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A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

O consumo de combustível medido pelo Inmetro é usado como um dos parâmetros para se medir a eficiência energética dos automóveis comercializados no país, sendo também um dos indicativos de classificação, através de etiquetagem veicular, dos carros mais eficientes e menos poluentes.


Mas, deve-se levar em consideração algo muito importante. O consumo medido pelo Inmetro é baseado em dados obtidos em laboratório, seja com o uso de um profissional ou de um robô para simular as condições de pista, temperatura, carga, estilo de condução, etc. Tudo isso é feito dentro de uma bancada de ensaios e com o monitoramento de engenheiros, especialmente no caso do dinamômetro, porém, tais resultados não refletem o mundo real.

Com números que acabam sendo piores que os obtidos pelos consumidores, decidimos fazer um Top 10 com os carros mais vendidos (fevereiro de 2018) com a maior economia obtida em nossa Avaliação NA. Assim, nossos resultados de consumo serão comparados aos números oficias do Inmetro. Porém, um detalhe chama atenção, nem todos os números “oficiais” foram superados na prática, confira abaixo:

Chevrolet Onix

A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

O NA avaliou o Onix Effect em 2015. O hatch ainda não havia passado pela atualização visual que introduziu melhorias na carroceria e parte mecânica, tendo sido estas câmbio manual de seis marchas, mais aços de alta resistência na estrutura, novos rolamentos, sistema elétrico com proteção da bateria, recuperação de energia no alternador, pneus mais verdes e motor SPE/4 com lubrificante menos viscoso, pistões e bielas melhorados, anéis modificados e virabrequim reforçado.

As alterações trouxeram mais economia para o hatch líder, mas já naquela época, antes dessa mudança, o Onix 1.4 já apresentava um bom consumo, mas com ressalvas. Na ocasião, com gasolina, fizemos 10,1 km/litro na cidade e 15,6 km/litro no ciclo rodoviário. Note que o consumo urbano era alto. Mas, o que dizia o Inmetro então? Nada.

A General Motors ainda não fazia parte do programa nacional de etiquetagem, o que só aconteceu oficialmente em abril de 2016. Para “efeito” de comparação, o Effect atual faz 12,5 km/litro na cidade e 14,9 km/litro na estrada, pelo instituto em 2017. Ou seja, ficou mais econômico na cidade. Ainda assim, conseguimos média melhor na estrada com o antigo.

Hyundai HB20

A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

Na mesma época do Onix Effect, avaliamos também o Hyundai HB20 com motor 1.6 e câmbio automático. Diferentemente da General Motors, o compacto feito em Piracicaba-SP já participava há tempos do programa nacional de etiquetagem veicular. Ele é equipado até hoje com o motor Gamma 1.6 16V Flex com 122 cavalos de potência com gasolina e 128 cavalos de potência com etanol, além de 16,0 kgfm no primeiro e 16,5 kgfm no segundos, ambos a 5.000 rpm.

Com câmbio automático de seis marchas, o NA fez em avaliação 7,3 km/litro na cidade e 11,2 km/litro na estrada, ambos obtidos com o uso de etanol no tanque. Na avaliação do Inmetro (na tabela 2016, referente ao modelo testado) ele obteve 7,1 km/litro no ciclo urbano e 9,4 km/litro no rodoviário, números inferiores aos conseguidos na prática. Nesse último caso, o instituto também usou etanol no teste.

Ford Ka

A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

Em 2014, o NA avaliou o Ford Ka 1.0, modelo que até hoje manteve as características originais do projeto, não tendo ainda recebido facelift e nenhuma melhoria técnica nesse caso. Assim, o compacto da marca americana ainda mantém o motor 1.0 3C Ti-VCT Flex com 80 cavalos na gasolina e 85 cavalos no etanol, bem como 10,2 kgfm e 10,7 kgfm, ambos a 3.500 rpm, respetivamente nos dois combustíveis oferecidos no mercado brasileiro.

Na tabela Inmetro de 2014, o hatch popular fez 8,9 km/litro no ciclo urbano de simulações e 10,4 km/litro no teste de laboratório que simulava uma condução rodoviária. Na Avaliação NA do modelo, conseguimos 9,1 km/litro na cidade e 10,5 km/litro na estrada, note que os números são quase idênticos, indicando uma proximidade com os dados do instituto.

Volkswagen Polo

A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

Ao contrários dos demais acima, o Polo é mais recente e temos resultados comparativos de duas versões. O hatch compacto da Volkswagen usa na versão MSI um motor EA211 1.6 16V com 110 cavalos de potência com gasolina e 117 cavalos com etanol, tendo torques de 15,8 kgfm e 16,5 kgfm, respectivamente, obtidos a 4.000 rpm. Nesse modelo com gasolina, conseguimos 9,8 km/litro na cidade e 14,4 km/litro na estrada.

