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Citroen C4 Lounge 1.6 THP: relato final após 70.000 km rodados

Citroen C4 Lounge 1.6 THP: relato final após 70.000 km rodados

Recebemos mais um excelente relato do nosso leitor Ubaldir a respeito de seu Citroen C4 Lounge. Para quem ainda não conferiu seus textos anteriores, aqui vão os links:


CITROEN C4 LOUNGE EXCLUSIVE THP 2014 – relato final

Prezados leitores do NA,

Após exatos 4 anos de convivência com o sedã médio da marca francesa, de forma a encerrar a saga dos relatos sobre o veículo já fornecidos com regularidade para o site, trago as últimas informações sobre a experiência com este Citroen até a troca do veículo.


OPÇÃO PELA TROCA

Com poucas viagens de carro em família ultimamente, e com uma utilização intensa do veículo em meio urbano e com apenas um ou dois ocupantes, já vinha crescendo o meu anseio de substituir o modelo por um veículo menor, mais adequado ao uso que tenho feito do automóvel nestes tempos.

Dando início a este processo, estudei algumas opções e resolvi pela escolha de um modelo mais simples, mas com vocação para pequenas viagens esporádicas que fazemos em família, normalmente para destinos próximos à nossa residência (não mais que 300 km).

A ideia era colocar a esposa em um carro não muito grande, mas que possa atender à família nestas ocasiões, abrindo espaço para que em um futuro próximo eu possa buscar para mim um desejo de consumo já antigo: um pequeno “hot hatch”.

Assim, após analisar as opções de alguns ditos SUVs compactos (atendem aos desejos da esposa e servem para o propósito desejado) e de algumas outras hipóteses, como sedãs na faixa de Virtus ou Cronos, acabei fazendo a opção final por um Citroen Aircross Shine 2018/19 na cor prata.

O valor de aquisição combinado com o valor ofertado pelo C4 Lounge usado foram os principais motivadores para a escolha. Os tempos são de economia incerta, e o fator valor pesou muito.
Maiores detalhes sobre a escolha ficam para uma outra análise, já relativa ao novo Citroen da família.

Citroen C4 Lounge 1.6 THP: relato final após 70.000 km rodados

VALOR DE REVENDA

Sendo bem direto, a compra saiu nas seguintes condições: C4 na entrada mais R$ 25.000 de volta.

Dá mais ou menos o valor de tabela FIPE para o C4 Lounge Exclusive THP 2014/2014 (aproximados R$ 52.000) em troca do Aircross pela tabela do site (pintura metálica).

No final das contas, uma revenda interessante para o C4 considerada a tão afamada desvalorização dos modelos da marca. Se a troca fosse por um C4 novo, o bônus seria maior, com o usado saindo mais valorizado no negócio.

Não procurei venda para particular, apenas pesquisei algumas opções destas já relatadas no início do texto, sendo que na rede autorizada da concorrência a oferta pelo C4 tinha um decréscimo médio na casa dos 10 mil reais, o que somado aos valores altos das demais opções, com SUVs compactos de nível médio de equipamentos batendo na casa dos 90 mil reais, acabaram tornando o negócio na Citroen atrativo.

Para o caso dos sedãs “compactos”, o Cronos tem espaço interno aquém da minha necessidade, além de ser um tipo de carro que não agrada aos anseios de minha esposa. Em sua versão mais completa, o sedã da Fiat fica no mesmo patamar de preço do Aircross, o que somado à oferta mais acanhada pelo C4 usado, resulta em um valor de volta na casa dos 35 mil reais.

Já o Virtus possui versões bem equipadas na casa dos 80 mil reais, mas a oferta da VW pelo C4 era das piores, levando a conta para a casa acima dos 40 mil reais na diferença, o que tornou o negócio muito pouco interessante.

Citroen C4 Lounge 1.6 THP: relato final após 70.000 km rodados

ESTADO FINAL DO C4 APÓS 4 ANOS

Quase exatos 70 mil quilômetros (70.100, para ser mais preciso). Essa foi a marca com que repassei o C4.

Entre os 60 e os 70 mil km pouco a relatar (as ocorrências antes dos 60 mil km foram pormenorizadamente tratadas em relatos passados disponíveis no NA). Foram necessárias as trocas de duas lâmpadas de farol baixo (queimaram quase simultaneamente por fim da vida útil), a um custo de R$ 80 (R$ 40 cada).

Para quem acompanha os meus relatos, sabe que o C4 foi um bom companheiro nesses anos, a despeito de acabar contando com uma lista de ocorrências de número significativo.

Vamos ao resumo delas:

• Reparo e garantia de ruído no rebatimento dos retrovisores externos aos 10 mil km (revisão);
• Troca em garantia dos amortecedores dianteiros aos 20 mil km (revisão);
• Troca em garantia da caixa de direção aos 30 mil km (revisão);
• Troca em garantia do comando da distribuição aos 40 mil km (revisão);
• Troca da válvula de alívio do turbo e da correia do alternador aos 55 mil km.

Citroen C4 Lounge 1.6 THP: relato final após 70.000 km rodados

Na revisão dos 60 mil km foi detectada a necessidade de troca da tampa plástica de válvulas por conta de um diafragma danificado que está alojado em seu interior, o qual proporcionava excesso de compressão sobre o retentor da polia fazendo “melejar” óleo, causa da necessidade de troca da correia do alternador/ar condicionado aos 55 mil km.

E foi isso. As ocorrências foram quase sempre relatadas em revisões, e tratadas nestas ocasiões, com exceção da troca da correia e da válvula de alívio do turbo aos 55 mil km.

O carro chegou impecável a este final de convivência, sem qualquer ruído de acabamento interno, e com a suspensão aparentemente intacta, passando a percepção de grande solidez na construção.

Aparência externa e interna perfeita, parte elétrica em perfeito funcionamento, acabamentos todos em seus devidos lugares, ar condicionado em perfeito estado.

