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Carro da semana, opinião de dono: Citroen C4 hatch GLX 1.6 2011

Carro da semana, opinião de dono: Citroen C4 hatch GLX 1.6 2011

Olá, sou proprietário de um Citroën C4 hatch, versão GLX 1.6 16v flex 2011/2011 adquirido em São Paulo, onde resido. Iniciarei meu relato primeiramente comentando o porque da minha escolha, queria um hatch médio e este seria parcialmente financiado. Somente neste segundo fator o leque de opções restringiu-se a poucos modelos como o C4, Focus e Tiida por conta do financiamento com taxa 0%. Logo, farei comparações ao Ford Focus GLX 1.6 que considero o principal concorrente do C4.


Vida a bordo

É inegável que o fator mais atrativo do C4 é seu design, considero muito moderno e arrojado ainda hoje, inusitado e genial em outros. Seu acabamento em geral é muito bom, com excelentes materiais, texturas, encaixes e arremates, com material emborrachado no painel macio ao toque, plásticos de boa textura que não riscam facilmente, odorizador integrado na ventilação, detalhes cromados e inserção de veludo nas portas e revestimento dos bancos.

Carro da semana, opinião de dono: Citroen C4 hatch GLX 1.6 2011


Este detalhe considero no seu concorrente Focus lastimável para a categoria, os acabamentos das portas, com frestas e rebarbas dignas de Fiesta. Voltando ao C4, comandos todos a mão, volante multifuncional sensacional, ergonomia dos bancos muito boa como na maioria dos carros franceses, largos e de bom apoio.

A vida de quem viaja nos bancos traseiros não é tão boa quanto na frente, eu com 1,80m, espaçando meu banco corretamente sem exageros sobra atrás um espaço equivalente a um carro compacto, então esqueça-o para carro familiar.

Equipamentos

Sendo o modelo básico, já vem bem recheado de fábrica, ar condicionado manual com duto para os pés do passageiros traseiros e porta-luvas, direção eletro-hidráulica (no concorrente hidráulica), trio elétrico com vidros com um toque para subida/descida e fechamento automático no controle da chave, air-bags frontais, faróis de neblina dianteiro e traseiro (no concorrente até então só vinha no 2.0 em diante), limitador/regulador de velocidade (no concorrente até então só no falecido Ghia), ABS/REF/AFU (no concorrente até então era opcional), som MP3.

Na foto repara-se que instalei um DVD e acho intrigante como poucos carros como o C4, 308, 408 ainda utilizam som de 1 din. Dessa lista ele fica devendo revestimento do volante em couro, conexão USB no som e apoio de braço dianteiro que seriam desejáveis para a categoria.

Carro da semana, opinião de dono: Citroen C4 hatch GLX 1.6 2011

Na Pista

Tenho duas ressalvas ao desempenho do motor 1.6, primeiro um ponto muito comentado entre proprietários, a rpm de saída, um leve toque no acelerador e a rpm sobe muito. Não é raro mesmo eu que estou acostumado com o carro, dosar o pé errado e sair galopando.

Segundo, seu câmbio de relações muito curtas, o que na cidade o torna bem esperto, mas na estrada o faz manter uma velocidade de cruzeiro com giro e consumo mais altos que o normal. Na cidade tem uma performance muito satisfatória, não sendo necessários pisadas fundas para mover os 1200kg do carro nem com ar condicionado ligado.

Já na estrada em situações mais difíceis como subida de serra é preciso encher o motor, do mesmo jeito, ultrapassagens e retomadas são um pouco mais lentas. Consumo na cidade com gasolina em torno de 9,5km/l; com álcool/gasolina 50/50% em torno de 8km/l; e 100% álcool nunca testei. Na estrada 11km/l na gasolina rodando à 120km/h no máximo sem abusar.

Gosto de viajar à 130km/h, um pouco superior ao limite das rodovias, mas a essa velocidade o motor está à 4500rpm e bebendo em torno de 10,7km/l. Mesmo assim não há invasão do ruído do motor para dentro do habitáculo, o isolamento acústico é muito bom.

Frenagem muito boa, calçado com pneus Michelin mesmo no piso molhado sem sustos. Rodar no asfalto macio e como ainda é relativamente bem novo também não há barulhos em pisos degradados. A ressalva que faço é quanto à valetas e rampas de garagem onde raspa com vontade se não ir com calma.

O câmbio possui uma certa aspereza na troca de marcha notada desde o Xsara, não incomoda tão pouco é impreciso, só não tem a maciez de um VW por exemplo. O regulador de velocidade é um mimo muito útil, geralmente só presente em versões mais tops, acho inimaginável o Focus 2.0 automático não o possuir, justamente uma versão voltada para quem quer mais conforto.

Custo Benefício

Sai na vantagem sem dúvida quanto ao fator acabamento, creio que somente o Bravo tem o mesmo refinamento, aliás acho que o único que se aproxima é o Bravo Absolute. Oferece nível de equipamentos maior que qualquer concorrente na categoria.

Tem garantia de 3 anos, sendo suas revisões aos 10000km ou 1 ano, o Focus 10000km ou 6 meses. Ele padece por ser francês, pelo preconceito criado por alguns e seu desenho apesar de moderno já ter 4 anos no Brasil. No momento da compra, promocionalmente uns R$5000 abaixo do Focus não tive dúvidas, mesmo sabendo que mais tarde teria uma desvalorização maior.

Por André Soares

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