Honda Sedãs Usado da semana

Usado da semana, opinião do dono: Honda Accord 3.5 V6 2008/2009

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Olá pessoal, meu nome é Thiago Vieira e venho agora fazer um relato, o mais detalhado possível, deste carro para vocês. Este já é o meu terceiro Accord, sendo ele a oitava geração do modelo. Os dois anteriores eram da sétima geração ano 2006 e com motor V6. Já fui dono de Escort 1994, Gol 16V 2001, Astra 2005, Accord 2006 V6, Fusion 2009 2.3, Civic 2010 1.8, Vectra GTX 2010, outro Accord 2006 e atualmente este Accord 2009 V6.


Antes de compra-lo, eu estava em dúvida entre este Accord V6 2009, Camry 2008 V6 e Azera Top 2011. O Fusion V6 eu descartei pelo motivo de ter um desempenho inferior, consumo pouco mais alto e algumas reclamações do câmbio. No caso do Azera, fiquei com o pé atrás pelo motivo de algumas reclamações de barulho no motor quando frio e ser necessário trocar o variador de fase do comando de válvulas. Por esse motivo, procurei por alguns ainda na garantia, porém, não encontrei.

No final das contas fiquei entre Accord e Camry, mas com uma leve tendência de comprar o Camry e assim dar uma variada de marca, mas não encontrei um exemplar de cor prata e com todas revisões carimbadas, lembrando que meu orçamento para compra era de no máximo 50 mil reais.

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Sou adepto da opinião de não comprar carro zero, pois tenho um bom conhecimento de mecânica e nunca tive nenhum problema e não fiquei na mão com os meus carros usados. Sou extremamente cuidadoso em relação à manutenção. Um carro bem cuidado dificilmente dará dor de cabeça, assim como um zero km.

O que me levou a comprar o carro foi a boa experiência que tive com os dois modelos anteriores, além de algumas pesquisas de opinião de dono em sites brasileiros e alguns fóruns gringos. Dos carros que já tive, o modelo que fiquei mais tempo foi o Accord. O primeiro, comprei com uns 70 mil Km e vendi com 107 mil Km.

O segundo eu comprei com 70 mil Km e vendi com 110 mil Km. Nenhum deles me deu qualquer tipo de manutenção fora do esperado (filtro, fluídos, pastilhas, etc.). Antes de comprar este último, pesquisei bastante, pois queria a cor prata. Seria necessário ter todas as revisões na Honda e, óbvio estar em bom estado de conservação e com a mecânica em dia.

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Design

Esta geração na minha opinião, deu uma grande evoluída no design, que anteriormente era bem “tiozão”. Os faróis e lanternas dão um ar mais agressivo, embora tenha perdido o LED da lanterna traseira.

A linha lateral da carroceria realça a intenção moderna, o interior tem um painel cheio de botões e linhas ressaltadas, dando uma impressão de mais espaço e modernidade. Apesar de tudo isso não é um carro que chama muita atenção, inclusive acho um ponto positivo, pois não é muito visado.

Realizei duas mudanças, troquei os faróis que já eram de xênon originalmente e coloquei um modelo retrofit HID de LED, mantendo o xênon original de 4.300k. Nas lanternas traseiras coloquei do tipo fumê e LED vendido por uma empresa americana, chamada Spyder Auto. Eu trouxe tudo dos EUA e me custou aproximadamente 3 mil reais. Isso fez o carro ficar com ar mais moderno.

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Interior

Os bancos de couro são aconchegantes e de boa qualidade e, como nos modelos anteriores, não se desgastam facilmente com o tempo. O espaço para motorista e passageiros é excelente, acomoda 5 adultos facilmente. O acabamento não precisa nem comentar para um carro desse porte. Encaixes perfeitos, todas as portas e o painel são soft touch e não existem grilos, exceto os objetos deixados no interior do carro (chaves, moedas, óculos, etc.).

Acho o interior do Azera mais bonito, por ser de cor clara, mas há quem prefira o interior preto por conta da sujeira. O porta-malas é grande, mas não um dos maiores da categoria. Neste ponto ele perde para os concorrentes, pois tem 453 litros, enquanto Azera tem 469, Camry 504 e Fusion 514, porém, para meu uso é mais que o ideal.

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Comandos e instrumentos

Os comandos para vidros e regulagem de retrovisores estão bem acessíveis, assim como os controles do volante. Ainda tenho que me acostumar com os controles do som no painel, que ficam bem perto dos controles do A/C e no começo é um pouco confuso, fazendo com que você tenha que olhar para o painel para realizar alguns comandos. Veja pelas fotos a quantidade de botões. A leitura do painel é de fácil visualização, tendo grandes velocímetro e conta giros, ambos com iluminação em LED permanente.

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Tecnologia

Este modelo possui acendimento automático dos faróis, sensor de chuva, retrovisor interno fotocrômico, luz de seta no retrovisor, rebatimento do retrovisor do passageiro ao engatar a ré, faróis de xênon, teto solar, banco do motorista e passageiro elétricos (motorista com 8 tipos de ajustes), oito airbags, controle de tração e estabilidade e som com subwoofer original.

