Citroen Sedãs

60.000 km com um Citroen C4 Lounge THP Exclusive

60.000 km com um Citroen C4 Lounge THP Exclusive

Em 2014 nosso leitor Ubaldir presenteou os leitores do NA com um relato completo de 60.000 km rodados com seu VW Jetta Comfortline 2011, e no mesmo relato falou um pouco sobre as impressões iniciais do C4 Lounge que ele tinha acabado de comprar.


Um ano depois ele falou em detalhes sobre o primeiro ano com o sedan francês, dando um relato de opinião de dono sobre o modelo em 2016. E agora ele fala sobre suas impressões gerais depois de rodar mais de 60.000 km com o C4 Lounge, confira!

Promessa é dívida. O C4 Lounge chegou aos 60 mil km, e com vários amigos do site já me cobrando o relato prometido outrora, arrumei um tempo para tecer algumas mal traçadas linhas para este canal sobre a convivência com o sedã médio da Citroen ao longo dos últimos quase 4 anos.

Como as características gerais do modelo já foram tratadas nas outras oportunidades em que escrevi para o NA, vou focar nos quesitos voltados à durabilidade e manutenção do carro, pontuando com alguns detalhes do uso cotidiano que merecem ser citados e/ou reforçados. Vamos lá.


60.000 km com um Citroen C4 Lounge THP Exclusive

Carroceria do C4 Lounge

A respeito da carroceria, rigidez torcional e percepção de robustez do modelo, há que se frisar: o C4 é impecável. Com quase 4 anos de utilização e passados mais de 60 mil km rodados, o carro se mantém incólume quanto a ruídos internos ou externos. A pintura continua impecável, sendo necessário frisar que o fato de eu ter aplicado o chamado “vitricar” na aquisição do veículo e repetido esta operação na revisão dos 50 mil km (3 anos de uso), muito colaboraram nessa questão.

Os acabamentos internos estão todos onde deveriam estar, sem qualquer ocorrência mais significativa em termos de montagem de componentes.

Para ser meticuloso, o C4 tem umas pequenas cantoneiras plásticas na quina superior das 4 portas, que servem de pequeno acabamento visual junto às borrachas de vedação. Estas se soltaram (a da porta dianteira esquerda a muito tempo, a da dianteira direita mais recentemente), demandando uma ação de minha parte fixando-as de volta com adição de uma cola adesiva. É comum se raspar as costas nessas cantoneiras ao se sair do carro, o que acaba gerando sua soltura em algum momento. São muito pouco significantes, mas vale a pena o registro.

No mais, quem é dono de Lounge já deve ter observado algo que me chamou a atenção no porta-malas: há uma pequena peça plástica que faz as vezes de “grampo” que fixa as duas hastes que cruzam o carro longitudinalmente e servem como uma espécie de mola para as alças de abertura da tampa. Não raro essa presilha se solta de uma das hastes, deixando que elas se toquem, produzindo um ruído característico de metal batendo em metal. Fixa-la de novo é simples e rápido, só que a característica simplória do aparato causa estranhamento, em especial frente à categoria do carro. Como engenheiro dá para dizer que há formas mais eficientes de resolver o problema. Consumidores menos preparados dificilmente vão se ater a observar o aparato em caso de sua soltura, passando a conviver com o ruído que não deixa de ser incômodo.

Há algum ruído aerodinâmico, notável quase que somente com o carro em velocidades maiores e com os vidros abertos. Nada muito significativo, já que não é normal a utilização do veículo nessas condições.

No geral, ponto muito positivo do modelo a sua qualidade de montagem geral.

60.000 km com um Citroen C4 Lounge THP Exclusive

Parte elétrica

Outro ponto muito positivo do carro: zero de ocorrências, sem sequer uma lâmpada queimada. Chama a atenção a complexidade do sistema de auto-diagnose do modelo, com o painel sendo capaz de informar um sem fim de problemas que estão ocorrendo com o carro. Explico: aos 54 mil km a correia poly-V (correia do alternador e ar condicionado) do carro se rompeu.

Logo veio a informação no painel avisando da anomalia na bateria, mandando imobilizar o carro. Eu confesso que fui um pouco teimoso, já que o fato de o ar condicionado ter parado de funcionar segundos antes já fez com que eu soubesse que se tratava da ruptura da correia, e que assim que a carga da bateria se esgotasse o carro irremediavelmente pararia. Entretanto, tentei levar o carro até à concessionária. No trajeto foram aparecendo em sequência diversas mensagens do tipo “sistema de ABS desligado”, “sistema de auxílio de direção desligado”, “airbags desligados”… e assim por diante. Interessante, sem dúvida. Bem, acabei perdendo uma bateria que ainda tinha algum tempo de vida útil na brincadeira.

Algumas características típicas dos PSA também valem ser narradas: a tecla blackout que desliga grande parte dos sistemas do painel do carro é muito útil em viagens noturnas. Basta um toque para que a multimídia e boa parte da iluminação do cluster se apaguem, além de reduzir a luminosidade de botões e apagar os dígitos de temperatura do ar condicionado, deixando tudo bem agradável para trechos longos.

A inteligência do sistema é “divertida”, digamos assim. Como exemplo, basta você tocar na regulagem do ar para que os dígitos sejam exibidos em tons mais fracos por alguns segundos, ou tocar na regulagem de volume do som para que a escala gráfica seja exibida em tons mais amenos na multimídia por um curto intervalo de tempo. Muito bom.

A possibilidade de mudar a cor dos mostradores do painel entre 5 tons diferentes também é bacana, possibilitando a quebra de monotonia de tempos em tempos: se acostumou com um tom, troca-se e a sensação de novidade no interior volta em parte.

Quanto à bateria, uma a cada ano e meio em média. Normal para o padrão dos carros de hoje.

60.000 km com um Citroen C4 Lounge THP Exclusive

Motor e câmbio do C4 Lounge

O câmbio passou os 60 mil km sem ocorrências. A característica de “empurrar” o carro em marcha lenta, como em parada de semáforos, acabou se diluindo muito com o uso, sendo que passa desapercebida agora. Há alguns relatos de “tranquinhos” nas passagens de marcha por parte de donos de Lounge na internet. O que posso dizer é que eles ocorrem em momentos bem específicos: em reduções efetuadas em descida, quando se vem pisando no freio, momento em se sentem quase insignificantes “seguradinhas” em cada passagem descendente de marcha. É algo praticamente insignificante e que em nada influi na sua relação com o carro.