Nestes 70 mil km foram duas trocas de pneu (uma a cada 30 mil km, aproximadamente), duas trocas de bateria (uma a cada quase dois anos), duas trocas de pastilhas de freio dianteiras (20 e 30 mil km) e uma das pastilhas traseiras (60 mil km). O carro foi utilizado por cerca de 80% de sua quilometragem em trajetos urbanos.

Citroen C4 Lounge 1.6 THP: relato final após 70.000 km rodados

Quanto a motor e câmbio, funcionamento perfeito, com uma ressalva: o consumo de 1 litro de óleo entre as trocas passou a ser comum após os 40 mil km. Por volta dos 6 a 7 mil km rodados a partir das revisões, uma indicação no painel informava para que fosse completado o nível do fluido.

Como a revisão dos 60 mil km já foi feita em oficina particular (após fim da garantia fiz revisões fora da rede), o mecânico especializado em veículos PSA informou que os motores THP da leva monocombustível normalmente consomem esse volume de óleo entre as trocas, sendo um comportamento normal destas unidades de força (ele mesmo, proprietário de um DS3).

VEREDITO FINAL

A conclusão final a respeito desta convivência com o C4 Lounge: a qualidade de montagem do carro impressiona.

Há uma clara percepção de robustez e integridade ao final destes 70 mil km.

Quanto ao produto em si, o contentamento em seu uso é excelente. Veículo agradabilíssimo de guiar, extremamente confortável, muito bem equipado e com um comportamento dinâmico diferenciado, em especial pelo seu excelente conjunto mecânico.

O consumo de combustível é algo elevado (7 km/l em ambiente estritamente urbano e 12 km/l em uso normal rodoviário – lembrando que o meu modelo só andava com gasolina, não era flex), os custos de manutenção (revisões e peças) não são módicos, mas também não são estratosféricos. Para parâmetro de comparação, ficaram no mesmo patamar dos que tive em meu carro anterior (Jetta G6 aspirado).

Citroen C4 Lounge 1.6 THP: relato final após 70.000 km rodados

O atendimento em concessionária foi sempre ok, com resolução rápida e cômoda das ocorrências em garantia, sem maiores desgastes.

A exceção fica por conta da não detecção do rompimento do diafragma da tampa de válvulas quando da troca da correia do alternador/ar condicionado, o que só veio a ser solucionado na revisão de 60 mil km em oficina não pertencente à rede autorizada. Não observei nenhum tipo de ação ligada a “empurroterapia” de serviços desnecessários.

Quanto ao número de ocorrências com o carro, vem a conclusão final: a Citroen tem um bom espaço para evoluir em termos de controle de qualidade de periféricos fornecidos por terceiros.

Um maior cuidado neste campo pode eliminar os pequenos defeitos observados ao longo da convivência, os quais podem influenciar negativamente a opinião de consumidores menos preparados para lidar com ocorrências esporádicas do tipo. Foi praticamente uma a cada 10 mil km.

Não chegaram a incomodar ou ocasionar paralisação do carro por período indevido, mas comparando com outro carro do grupo que temos em casa (um Peugeot 208), o qual teve zero de ocorrências em 3 anos, acaba revelando que há espaço para evolução no produto.

O Aircross vai para a esposa, sendo que vou ficar com o 208 dela (hoje com 3 anos e 65 mil km rodados) para meu uso por um período.

A intenção é buscar uma opção entre hatches compactos de bom desempenho em breve (208 GT, Sandero RS ou mesmo um Polo Highline estão no meu radar), um antigo sonho de consumo que se torna viável pelas mudanças de necessidades da família atualmente.

Ubaldir – Goiânia.

Citroen C4 Lounge 1.6 THP: relato final após 70.000 km rodados
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Eber do Carmo

Eber do Carmo

Formado em marketing, tem mais de 13 anos de experiência escrevendo sobre o mercado automotivo no Notícias Automotivas, desde que fundou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Também teve por três anos uma empresa de criação de sites e catálogos eletrônicos.

  • Deadlock

    Um carro que troca amortecedores aos 20 mil km, caixa de direção aos 30 mil km e caixa de distribuição aos 50 mil km e válvula de alívio e a correia do alternador aos 55 mil km está longe de ser um produto de qualidade.

    • Pedro

      É foda a referência do que r bom ou ruim…. minha Mercedes C180 2015 acabei de vender com 3 anos e meio… só fiz revisão e mais nada…..

      Carro bom roda até 80 mil só fazendo revisão e sem problemas… É tb tenho com a esposa um 208 griffe manual.. 2015… está com 36 mil KM… bateria.. já foi… excelente carro pelo custo… mas da pau

      • A C180 é um carro excelente, o problema é que até 50.000 km vc gasta nada menos que R$ 7.500 só em revisões….

        http://www2.mercedes-benz.com.br/content/brasil/mpc/mpc_brasil_website/pt/home_mpc/passengercars/home/servicesandaccessories/declared_review.html

        De qualquer maneira em qualquer uma das marcas mais “premium” os preços são todos caros assim, em outras até mais.

        • Marcio Souza

          Isso se vc não tiver que trocar alguma peça fora dos itens cobertos pela revisão. Senão, prepara pra quebrar o porquinho.

          • Deadlock

            O porquinho não vai dar conta….

        • SDS SP

          Por isso é carro para poucos. Muitos lojistas nem aceitam um carro desses se não estiver com as revisões em dia.

          • Eduardo Alves

            O famoso carro que o rico nao quer e o pobre nao da conta de manter. Dai vem o cara e fala: Tem que ser burro pra pagar 75 mil no carro X, muito melhor comprar um range rover 2003.

        • zekinha71

          O meu patrão tem na família um Classe A, um Classe C, um GLA e um GLC, e eu recebo os orçamentos das revisões é tudo por essa faixa, só uma vez apareceu uma de 4K, e quando tem que trocar alguma peça haja $$$$$$.
          Pra trio alemão não pode ser contador de moedas.

          • José Barbosa

            Classe média que quiser sonhar com Mercedes tem que ter um estoque de peças básicas de revisão (filtros, pastilhas, lâmpadas etc) compradas no e-bay em dólar baixo, dá para economizar bastante.
            Mas, fora isto, é um carro que você tem que ter manutenção preventiva, porque se for corretiva, será caríssimo: pelo preço das peças e falta de mão de obra especializada.

