Qual a função do alternador? Para que serve?

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Quando se fala em motor, um componente que geralmente é citado, em especial relacionado ao micro-híbrido, é o alternador. Esse componente é vital para que um carro possa rodar. Mas qual a função do alternador? Para que serve?


Antigamente, os automóveis tinham, ao invés do alternador, o chamado dínamo, para converter energia mecânica em eletricidade. Sua eficiência era baixa, ainda mais quando o sistema elétrico era de apenas 6 volts.

Hoje, no entanto, o alternador tem uma função adicional em certos modelos, especialmente vendidos em mercados consolidados, em virtude de normas ambientais mais rígidas.

Nesse caso, o alternador também dá partida no motor e move o carro por alguns metros, reduzindo o consumo de combustível e, em consequência, a emissão de poluentes na atmosfera.

Vamos conhecer a função principal do alternador:

Qual a função do alternador? Para que serve?

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Todo automóvel precisa de energia. Engana-se quem imagina que essa eletricidade vem toda da bateria. Na realidade, um carro (dos mais antigos) pode funcionar mesmo sem a bateria. O fornecimento de energia elétrica de forma geral, só tem uma origem, o alternador.

Trata-se de um dispositivo eletromecânico que é acionado diretamente e sempre pelo motor através de correia em “V” ou simples. A função do alternador é converter a energia mecânica, no caso cinética, em eletricidade, que assim é utilizada pelo veículo.

O alternador serve para fornecer energia elétrica para o veículo, disponibilizando essa eletricidade para equipamentos do carro, incluindo a bateria, assim como para funções essenciais, como ignição, por exemplo.

Como ele funciona?

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O alternador é, como já mencionado acima, um dispositivo eletromecânico. Ele depende da energia mecânica produzida pelo motor para ser acionado.

Isso se dá através de uma correia, visto que ele é um componente integrado ao propulsor e não parte deste. Assim, num eventual defeito, ele pode ser retirado para manutenção ou substituição.

Esse componente é constituído de um eixo com rolamentos, onde ficam presos imãs permanentes que, em contato com bobinas fixadas na carcaça, criam um campo magnético que converte o movimento em eletricidade através de uma tensão elétrica nos extremos dessas bobinas.

Essa energia elétrica produzida é chamada de corrente alternada, cuja polaridade fica variando constantemente, impedindo que seja utilizada de forma estável pelo sistema elétrico do veículo.

Para que isso ocorra, o alternador dispõe de dois componentes extras que garantem um fluxo equilibrado de eletricidade.

Retificador e regulador de tensão

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Para funcionar, um alternador precisa do movimento do motor, porém, este varia muito, geralmente de 500 rpm a 6.000 rpm.

Com a corrente alternada produzida, é impossível ao sistema elétrico do veículo utilizar essa energia desse jeito. Assim, dentro do próprio alternador, dois itens se apresentam para colocar a coisa em ordem.

O primeiro é o retificador. Trata-se de um conjunto de diodos que estabiliza essa corrente alternada, convertendo-a em contínua. Com meio caminho andado, essa energia passa para o segundo componente, o regulador de tensão ou voltagem. Este dispositivo ajusta a voltagem que sai do alternador.

Um sistema elétrico comum tem 12 volts, que é a voltagem da bateria de chumbo-ácido usada nos carros comuns (veja cuidados que a bateria do carro precisa). Isso não impede que baterias de níquel-hidreto metálico, íons de lítio ou fosfato de ferro, entre outras, utilizem a mesma voltagem.

Todos os componentes elétricos do veículo utilizam igualmente essa voltagem, até mesmo a fonte “12V” onde plugamos carregadores, acendedores de cigarro, etc.

Então, a corrente contínua que sai do alternador precisa ser ajustada para essa voltagem. No entanto, a bateria de 12V necessita de uma carga maior para poder ser recarregada e isso varia de 13,5 a 14,5 volts.

Então, o regulador de voltagem distribui essa tensão para prover a reposição de energia na bateria.

Quando o carro está desligado, o alternador não tem função, ficando o fornecimento de energia sob responsabilidade da bateria, que possui uma carga armazenada para isso e também para prover eletricidade ao motor de arranque,

Então, quando se dá a partida, a bateria vai girar o motor e também mandar energia para as velas de ignição, a fim de que as mesmas criem centelhas para combustão da mistura ar-combustível.

A explosão resultante disso, empurra os pistões para baixo, movimentando através de bielas, o virabrequim. Este gira uma polia na frente do bloco, que por sua vez transfere esse energia mecânica, por meio de uma correia, para o alternador. Ou seja, um ciclo vital para o funcionamento do veículo.

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.