Manutenção Matérias NA

Motor morrendo em ponto morto, o que pode ser a causa?

Motor morrendo em ponto morto, o que pode ser a causa?

Ligou o carro e o motor, em ponto morto do câmbio, simplesmente morreu. Se aconteceu uma vez, não há muito em que se preocupar, mas se ocorre com frequência, então isso é sinal de problemas. Nesse caso, os custos de reparação do defeito podem variar muito, desde valores módicos até serviços mais complexos que demandam tempo e muito, muito dinheiro, dependendo da marca, modelo e versão do automóvel.


Por isso, é preciso estar atento aos sinais que o carro dá no dia a dia. Alguma alteração, por menor que seja, pode estar ocultando uma grave anomalia que pode impactar negativamente no orçamento.

Assim, o mais indicado não é tentar arrumar se não tem conhecimento de mecânico e/ou de elétrica. Isso porque as causas precisam ser analisadas para se verificar o que de fato está causando o desligamento do motor em ponto morto.

Motor morrendo em ponto morto, o que pode ser a causa?


Então, saiba quais podem ser as causas do motor morrer em ponto morto. O problema pode estar relacionado inicialmente com a injeção eletrônica ou com a bateria. Mas, além desses dois itens, o desligamento do propulsor pode estar associado a outros itens que geralmente afetam a marcha lenta do veículo, já que ninguém fica acelerando com o câmbio em ponto morto, exceto motocicletas, mau costume que se manteve mesmo após a chegada da injeção eletrônica, infelizmente…

Entre esses itens, podemos citar sensor de marcha lenta, bomba de combustível, hidrovácuo e junta do coletor de admissão. Mas, a análise do veículo que está morrendo em ponto morto precisa ser feita por um profissional especializado em automóveis com a ajuda de um scanner para verificar de forma eletrônica se todos os componentes e dispositivos do automóvel está em pleno funcionamento. Nesse caso, a causa da falha do propulsor será indicada pelo computador.

Diante disso, fica mais fácil para o mecânico profissional e barato para o consumidor, a resolução do problema. A busca por uma reparação precisa ser feito com cuidado, pois existem mecânicos despreparados e outros que agem de má fé, por isso busque uma referência junto a amigos. O famoso boca a boca ainda é uma ferramenta importante para se obter um serviço bom e barato. Confira abaixo as causas para o defeito, alvo dessa matéria.

Motor morrendo em ponto morto, o que pode ser a causa?

Causas

Injeção

Uma das causas mais prováveis é a injeção eletrônica, mais especificamente o corpo eletrônico da borboleta de admissão de ar. Como o chamado blow-by ou respiro do cárter fica junto ao captador de ar do sistema, algum óleo acaba se acumulando no atuador dessa válvula que regula o volume de ar admitido pelo motor e por isso o local fica sujo, geralmente a partir de 30.000 km rodados. Um desmonte do corpo eletrônico e sua limpeza são necessários, assim como a troca do kit de reparo para que não haja vazamentos.

Bateria

Um item que muitas vezes passa despercebido é a bateria. Em caso de dano na bateria com eventual oscilação de voltagem, pode fazer com que o módulo da injeção tenha uma variação irregular de energia, que acabará gerando códigos de erro e funcionamento não regular. Geralmente, um descarregamento da bateria ou retirada da mesma, pode alterar seu funcionamento.

Geralmente, quando há defeitos desse tipo, uma dica é desligar o motor, desconectar a bateria por alguns minutos e religar novamente. Aí, recomenda-se ligar todos os dispositivos elétricos e eletrônicos do carro, incluindo ar-condicionado, faróis, piscas, etc. A injeção se autorregulará para funcionar na rotação ideal de marcha lenta. Comenta-se entre os especialistas, que isso evitar uma troca desnecessária do sensor de marcha lenta.

Sensor da marcha lenta

Mas, se não for o caso acima, uma das causas pode ser de fato o sensor de marcha lenta. Nesse caso, o problema estaria relacionado com o TPS, que é um sensor que envia dados para injeção relativos ao posicionamento da aceleração junto ao corpo da borboleta. Como ele regula a mesma, o módulo saberá o quanto está sendo exigido para injetar mais ou menos combustível, além de seu volume e o avanço da ignição.

Bomba ou filtro de combustível

A bomba que envia o combustível do tanque para a injeção do motor, pode apresentar falhas de funcionamento tanto por causa de voltagem alterada como pela captação de sujeira no fundo do reservatório. Com isso, o fluxo de gasolina ou etanol, por exemplo, pode ficar alterado ou mesmo interrompido, afetando o funcionamento do propulsor. Algumas impurezas passam pela bomba, mas ficam retidas no filtro. Mas, em caso de muitos detritos, ele acaba entupindo ou diminuindo sua vazão em razão disso, provocando falhas ou desligamento.

Entrada de ar no coletor

A chamada falsa entrada de ar no coletor de admissão, em virtude da queima da junta, também é outro motivo pelo qual o motor pode funcionar de forma irregular e morrer em ponto morto. O problema geralmente acarreta em um custo mais elevado, pois é necessário tirar essa parte do motor (coletor e talvez o corpo da injeção em muitos casos) para limpeza de superfície das duas peças e colocação de nova junta.

Hidrovácuo

A mangueira do hidrovácuo rachada pode alterar a pressão do servo-freio, que é obtida junto ao motor, podendo assim ocasionar seu mau funcionamento e eventualmente faze-lo morrer em ponto morto.