        • Whering Filho

          Exatamente.

        • José Barbosa

          R$ 7.500,00 é pouco mais de 5% do valor do carro, e olhe lá. Não é por isto que alguém vai deixar de escolher uma Mercedes, cuja fama é de ser um tanque. Existem dois problemas crônicos, pelo custo, que são eventuais falhas de amortecedor e outro que é relativo à chave (este sim um tormento). Tirando estes problemas, se você por na conta a segurança, tranquilidade e baixo consumo x desempenho, faz sentido. Pena que aqui, até pelos tributos, é produto premium.

          • Deadlock

            Já ouvi falar de outra marca premium que cobrou esse valor de uma revisão apenas, após muito choro e reclamação deixaram a revisão por apenas R$ 5 mil. A Mercedes ainda parcela as revisões e vc paga todo mês um valor.

      • Rafael Curitiba

        3 anos de bateria ta otimo , media de vida util mesmo , o que ele quis dizer e esta totalmente certo , são itens de suspensão que a nivel brasil deve por obrigação aguentar bem mais que isso , infezlimente a suspensão de citroen ainda é algo bem fraco

    • Henrique Franco

      Estava pensando a mesma coisa, dor de cabeça de forma precoce.

    • Filipo

      E só teve uma revenda “interessante” porque foi para concessionária da mesma marca/fabricante. Como mencionado, em concessionárias de marcas/fabricantes diferentes, a desvalorização média em cima do preço da tabela FIPE foi de R$ 10.000,00, o que representa uma devalorização considerável.
      Acabou que ele ficou preso à marca.

      • SDS SP

        E pagou preço de tabela pelo Aircross (77k). Não achei o negócio tão bom assim.

        • Victor Hugo

          Ou seja, o jogo de número tão conhecido, ainda existe nas css e o povo não aprende!

          • JOSE DO EGITO

            Tambem nao achei bom negocio mas se é pra se …..bom deixa pra la ! melhor eu ficar queto…

            • ciro

              Olha, vou falar como vendedor e o que presencio no dia a dia

              eu sempre faço assim, pego o valor da avaliação REAL e passo o valor do meu carro 0km com o menor preço que posso fazer e mostro para o cliente, muitos não gostam pois acham baixa a avaliação e eu comento que estou tentando ajudar de outra forma, baixando o valor do meu.

              dai eles falam, mas eu outra loja me pagaram melhor, eu pergunto, fizeram preço de tabela emplacado e aumentaram a avaliação do teu? Isso mesmo! dai respondo, se eu te fizer tabela emplacado posso pagar fipe no teu, mas dai estaria te enganando e maquiando o negócio.

              Foi o caso do nosso amigo do C4, preço de tabela…

              • Cláudio Modesto

                Agora me diga Ciro, a avaliação gira em torno de 80% da Fipe, não é? O que eu vejo é mais ou menos isso.
                Valeu.

                • ciro

                  A avaliação depende da marca e o km que o carro tem, peugeot e renault nao sofrem tanto quanto um citroen, se o carro for bom com todas as revisões e tiver menos que 60.000 km rodados a avaliação vai ser entre 85% e 90% da fipe, pois daí podemos vender nos seminovos

                  Agora, se o carro passou dos 60.000km temos que repassar pra lojistas (famosos picaretas), daí são eles que dão o valor, só que eles pagam teu carro sem ver, tudo por telefone e isso gira dependendo da marca entre 80% e 70% da fipe, nestes casos que mais se perde negocio, pois ficamos nas maos deles, infelizmente…

                  • Cláudio Modesto

                    Obrigado Ciro.

              • Anderson Trajano

                Verdade Ciro. Após muitas compras de carro 0km, eu aprendi que não existe “almoço grátis”, salvo se houver algum bônus específico dado pela montadora. Geralmente os preços são parecidos entre as revendas, tanto nas avaliações como nos 0km. Aí você escolhe, ou pagam melhor no usado ou abaixam o preço do zero.

                • ciro

                  Bem isso aí! O problema também está nos importados, to com um cliente que comprou a New Tucson 17/18 GLS com teto há 2 meses atras, pagou 134.900, fipe hoje 126000, o carro tem 3mil km rodados, avaliação 105.000, complica a venda né? olha a grana perdida em 2 meses

                  • what_the_hell??

                    Aí tem que ver que qualquer pessoa que comprar um carro 0km (seja qual modelo e marca for!!) e vender com 2 meses de uso, terá um grande prejuízo, pois o preço não pode ser tão perto do veículo 0km, do contrário o comprador irá preferir o 0km! É prejuízo certo!!

                    Quem vai querer comprar um carro USADO por 120mil quando o 0km custa 135??? E nesses casos se pensa logo (pode nem ser o caso) que o carro teve algum problema para a pessoa estar vendendo tão cedo!

                • Exatamente: se te pagam tabela FIPE, dificilmente vão te oferecer desconto no zero. No final, o que vale mesmo é a diferença.

              • Só pra constar, sempre que há promoção em qualquer marca anunciando “tabela FIPE no seu usado”, a tendência é desconto quase zero no novo. Não há mágica: o comerciante trabalha por lucro, e pagando tabela FIPE em seu carro, não tem margem para negociá-lo depois, uma vez que a revenda de um usado tem bons custos (armazenamento em pátio, revisão para revenda, comissão de vendedor, capital imobilizado, etc).
                Portanto, não há muito o que se discutir em termos de valor de venda ou de compra, o que vale é a diferença. E dentro do que sempre negociei em oportunidades anteriores, sim, os 25 mil na volta para o Aircross top de linnha foi um negócio razoável. Nem bom, nem ruim, razoável.

              • Cássio

                Ciro, pagar valor real e vender abaixo da tabela não dá a mesma diferença que se pagar fipe e vender a preço de tabela?