Quanto ao motor, o desempenho diferenciado continua sendo marca registrada, com arrancadas e retomadas vigorosas, as quais não fosse o elevado peso do carro, o transformariam em um esportivo nato facilmente. Mas a unidade de força não esteve livre de ocorrências até os 60 mil km. Vamos a elas:

– desde novo, sempre notei um ruído de funcionamento nos primeiros 30 a 40 segundos após o carro passar período maior desligado (de manhã, por exemplo), como uma batida de pino, a qual só cessava após esses segundos, mesmo com o veículo em movimento. Como foi algo que nunca me incomodou, deixei para relatar o problema na revisão de 40 mil km, uma vez que a garantia estava prestes a findar. Fizeram o diagnóstico e determinaram a troca do comando da correia, o que definitivamente resolveu o problema;

– como já narrado, aos 54 mil km a correia poly-v se rompeu, determinando a imobilização do veículo e seu deslocamento até a concessionária para substituição. Ter seu veículo imobilizado nunca é agradável;

– aos 58 mil km, em uma frenagem após uma aceleração mais forte, surgiu um aviso no painel: “defeito no motor: reparar”, com imediata perda de potência do carro, que parece ter entrado em algum modo de segurança. Fui até a concessionária, em minutos diagnosticaram defeito na válvula “blow off”, mais conhecida como válvula de alívio do turbo. Já era fim do expediente, substituíram em uma hora no início do dia seguinte e tudo voltou ao normal. Fiz uma viagem no mesmo dia em que retirei o carro reparado da concessionária: 2000 quilômetros (Goiânia – Caeté – Goiânia) e tudo ok.

Aí está o resumo das ocorrências ligadas ao motor. Nada de sério, mas foram significativas em número, considero eu. Vale o registro de que nas proximidades da revisão de 50 mil km o painel indicou “completar nível de óleo” logo após uma partida à frio (o diagnóstico é feito em todos os procedimentos de partida, com a mensagem corriqueira de “nível de óleo correto”).

Não sei dizer ao certo se foi mesmo consumo do fluido ou falta de complementação do mesmo quando da troca do conjunto da polia, que foi efetuada alguns dias após a realização da revisão de 40 mil km, aguardando a chegada das peças. De toda sorte, é comum na internet relatos de consumidores proprietários de carros com motores THP sobre consumo significativo de óleo entre as trocas programadas. Vou ficar de olho.

60.000 km com um Citroen C4 Lounge THP Exclusive

Suspensão, direção e freios

No que tange à suspensão, já tinha narrado em relatos anteriores a ocorrência da troca de amortecedores dianteiros em garantia aos 20 mil km, como consequência de uma queda em um buraco de enormes proporções com o carro cheio, o que acabou por determinar dano em um pneu (saliência lateral) e em duas rodas (empenamento), além de um ruído de folga progressivo na coluna direita da suspensão.

Após esta ocorrência, nada mais a relatar com relação à suspensão até o presente momento. Não há folgas no conjunto e nem foi necessária qualquer outra manutenção ao longo dos 60 mil km.

Vale o registro de que o jogo de pneus é consumido em média a cada 30 mil km, aproximadamente, sendo que acabei de entrar no terceiro. O desgaste é totalmente regular, revelando bom acerto na geometria da suspensão. Por certo que o desempenho diferenciado do carro, seu peso acima da média e o fato de seu uso se dar em grande parte do tempo em ambiente urbano, colaboram para a quilometragem relativamente reduzida de duração do conjunto. Os pneus 17” também nunca são exemplo de durabilidade.

Quanto à direção eletro-hidráulica, nos relatos anteriores tinha narrado algo a respeito de um comportamento que não gostei no C4: a imprecisão da mesma. Em velocidades maiores, meio que inexplicavelmente, havia uma sensação de insegurança, fazendo com que se tornasse algo incômodo tirar uma das mãos do volante. Acabei colocando na conta do que seria uma “característica do modelo”.

Eis que antes da revisão dos 30 mil km, notei um quase insignificante “rangido” em manobras com o carro parado, com um breve ruído quando se esterçava o carro de um lado para o outro, mais ou menos no meio do curso. Mas era algo realmente só perceptível a mim.

Relatei o breve ruído por ocasião da revisão, mas sem muita ênfase. Pois ordenaram a troca da caixa de direção em garantia, sendo que para a minha grata surpresa a tal característica da “imprecisão” desapareceu. O comportamento dinâmico do carro mudou para muito melhor, e não tive qualquer outra ocorrência com o sistema.

No quesito freios, muito eficientes sempre, sem nenhum detalhe a frisar. A troca das pastilhas dianteiras ocorre a cada 25 mil km, em média. É mais ou menos o que tive no meu carro anterior (Jetta aspirado), mas a mim ainda parece um consumo elevado. Tudo bem que minha utilização do veículo e muito urbana, mas ainda assim esperava que durassem mais. O peso elevado do carro com certeza é preponderante nesta questão.

Pós venda da Citroen

Em termos de atendimento em concessionários, posso me dizer satisfeito com o que tive até agora na Saga France de Goiânia (único representante por aqui). O atendimento é cordial, não há “empurroterapia”, há agilidade nos serviços e precisão nos diagnósticos. A disponibilidade de peças de reposição nunca chegou a afetar o uso do veículo, a tabela de preços de revisão (salgada, em minha opinião) é seguida à risca, e um ponto negativo que tinha relatado em outra oportunidade, que era a não oferta da lavagem do veículo em revisões, foi revisto e corrigido.

Como registro negativo fica a ruptura da correia poly-v aos 54 mil km: o carro tinha recém passado pela revisão de 50 mil km, onde por certo deveria ter sido avaliado o componente, que provavelmente já deveria apresentar sinais de desgaste acentuado.

Para a mesma ocorrência, o registro positivo: com o carro imobilizado, liguei na concessionária para relatar o problema, mandaram eu ligar no 0800 da Citroen, sendo que informei que o carro não mais se encontrava em garantia.

Grata surpresa: a montadora reserva ao Lounge serviço de guincho grátis por 8 anos até 100 km de distância de um concessionário. Em 20 minutos tinha um guincho buscando o carro e me levando até o concessionário. Como eu disse, nunca é agradável ter seu carro imobilizado em uso, mas esse tipo de mimo minimiza a má sensação do momento.

Algumas ressalvas sobre o modelo

Vale a citação de algumas ressalvas sobre o uso cotidiano do carro as quais poderiam ser alvo de maior cuidado por parte da montadora:

– a falta de um botão físico na tampa do porta-malas para abri-la é triste. Ou se abre no painel ou na chave. Faz muita falta, sempre;

– os pontos de travamento do cinto de segurança traseiro são ergonomicamente horríveis: embutidos dentro do banco, tornam a tarefa de atá-los sempre muito desagradável, em especial quando o carro é ocupado por 5 pessoas;

– a buzina é muito chata de ser acionada, tendo que ser apertada com muita decisão para que funcione;

– a multimídia é lenta em seu “restart”, demorando algumas vezes para ser reinicializada, o que incomoda pelo fato de possuir as informações de auxílio de manobra, as quais quase sempre são necessárias logo que se liga o carro, para se sair de uma vaga ou de uma garagem. Aqueles 10 a 20 segundos esperando ela ligar irritam;

– nada justifica o C3 de 4 marchas contar com aletas para troca de marchas ao volante e o Lounge não disponibilizá-las;

– os botões de abertura interna do tanque e do porta-malas estão dispostos de uma forma que fazem com que você os acione de maneira trocada corriqueiramente (quando quer abrir o tanque, abre-se o porta-malas ou vice-versa). Isso é muito chato;

– considero o vão da porta do motorista algo “estreito”. O design do carro lhe confere um vinco pronunciado na “linha de cintura”, sendo que é muito normal que ao se adentrar no veículo, em especial quando há algum objeto no bolso direito (celular, carteira ou mesmo a chave do carro), se esbarre na lataria. É uma característica tão presente que o meu carro ostenta a tempos um pequenino “lascado” (é mínimo mesmo, mas eu noto) na região;

– não custa reforçar a questão do consumo do modelo já citada nos relatos anteriores: elevados 7 km/l (muitas vezes até menos) em ambiente urbano pesado, até 9 km/l em ambiente misto e razoáveis 12 km/l em média em uso rodoviário com o veículo carregado, ar ligado e velocidade entre 110 e 120 km/h. O meu não é flex.

