
Em um setor que costuma medir força por volume, a Ferrari voltou a mostrar que a lógica do superluxo é outra: dá para crescer mesmo entregando menos carros.
A fabricante divulgou nesta terça-feira um primeiro trimestre acima das projeções de Wall Street e, de quebra, reconfirmou o guidance de 2026.
O lucro ajustado por ação ficou em 2,33 euros (R$ 10), superando a média esperada de 2,27 euros e acima do desempenho do mercado, apesar da queda anual.
A receita somou 1,85 bilhão de euros (R$ 10,7 bilhões), também acima dos 1,81 bilhão de euros projetados, e mais de 3% superior aos 1,79 bilhão de euros (R$ 10,4 bilhões) do 1º trimestre de 2025.
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Na mesma base, o lucro operacional avançou 1,1% e o lucro ajustado cresceu 4,2%, reforçando a ideia de que o mix e a precificação seguem fazendo o trabalho pesado.
Os resultados vieram mesmo com as entregas recuando 4,4% para 3.436 unidades, movimento que a empresa atribuiu a uma redução deliberada do ritmo de produção.
Segundo a Ferrari, a desaceleração serviu para “facilitar a execução da troca planejada de modelos”, evitando atritos industriais enquanto a linha se reorganiza.
A companhia também afirmou que as entregas “não foram impactadas” pela escalada de hostilidades no Oriente Médio, citando flexibilidade de alocação geográfica.
Na prática, isso significou antecipar certas entregas para outras regiões, usando a distribuição global como amortecedor para manter o fluxo comercial.
Para 2026, a Ferrari manteve a meta de 7,5 bilhões de euros (R$ 43,4 bilhões) em receitas líquidas e lucro operacional ajustado de pelo menos 2,22 bilhões de euros (R$ 12,8 bilhões).
A projeção inclui ainda 9,45 euros de lucro ajustado por ação e um alvo de fluxo de caixa livre industrial de 1,5 bilhão de euros (R$ 8,7 bilhões) ou mais.
O anúncio acontece semanas antes da estreia programada do Luce, o primeiro EV da Ferrari, marcada para 25 de maio.
“Com apenas vinte dias para a estreia mundial do Ferrari Luce, o senso de antecipação nunca foi tão alto”, afirmou o CEO Benedetto Vigna em comunicado.
Vigna disse que o Luce reúne “tecnologias extraordinárias” e a paixão de muitas pessoas, como prova de que tradição e inovação podem se combinar em algo único.
Se o trimestre indica alguma coisa, é que a Ferrari quer chegar ao seu primeiro EV com a casa em ordem, controlando transição de produto e protegendo margem.
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