                • ciro

                  as vezes tem diferença no financiamento por causa do percentual de entrada

                  • Cássio

                    Entendi. Obrigado.

              • Victor Hugo

                Exatamente! Resumindo, venda seu carro no particular e com calma, e pelo preço que você acha que ele vale, dentro do valor real de mercado e depois vá com dinheiro na CSS negociar um novo carro!

              • what_the_hell??

                Parabéns pela honestidade!

                O que mais tenho visto, em várias marcas, é a pegadinha “bônus de 6/7 mil reais no seu usado!”

                Como o valor da avaliação é subjetivo, varia muito, fica fácil fazer esse jogo de valores, sobretudo quando se vende o 0km pelo preço de tabela! Ou seja, é a mesma lógica da promoção “metade do dobro”!

        • Renato Dias

          Verdade. Ninguém compra PSA a preço de tabela. Sempre se consegue um bom desconto.

      • Deadlock

        O motivo é um só, PSA é difícil de vender, principalmente o Citroen.

      • Wilson Junior

        Pois é….aquele famosa joga de números.
        Pagam preço cheio e vendem preço cheio…..
        Ainda mais um carro que não tem um volume de vendas considerável……

        • Em troca de carro usado por novo o que vale é a diferença. Os valores pagos no seu usado e pedidos pelo novo são redundantes.
          Agora, não existe mágica: ofertaram tabela FIPE no seu usado, pedem preço de tabela no carro deles. Se te pagam tabela FIPE, vão vender o usado com “prejuízo”, uma vez que não vão conseguir repassá-lo sequer pelo preço pelo qual adquiriram. Como revenda tem custos elevados (dinheiro parado, comissão de vendedor, custos das instalações, revisão de entrega, garantia de 3 meses obrigatória, etc), o valor de lucro tem que ser ganho no preço do produto novo. É assim em qualquer marca.

          • Yuri SP

            Conterrâneo Ubaldir, considerando que o preço de tabela do seu veículo atualmente é de R$ 52.900 supondo uma venda no mercado particular por R$ 50 mil, que seria considerada uma boa venda, você teria que voltar ainda adicionais R$ 30 mil para satisfazer o preço de tabela do Aircross Shine com pintura metálica, atualmente R$ 79.880.
            Podemos então concluir que você obteve um desconto de 5% sobre o preço de tabela do veículo novo, perfazendo um montante de R$ 5 mil a menos. O que eu consideraria um bom negócio, visto que você não teve que despender de tempo para se dedicar à venda particular do seu veículo, e sabemos bem que tempo vale muito mais do que dinheiro. Um abraço.

            • É isso aí, amigo. Somado a isso temos as propostas que tive em veículos com conteúdo e proposta de uso semelhante à do Aircross, o negócio foi o melhor possível.
              Abraço.

    • Geraldo Xavier

      Concordo plenamente

    • Zé Mundico

      Foi o que eu também pensei. Mesmo estando na garantia, é muito defeito para pouco tempo de uso. Aí eu fico imaginando se um defeito desses acontece DEPOIS da garantia…..
      Tive um Peugeot 408 por 2 anos (peguei com 40 mil km)e posso dizer que tem muito a ver com o Citroen C4, a começar pelo consumo. O conforto é nível sofá de suíte presidencial e o carro era um foguete.. Mas era danado para dar uns probleminhas bestas que enchiam o saco pelo tempo perdido. Enfim, é um carrão, mas não transmite aquela segurança….

      • Faheina

        Não precisaria estourar a garantia segundo um. Conhecido q já trabalhou na Paris car(fortaleza) tipo a primeira troca ok, se ocorrer mesmo defeito eles vão por tooooodos os impecilhos pra não ser trocado e fazer vc pagar pra não estourar o orçamento da revenda q tem uma meta. Que seria o valor coberto pela fábrica. Se 100 carros desse problema ela cobriria. Se 101 desse um seria custeado pelo dono da revenda por isso tanta dor de cabeça com o pós venda. Eu Fiquei abismado. Era tanta dor de cabeça q ele voltou a trabalhar na revendo de outra marca

      • José Barbosa

        Pensei num 408 por um tempo, usado e, por consequência, o “primo” C4 também estava no radar. Depois li muitas reclamações e vejo que, embora seja um bom carro, é muito probleminha. Valeria a pena se houvesse uma maior desvalorização do que a que se vê por aí.

      • Cláudio Modesto

        A galera da um azar com carro francês, já tive 4 top e quase nenhum problema, esse C4 tava amaldiçoado, muita trata em pouco tempo.
        De toda forma são carros cheio de tecnologia que precisam de mão de obra qualificada e bom asfalto, coisas que não temos aqui. No geral duram bem, são excelentes compras usados e a manutenção fora da css não é tão cara.

      • Eduardo Alves

        Tive um tambem e assino embaixo o que voce fala. Fora o problema que tive na turbina do meu thp com 80 mil km…

      • Renato Dias

        Exatamente. PSA não transmite segurança. Também já tive carros zero da marca. Sempre com alguns problemas crônicos.

    • 1 Raul

      Já troquei mensagens com o Ubaldir sobre o carro, que para mim foi extremamente decepcionante.

      Comprei o mesmo modelo dele com 2 anos de uso. Na primeira semana a mangueira do turbo escapou. A css disse que foi por conta de um recall em que instalaram incorretamente a mangueira. Tempos depois soltou de novo, e o problema era a borda do anel da junção. Não vendiam só o anel, mas somente o kit completo, de quase 1.000 reais. Com muito custo achei só anel.

      Tempos depois, o motor começou a fazer um barulho parecido com motor de fusca. Tive que trocar o kit distribuição, pagando mais de 2 conto.

      Exatamente 6 meses depois, o trocador de calor do câmbio automático quebrou, jogando óleo no sistema de arrefecimento. Arrebentou o radiador e estragou algumas mangueiras. O mecânico disse que dei sorte por ter parado logo, senão teria acabado com o câmbio. Nesta brincadeira foram mais 3 mil reais.