No Inmetro, os resultados são: 12,0 km/litro e 13,9 km/litro, respectivamente cidade e estrada com o mesmo combustível. Ou seja, não alcançamos a marca estabelecida pelo instituto e não alteramos a forma de condução ou avaliação de média de consumo nesse caso. No Polo TSI, que tem motor EA211 1.0 TSI com 116 cavalos na gasolina e 128 cavalos no etanol, além de 20,4 kgfm nos dois combustíveis, fizemos 11,5 km/litro na cidade e 16,1 km/litro na estrada. No Inmetro? 11,4 km/litro e 13,9 km/litro, respectivamente. Aí, ambos tiveram o mesmo resultado na cidade, mas o NA obteve mais na estrada.

Renault Kwid

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No Renault Kwid, tivemos oportunidade de testar o pequenino da marca francesa com os dois combustíveis. Equipado com motor 1.0 SCe de três cilindros, o modelo entrega 66 cavalos de potência na gasolina e 70 cavalos no etanol, além de 9,4 kgfm no primeiro e 9,8 kgfm no segundo, ambos a 4.250 rpm. Assim, com etanol obtivemos 8,5 km/litro e 11,9 km/litro, respectivamente cidade e estrada. O Inmetro fez 10,3 km/litro e 10,8 km/litro, também cidade e estrada com o mesmo combustível.

Na gasolina, o resultado do Kwid foi bem diferente. A Avaliação NA apontou 14,1 km/litro no ciclo urbano e 17,2 km/litro no rodoviário, enquanto os números do instituto apontam para 14,9 km/litro no primeiro caso e 15,6 km/litro no segundo. Ou seja, não alcançamos aquilo que o Inmetro fez com etanol, mas nos aproximamos no ciclo urbano com gasolina. Na estrada, o hatch foi bem melhor.

Volkswagen Gol

A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

Ele já não tem mais esse motor, que na configuração a seguir, permanece na picape Saveiro. O Gol Rallye I-Motion 2015 foi avaliado em 2014, quando era equipado com motor EA211 1.6 16V MSI com 110 cavalos na gasolina e 120 cavalos no etanol, gerando torques de 15,8 kgfm no primeiro e 16,8 kgfm no segundo. O câmbio na ocasião era um automatizado de cinco marchas.

Na Avaliação NA, o Gol Rallye fez altos 6,6 km/litro na cidade e 10,5 km/litro durante condução na estrada. Se você acha que são números ruins, então confira o que o instituto obteve na época. Na tabela do Inmetro (2015), o modelo fez ainda pior: 7,3 km/litro na cidade e 8,0 km/litro na estrada. Foi um dos consumos mais altos da categoria na ocasião.

Toyota Corolla

A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

O Toyota Corolla 2017 foi avaliado pelo NA no ano passado. O sedã médio da marca japonesa vem com motor 2.0 Dual VVT-i com 143 cavalos na gasolina e 153 cavalos no etanol. Os torques são de 19,4 kgfm e 20,7 kgfm, respetivamente. Com câmbio CVT, o best seller do fabricante nipônico fez 8,5 km/litro na cidade e 13,4 km/litro na estrada, ambos com gasolina. No Inmetro ele obteve os seguintes resultados: 10,6 km/litro na cidade e 12,6 km/litro na estrada.

Chevrolet Prisma

A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

Já com atualização – a mesma oferecida para o Onix – o Prisma foi avaliado pelo NA com motor 1.4 SPE/4 modificado, que entrega 98 cavalos com gasolina e 106 cavalos com etanol, além de 13,0 kgfm e 13,9 kgfm, respectivamente. Na avaliação, conseguimos 11,4 km/litro na cidade e 15,8 km/litro na estrada, apenas com gasolina. No Inmetro, o sedã compacto obteve 12,9 km/litro e 15,4 km/litro, respectivamente e com o mesmo combustível.

Jeep Compass

A diferença entre o consumo do Inmetro e o consumo real

O Jeep Compass Diesel passou pela avaliação NA com consumos de 10, 1 km/litro na cidade e 13,6 km/litro na estrada. O SUV da marca americana tem motor 2.0 Multijet de 170 cavalos e 35,7 kgfm, além de câmbio automático de nove marchas e tração integral. No Inmetro, ele fez 9,8 km/litro na cidade e 11,4 km/litro na estrada, números inferiores aos da avaliação.

Honda HR-V

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Por fim, o Honda HR-V. O crossover da marca japonesa tem motor 1.8 i-VTEC Flex One com 139 cavalos no etanol e 140 cavalos na gasolina, entregando 17,3 kgfm e 17,4 kgfm, respectivamente. O câmbio é CVT e com essa configuração o NA obteve em avaliação 7,5 km/litro na cidade e 10,8 km/litro na estrada, ambos com etanol. No Inmetro, o modelo fez 7,7 km/litro e 8,6 km/litro, respectivamente.

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