Pontos positivos

Em contrapartida, posso citar como pontos muito positivos de utilização o excelente piloto automático com acionamento por botões na frente do volante, os ótimos comandos de mídia também na frente do volante, o grande conforto interno e o requinte interior do modelo, seja no que tange aos materiais utilizados, seja com relação ao design dos componentes, seja no que diz respeito ao espaço para os ocupantes e bagagens.

Os numerosos botões físicos de controle da mídia no painel iluminados em laranja conferem um ar de sofisticação ao carro que não se vê com facilidade no mercado atualmente (visto que as telas touchscreen tomam conta do ambiente interno dos veículos cada vez mais conectados), mas sua operação é bastante intuitiva e simples, sem muita confusão, denotando boa ergonomia ao geral ao modelo.

Resumão

Carro muito bom, agradável de conduzir, confortável em seu interior, dotado de um nível de equipamentos excelente, com pós-venda ok, ocorrências em número que considero como significativo, mas sempre resolvidas a contento, com agilidade e precisão pela revenda autorizada. O atendimento em garantia sempre foi muito cordial, sem empecilhos significativos para a resolução de qualquer detalhe. Enfim, ainda não achei uma justificativa razoável para a reserva que o brasileiro tem com relação aos carros da montadora francesa ou com o atendimento em concessionários da mesma.

Na forma em que o carro se encontra, ainda pretendo ficar com o mesmo por mais algum tempo, algo que a muito tempo eu não fazia (meus últimos 3 carros foram trocados antes dos 60 mil km). Quando efetuar a troca, voltarei ao site para narrar minha experiência na revenda do modelo, outro ponto que acho ser de interesse geral.

Desculpem pelas fotos com o carro sujo, mais não tive tempo de capturar imagens com ele limpo.

Em breve farei outro relato com as experiências vividas até os 60 mil km de utilização de um Peugeot 208 Griffe automático 2015/2016, que é o outro carro da família no momento. Faltam cerca de 1000 km para que a quilometragem seja efetivamente atingida.

Abraços a todos.

Por Ubaldir Junior

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111 Comentários

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  • Parabéns pelo post, foi útil para avaliarmos (além do carro em si) dois itens importantes, que são o atendimento efetuado pelo fabricante e a concessionária.
    No mais parabéns pelo carro.
    Abs

  • Sempre achei este veiculo tem um ótimo custo beneficio dentro de sua categoria, agora em 2018 ele está com visual cansado, espero que a concessionária lhe ofereça um valor de pelo menos 85% da tabela FIPE na troca por qualquer veiculo zero e que as concorrentes lhe ofereçam mais que isto para tentar faze-lo mudar de marca.

    • Dificilmente pegaria outro Lounge na troca pelo que eu tenho. O carro continua o mesmo (tem até alguns equipamentos a menos), e o mercado mudou muito de 2014 pra cá, surgindo várias opções interessantes a mais do que se tinha na época.
      Quando eu for efetuar a troca, com certeza escreverei um texto para o site finalizando a saga do C4. Aí poderei falar com propriedade da desvalorização do modelo.

  • Sinceramente achei que para um carro com apenas 60mil km há um excesso de problemas relatados.
    Tudo bem que tudo foi coberto pela garantia, mas olhando para esse tipo de recorrência não me parece que será uma compra interessante no mercado de usados.

    • Tem carro que passou pelas mãos da 4Rodas (e sedans “consagrados”) que teve muito mais problemas…
      Achei normal e com certeza teria um. Essa de falar que francês só dá problema ficou no passado. Pena que brasileiro vive de passado…

    • Isso que eu ia comentar….Enquanto novo e em garantia vai bem, mas depois….. Como só compro carro usado seria uma carta fora do baralho. Mas parece ser uma boa opção de carro novo.

    • Eu cheguei a citar no texto que achei o número significativo. Mas confesso que depois de 10 carros novos que já tivemos em casa, não é nada muito diferente de qualquer veículo anterior que eu tenha possuído. Essas pequenas ocorrências com cobertura em garantia, infelizmente são meio que regra na indústria nacional.

    • unica coisa que me espantou foi o consumo exagerado de itens do carro, uma bateria a cada um ano e meio, pastilhas a cada 30 mil km…
      em 4 anos com um palio nunca me foi necessária troca de bateria, nem no final quando vendi, aparentava alguma fadiga, e freios idem, em 4 anos não foi necessária troca nem de discos nem de pastilhas, peguei o carro com 40 mil km e entreguei com 102 mil…
      únicas coisas que troquei além de óleos e filtros foi correia dentada, velas e cabos de velas, umas 3 lampadas queimadas e um bracinho de acionamento dos limpadores que tinha criado folga e estava travando o acionamento além de um jogo de pneus que foram trocados aos 60~70 mil km e com 102 aparentavam bons para mais 30 mil km

      • Amigo, falou bem… Palio.
        Se pesquisar Civic, Corola e cia, a bateria dura de 18 a 24 meses, dependendo do tipo de uso. Pro C4, 18 meses está dentro da média…

        • que fosse um uno
          durar menos da metade do tempo porque é um carro maior não tem cabimento, a bateria é carregada durante o funcionamento e o carro roda com o alternador, a bateria serve só pra coisa essencial, alarme, relógio e dar a partida, além das luzes de cortesia enquanto o carro ta desligado.

          nesse ponto, tudo que tem no C4 tem no palio, e até pior pois minha luz no porta luvas não apagava já que o botão tava quebrado, quem teve palio da geração passada sabe que o botãozinho quebra e não apaga mais a luz do porta luvas.
          a menos que o C4 tenha start stop ai vou entender pois exige muitas partidas do carro e o funcionamento entre o desligamento e partida com os apetrechos elétricos.

          • Na realidade acredito que as baterias destes carros grandes estão subdimensionadas, vide a grande quantidade de sensores e tecnologias empregadas e elas continuam com a mesma amperagem (+- 60 ah) de 20 anos atrás.

      • Mas aí é que está o problema, você não vai querer comparar um C4 com um Palio,né?
        Não se trata apenas de comparar o tamanho, mas sim dos sistemas que cada carro oferece e dos itens de conveniência e monitoramento.
        No C4 tudo é controlado por sistemas eletrônicos que consomem muita energia, pois monitoram e informam todas as ações e defeitos do carro em tempo real, desde problemas na suspensão até problemas hidráulicos.
        Sem falar nos controles eletrônicos modulados, som, gps, quantidade e qualidade de luzes, sistemas hidráulicos, enfim, tudo isso consome muita energia.