      Percebi que o câmbio começou a arranhar, e pode ter sido por ter molhado nesta ocasião, embora o mecânico tenha dito que poderia rodar bastante ainda.

      Os primeiros 18 meses com o carro foram só alegria, porém, com menos de 4 anos de fabricação, surgiram problemas de carros com mais de 20 anos.

      Como sempre disseram, o carro da citroen traz 2 alegrias, uma quando compra e outra quando vende. Para perder menos dinheiro, você deve ficar refém da marca para sempre.

      Diante da experiência que tive, citroen nunca mais!

      • JOSE DO EGITO

        E por essas e outras que depois o pessoal pergunta pq TOYOTA é lider de vendas

      • rafael morozini

        Carro e sorte ! Tive um por 3 anos e rodei 60 mil nele trocando apenas bateria e pneus …

        • 1 Raul

          Concordo, do mesmo jeito que tem japonês que dá pau com pouco tempo. Mas concluí que não compro mais citroen depois que o mecânico mostrou uma caixa chega do tal trocador de calor que tinha trocado de outros carros. Dos problemas que dizem que ele apresenta, só a suspensão que não quebrou comigo.

          • José Barbosa

            Existem problemas crônicos famosos de várias marcas, mas acho que a única que é quase uma unanimidade é a Ford e seu Powershift, que aí é tão certo que acredito que quem fala que nunca teve problema é tentando pensar na venda futura.

            • 1 Raul

              Isso é verdade. Eu tive a sorte de pegar quase todos!

            • Lucas

              tive um new fiesta com este câmbio, por 3 anos e n deu nenhum problema. O q dava mto problema é a desconfiguração no sistema mylink, q tinha q resetar td p voltar a funcionar. Resetar digo, tirar a força da bateria .

              • José Barbosa

                Se você me falar que morou em Goiânia, que é um trânsito perfeito para ele apresentar o problema, aí até digo que você não teve problema.

          • rafael morozini

            Apesar de ter bons carros eu não volto mais pra Citroën ! Tive dor de cabeça na concessionária , onde troquei os pneus e os caras simplesmente esquerecam de balançear o carro … depois disso nunca mais voltei na lá .

            • Cláudio Modesto

              Isso aí foi ficha. Já chegou em casa sem o filtro de óleo que caiu no meio do caminho? O carro com 1L de óleo hehehe.

              • rafael morozini

                Nossa , é uma incompetência maior que a outra …

              • JOSE DO EGITO

                cara@#@# chegou nesse ponto ?!

          • Superleggera

            Estranho, caixa do C4 Lounge é Aisin, nunca ouvi relatos de problemas crônicos envolvendo este câmbio, muito diferente da AL4 de origem PSA, esta sim problemática quando combinada com o motor 2.0.

            • 1 Raul

              O problema é o bendito trocador de calor, uma peça pequena e fatal.

              • José Barbosa

                vários carros sofrem deste problema no Brasil, esquecem das condições extremas na fase de tropicalização.

            • Deadlock

              O que deu problema foi caixa de direção e não o câmbio automático.

          • Jason

            O problema muitas vezes nem é o carro e sim a manutenção incorreta feita fora das concessionárias, não que concessionária seja uma maravilha mas pelo menos os caras tem treinamento em cima dos veículos da marca e conhecem a solução para maioria dos problemas. Tive um Pallas por 8 anos e estou trocando num Lounge 18/19 não tive qualquer problema com o Pallas embora muita gente reclame, tive sorte, sim com certeza porém meu carro não fez nenhuma manutenção fora da concessionária. Os carros da Citroen são desconhecidos para a maioria dos mecânicos e tem muita tecnologia embarcada o que faz com que não seja qualquer um que consiga fazer manutenção corretamente no veículo.

      • Wilson Junior

        Posso dizer o mesmo !
        A dupla Francesa não quero nem de graça!!!
        Duas alegrias kkkk

    • Eskarmory .

      O leitor fez questão de colocar entre parênteses ”revisão” quando mencionou as trocas. Ou seja, pelo menos fizeram o que sugere a verdadeira revisão (Não apenas substituir lubrificantes e filtros). Já cansei de ler e ouvir relatos onde pequenos ”grilos” em estágio inicial passam por vista grossa até o fim da garantia. Podia ter mencionado se foi ele mesmo o autor das reclamações em torno de todos esses itens ou se a onecessidade de substituição foi verificada pelo próprio mecânico…

      • É bem isso. O carro não me deu “problemas”. Eu chegava nas revisões, dizia: “olha, tem um barulhinho assim”. Eles faziam o diagnóstico e me devolviam o carro só me relatando que haviam trocado tal peça. Como não tive qualquer reincidência com os itens que sofreram ação da concessionária, ok, nem dá para colocar como “problema”. Foram ocorrências, por assim dizer.
        No fim das contas, me considero muito satisfeito com os anos de C4. Bem mais satisfeito com os anos de Jetta, o carro que eu tive anteriormente.
        Falar a verdade, esse foi o primeiro carro na vida que “doeu” passá-lo para frente. Foram anos de muita satisfação na direção de um automóvel, mais do que qualquer outro carro que eu já tenha tido.

    • RPM

      E o meu civic 99 automático com 161 mil km,nunca deu esses tipos de problemas…nem sei se cabe a comparação por serem carros tão distintos, enfim…

      • Cláudio Modesto

        Carro turbo é foda. De qq marca, até bwm e Mercedes, aparecem problemas novos como bombas, turbinas e outras coisinhas. Pesquisa aí o problema da turbina do land Rover e quanto custa pra arrumar, tu nunca vai vender teu Civic.
        É claro que algumas marcas são mais cuidadosas.

      • Alexsander Oliveira

        Tive um e ouvi de um mecânico o seguinte : Civic não é qqr carro, é igual moto Honda, anda anda anda ainda e vai andar mais um pouco.

      • Cássio

        Meu Civic 04 com 195 mil km também segue saudável. Acho que só tive problema com ele 2 vezes, que foi bem rápido e barato de se resolver.
        Do jeito que falam, será que os turbo ainda não estão maduros a ponto de serem confiáveis? estou louco para trocar por uma Forester turbo.