Motor morrendo em ponto morto, o que pode ser a causa?
Nota média 3.8 de 6 votos

  • El Gato Negro

    Essa matéria foi escrita puramente pela redação do NA? Ou existe uma consultoria técnica para este tipo de conteúdo? Tô perguntando de boa, apenas curiosidade mesmo.

    • Deadlock

      Não entendi a relação do servofreio com o motor morrendo.

      • Marcelo Alves

        Creio que seja por causa de entradas de ar falsas no motor, isso pode fazer a injeção ficar com um comportamento irregular (acho que só afeta os carros que usam sensor MAF [sensor de massa de ar] antes da borboleta de admissão de ar do motor, os carros que usam apenas sensor MAP [sensor de pressão do coletor de admissão] acho que não são afetados, porque no caso do sensor MAF, ele informa a quantidade de ar que está entrando pela admissão, então se houver uma entrada falsa que passe sem ser contabilizada pelo MAF, a central de injeção vai calcular o AF incorretamente).

        O servo-freio pode gerar entradas de ar falsas pela mangueira de vácuo que vai ligada ao coletor de admissão e/ou pelo diafragma interno que fica dentro dele, se estiver furado ou rasgado.

        • Deadlock

          Grato pela resposta.

  • Pedro Henrique

    esqueceram de mencionar problema em cabos de velas e nas velas em sí… existem diversos que são coisas “simples”

    • Zé Mundico

      A gente pode considerar velas e cabos incluído na verificação da bateria, já que diz respeito a fornecimento de energia.
      Uma coisa puxa a outra e quem verifica carga de bateria automaticamente vai verificar velas e cabos, pois fazem parte do mesmo sistema.

  • Louis

    No meu caso eu mesmo arrumei, limpeza do TBI ou corpo da borboleta.
    Mas é preciso cuidado ao realizar o procedimento, pois dependendo do carro pode queimar o sensor de massa de ar, e se desligar o plugue var precisar de um scanner para apagar o código de falha.

  • Raimundo A.

    Bem, a matéria pode representar a maioria dos, mas as causas podem ser outras. Um veículo que passou por retífica apresentou problema de morrer em baixa lenta. A priori, estava fora do sincronismo os comandos de pistão com válvulas. Foi corrigido, mas continuava em menor grau em marcha lenta e ao desacelerar. Após retifica, o motor tende a ter mais resistência para movimentar as peças e isso pode atrapalhar a marcha lenta. Passava o scanner e este não indicava falha, mas era notado a rotação baixa para a nova circunstância. Por ter acelerador eletrônico, que eleva o giro ao ligar o ar condicionado, ao ligar este último, melhorava, mas ninguém vai usar o ar ligado 100% do tempo até porque o padrão é funcionar sem falhas estando desligado.

    Pois bem, após observações, viu-se que o tanquinho de partida a frio estava com a gasolina velha criando um forte cheiro e isso enganava os sensores de gases fazendo o sistema pensar que estava com etanol, mas o veículo tinha gasolina no tanque principal. Isso modificava os parâmetros e o carro morria fácil em baixa lenta porque não queimava direito. Após tirar o sensor do tanquinho e utilizar o veículo, a rotação estabilizava mais fácil. A solução foi esvaziar o tanquinho, até porque o combustível vencido no tanquinho a médio ou longo prazo poderiam danificar o motor. O veículo ainda passou um período com desligamentos involuntários, mas muito pouco antes da identificação da segunda causa, até, digamos, amaciar e se acostumar com o combustível.

    Assim, como algumas mídias alertam, tanquinho de partida a frio, preferencialmente, usar combustível aditivado ou premium por conta da maior capacidade de queima e vida útil maior, pois se houver sobra antes usando etanol e agora usando gasolina, pode não ser totalmente utilizado por algum motivo e atrapalhar o sistema de injeção, sendo mais comum apresentar falhas ao dar a partida.

    O ideal e já há no mercado é ter veículo que não tenha tanque de partida a frio. Evita combustível vencer; se preocupar em manter este cheio se usar etanol; são mais sensores, mangueiras, etc.

    • Marcelo Alves

      Alguns carros permitem fazer a adaptação da marcha lenta, o meu permite abaixar ou aumentar ela dentro de uma faixa controlada, eu aumentei a rotação de marcha lenta do meu Polo 1.6 8v se não me falha a memória de coisa de ~700rpm para 880rpm (com o AC ligado ela sobe para mais de 900rpm) com um scanner VCDS, não afetou o consumo do carro e ainda ficou melhor para manobrar o carro na garagem sem precisar ficar acelerando para o motor não morrer e também ficou mais fácil de arrancar com o carro em subidas.

      Eu percebi também que os motores mais novos estão vindo com a marcha lenta na faixa dos 900rpm, pois o 1.6 16V da VW fica nessa faixa aí.

      Já o tanquinho de partida a frio, tem 7 anos que o reservatório de partida a frio está seco, pois eu deixei de abastecer ele (não confio carregar um reservatório de gasolina em cima do motor, pode dar ruim em caso de acidentes/colisões ou simplesmente acontecer de vazar e ficar cheirando gasolina dentro do carro), toda vez que completo o tanque com álcool eu abasteço primeiro alguns litros de gasolina (coisa de 2 a 4 litros) e depois completo com álcool, resolve o problema da partida nos dias frios, o motor não fica falhando nos primeiros minutos.

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros por mais de 12 anos. Saiba mais.

Notícias por email