        • então como eu ja disse no comentário acima, a bateria serve só pra partida e alguns itens com o carro desligado, itens esses normais de uso, como radio, alarme em fim, com o carro em funcionamento este não usa mais a bateria e sim o alternador, toda energia provém dele, pode ter quinhentos sensores, eles só funcionam com o carro ligado, tanto que no próprio relato o dono informa que o carro faz um check up automático toda vez que da a partida, ja rodando pelo alternador

          • Possuo uma BMW 118I 2013, bateria ainda original, e possui o mesmo nível de equipamentos que os citados no C4… Bateria durar 1 ano e meio é muito pouco sim!

            • Deixe eu complementar a informação, então. Os Vectras que tive, o Jetta… nenhum passou de 2 anos sem troca de bateria. E olha que sou daqueles que sobe vidros antes de desligar o carro, desliga o ar sempre antes de desligar o carro, etc. Tive dois Polos, mas esses não tem como servir de parâmetro: um foi trocado antes de completar dois anos (minha esposa sofreu um acidente com ele) e o outro troquei com 10 mil km rodados e seis meses de uso (precisei de um carro maior).
              Há que se analisar a utilização que se faz do carro: quem utiliza muito em percursos urbanos curtos como no meu caso (muitas partidas), acaba por demandar naturalmente maior consumo do componente.
              Há também que ser frisado: a primeira bateria foi trocada operante, ou seja, apenas comecei a notar que a partida por botão estava ficando mais arrastada e optei por trocá-la antes que tivesse algum contratempo. A segunda foi danificada com a ruptura da correia do alternador: tentei levar o carro à concessionária e esgotei a energia da mesma. Portanto, é bem possível que no aguardo de final de vida das duas baterias substituídas, eu teria uma durabilidade um tanto quanto maior.
              O certo é que pelo meu histórico com carros (já não sou uma criança, tenho 47 anos e muitos milhares de km rodados), normalíssimo o comportamento da bateria do C4. Nada muito diferente dos diversos carros que já tive. O C4 tem um ponto contra, que é o fato de possuir o “come & living home”, que ativa os faróis à distância e deixa-os ligados até 15 segundos após o carro trancado. Como o sistema me é interessante (garagem em subsolo), deixo o mesmo ligado. Os outros carros que tive não possuíam o sistema.

        • recentemente troquei a bateria do meu carro, o vendedor disse em poucas palavras: os fabricantes fazem as baterias pra durar no máximo 6 meses após a garantia (tem marcas que dão 12 e outras 18 meses).
          as que duram mais tempo são as originais, mas as de reposição ficam nessa média de 2 anos e olhe lá..

    • Pois é, a Citroen e a Peugeot mudaram muito e melhoraram bastante no pós-venda. Mas eu ainda continuo dizendo, antes de comprar algum PSA saiba sobre a concessionária. Aqui em Floripa a Le Monde é excelente, mas assim como eu sei que em São Paulo as concessionárias são péssimas.

  • Parabens pela postagem, mas duas coisas me chamaram a atenção (negativamente): bateria trocada a cada ano e meio??? Meu carro tem pouco mais de 3 anos, 53000km rodados e a bateria é original! O outro ponto que tenho visto em alguns carros é a pessima durabilidade dos pneus. 30.000km é muito pouco… novamente, meu carro está ainda com os pneus originais, que duram pelo menos 10.000km antes de chegar perto da marca de TWI… Detalhe – tenho uma Ranger cabine dupla, uso asfalto/terra e coloco peso com alguma frequencia.

    • Questão do pneu também acho que poderiam durar mais. Entretanto, pneus de série 45 aro 17 realmente são voltados para mais grip no asfalto, e via de regra costumam serem consumidos em tempo menor. A utilização na maioria do tempo em trânsito urbano também colabora.
      Para efeito de comparação, o Jetta que eu tive antes (motor aspirado) demandou a troca de dois pneus com 32 mil e outros dois com 36 mil km rodados. Eram pneus 16″ de perfil bem mais alto que os 17″ do C4.
      O outro carro que temos em casa, um 208, tem pneus 16″ e perfil também mais alto, está com 60 mil km, sendo que dois pneus foram trocados com 55 mil km e os outros dois ainda tem uma quantidade de borracha boa pra queimar. Mas é um carro com uso prioritário em rodovia. Isso pesa favoravelmente.

        • kkkkk. Negócio é que o 208 é da esposa, e ela trabalha em Brasília. Aí é uma viagem de ida e volta Goiânia – Brasília por semana no carrinho.
          O C4 até eu utilizo em algumas viagens de férias. Mas são esporádicas, no máximo duas por ano. Aí acaba que o uso urbano fica bem mais representativo para ele.

    • Quanto à bateria, depende muito do nível de equipamentos eletrônicos do modelo. Dificilmente carros com o nível de equipamentos do Lounge possuem vida útil da bateria superior a dois anos.
      Um colega meu, dono de um Fusion, trocou a primeira com um ano. E sempre que viajava deixava a chave do carro comigo e me pedia para dar partida no modelo a cada 2 ou 3 dias, caso contrário, depois de uma semana, era certeza de bateria arriada.
      A do meu carro anterior (Jetta) durou quase dois anos, e olha que era um carro bem menos equipado que o Lounge.
      Um exemplo contrário está nos Corsas que tivemos em casa (dois). As baterias originais duraram 5 anos sem demandar troca. Só que eram carros com um nível de aparatos eletrônicos mínimo.
      Sistemas como acendimento dos faróis por algum tempo após o veículo desligado (come & live home), recolhimento automático de retrovisores, luzes de cortesia, subida automática de vidros, dentre outras comodidades, acabam por consumir muito da vida útil da bateria. Faz parte.

      • “Sistemas como acendimento dos faróis por algum tempo após o veículo
        desligado (come & live home), recolhimento automático de
        retrovisores, luzes de cortesia, subida automática de vidros, dentre
        outras comodidades…”

        Realmente isso DETONA a bateria!

        • Aí é outro nível de carro. Mas te garanto que uma bateria genuina Mercedes custa mais do dobro de uma nacional top como Moura. Olha que nem as concessionárias MB devem vender bateria genuina por conta do preço…
          A grande maioria das montadoras que produzem carros aqui mas que tambem importam, divgam até o codigo das baterias nacionais que atendem os importados. Lembro-me do Omega Australiano que mesmo qua.do a troca da bateri era em garantia, a GM mandava colocar uma nacional homologada no lugar.

        • Eu troquei a primeira bateria com ela funcionando bem. Apenas notei o começo de uma partida mais arrastada e não quis esperar ficar sem ela uma hora. A segunda acabou sendo danificada por eu ter rodado com o carro após a correia poly-v arrebentar e o alternador parar de carregá-la, fazendo consumir toda a carga da mesma.
          Bom, a bateria do C4 durou aí seus 30 mil km nessas condições. Cada um interpreta do jeito que quiser. Não há como colocar isso na conta de “engenharia de qualidade” em minha opinião.

