
Poucos carros carregam tanto peso simbólico para a Volkswagen quanto o Golf, e a próxima geração parece nascer sob pressão dupla.
A marca alemã trabalha no Golf de nona geração, que terá uma versão elétrica sem abandonar opções com motor a combustão interna.
A chegada está prevista para o fim desta década, em uma fase na qual a adoção dos EVs avança de forma menos linear.
Detalhes recentes reunidos pela Motor1, a partir de comentários de Thomas Schäfer e Kai Grünitz, sugerem uma abordagem pensada para agradar fãs antigos.
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Schäfer comanda a marca Volkswagen, enquanto Grünitz lidera pesquisa e desenvolvimento desde 2022 e indicou que o desenho está próximo da forma final.
A inspiração histórica continua vindo do Golf original criado por Giorgetto Giugiaro e lançado em 1974, com linhas limpas e angulosas.
Esse primeiro Golf marcou uma ruptura clara com o formato arredondado do Fusca, assumindo o papel de novo carro do povo.
No Mk9, porém, a referência mais afetiva deve vir também do Golf Mk4, uma das gerações mais queridas pelos entusiastas.
A Volkswagen antecipou parte dessa direção em março, com um esboço que mostrava a silhueta escurecida do futuro hatch compacto.
A imagem sugeria retorno a proporções mais verticais e robustas, especialmente na traseira, possivelmente para melhorar a aerodinâmica e a autonomia elétrica.
As caixas de roda mais marcadas também reforçam a conexão visual com o Mk4, sem transformar o novo Golf em exercício retrô.
Grünitz afirmou que o carro continuará moderno e atemporal, uma combinação delicada para um modelo cuja identidade visual atravessa meio século.
Uma proposta inicial foi apresentada por Andreas Mindt, responsável pelo Golf Mk7 e promovido em fevereiro ao comando de design de todo o Grupo Volkswagen.
Segundo Grünitz, ele e Schäfer ficaram tão satisfeitos com o resultado que disseram a Mindt para não tocar em nada.
Schäfer também destacou a abertura de Mindt a opiniões externas e sua capacidade de encontrar soluções, postura que estaria influenciando a organização.
A parte técnica terá uma divisão importante, porque o Golf elétrico usará plataforma diferente das versões com motor a combustão.
A variante elétrica será baseada na arquitetura SSP, sigla para Scalable Systems Platform, criada para padronizar células de bateria e softwares no Grupo Volkswagen.
Essa base deverá sustentar cerca de 80% dos EVs do conglomerado no futuro, embora também possa receber extensor de autonomia a gasolina.
Já os Golf a combustão, incluindo híbridos plug-in, usarão uma evolução da atual plataforma MQB Evo, de acordo com Grünitz.
A Volkswagen chegou a planejar um Golf Mk9 totalmente elétrico, mas a desaceleração na adoção dos EVs mudou a estratégia.
Essa decisão preserva espaço para versões de desempenho como Golf GTI e Golf R, dois nomes historicamente importantes para a marca.
Nos Estados Unidos, o Mk8 recebeu atualização de meia-vida no ano-modelo 2025 e dificilmente sairá de cena antes do ano-modelo 2028.
Com isso, a estreia americana do Mk9 deve ficar perto do ano-modelo 2029, ainda sem confirmação sobre o retorno do Golf comum.
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