
Em meio a tarifas automotivas, recuo de incentivos federais aos EVs e uma disputa cada vez mais dura por tecnologia, a GM decidiu premiar sua principal liderança.
A montadora de Detroit informou em 20 de abril que a remuneração de Mary Barra em 2025 chegou a US$ 29.895.868 (R$ 149 milhões), alta de 1,3%.
Esse avanço representou US$ 399.231 (R$ 2 milhões) a mais do que os US$ 29.496.637 (R$ 147 milhões) recebidos por Barra em 2024.
Aos 64 anos, Mary Barra é uma das CEOs mais longevas da história da GM e, tradicionalmente, também lidera a lista de compensações entre as Três de Detroit.
Veja também
Os valores dela e de outros executivos-chave aparecem anualmente no proxy statement enviado pela companhia à U.S. Securities and Exchange Commission.
A remuneração de Barra foi dividida em US$ 2,1 milhões (R$ 10,5 milhões) de salário-base, mantido no mesmo patamar desde 2017, além de parcelas robustas em incentivos.
Nesse detalhamento, ela recebeu US$ 21.623.970 (R$ 107,8 milhões) em ações, US$ 4.956.000 (R$ 24,7 milhões) em incentivos por desempenho e US$ 1.215.898 (R$ 6,1 milhões) em outros pagamentos.
Esses outros pagamentos incluíram benefícios, planos de poupança e seguro, além de despesas médicas e uso de veículos da empresa.
Mas o documento não chamou atenção apenas pelo recorde de Barra, porque o conselho também aprovou um pacote extraordinário para Sterling Anderson, apontado por reportagens como possível sucessor.
A contratação de Anderson envolveu um pacote único de US$ 40 milhões (R$ 199,3 milhões), com pagamentos previstos até 2027 e encerramento contratual em 29 de julho daquele ano.
Depois disso, segundo a GM, Sterling Anderson passará a receber uma compensação regular mais alinhada à dos demais executivos da companhia.
Anderson, que começou a trabalhar em junho como chief product officer, recebeu em 2025 compensação total em dinheiro e ações de US$ 16 milhões (R$ 79,7 milhões).
Desse montante, o salário-base dele foi de US$ 583.333 (R$ 2,9 milhões), mas a parcela mais chamativa ficou concentrada em metas futuras.
Caso permaneça na GM e cumpra os objetivos definidos pela empresa, Anderson ainda poderá receber mais US$ 24 milhões (R$ 119,6 milhões).
Esse valor inclui US$ 3 milhões (R$ 14,9 milhões) em bônus em dinheiro por indicadores-chave até 15 de dezembro de 2025, US$ 10 milhões (R$ 49,8 milhões) em restricted share units e mais US$ 11 milhões (R$ 54,8 milhões) em performance share units, com potencial aquisição em 6 de fevereiro de 2027.
Cofundador da Aurora, empresa de caminhões autônomos, e ex-líder do programa do Tesla Model X e do Autopilot, Anderson agora supervisiona a maior parte da engenharia de software e serviços da GM.
A ampliação dessas responsabilidades ocorreu após as saídas, em novembro, de Dave Richardson, ex-Apple, Bariş Cetinok, vice-presidente sênior de gestão de produto de software e serviços, e Barak Turovsky, primeiro chief artificial intelligence officer da GM.
Em carta aos acionistas, Devin Wenig, presidente do Compensation Committee, disse que a GM superou as metas de 2025 e aprovou aumento de 8,1% nas oportunidades de remuneração de longo prazo de Barra.
Entre outros executivos, Mark Reuss recebeu US$ 19.307.990 (R$ 96,2 milhões), alta de 4,6%, e o CFO Paul Jacobson ficou com US$ 13.839.977 (R$ 69 milhões), avanço de 5,5%.
Na comparação com rivais, Jim Farley, CEO da Ford, recebeu US$ 27.519.558 (R$ 137,1 milhões) em 2025, enquanto Antonio Filosa ganhou cerca de US$ 6,3 milhões (R$ 31,4 milhões) na Stellantis, e Carlos Tavares levou cerca de US$ 14 milhões (R$ 69,8 milhões) após deixar a empresa em dezembro de 2024.
📣 Compartilhe esta notíciaXFacebookWhatsAppLinkedInPinterest
📨 Receba um email com as principais Notícias Automotivas do diaReceber emails
📲 Receba as notícias do Notícias Automotivas em tempo real!Canal do WhatsAppCanal do Telegram
Siga nosso site no Google Notícias