      • Alguns hábitos que incorporei a minha rotina ao chegar em casa melhoraram muito a durabilidade da bateria: desligar o ac dois quarteirões antes de entrar na garagem, assim como subir vidros e apagar farois antes de desligar o veículo. De resto, parabéns pelo honesto relato. Sou admirador dos Peugeot/Citroen, os quais já tive diversos. O último, um 308 thp tb me impressionou negativamente pelo alto consumo urbano. Abs!

  • Legal o relato, mas assustei com quantidade de problemas que deu. Meu Golf TSI está chegando nos 80.000 km é até agora nada de motor, freio, direção e câmbio. Até mesmo as pastilhas ainda são originais. Meu modelo é o importado da Alemanha. Pretendo fazer um relato como desse rapaz qdo chegar aos 80 000 km. Tbem moro em Goiânia.

      • Achei o resultado do meu relato ótimo: quem tem “carinho” pelas marcas francesas tecem comentários bem positivos, avaliando como os pequenos problemas foram bem resolvidos e nada de muito negativo aconteceu com o carro ou com o pós venda.
        Quem quer atacar a marca fala da “enorme lista” de ocorrências com o carro. Sinal que o relato foi bem honesto e completo e serve aos dois objetivos antagônicos os quais considero extremistas e sem amparo na realidade.
        Eu, como enxergo marca de carro como mero fornecedor de produto de consumo, digo: normal o comportamento do carro em termos de manutenção. Poderia ter muito bem citado no meu relato que “só levei o carro em revisões rotineiras”, uma vez que as únicas visitas extraordinárias de deram para a troca da correia e da válvula blow-off já depois dos 50 mil km rodados. Todas as demais foram alvo de ações nas revisões programadas.
        Agora, resumindo as ocorrências do C4:
        – troca dos amortecedores dianteiros e do parafuso de fixação das colunas de suspensão dianteiras – citei que o problema foi consequência de um acidente, a queda em um buraco muito profundo que danificou pneu e empenou duas rodas (muito me impressionou que o problema fosse resolvido em garantia);
        – troca da caixa de direção por relato de um ruído mínimo em manobras – achei a ação até exagerada frente ao problema que tive, mas confesso que notei franca melhora no comportamento dinâmico do carro, com mais precisão na direção;
        – reparo no comando da polia do motor para eliminar um pequeno ruído de batida de pino em partidas à frio.
        Dizer que se fica horrorizado com essa quantidade de “problemas”, sinceramente, melhor não comprar carro nenhum, em especial em se tratando de casos que foram resolvidos em garantia, sem questionamentos e sem reincidências.
        Quanto às trocas de bateria e de pastilha, como já disse, é consequência do tipo de uso dos meus carros (cidade, trajetos curtos, muitas partidas no dia). Depois de vários carros de várias marcas que tive ao longo de quase 30 anos, digo sem pestanejar: nada muito diferente do que tive em qualquer um dos meus veículos anteriores. Bobagem muito grande dizer que os componentes se desgastam mais só porque estão em um carro de uma marca “X” ou “Y”, já que os fornecedores são mais ou menos os mesmos para qualquer fabricante.

          • Sem dúvida que freios e pneus durariam mais com menos peso. Mas aí cabe uma ressalva à Citroen: coloquem pneus com maior treadwear e pastilhas de freio com material de desgaste mais resistente, adequado ao peso do carro. Há carros bem mais pesados no mercado que tem durabilidade dos elementos maior. Tudo bem que o material de desgaste das pastilhas tem sua durabilidade diretamente ligada à eficiência dos freios, sendo que provavelmente elemento de atrito mais resisitente impactaria em alguma perda de frenagem (característica excepcional do carro a capacidade de frenagem). Mas um melhor equilíbrio entre funcionamento mecânico e durabilidade acho que seria possível de se obter.

            • Não sei em quanto esses componentes com especificações superiores iriam onerar no custo, tanto da montadora quanto para o consumidor, mas realmente, poderiam fazer isso que você sugeriu.

    • para voce ver como é relativo.. tenho 2 amigos que tinham golf alemão e trocaram por manutenção.. Em ambos necessitaram trocar o cambio DSG7 que estava engasgando, provavelmente não resistiu ao nosso pessimo asfalto se levar em consideração que é uma caixa seca.. A garantia cobriu, contudo o conserto era 17k+, o que fizeram que repassassem o carro..

      Além disso, um deles bateu em uma elevação na pista e empenou o encaixe da roda com o eixo, resultado de 7k.. ai assutaram e saíram..

      Carro é sempre muito relativo, e tem muito o fator sorte, também

      • É, carro é uma caixa de surpresa. Tem mta questão de sorte msm. Neste eu tive sorte, no meu próximo carro pode ser que eu não tenha tanto. Mas desejo que seja sempre assim com todos carros que eu tiver na vida rs

  • Ubaldir, parabéns pelo relato! Já falei aqui diversas vezes que o seu relato de troca do Jetta para o C4 foi fator fundamental para a minha decisão, porque eu também fiz exatamente esse mesmo trajeto. Eu peguei o meu (já flex) em 2015, completando 3 anos agora e com 43 mil km rodados. Só posso reforçar o que você disse, e eu também vou ficar com o meu por mais uns 2 anos, no mínimo. O mercado está bem ruim e trocar um sedan desse nível por outro vai requerer um aporte muito grande (ou então descer de categoria). Enfim, vamos de C4 que está ótimo! Abração!

  • Ubaldir, ótimo relato, parabéns. Tive um “primo” do seu Citoren, o Peugeot 408 THP 2013, por 4 anos, 10 meses e 11 dias, que peguei zero e entreguei com 119mil km. O carro (minha opinião, alguns podem discordar, enfim) foi muito bom nesse período. O acabamento da Peugeot (apesar de alguns gaps de montagem) é elogiável na escolha dos materiais e não deram “defeitos”. Os bancos eram muito confortáveis (segundo minha esposa muito melhores que o do carro atual, um Cruze). As pastilhas de freio foram trocadas com 80mil (isso porque uma delas estava bem gasta – irregular – e pelo preço e necessidade de parada, decidi trocar o par dianteiro) e os amortecedores aos 100mil km. Pneus duravam 45mil km em média, mas com sobra (acho que iam mais uns 5/10mil km até o TWI, mas prefiro trocá-los antes). Vieram com P7 e troquei aos 45mil por Michelin, repetindo a mesma troca aos 90mil. O motor nunca acusou qualquer falta de óleo ou consumo excessivo nos 119mil km, algo que enfrentei no meu anterior Jetta 2.5 a partir do 70mil km (a cada 7mil km tinha que colocar 0,5 litro). A transmissão dá essa segurada nas marchas e “empurra” quando parado, mas são características que foram resolvidas nos modelos recentes; não deu nenhum defeito. Tive trocada pela Peugeot a caixa de direção, bomba d’água e “cebolinha”/termostato em garantia, sendo que a tampa de válvulas tive de trocar com uns 98mil km (mais ou menos).

    • Tai, vc teve o carro e pode passar sua impressão. Porem, a maioria,vai naquela, ouvi dizer, fulano, sicrano falou e por aí vai.Em tempo, tenho o C4 Lounge THP flex 16/17, uma bela maquina.

