
A produção global de Jeep com base na China virou o novo capítulo da estratégia da Stellantis, que anunciou um acordo para fabricar modelos no país ao lado da Dongfeng Motor Corp.
O plano prevê que a joint venture Dongfeng Peugeot Citroën Automobile Co. comece em 2027 a produzir dois Jeeps off-road e dois modelos Peugeot de nova energia em Wuhan.
A intenção não é abastecer apenas o mercado chinês, mas também enviar veículos para outros países, reforçando como marcas ocidentais estão recorrendo à manufatura e à cadeia chinesa para competir em EVs.
A escolha de fazer Jeep com um parceiro chinês apoiado pelo Estado é uma virada simbólica para uma das marcas mais icônicas dos Estados Unidos em um período de tensão entre Washington e Pequim.
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O anúncio ocorre na mesma semana em que o presidente dos EUA, Donald Trump, visita a China para conversas com o presidente Xi Jinping, ressaltando como a indústria segue interligada apesar da pressão política.
O projeto envolve investimentos de mais de 8 bilhões de yuan (R$ 5,9 bilhões), enquanto a Stellantis deve aportar cerca de €130 milhões (R$ 761 milhões).
O acordo sinaliza uma disposição renovada da Stellantis em expandir na China após anos de vendas em queda, fechamentos de fábricas e recuos de marcas estrangeiras diante da concorrência doméstica em EVs.
As ações da Stellantis chegaram a subir até 1,3% no início do pregão de sexta-feira em Milão, antes de reduzir os ganhos.
No acumulado do ano, o papel recua 29%, desempenho que a coloca como a pior do setor automotivo dentro do índice Stoxx 600.
A parceria com a Dongfeng é mais um passo de uma guinada recente na maior praça automotiva do mundo, depois de um período de retração e perda de relevância.
No mês passado, a empresa disse que retomaria a produção de Peugeot com a Dongfeng, reativando uma relação que começou no início dos anos 1990, quando o PSA Group entrou na China por meio de uma joint venture.
A expansão de acordos integra a reestruturação comandada pelo CEO Antonio Filosa e pelo chairman John Elkann, herdeiro da família Agnelli, que controla a Stellantis via Exor NV.
A meta declarada é elevar a competitividade em EVs e reduzir custos enquanto fabricantes chineses ganham terreno globalmente com tecnologia e escala.
Em paralelo, a Stellantis intensifica a cooperação com a Zhejiang Leapmotor Technology Co., onde detém 51% de uma joint venture focada em distribuição.
A montadora discute transferir a propriedade de uma fábrica em Madri para a parceria e desenvolver, na Espanha, um SUV médio para enfrentar rivais como Volkswagen Tiguan e Hyundai Tucson.
Outras transações com empresas chinesas podem vir na sequência, à medida que a Stellantis tenta lidar com excesso de capacidade em países como Itália e França.
Esses movimentos devem aparecer com destaque no investor day da empresa ainda neste mês, quando Filosa e Elkann prometem detalhar um plano de virada centrado em crescimento, corte de custos e EVs apoiados por parcerias chinesas.
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