
A Ram Rampage é a picape mais vendida da marca americana no mercado nacional e ela vem se destacando não só por ser a porta de entrada do carneiro, mas também por outros atributos.
Ligação entre a cidade e o campo, a Rampage surgiu a partir da irmã Fiat Strada e exibe muito mais do segmento que a Ram representa, com foco no conforto, desempenho e algo mais…
Com o novo motor diesel Multijet 2.2, a picape de carroceria monobloco entrega 200 cavalos, além de câmbio automático e tração nas quatro rodas.
A Ram Rampage 2027 na versão Big Horn é a versão mais acessível do produto e traz uma sigla popular nos EUA.
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Custando R$ 230.990, a Rampage Big Horn não exibe a mesma simplicidade visual da versão homônima no mercado americano a bordo das irmãs maiores, como a Ram 1500, por exemplo. O foco por aqui não é trabalho e isso pode ser uma vantagem.

Cromado valoriza
A Ram Rampage Big Horn chama atenção por manter um padrão de acabamento que fez a marca americana ser associada aqui com luxo e sofisticação, já que versões básicas de trabalho aqui não existem.
Assim, exibindo cromados vistos no entorno das janelas, na grade imponente, sobre os faróis full LED, retrovisores e mesmo na presença marcante do nome RAM, a Rampage Big Horn faz as honras da casa.
Os badges laterais sobre o capô, o nome Ram atrás e o para-choque traseiro, igualmente cromados, reforçam a atenção da Ram nos detalhes de sua versão de acesso da Rampage.
Para-choque frontal e detalhes na cor do carro também apoiam essa ideia premium da marca. Embora as rodas de liga leve de 17 polegadas sejam simples, bem como a ausência de santantônio e barras no teto, tal como os estribos (ausente de qualquer versão da picape), a Big Horn se apresenta bem.

Neste último caso, é um convite para o comprador escolher qual estilo de estribo irá colocar, mas acredite, é melhor adicionar tal item, uma vez que a Rampage é mais alta que a Fiat Toro e os apoios laterais fazem falta.
Dentro, a Rampage Big Horn não perde por ser a mais simples da gama, com bancos em uma boa forração de tecido com couro, que também está presente no volante, painel e portas.
O nome Ram e o carneiro imponente estão espalhados devidamente pelo habitáculo para lembrar a quem a Rampage pertence.
Bem distante de propostas de entradas comuns que vemos no mercado, a Big Horn não poupa despesas, mantendo cluster e multimídia de tela plana grandes e completas.

Há câmera de ré, conexão sem fio para Android Auto e CarPlay, ar-condicionado dual zone também na tela, etc.
Carregador indutivo de smartphone, freio de estacionamento elétrico, botão giratório de marchas, paddle shifts, auto hold, entre outros, estão a bordo. Saídas de ar e apoio de braço central se apresentam para quem vai atrás.
Todavia, a Big Horn não esconde os cortes que sugerem seu preço menor; por isso, nada de bancos elétricos, pacote ADAS ou detalhes ainda mais refinados como nas outras versões.

É o preço a se pagar por uma picape que, por fora e por dentro, parece mais luxuosa do que é.
Na caçamba, a Rampage leva 1.105 kg com 980 litros, com sua caçamba devidamente rebatível e bem raiz, como o cliente da Ram gosta. A cobertura marítima está devidamente presente.

Economia máxima
A Ram Rampage cometeu o deslize grave de iniciar as vendas com o motor diesel Multijet 2.0 cerca de um ano antes da chegada do atual propulsor, o Multijet 2.2 litros, que se mostrou superior em tudo.
Assim, com este último, a Rampage ficou finalmente completa e a versão Big Horn se aproveita ainda mais de uma característica que se tornou inerente desse “Pratola Serra”, a economia.
Entregando 200 cavalos a 3.500 rpm e 45,9 kgfm a 1.500 rpm, o Multijet 2.2 funciona redondo, com o bom som peculiar (para quem gosta, é claro) do motor diesel e o silvo da turbina bem nítido.
Funcionando manso em baixa rotação, o propulsor é aproveitado ao máximo pela caixa automática ZF 9HP de nove marchas, que no casamento com o italiano, criou situações interessantes de operação.

Rápido para subir de giro e mostrar sua força, o Multijet 2.2 permite que a picape com tração integral sob demanda (não é 4×4 tradicional e nem como divulga na traseira) seja muito ágil.
Mesmo sem um modo Sport, ainda que tenha paddle shifts para trocas manuais, a Rampage Big Horn garante conforto e segurança ao acelerar, exibindo força quando se deve e suavidade na operação.
Com ultrapassagens e retomadas pontuais, a Rampage Big Horn vai de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos, com final de 196 km/h. Na condução, o conjunto motriz chega a funcionar perto de 1.000 rpm na cidade sem pedir marcha.
Na estrada, a 1.700 rpm, a nona marcha só entra a 120 km/h e, como já mencionamos anteriormente, as velocidades de consumo melhor são esta última e a 100 km/h. Claro, rodando a 80 km/h, ela faz excelentes 23,2 km/l no plano…

Agora, como rainha da economia, a Rampage Big Horn aproveita para fazer 21,2 km/h a 100 km/h e 20,3 km/l a 120 km/h, mas não passando de 18 km/l a 110 km/h. Na cidade, 11,2 km/l agradam muito.
Com pneus para asfalto de 235/65 R17, a Rampage Big Horn nem pode se apoiar em um peso muito menor, já que desloca 1.926 kg, pouco menos que nas demais versões. No entanto, o bom conjunto motor/transmissão aproveita até a “última gota” do diesel no tanque.
Dessa forma, ela se torna ainda mais agradável ao volante, numa sensação ampliada com o bom ajuste da suspensão, que não toma conhecimento de vias de pavimento ruim ou sem ele…

Tendo estabilidade adequada, ainda mais por ser um monobloco e ter suspensão multilink, a Rampage Big Horn se torna ideal para quem pega estrada, vive na cidade e ainda quer curtir uma aventura no campo. Direção leve e freios adequados ajudam muito nisso.
Mas, nem tudo é mil maravilhas.
A falta de um pacote ADAS é sentida na ausência de um controle de cruzeiro adaptativo ou mesmo num assistente de faixa. Como já dito, é o custo de se optar por preço menor.

Acesso melhor
Por R$ 230.990, a Rampage Big Horn é um acesso melhor à marca, quando a questão é preço. A versão de entrada repassa muito da imagem da marca e até um certo status de parecer uma picape média de chassi.
Sem ser rústica, a Big Horn destoa do padrão espartano de versão similar nos EUA, atraindo assim para a marca o cliente que se cansou de SUVs e quer uma picape diesel menor e mais ágil.
O pacote é bom, apesar das ausências. Claro, seria ótimo ter um ADAS básico a bordo e estribos laterais, pelo menos. No mercado, a Big Horn é um belo convite para este segmento.

A prima Fiat Toro é mais cosmética na versão Ranch por R$ 235.490, porém, é mais baixa e menos econômica, além de parecer mais urbana que o modelo da Ram.
Existe a Ford Maverick Hybrid por R$ 239.900, mas ela é menos raiz e abastecida com gasolina.
Então, por ora, a Ram Rampage Big Horn é a opção mais “tradicional” para quem quer ter os pés em dois mundos ao mesmo tempo: urbano e rural.
De um lado, a praticidade da plataforma. De outro, o estilo que transporta para o campo. Assim, no final, vale a pena? Vale sim.
Ram Rampage Big Horn 2027 – Galeria de fotos
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