    • Parece que caixa de direção e PSA não se bicam bem, tive um Pallas que teve a caixa trocada tb. Depois um 308, caixa trocada tb. Pelo menos a peça reposta não deu mais nada, e no 308 após mais de 100.000 km a caixa estava lá firme e forte. Pelo jeito o problema está nas unidades usadas na fábrica.
      Já os modelos que tem direção eletro hidráulica nunca vi relato de problemas.

      • O Lounge é eletro hidráulica. Desconfio que já havia alguma determinação da fábrica para a troca da peça, porque a minha “queixa” aos 30 mil km não me parece suficiente para ensejar a troca de um componente que tem um custo representativo.

  • Me adiantando a alguma dúvida que possa surgir: as fotos do exterior do carro são as da unidade avaliada, mesmo; as do interior da cabine e do motor foram adicionadas pelo site. Há que se frisar que a primeira foto do interior adicionada é de versões mais simples, assim como o motor utilizado na ilustração não é o THP.

  • Tenho um amigo que tem esse exato modelo, tinha um preto, vendeu para pegar o Xenon e teto e trocou por um branco, falou que trocaria pelo mesmo carro novamente.

    • Eu, por questões puramente técnicas, até pegaria outro.
      Mas eu gosto muito de experimentar coisas novas. Trocar o meu Lounge por outro hoje acabaria me passando a percepção de que estaria no mesmo carro. Por isso acho bem difícil que eu repita o carro. Fiz isso com um Polo, trocando por outro: como resultado acabei trocando o segundo com 10 mil km rodados… rs.

      • Exatamente meu caso… Vendi meu C4 Lounge Exclusive THP 2013/2014 com 27.000km. Pelo carro certamente trocaria por outro, mas eu tive a mesma sensação que você quando troquei um 206 por outro, a falta da novidade. Sem contar que a nova versão ainda tiraram o sensor de ponto cego. O conjunto cambio e motor realmente são muito bons, torquei o meu por um Sentra e estou sofrendo para me adaptar. Nesses 4 anos também tive poucos ocorrências e simples, todas cobertar em garantia de forma muito tranquila. O consumo na cidade realmente é alto, no estrada já melhora muito já que o motor roda bem folgado em 120 km/h. Ainda estou no momento de sentir falta dos mimos dele… hehehehe

        • Fiz a mesma coisa q vc e o @ubaldir:disqus , o meu foi com 25mil km. Depois que passei pra frente fui morar no exterior e o dim dim q eu tinha pra comprar carro qdo voltei dava pra compra rum lounge com a mesma km, mas gosto de experimentar e acabei pegando um fluence, mesmo sabendo q seria inferior em alguns pontos. O q mais sinto flata é do turbo.

  • Junto do 408 o C4L detém o melhor custo x benefício entre os médios. Quanto aos problemas, nada de alarmante, já vi muito carro de marca que é endeusada pelo povão ter mais ocorrências.

  • Achei estranho esse consumo de pneu e bateria.
    Tenho um Fusion AWD 2015 (que pesa horrores) e um Azera 2013 (novo modelo, leve para a categoria, mas ainda mais pesado que o C4L) e nenhum trocou bateria ainda e os pneus, apesar do peso e serem aro 18, somente o Azera trocou ano passado com 4 anos de uso, isso porque constantemente monitoro a vida útil dos pneus. Achei BEM elevado o desgaste das peças do C4L e mais ainda a quantidade de problemas relatados. Espero que a Citroen capriche mais na durabilidade de seus produtos.
    No mais, excelente relato.

    • Muito friamente, acho relativo. O número de “problemas” pode até ser significativo, como eu bem relatei no texto. Mas foram defeitos secundários, pontuais, bem resolvidos em garantia nas revisões, e tirando a correia poly-v que imobilizou o carro, nenhum foi realmente significativo em termos de incômodo ao proprietário.
      Quanto aos pneus, difícil arbitrar sobre o assunto. Tive um amigo com um Jetta Highline que trocou o jogo de pneus com 20 mil km rodados. Tudo depende muito do uso (mais urbano ou rodoviário, por exemplo) e dos treadwar dos pneus utilizados. Eu mesmo não consegui achar um com treadwear superior a 300 para colocar no carro. Caso encontrasse 400 ou 420, por certo que durariam mais. O certo é a informação de que os pneus se desgastaram de forma bem homogênea, descartando problemas de geometria da suspensão.
      Quanto ao consumo dos pneus do seu carro, medida de tempo não são um parâmetro válido para aferir a durabilidade dos componentes. O C4 avaliado pela 4Rodas mesmo, com uso bastante rodoviário, teve pneus durando os 60 mil km do teste.
      Agora, as pastilhas de freio eu acho mesmo que se desgastaram além do razoável. É algo que também foi descrito no teste da 4Rodas.
      Quanto ao Fusion, um amigo meu tem um do modelo antigo, teve que trocar bateria com 18 mil km rodados (1 ano de uso) e a caixa de direção duas vezes com menos de dois anos de uso. Acontece.

  • Achei em geral a substituição de todas as peças, bateria, pneu um tanto quanto prematura. Em outros carros a vida útil é um pouco maior. Número de ocorrência é relativamente excessiva, sua tranquilidade paira sob a garantia, entretanto, ao término deve desesperar qualquer eventual segundo dono a cada aviso no painel. Já considerei comprá-lo no mercado de usados, mas depois de alguns relatos e um vídeo do canal Opinião Sincera do Youtube me fez esquecer de tê-lo.

    • Garantia acabou com 3 anos, a mais ou menos 20 mil km atrás, ou seja, um terço da utilização do carro já foi fora do período de garantia (de um ano pra cá mudei o local do meu serviço, e tenho andado cerca de 2000 km/mês). As ocorrências citadas foram casuais e resolvidas em definitivo. Não tenho tido maiores problemas com o carro depois do término da garantia. Mas vejamos como segue. Eu fui até bem detalhista em narrar cada pequena ocorrência que tive. Cada um que tire suas conclusões.
      Quanto à substituição de bateria, normal com relação a outros carros que já tive ou de amigos com quem convivo e possuem modelos com mesmo nível de equipamentos do Lounge. Mesmo modelos menores e bem equipados dificilmente chegam aos 2 anos de uso da bateria.
      Os pneus… na experiência minha com veículos por mais de 30 anos, é meio que normal. Até carros pequenos (Corsa geração 1 – aro 13″) que tivemos em casa, no uso mais urbano, troca com 39 mil km. Agora, se rodar mais em estrada… um Polo (geração anterior) que já tivemos e o 208 atual de minha esposa passaram dos 50 mil km rodados sem troca, mas andaram quase exclusivamente em rodovias. Em termos de carros maiores, tive dois Vectras que demandavam troca de pneus até antes dos 30 mil. O Jetta trocou um par com 32 mil e outro com 36 mil km. Portanto, nada muito além dos 30 mil do C4. Seria ótimo se durassem um pouco mais, mas eu os troco exatamente quando atingem as marcas TWI, nas quais muitos consumidores ainda seguem utilizando o pneu até o fim completo dos sulcos. Mas veja bem: o consumo de pneus sempre depende muito do modelo do pneu usado, em especial do treadwear do componente (poucas pessoas sabem disso). O C4 veio com pneus de treadwear muito baixo (240), mais voltados à aderência que à durabilidade. Nas duas trocas que fiz, acabei não encontrando pneus com treadwear maior que 300, que ainda assim são baixos para o carro. Utilizando pneus com o treadwear de 400 ou mais, provavelmente eu teria mais de 40 mil km rodados com eles antes de demandarem troca.