Porém, infelizmente, somente os vidros do passageiro e motorista são do tipo um toque e originalmente não fecham no alarme. O som original não tem entrada USB, mas lê 6 CDs de MP3. Não há computador de bordo. Resolvi estes problemas instalando o módulo de subida de vidro, uma central multimídia e um computador de bordo Ultragauge.

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A central multimídia tem o visor LCD bem localizado, de tal forma que a luz do sol não atrapalha sua visualização. Ela tem câmera de ré, DVD, GPS, TV, bluetooth, ipod, USB e SD. O mais importante é que o dispositivo funciona em conjunto com o som de fábrica, assim não perde a qualidade original, que é muito boa.

A tela de informações do som original foi mantida, mas apenas deslocada para a parte inferior do painel. Mesmo assim, não é necessário distrair-se olhando para baixo, pois algumas informações são redundantes entre elas, inclusive as informações do A/C. O ar condicionado é dual zone e com saída de ar para os bancos traseiros. Abertura do teto solar é com somente um toque.

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Motor e desempenho

Aqui é a parte interessante, ele possui um motor 3.5 V6 com tecnologia VCM e I-VTEC, entregando 278 cv. VCM é a sigla para Variable Cylinder Manager que, em resumo, é um sistema que aciona 3, 4 ou 6 cilindros, dependendo da demanda do motor.

Ao contrário do que muitos pensam, o I-VTEC neste caso serve somente para abrir ou fechar totalmente as válvulas dos cilindros que não estão em uso. Não existe um meio termo como no modelo 2006 V6, onde temos 3 estágios de abertura de válvulas. Neste motor, é como se o comando de válvulas ficasse sempre no estágio “nervoso” do VTEC. Por isso o torque máximo é atingido em alto giro, sendo 34,6 kgfm a 5.000 rpm. Destes, 80% estão disponíveis em 2.000rpm.

O Accord é um carro bem gostoso de se guiar, tem uma aceleração de 0 a 100 na casa dos 6.5 segundos, medidos no computador de bordo. Até os 5.000 rpm, o motor tem um comportamento parecido com o modelo anterior, que tem 240 cv e 12,0 kgfm a menos. Depois dos 5.000 rpm é nítido que este modelo 2009 anda mais. O ronco grave do motor a partir dos 3.000 rpm é bem instigante e após os 5.000rpm, pode-se ouvir o som característico do comando de válvulas mais nervoso, bem parecido com um VTEC.

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Já dirigi alguns de seus concorrentes citados anteriormente e, por terem seis marchas, a impressão é que até uns 3.000 rpm, eles apresentam um desempenho parecido ou até melhor. Nos casos do Camry e Azera 2011, porém, em rotação mais alta, o único que pode andar mais é o Camry, que também tem um ótimo motor e é um pouco mais potente, mas peca infelizmente por parecer um “Corolão”.

Outra diferença para o modelo anterior são as relações de marchas, que ficaram mais longas da 1ª até a 4ª, enquanto a quinta ficou um pouco mais curta. Mesmo com o câmbio de cinco marcas extremamente longo, temos um ótimo desempenho. Fico imaginando como ele seria mais agressivo se tivesse seis.

Veja abaixo que sua velocidade máxima limitada eletronicamente é atingida de 4ª marcha, bem abaixo do limite de corte do motor. No modo automático, as marchas são trocadas a 6.500 rpm, mas trocando manualmente, pode-se elevar o giro até o corte de 7.000 rpm.

Velocidade máxima de cada marcha:

1- 75km/h a 7000rpm
2- 120km/h a 7000rpm
3- 170km/h a 7000rpm
4- 215km/h a 5.500rpm (limitado eletronicamente).
5- 215km/h a 4.200rpm (limitado eletronicamente).

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Pelo computador de bordo consigo ver quando o modelo está usando 3, 4 ou 6 cilindros. Resumindo, sempre que estiver abaixo dos 100km/h em velocidade constante e pressionando levemente o acelerador, ele está com 3 cilindros funcionando, ou seja, como se fosse um motor 1.8L. Nesta situação, para continuar no modo 3 cilindros, a retomada de velocidade deve ser bem lenta, pois pouco mais que pressionar o pedal já entram as seis “bocas”. Acima de 100km/h, nas mesmas condições, ele utiliza 4 cilindros, equivalendo-se a um motor 2.3L.

O consumo gira em torno de 7,5 km/l na cidade e 12,0 km/l na estrada. No começo eu já obtive consumo de 6,5 a 7 km/l na cidade, porém, tive que me adequar a forma de funcionamento do VCM, buscando sempre que possível manter uma velocidade constante. Sempre ando com ar ligado e não meço o acelerador, mas também não ando com um louco. Acredito que se tentar andar de uma forma mais econômica é possível melhorar o consumo.

Este consumo é parecido com o modelo anterior 3.0 V6, porém, vale ressaltar que este é 120 kg mais pesado e tem um motor 16% maior, consequentemente com mais potência. Então seria óbvio um consumo maior, porém, na prática o consumo é o mesmo. Para um motor deste porte e um carro com quase 1.700kg, é um ótimo consumo. Meu Fusion 2.3 fazia 6 km/l na cidade e 11 na estrada, nas mesmas condições.

