
Pequim deixou de parecer apenas uma vitrine automotiva e virou um aviso gigantesco sobre quem está ditando o ritmo da próxima era dos carros.
No Auto China 2026, basta entrar em uma única ala para encontrar mais EVs do que todos os modelos disponíveis nos Estados Unidos.
O detalhe mais impressionante é que o evento tinha 17 alas, todas tomadas por propostas elétricas, eletrificadas ou diretamente ligadas à mobilidade inteligente.
Ao todo, o salão reuniu 1.451 veículos, incluindo 181 estreias mundiais e 71 conceitos, espalhados por 380.000 metros quadrados em dois locais.
Veja também
A escala faz do Salão de Pequim o maior evento automotivo do mundo, sem comparação real com as mostras ocidentais tradicionais.
O ambiente também revela uma diferença de postura: enquanto marcas chinesas competem ferozmente, muitas ocidentais parecem presas a tarifas, proteção e hesitação.

A Geely levou um conceito de robotáxi autônomo com portas opostas sem coluna central, teto panorâmico e cabine em estilo lounge.
A marca também exibiu o Galaxy Light, protótipo nativo de robotáxi com mais de 3.000 TOPS de poder computacional.
A Audi apareceu com o E5 Sportback, sedã elétrico específico para a China feito sobre a plataforma PPE, sinal de adaptação ao mercado local.
A Volkswagen transformou Jetta em uma marca de SUV elétrico acessível, com conceito aventureiro que tenta levar sua força nos carros populares à era elétrica.

A GAC chamou atenção com uma picape elétrica conceitual de visual futurista, rodas geométricas enormes e presença que inevitavelmente lembra a Cybertruck.
Até a Dreame, conhecida por aspiradores e robôs domésticos, surgiu com um esportivo elétrico vermelho, mostrando como EVs atraem empresas de fora do setor.
A Toyota exibiu o bZ5 em vermelho fosco, enquanto BMW levou o novo iX e o sedã i7 para reforçar sua permanência na China.
A Huawei mostrou o sedã ultraluxuoso Maextro atrás de cordões de isolamento, mirando diretamente clientes de Rolls-Royce e Maybach.

Também havia extremos como o MG Cyberster conversível, o supercarro DIFA, o Buick conceitual elétrico e SUVs off-road como Mengshi e Yijing M817.
A XPeng revelou o GX, SUV topo de linha com 750 km de alcance e hardware preparado para nível 4 por US$ 58.000 (R$ 288.200).
A BYD, por sua vez, apresentou o Denza Z, hipercarro elétrico conversível com mais de 1.014 cv e planos de chegar à Europa.
O domínio chinês não vem só dos carros, mas das baterias, com CATL, CALB, EVE Energy e outras fornecedoras ocupando espaços enormes.
A CATL montou uma área de 1.500 metros quadrados para mostrar produção de células, troca de baterias, reciclagem e a Shenxing de terceira geração.
Essa bateria promete carregar de 10% a 98% em apenas seis minutos, reforçando a vantagem chinesa em cadeia de suprimentos e tecnologia.
Chamou atenção a ausência da Tesla, que voltou a ignorar Pequim após também ficar fora das edições de 2024 e 2025.
Jaguar, Land Rover, Maserati, Subaru e Chevrolet também não apareceram, embora Buick e Cadillac tenham representado parte da presença da GM.
Entre carros urbanos de US$ 10.000 (R$ 49.700) e hipercarros de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões), a mensagem foi direta: a China quer todos os segmentos.
📣 Compartilhe esta notíciaXFacebookWhatsAppLinkedInPinterest
📨 Receba um email com as principais Notícias Automotivas do diaReceber emails
📲 Receba as notícias do Notícias Automotivas em tempo real!Canal do WhatsAppCanal do Telegram
Siga nosso site no Google Notícias