    • Djalma

      Pois é, tive um Sedan compacto nacional que fui trocar os amortecedores aos 130 mil km e o mesmo começou a dar gastos com manutenção por volta de 80 mil km, principalmente buchas de bandeja, correias.e pneus.

    • Gabriel Oliveira

      Meu 408 com 100 mil km nunca troquei nada disso

    • Nessa hora eu sempre me questiono o seguinte, será que todas as concessionárias fariam essas trocas acionando a garantia? Sem ao menos tentar cobrar do cliente se esse não bater o pé? Por mais que a garantia seja do fabricante quando a concessionária não aciona a garantia para efetuar um reparo ela ganha com a venda da peça é a mão de obra é maior.

      • No meu caso nunca fizeram nenhum tipo de questionamento. A garantia foi acionada e pronto. E foram problemas sem reincidência, o que acho muito importante.

    • Pedro Cunha

      Todos itens citados trocados em garantia podem(veja bem, estou levantando uma possibilidade) estarem relacionados á questões de uso, que apesar de teórica e legalmente a montadora pudera isentar-se da substituição, optou por fazê-la até mesmo por respeito ao consumidor/cliente que traz á rigor as manutenções do veículo.
      Ademais, temos de considerar tratar-se de uma máquina passível de falhas e principalmente de conter peças fornecidas por fabricantes não tão confiáveis, onde entra o ponto levantado pelo proprietário no que concerne ao controle de qualidade da Citroen. Há alguns anos a Renault padecia desse mal, mas investiu em processos, controle de qualidade e qualificação da rede de assistência, hoje colhe bons número de vendas e sensível mudança no status de seus produtos, que chegam no mercado de usados/seminovos com muito boa fama.

      • Alexsander Oliveira

        Relativo, sandero me caiu os retrovisores na estrada, um dia um outro no outro logo após arrumarem. no mês seguinte o carro perdeu a segunda marcha e desengatava em subida, o famoso câmbio automatizado,… Com as constantes visitas a concessionária fiquei amigo do povo de lá e os próprios funcionários comentavam como a marca é ruim, problemática. Tive 2, vendem pq negociam bem são baratos e têm um sistema para frotista sem igual, não vendem pq possuem qualidade

    • Wilson Junior

      Me pareceu ser bem incoerente….
      Mas independente de relatos, a experiencia que já tive, Citroen e Peugeot nem de graça!

    • Vale ler os relatos anteriores sobre a vida com o carro nestes 4 anos. É só ir na ferramente de buscas do site.
      – Amortecedores e caixa de direção: Por volta dos 10 mil km tive um “acidente” com o carro, caindo em um buraco enorme, com danos a rodas e pneus. Após o incidente a coluna de suspensão direita passou a fazer um ruído progressivo de folga, o que foi relatado na revisão dos 20 mil km, gerando a ação (surpreendentemente em garantia) da troca dos amortecedores dianteiros, sem qualquer reincidência posterior. A direção passou a exibir também um ruído bem pequeno no meio do curso em manobras, o que foi relatado na revisão de 30 mil km (confesso que era um ruído quase imperceptível). Até me surpreendeu o atendente da concessionária me dizer na devolução do carro que haviam trocado a caixa de direção, uma vez que o ruído era muito pequeno, mesmo (fiquei até na dúvida se não me disseram que trocaram a peça só para “fazer média”);
      – Foi trocado o comando da correia, não caixa de distribuição, um problema que foi comum em motores THP (inclusive nos Mini) em determinada época.
      Portanto, conforme está no meu relato, sim, há espaço para que a Citroen busque melhorar em termos de controle de fornecedores, mas a qualidade do veículo (montagem) se mede de outra forma, conferindo sua condição após um período prologado de uso (4 anos no meu caso). Neste quesito, o carro se saiu muito bem.

    • Draga

      Concordo, ou o carro veio bichado, ou são problemas graves que perderia rapidinho o tesão pelo carro…

    • Incitatus

      Se tudo foi reparado dentro da garantia e sem custos qual o problema? Não depõe nem contra o produto nem quanto ao pós-venda. Pior são marcas que nem fazem uma coisa ou outra. Tão pouco fazem recall quando o problema é “congênito”. A vw fica só nos ITP’s, se o problema ocorrer fora da garantia adeus. A ford nem com o MPF na cola fez recall dos powershift. E por aí vai. Melhor a opinião de quem de fato tem o carro do que opinião de quem não tem. Aliás, é que mais tem, achismo.

    • zebedeu

      Bem por aí mesmo. Carro francês não aguenta ruas esburacadas no dia a dia. Meu cunhado tinha um Lounge que dava pena de ver o estado, não aguentava o tranco de rodar em Piracicaba e região.

  • Vitorhugo

    Pelo jeito a PSA melhorou seu pós-venda, mas não melhorou seus veículos – Como disse o amigo aqui, troca de amortecedores com 20mil km, direção aos 30mil km…e por aí vai. E quanto à troca, entendo que financeiramente foi “viável” pelo valor pago pela concessionária no C4, mas R$ 77.000,00 em um Aircross é sofrível.

    • Faheina

      Não consigo assimilar q ele custe mais do q 60. Como a maioria absoluta não vale O q custa

    • Qualquer carro no Brasil tem um valor sofrível.

      • Matthew

        Realmente, acho que o pessoal tá exagerando com o relato do cara. Infelizmente no Mercosul qualquer modelo com um pouco mais de tecnologia sofre e inevitavelmente gastará mais com a manutenção. O Corsa 2011 daqui de casa dá um monte de probleminha chato também. Suspensão dianteira troquei completa aos 62 mil quilômetros, com 80 mil as duas já estavam vazando, isso porquê comprei em concessionária Chevrolet original Cofap com o logo da GM impresso na peça. No tanque de combustível eu já tive que trocar todas as mangueiras em borracha dele (principal, respiro e da tampa da bomba). São problemas pequenos num carro de projeto relativamente simples, mas enche o saco.