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O consumo do Accord consegue ser melhor que dos seus rivais citados anteriormente, graças à tecnologia VCM, mesmo os outros com câmbio seis marchas e o Accord com cinco. Imagino que para a Honda, foi mais barato investir neste sistema do que projetar um novo câmbio.

A 100 km/h gira a 2.000 rpm, enquanto o modelo anterior ficava nos 1.800 rpm. Significaria um consumo maior se não fosse o VCM, mas o lado positivo é que o motor fica bem mais esperto na estrada. Em subidas, se não solicitar o acelerador, ele vai de 5ª marcha tranquilamente. O motor responde bem em baixos giros e na cidade é possível andar sempre abaixo dos 1.800 rpm, sem ser lento.

A transição entre os modos de funcionamento do motor é imperceptível, pois ele possui um sistema de som que utiliza um cancelamento de frequência jogando uma onda com sinal invertido nos alto falantes e os coxins do motor são controlados eletronicamente para reduzir a vibração produzida pelo motor quando em 3 ou 4 cilindros.

O câmbio é bem escalonado, com troca de marchas rápidas e imperceptíveis. Assim como nos modelos anteriores, não há necessidade de completar o nível do óleo sendo que uso somente o óleo original Honda e troco a cada 7 mil Km. O tanque de combustível tem capacidade de 70 litros, sendo 6 litros remanescentes quando a luz da reserva acende. Isso dá uma autonomia de mais que 800 km na estrada. Na cidade costumo rodar uns 450 km, quando a luz da reserva se acende e eu abasteço.

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Dirigibilidade e Estabilidade

Com pneus 225/50 R17 e suspensão traseira independente com cinco braços, o carro é bem estável, mesmo sem prejudicar o conforto. A suspensão é macia, porém, o carro inclina pouco nas curvas e fica bem difícil fazer uma curva “cantando” pneu.

O modelo anterior, apesar da boa estabilidade, cantava pneu ao fazer uma curva mais fechada. Isso pode ser resultado do controle de estabilidade mais agressivo ou do próprio pneu.

A frente, como qualquer sedã grande e macio, tende a arranhar em lombadas se passar em velocidade mais alta, este é um ponto a ser tomado um certo cuidado. A direção é bem acertada e bem direta, sendo apenas 1.2 voltas do volante para cada lado e tem um bom diâmetro de giro, coisa que eu passava muita raiva com o Fusion ao manobra-lo.

Um ponto positivo, que é bom ser considerado, é a resistência da suspensão as nossas ruas lunares. Nenhum dos três exemplares do Accord precisou de troca de uma peça sequer da suspensão, sempre silenciosa. Nunca apresentaram sinais de fadiga dos amortecedores ou outro componente. Já peguei estrada de terra algumas vezes e cai em alguns buracos, mas ela aguenta bem o tranco.

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Manutenção

Já rodei 15 mil km com ele e até hoje somente manutenção básica, óleo e filtros. As pastilhas devem ser trocadas na próxima revisão. A bateria foi trocada uma vez, mas na concessionária queriam cobrar 1.600 reais. Então, preferi colocar uma Moura, que se encaixou perfeitamente. Pastilhas dianteiras ficam em torno de 450 reais na concessionária. As peças realmente são muito mais caras que nos outros modelos da Honda, mas nada que assuste (exceto a bateria!). O estepe é a mesma roda do carro logo pode ser rodiziado.

Hoje meu carro se encontra com 95 mil km e tem um rodar igual de carro novo, poucos acreditam que ele tem essa quilometragem, pois roda muito silencioso. Todas as revisões na Honda foram feitas, sendo a mais cara a de 80 mil km, onde troca-se a correia dentada do motor. O preço da troca com mão de obra fica em torno de 1.200 reais, não muito mais caro do que trocar a correia de um Cruze na concessionária.

O filtro de ar eu uso da marca K&N, do tipo inbox, que tem garantia de um milhão de milhas e custa quase o mesmo que o original Honda, não sendo necessário a substituição, apenas lavagem e umedecimento com óleo próprio.

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Conclusão

É um ótimo carro com mecânica robusta, porém, não muito barata, como qualquer carro da categoria. O desempenho é espetacular, assim como o consumo, o conforto a bordo e o espaço interno, que te faz querer viajar todos os dias com o carro. A falta de alguns itens básicos, tais como levantamento de vidros pela chave e USB, podem ser supridos facilmente como já citei. Para quem gosta de um sedã grande é uma boa pedida, assim como o Camry também seria. Na minha opinião, estes dois estão um pouco acima dos concorrentes.

Pontos positivos

-Consumo
-Estabilidade
-Segurança
-Conforto
-Desempenho
-Autonomia
-Qualidade do sistema de som

Pontos negativos

– Falta computador de bordo
– Vidros não sobem no alarme (necessário instalar módulo)
– Falta USB no som original.
– Poderia ter 6 marchas
– Porta malas menor que dos concorrentes

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