos, para-lamas com desenho mais encorpado, para-choques redesenhados, retrovisores com repetidores de seta integrados, novas rodas de liga-leve de 16 ou 17 polegadas, novo logotipo dourado da Chevrolet, entre outros.

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A marca aproveitou ainda para introduzir novos porta-objetos no interior (como citado anteriormente), como espaços nas portas ampliados para abrigar garrafas de 600 ml e nichos nas proximidades da manopla de câmbio e da alavanca do freio de estacionamento.

O painel de instrumentos e os bancos também foram repaginados. Ele recebeu o sobrenome “Remix” e também alterações no conjunto mecânico, que iremos comentar logo a seguir.

Vectra GT e GT-X – novidades

Lançamento da linha Remix reestilizada

Para aderir à nova identidade visual da Chevrolet, já presente em modelos como Captiva, Malibu e Vectra Sedã, o Chevrolet Vectra GT estreou a linha 2010 com mudanças significativas no visual.

Entre as novidades, o carro passou a dispor de uma nova grade bipartida, com parte central na cor da carroceria e a gravatinha dourada da marca em destaque ao centro, além de outros itens conforme citado acima.

Houve também a introdução de bancos com novo formato, mais espaçoso e com tecido de melhor qualidade, painel de instrumentos com fundo preto e borda branca no velocímetro e conta-giros e também novos porta-objetos espalhados pelo interior. O Vectra GT-X contava também com detalhe em laranja próximo aos ponteiros.

A lista de equipamentos agora contemplava o sistema de som com MP3 player, entrada para SD card, conexão auxiliar para iPod e conexão Bluetotoh para telefone celular, disponível como item de série para ambas as versões.

Ele recebeu ainda mudanças no motor 2.0 litros, que passou dos 128 cv de potência máxima para 140 cv. O carro adotou uma suspensão recalibrada, mais firme para privilegiar a estabilidade em curvas.

Por fim, o Vectra GT recebeu a alcunha “Remix”, como tentativa de conquistar um público mais jovem. Tanto é que ele passou a dispor também de uma nova opção de cor, a “Azul Arian” herdada dos carros esportivos “OPC” da alemã Opel (pertencente ao grupo General Motors naquela ocasião).

Novas rodas na linha 2010

Na linha 2010, a gama do Chevrolet Vectra GT adotou novas rodas de liga-leve de 17 polegadas, que passaram a contar com superfície diamantada e parte interna na cor grafite, uma exclusividade da versão topo de linha GT-X.

Outra novidade foram pequenas mudanças na calibração dos amortecedores da suspensão, para melhorar ainda mais a estabilidade nas curvas e a absorção das irregularidades do piso.

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Linha 2011 com mais itens de série

Em julho de 2010, a Chevrolet lançou o Vectra GT 2011 com mudanças na lista de equipamentos. O carro passou a ofertar airbag duplo e ar-condicionado digital como itens de série em todas as versões. A configuração de entrada recebeu também novas rodas de liga-leve de 17 polegadas, comandos de som no volante e computador de bordo.

O Vectra GT 2011 foi ofertado com preços entre R$ 57 mil e R$ 64.185, enquanto o Vectra GT-X 2011 custava de R$ 62.934 a R$ 67.611.

Fim de linha

O fim da produção do Vectra GT foi anunciado no dia 28 de junho de 2011, juntamente com o Vectra sedã. Ambos os modelos foram descontinuados para dar lugar aos novos Cruze sedã e Cruze Sport6.

As últimas unidades foram ofertadas com descontos que podiam passar os R$ 8,4 mil, como era o caso do Vectra GT-X, tabelado em R$ 64.192 e que podia ser encontrado por R$ 55.800.

Vectra GT e GT-X – versões

O Chevrolet Vectra GT foi oferecido basicamente em duas versões de acabamento, sendo ambas com opção de câmbio manual de cinco velocidades ou automático de quatro marchas. Confira abaixo:

Chevrolet Vectra GT: modelo de entrada da linha, que saía de fábrica com airbags frontais, cinto de segurança de três pontos para os cinco ocupantes, ar-condicionado digital, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, alarme, faróis com máscara negra e lâmpadas “Blue Vision”, lanternas traseiras com acabamento fumê, banco traseiro bipartido e rodas de liga-leve de 16 polegadas.

Havia ainda sistema de navegação por GPS (para os primeiros modelos), saída de ar para os ocupantes do banco traseiro, banco do motorista com regulagem de altura, volante com ajuste de altura e profundidade, alarme, porta-luvas refrigerado, travamento automático das portas, freio a disco nas quatro rodas, entre outros.

Chevrolet Vectra GT-X: opção mais cara da gama, que se diferenciava pelo visual mais agressivo, com direito ainda a rodas de liga-leve de 17 polegadas com acabamento diamantado, antena “shark”, sensor de chuva, freios ABS com EBD, sistema de som premium, computador de bordo, volante multifuncional, retrovisor interno eletrocrômico, banco do motorista com ajustes elétricos, piloto automático, retrovisores externos com rebatimento elétrico.