    • Wellington Myph13

      Exatamente tudo o que pensei, do relato até a compra.
      Meu cunhado quase comprou um C3 Aircross por causa dessa “facilidade” que eles causam… Era só 24x com Taxa 0,49% com 4000 acima da média ofertada no usado dele, ele pensou seriamente em levar, até ver o valor que ia ficar final e olhar o que mais ele tinha de opção…

  • SDS SP

    Bom relato e parabéns pelos carros. Mas não achei tão racional a compra do Aircross por 77k. No final pagou o preço de tabela pelo aventureiro, o que é esperado quando se oferece o usado como parte do pagamento.
    De toda forma, espero que seja feliz com à aquisição.

    • Quando oferecem tabela FIPE no seu usado, a pedida pelo novo fica na casa do preço de tabela.
      Se for considerar preço de avaliação, o C4 Lounge 2014 tem o valor na casa dos 43 mil. Seria a mesma coisa que eu dissesse que pagaram preço de avaliação no C4 e me venderam o Aircross por 68 mil.
      No fim das contas, o que vale é a diferença. E o valor que me foi pedido pela diferença (25 mil reais) era muito de longe o melhor entre opções um mínimo aproximadas para a compra de um carro de perfil familiar, automático e com vasta lista de equipamentos que eu pude encontrar no mercado. Qualquer opção de carro automático, com bom espaço interno e bem equipado (ar digital, sensores de chuva e crepuscular, sensor de estacionamento e câmera de ré, bancos e volante em couro, multimídia com controles no volante, limitador de velocidade, controle de cruzeiro, regulagem completa de coluna de direção, direção elétrica, dentre outros) não me sairia por menos que 35 mil na volta. Aí é que ficou a tal da “racionalidade” da compra… rs.

  • Paulo

    Muito problema pra pouca quilometragem. Pelo menos não passou raiva na css

    • Eu diria “muitas ocorrências”. Problema mesmo eu não tive nenhum.
      Ao menos eu encaro da seguinte forma: você chegar na concessionária para a revisão, relatar “olha, tem um barulhinho assim”, eles te devolverem o carro em perfeito estado relatando “trocamos tal componente” e você não ter reincidência, não é problema. É apenas uma ocorrência.
      Recomendo a leitura dos outros relatos detalhados que fiz durante a vida útil do carro. As ocorrências com amortecedores dianteiros e caixa de direção me parecem ter relação direta com a queda em um buraco muito grande e em velocidade elevada ocorrida por volta dos 10 mil km.

      • Drax

        Mas a questão é importante por outro motivo: Comprar esse carro usado! Se 0 KM teve todos esses problemas, eu nunca compraria um desses usado (por coincidência estava pesquisando ele na OLX esse fim de semana).
        Imagina quais problemas ele pode apresentar depois.

        • Vou relatar os últimos carros zero que tive para tratar dessa questão:
          – Polo sedã 2008: com 300 km rodados pifou o limpador de para-brisa e demandou algum reparo na dobradiça da porta do motorista que rangia como em um carro velho; com pouco mais de 1000 km demandou a troca do encosto do banco que também rangia como em um carro com 10 anos de uso; com um ano de uso roncou o diferencial do câmbio manual demandando uma reparação de dois dias; com 35 mil km falhou um dos cilindros (vela queimada). Foi trocado com 40 mil km e dois anos de uso após um acidente sofrido pela minha esposa.
          – Polo sedã Comfortline 2010: saiu da concessionária com uma bateção estranha na suspensão traseira, relatada na primeira revisão aos 10 mil km – trocaram o eixo traseiro. Foi trocado com 6 meses de uso e pouco mais de 10 mil km por motivo de crescimento da família;
          – Jetta Comfortline 2011: com 7000 km trocados os dois rolamentos dianteiros (um deles roncou); com 15 mil km vazou gasolina do tanque de partida à frio – troca de cano de acesso ao compartimento; com 20 mil km troca da tampa do cárter – a rosca do reservatório espanou; com 30 mil km reservatório de partida à frio vazou de novo – nova troca de manqueira e indicação de deixá-lo vazio por eu morar em local de temperaturas elevadas; com 42 mil km troca do semi-eixo dianteiro por defeito (estalo) na homocinética. Tive um pequeno acidente com ele (dano no para-choque traseiro e na lanterna esquerda, sem nada na lataria) e a chegada das poucas peças demandou cerca de 35 dias – não incomodou porque o carro permaneceu em plenas condições de uso.
          Tudo isso aí foi resolvido em garantia e sem chateação, mas fica bem claro que não é nada muito diferente do C4 Lounge, sendo que alguns problemas dos VW foram até conceitualmente mais sérios que os do Citroen.
          Carros da esposa:
          – Cross Fox 2009: os acabamentos plásticos que circundam as caixas de roda teimaram em se soltar ao longo do primeiro ano de uso – são pregados com um tipo de fita dupla face. Foi roubado com cerca de 10 meses de uso.
          – Polo hatch 2010 i-motion: com um dia de uso teve que voltar à concessionária para ter a porta retirada para reconstituir um conector que levava corrente para o repetidor de seta do retrovisor esquerdo que não funcionava; com dois dias começou a apresentar panes rápidas na partida com aviso no painel para que o veículo fosse levado à reparação por “pane no sistema” (funcionava após uma espera de uns 15 segundos), problema que perdurou por quase um ano até que o sistema do miolo da chave queimasse definitivamente, o que deixou o alarme maluco – após a substituição (já não foi em garantia) as panes sessaram. Vendido com 40 mil km e dois anos de uso;
          – Polo Sedã Comfortline 2012 i-motion: com uma semana de uso foi solicitado pelo revendedor que o veículo fosse devolvido à concessionária por indicação da fábrica para que fosse feita uma intervenção no sistema i-motion, a qual nunca especificaram com precisão do que se tratou. Nos emprestaram um carro reserva nesse tempo (um Voyage top de linha), sendo que só nos devolveram o carro quase um mês depois. Não tivemos problemas depois disso até a venda do veículo, com 60 mil km e dois anos e meio de uso.
          Portanto, minha experiência com carros zero km não me permitiu ver nada de muito diferente que desabonasse a marca francesa. E, ademais, analisando os problemas friamente, foram questões isoladas em peças periféricas (um amortecedor, uma peça de direção, o comando). Nada indica que seriam problemas crônicos ou que se repetiriam após a resolução.
          Assim, o conceito explicitado de que “esse problemas em um carro novo, imagine no usado” se aplicaria com facilidade a praticamente todos os carros novos que tivemos desde 2008.
          Diferente mesmo até hoje só mesmo o 208 Griffe que tivemos até esses dias com a esposa – 85 mil km sem qualquer ocorrência significativa. O Aircross com o qual estou hoje também chegou aos 20 mil km com “ficha limpa”.
          Abraço.