  • Disto eu ja sabia. Meu VTR 2006 esta com 170.000 km e nada de defeitos. Sou suspeito para elogiar carro frances, pois ja sao 26 anos de pura alegria!!!!!! Rssssss. Afinal, j ‘ ame citroen/peugeot. Merci, a revouir….

    • Revisões:
      – 1ª e 3ª a R$ 572,00;
      – 2ª, 4ª e 5ª a R$ 832,00;
      – Pastilhas de freio dianteiras aquisição + troca a cerca de R$ 280,00 – os discos são os originais;
      – A correia poly-v saiu uns R$ 200,00 com a mão de obra;
      – a válvula de alívio do turbo foi o que custou mais: R$ 750,00.
      As bateria me custaram algo próximo a R$ 400,00. Vale frisar que troquei a primeira bateria com ela ainda em funcionamento, apenas notei que a partida estava começando a ficar arrastada. A segunda acabou sendo consequência de eu andar uns 10 km com a correia poly-v arrebentada.
      Acho que é isso aí o resumo dos gastos com o carro. Não é barato, mas é bem dentro do que costumava gastar com os Polos e o Jetta. Fora do comum mesmo só tive o último Corsa Wind da minha esposa, que a 10 anos atrás me custava mais de mil reais a revisão.

  • Relato de quem realmente conhece e utiliza o carro. Vemos muito comentários dizendo que “o vizinho do primo do meu cunhado……..” falou isso e aquilo. Complicado. Eu estou no meu segundo Lounge. Quase 3 anos com o primeiro ( Origine 2.0 manual 14/14) e 27.000km rodados, e agora 9 meses e 9.000km com o segundo (Exclusive THP 16/17). No Origine não tive absolutamente nenhum problema, nada. Apenas as revisões obrigatórias. No Exclusive voltei a concessionária 02 vzs: para descobrir e resolver o famoso barulho nas hastes do porta mala e para regular/reapertar o capo que tremia muito em velocidades mais altas. Fora estes pequenos problemas, nada mais a relatar, só muita satisfação!

  • Eu tbem tive 2 citroen c4 lounge!
    o meu primeiro 2014 nao era Flex e fiquei 30 mil km! depois troquei por outro que era a versão Flex 2015! percebi diferença em qualidade no isolamento acústico por exemplo! Meus 2 modelos não incomodaram em nada! O segundo carro troquei com 35 mil km devido a percepcao na diminuição construtiva em geral que ocasiou mais barulho dentro do carro e tbem diminuição da qualidade dos bancos e acabei trocando em 2016 por um audi a3 sedan alemão com câmbio dsg! outro patamar de carro apesar de ter um motor apenas 122 cv mas o câmbio dsg 7 marchas deixa o carro com mesmo torque e velocidade do citroen thp! outro fator e o peso de 270 kilos a menos do audi que faz ele fazer na estrada a 100 km/h excelente 19 km por litro e na cidade 11 km por litro!
    Mas em resumo claro que o audi esta em uma categoria Premium mas acho que compensa pagar 15 mil a mais e ter economia e melhor qualidade construtiva em geral e abrir mão de mimos como keylesss, câmera de re, sensor dianteiro! aviso de ponto cego, Banco de couro! Sinto falta apenas do retrovisor interno fotocromico!que o citroen tem e o audi de entrada não tem

  • Tenho um c4 tendence 2015 baita carro não fica devendo nada para a concorrência muito superior a muita porcaria que vende muito e não vale nada falam mal porque não tem carro muito bom

  • Sempre achei que o C4 tem um bom custo benefício. Mas nunca soube porque desvaloriza tanto, se comparada com a dupla japonesa. Será que o consumo excessivo seria a principal causa,? Obs, não acredito muito em preconceito de marcas seja a principal causa.

  • Grande Ubaldir! Valeu pelo relato e que ótimo que você foi muito feliz com seu C4. Eu tive um e alguns problemas a mais que você, mas o atendimento no pós-venda da Citroen é excelente! Muito melhor que a porcaria da VW (que eu tenho hoje).
    Mas sobre a troca da Blow-off é algo bem normal, pois inclusive tem uma de outra marca que é bem mais durável que a original e de quebra ainda ganha o espirro do turbo mais alto.
    Infelizmente um problema grande que tive no meu era a “borda” na parte inferior do batente da porta que para quem tem pessoas com dificuldade de locomoção acaba atrapalhando.
    Sim, realmente o consumo do carro era meio desanimador… eu fazia 8,3 na cidade e 14 na estrada (110km/h) (C4 Lounge S THP Flex).

    E aí, vai continuar com o carro por mais algum tempo ou vai trocar logo? Se for por qual?

    • Pretendo ficar com o carro mais esse ano, pelo menos. Acabei de trocar os pneus e a bateria e o seguro ainda vai até agosto.
      Quanto à possíveis escolhas para a troca, ando muito em dúvida sobre diversas alternativas, Já pensei em colocar minha esposa em um carro um pouco maior para que nos sirva em algumas viagens que fazemos em família e eu pegar um carrinho menor, já que estou rodando demais ultimamente e muitas vezes sem passageiros. Aí pensei em uma Captur ou mesmo um Virtus para ela (já teve um Polo sedã, e gostou muito), e eu partiria para um Sandero R.S. ou um 208 GT (adoro um câmbio manual).
      Mas… pode ser que eu pegue um Virtus para mim e compre outro 208 para ela, já que ela está muito, muito satisfeita com o 208 Griffe que tem a quase 3 anos. Me animei com o espaço interno do novo carro da VW, e a versão topo de linha tem nível de equipamentos quase equivalente ao Lounge, faltando só sensores de presença lateral. Só sei é que não estou muito disposto a pagar os cento e poucos mil que andam pedindo em um sedã médio intermediário. Os 80 mil que paguei no C4 a quase 4 anos atrás me parecem o teto do que estou disposto a gastar.
      Vejamos até quando resolver colocar em prática as trocas. Ainda tem “água pra rolar” até lá… rs.

  • Muito bom o relato, os carros franceses são ótimos carros, antes de ter um tinha a mesmas preocupação de todos, ouvir falar que é ruim, porém nunca teve um francês… estou no meu 3°citroen, agora tenho um C5 2010 com 60 mil km, carro espetacular, super confortável e muito bonito.

  • Baita post.
    Hoje tenho um C4L Tendance 2.0 MT, o THP me atrai justamente pela potência, mas a razão não me deixa investir uns R$15.000 só por isso, no restante seria o mesmo carro. Sobre o consumo atualmente faço 7,5 ~ 8,5 urbano acho aceitável pra um 2.0 aspirado. Também não tive problemas até o momento o está com 50.000km.