Vectra GT / GT-X: detalhes, motores, versões, preços (e consumo)

Vectra GT e GTX – preços

  • Chevrolet Vectra GT 2.0 Flex MT: R$ 25.943 (2008) a R$ 30.505 (2011)
  • Chevrolet Vectra GT 2.0 Flex AT: R$ 26.047 (2008) a R$ 30.987 (2011)
  • Chevrolet Vectra GT-X 2.0 Flex MT: R$ 26.355 (2008) a R$ 31.325 (2011)
  • Chevrolet Vectra GT-X 2.0 Flex AT: R$ 27.496 (2008) a R$ 31.841 (2011)

(preços com base na Tabela Fipe em julho de 2018)

Vectra GT e GTX – motor, câmbio e desempenho

O Vectra GT de ano 2007 e 2008 contava com o motor 2.0 litros flex de quatro cilindros e oito válvulas da Família II da GM, herdado do Monza dos anos 80 e que equipava ainda modelos como Astra, Vectra sedã e Zafira na época.

Ele conseguia entregar 121 cavalos de potência com gasolina e 128 cv com etanol, a 5.200 rpm, e torque de 18,3 e 19,6 kgfm, respectivamente, a 2.600 rpm.

Com câmbio manual de cinco marchas, este carro levava o Vectra aos 100 km/h em 10,3 segundos e fazia alcançar máxima de 189 km/h. A transmissão automática piorava os números para 12,2 s e 184 km/h.

Porém, a partir de março de 2009 o carro passou a sair de fábrica com uma versão repaginada do 2.0, com o uso de coletor de admissão de plástico (mais leve), coletor de escape em aço inox e sistema de comando de válvulas roletado.

Houve um ganho de potência de 12 cv, passando para 133 cv na gasolina e 140 cv no etanol, a 5.600 rpm. O torque passou para 18,9 e 19,7 kgfm, respectivamente, a 2.600 rpm.

O Vectra GT mais potente acelerava de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e atingia 190 km/h com câmbio manual e 12 s e 185 km/h com transmissão automática.

Vectra GT / GT-X: detalhes, motores, versões, preços (e consumo)

Vectra GT e GTX – consumo

O Vectra GT 2.0 manual de 128 cv entregava consumo de 5,8 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada com etanol e 8,7 e 10,5 km/l, respectivamente, com gasolina. Já com transmissão automática, os números passavam para 5,8 e 7,4 km/l com etanol e 8 e 10,6 km/l com gasolina.

Já o modelo com 140 cv e câmbio manual fazia média de 5,9 km/l na cidade e 7,7 km/l na estrada com etanol e 8,3 e 11 km/l, respectivamente, com gasolina. Com transmissão automática, são 5,4 e 6,8 km/l com etanol e 7,9 e 10,4 km/l com gasolina.

Vectra GT e GTX – manutenção e revisões

A manutenção do Vectra GT é simples, já que divide o mesmo motor com diversos outros carros antigos da marca. Porém, vale ficar de olho na caixa de direção, que pode provocar ruídos por folga no pino.

Além disso, o carro pode apresentar desgaste prematuro na embreagem, defeito no tambor da ignição (que pode deixar a chave presa) e acionamento involuntário dos faróis de neblina.

Vectra GT e GTX – ficha técnica

Motor

2.0 de 2007 e 2008

Tipo

Dianteiro, transversal e flex

Número de cilindros

4 em linha

Cilindrada em cm³

1.998

Válvulas

8

Taxa de compressão

11,3:1

Injeção eletrônica de combustível

Multiponto

Potência Máxima

128 cv a 5.200 rpm

Torque Máximo

19,6 kgfm a 2.400 rpm

Transmissão

Tipo

Manual de cinco marchas ou automático de quatro velocidades

Tração

Tipo

Dianteira

Freios

Tipo

Disco ventilado (dianteira) e disco sólido(traseira)

Direção

Tipo

Hidráulica

Suspensão

Dianteira

Independente, McPherson

Traseira

Eixo de torção

Rodas e Pneus

Rodas

Rodas de liga-leve de 16 ou 17 polegadas

Pneus

205/55 R16 ou 215/45 R17

Dimensões

Comprimento total (mm)

4.249

Largura (mm)

1.753

Altura (mm)

1.455

Distância entre os eixos (mm)

2.614

Capacidades

Capacidade de carga (kg)

480

Tanque (litros)

52

Peso vazio em ordem de marcha (kg)

1.289

Coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx)

0,324

 

Motor

2.0 a partir de 2009

Tipo

Dianteiro, transversal e flex

Número de cilindros

4 em linha

Cilindrada em cm³

1.998

Válvulas

8

Taxa de compressão

11,5:1

Injeção eletrônica de combustível

Multiponto

Potência Máxima

140 cv a 5.600 rpm

Torque Máximo

19,7 kgfm a 2.600 rpm

Transmissão

Tipo

Manual de cinco marchas ou automático de quatro velocidades

Tração

Tipo

Dianteira

Freios

Tipo

Disco ventilado (dianteira) e disco sólido(traseira)

Direção

Tipo

Hidráulica

Suspensão

Dianteira

Independente, McPherson

Traseira

Eixo de torção

Rodas e Pneus

Rodas

Rodas de liga-leve de 16 ou 17 polegadas

Pneus

205/55 R16 ou 215/45 R17

Dimensões

Comprimento total (mm)

4.249

Largura (mm)

1.753

Altura (mm)

1.455

Distância entre os eixos (mm)

2.614

Capacidades

Capacidade de carga (kg)

520

Tanque (litros)

52

Peso vazio em ordem de marcha (kg)

1.303

Coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx)

0,324

Vectra GT e GTX – galeria de fotos

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.