  • Apesar de ser um ótimo carro, acho que o C4 já deu o que tinha que dar, mais pelo azar de enfrentar Corolla do que por culpa da Citroen. Situação semelhante ao Peugeot 408, pois já tive um e não tive nenhum problema durante o tempo que fiquei com ele.
    Sem falar que para a PSA, o Brasil é um mercado secundário, quase um apêndice do mercado argentino, onde a PSA é uma das grandes.
    Apesar de competirem na mesma área do Corolla, C4 e 408 entregam muito mais por menos. São produtos diferenciados e de melhor qualidade de acabamento, conforto, motorização, tecnologia e confiabilidade. Talvez esteja aí o motivo das poucas vendas, pois devem “espantar” o consumidor médio, acostumado com coisa mais simplória e “cismado” com tanta tecnologia embarcada.
    Brasileiro adora pagar caro por carro grande e simples.

    • É. Acho que aí reside a questão: o mercado brasileiro é meio que “complemento” para a PSA. Se preocupam mesmo é com o mercado argentino. O que sobrar, desembarca no Brasil. Aí a empresa nunca se dedica grande atenção em tentar crescer no mercado brasileiro.

  • Ótimo texto. Já tive um Citroen C3 XTR, e rodei até os 90 mil km sem problemas. Compraria outro sem dúvidas. Já aluguei um com motor 1.2 e nunca tinha andado num carro com consumo tão baixo – ótimo. Mas não tive a mesma sorte com um 307 automático. Nunca tive nenhum japonês pq sempre achei caro. Quem sabe um dia.

  • Gostei bastante do seu texto, parabéns. Uma ressalva: “Enfim, ainda não achei uma justificativa razoável para a reserva que o brasileiro tem com relação aos carros da montadora francesa ou com o atendimento em concessionários da mesma.” Vc teve uma recepção boa na concessionária, mas temos diversos casos contrários, inclusive com o preço da revisão como vc cita. Tive um Civic 2009 MT couro de fábrica, 1ª revisão 3x 50 reais, minha esposa tinha um C3 também 2009 MT couro de fábrica, 1ª revisão 3x de 150 reais!!! Fora que quando ela foi na própria Citroen, que na minha cidade tbm só tem uma eles pagaram miséria no carro pra troca. Hoje falar com ela em Citroen é chamá-la pra briga rs rs. Mas vejo que os franceses de um modo geral estão acordando pro pós-venda, a Renault primeiro, Citroen/Peugeot vieram atrás. Abraços.

    • Eu vejo que a Renault conseguiu se sintonizar com o mercado brasileiro quando trouxe os Dácia no lugar de seus modelos genuinamente franceses. O pós venda continua sendo alvo de muitas críticas dos proprietários, bastando uma pesquisa na internet para se certificar disso.
      O que pesa no final das contas é a facilidade de se fazer a manutenção fora da rede, que é algo extremamente comum entre os brasileiros. Carros “mais simples” são muito bem vistos na rede alternativa de mecânicos e possuem facilidade de terem suas peças produzidas por fábricas nacionais. Aquela frasesinha do “mecânico da beira de esquina” dizendo “isso não vale nada” para um carro em que ele não tem treinamento para mexer tem um poder enorme no marketing indireto.
      Por fim, para não ficar só no Lounge, hoje temos 3 franceses na família: o próprio C4, um 208 Griffe da esposa e um C3 Exclusive da minha irmã. O C4 do texto foi aquele que apresentou maiores detalhes a serem resolvidos em garantia.
      Portanto, a frase “não achei uma justificativa razoável…” está vindo de um relacionamento mais amplo com as marcas da PSA. Mas claro que isso não anula experiências de outros consumidores.
      Abração, companheiro.

      • Sim, a Renault ainda não se compara a uma Honda ou Toyota por exemplo, mas já divide as revisões em 10 x no cartão e tem preço tabelado das mesmas, por isso disse, depois que ela adotou esses procedimentos as outras duas correram atrás em também tabelaram as revisões. Pro consumidor isso é ótimo, acabou aquela história de 500 numa ccs e a mesma revisão em outra custar 200 com os mesmos serviços.

    • Quando eu for vender um carro mando um relato a respeito da desvalorização e da experiência com a venda.
      Mas para se ter um parâmetro, tem um amigo meu (de academia, sempre trocamos experiência sobre o C4 e outros carros) que tinha um Tendance 2015 (nível de equipamentos bem aquém do meu – Exclusive) a te´poucos dias, também THP e da mesma cor do meu (Gris Moondust). Vendeu sem maiores problemas para particulares por 52 mil reais (segundo ele, tinha três amigos esperando ele vender o carro). Bastante razoável, acho eu. Ele adquiriu um Cruze LTZ1 branco por 98 mil reais. Esses preços de sedãs médios estão proibitivos.

  • Excelente avaliação. Tenho um 2015 com 34 mil rodados e os problemas são parecidos. O meu teve que trocar a caixa de direção com apenas 28 mil km e os amortecedores dianteiros, não sei se é falha no projeto ou resultado das pessimas condições das vias. Fora isso o carro é muito bom e estou bastante satisfeito como o mesmo.

  • Parabéns pelo relato. Muito fidedigno. Tenho um exclusive 2016,thp. O carro é expetacular.
    Morava em Brasília quando tirei ele zero ele fazia, com facilidade 9 km/lá com etanol e 14,5 com Gasolina.
    Agora também moro Goiânia, há 6 meses, e o consumo aumentou demais (Goiânia você tem inúmeros semáforos e ruas muito menores) Agora ele faz 4,5 com um litro de etanol. Mas é só voltar na estrada que as médias voltam ao normal. O meu está com 27.000 km e faço rodízio de pneus a cada 7 mil km. Pneus rodam, com segurança, mais 16 ou 20 mil km.
    Em minha avaliação, e eu já tive Fluence, Sentra, etc, ele é o melhor sedan na faixa de preço abaixo dos 100 mil.
    Vale muito a pena e o pós venda melhorou muito. Eles simplesmente trocam a peça e não reclamam de nenhum apontamento.

  • Ubaldir, tudo joia? Ótimo relato. Tenho um THP também, até o momento esta tudo bem. Consumo na estrada na gasolina (o meu é flex) antre 110 e 120, tem rodado na faixa entre 12,5 e 14,00 depende muito do trecho, se pista dupla ou necessidade de ultrapassagens, estas que, confesso, com o botão S acionado é alucinante.
    Uma coisa somente que me irrita e muito, não sei se no seu ocorreu também, mas ouço muitos relatos: na desaceleraÇão, o seu carro faz barulho de catraca de bicicleta, ocasionado pelo retorno do atuador e vibração da wastegate do turbo?
    Com vidro fechado não se escuta, mas com o vidro aberto é extremamente irritante. Na concessionária dizem que é “característica do produto”.

    Abs.

  • “…aos 54 mil km a correia poly-V (correia do alternador e ar condicionado) do carro se rompeu…” Acho que esse problema é recorrente. O meu esta com 57 mil e curiosamente agora que terminou a garantia, avisaram que haveria necessidade de troca.

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