  • Bruno Silva

    Achei muito problemático pra tanto pouco tempo. Esse carro nunca me passou confiança, na Quatro Rodas foi muito ruim, e você vê diversos relatos de problemas entre os proprietários. Se fosse eu com metade desses problemas nunca mais pisaria numa Citroen, coragem, mais ainda em pagar 77k num carro que vai sair de linha não demora muito.

    • Repetindo o que eu disse para outros companheiros: eu bem citei no texto que foi uma “ocorrência” a cada revisão. “Problema” não é a palavra correta para descrever você levar o carro ao concessionário para a revisão em perfeitas condições de utilização, pedir atenção a um ruído percebido, eles te devolverem o veículo devidamente revisado e reparado te relatando que trocaram “tal componente em garantia” sem reincidências.
      E discordo que a avaliação da 4Rodas tenha sido ruim para o C4 2.0. Ruim foi Ecosport, por exemplo, considerado reprovado. O C4, salvo engano, teve uma ocorrência semelhante a uma que eu relatei no rebatimento dos retrovisores, a troca dos amortecedores em garantia, uma ocorrência inexplicável e isolada de infiltração de água na cabine em um dia de chuva forte com o veículo parado (o Corolla de 60 mil km deles teve uma ocorrência semelhante) e um reparo do sensor de chuva. A crítica maior ficou por conta de atendimento “mais ou menos” das autorizadas. Até por isso o veredicto da publicação foi “aprovado com ressalva”.
      Quanto ao “sair de linha”… o Aricross deve trazer uma nova geração em 2020, de forma semelhante ao que está ocorrendo na Europa, juntamente com a nova linha C3. Vale a informação.

  • Hudson Borges

    Traduzindo: A cada revisão um novo problema…

    • A cada revisão, uma ocorrência, eu diria. Não há como você caracterizar como “problema” chegar na concessionária para a revisão com o carro rodando perfeitamente, relatar que tem um “barulhinho” aqui ou ali, eles te devolverem o carro no prazo certo e te repassarem que “trocamos tal componente em garantia” seja um problema. Em especial quando não há reincidência.

  • Leonardo

    Comprei um seminovo 14/15 Thp faz 2 anos por R$57.500..35.000km rodados e zero problema.. Adorando o carro

    • Primeiro carro na vida que me deu “dor no coração” de me desfazer. Excelente veículo.

  • Joildo Dias

    Seria interessante falar também o valor que foi comprado em 2014, só para sabermos o quanto desvalorizou durantes esses 4 anos, concordo também que teve muitos problemas com o carro com pouca quilometragem, no mais ótimo relato…

  • Ailton Maschio Gomes

    Resumo da obra: carro excelente para comprar e passar para frente, logo ao término da garantia.

    • Ernesto

      Passar pra frente para a concessionária eu não acho tão excelente assim, ainda mais por um Aircross por 77K que tem um mercado péssimo e já está em vias de ser descontinuado.

      • Se a concessionária paga tabela FIPE no carro, sempre acaba sendo algo a se pensar no sentido positivo… no mercado particular é muitíssimo complicado conseguir FIPE na revenda de qualquer modelo.
        Agora, a questão do Aircross é: a diferença na troca é o que conta. Foram 25 mil reais na volta, ponto.Pouco interessa a avaliação do que foi pago pelo Aircross novo ou pelo C4 usado.
        Qualquer outra opção ali na faixa de equipamentos, espaço interno e motorização/câmbio do Aircross topo de linha me custaria não menos que 35 mil reais de volta. Um Ecosport básico está saindo quase 80 mil reais! E me entrega espaço interno e porta-malas significativamente inferiores que a van da Citroen, sem falar na comparação de conteúdo da versão básica do Ford (manual) com a topo de linha do Citroen.
        Quanto ao Aircross, vai passar à nova geração aqui no Brasil em 2020 (inclusive essa nova versão já roda na Colômbia). Virá mais voltado para a categoria SUV, perdendo a sua cara atual de minivan. Provavelmente deve perder um pouco da visibilidade avantajada e da altura diferenciada da cabine que a atual configuração lhe proporciona. Nenhum indicativo aponnta para o fim da produção do modelo por aqui, bem pelo contrário.
        Vale lembrar que cada consumidor tem suas necessidades, amigo. Não há como avaliar uma compra analisando a situação pelo seu ponto de vista particular. Cada um que escolha aquilo que melhor lhe convier. Te garanto que o Aircross coube como uma luva no que estávamos precisando no momento, e com um valor que foi o mais adequado ao orçamento. Foi algo pensado por um ano por um consumidor que analisa pormenorizadamente todas as opções possíveis sob todos os ângulos.

      • Ailton Maschio Gomes

        O ideal é vender no particular.

  • Cláudio Lima

    Com esse relato percebo o quanto meus Fiestas Rocam foram bons. Rodei 100 mil com cada um deles. Em ambos fiz apenas a primeira revisão dos 10 mil km. Nessa jornada troquei somente peças de desgaste natural como jogo de amortecedores, pastilhas e discos de freio, óleo e pneus. Atualmente possuo um ka com 20 mil km. Até agora só tive problemas com os barulhos internos de acabamento .

    • Vitorhugo

      Não teve problemas com o reservatorio de arrefecimento?

      • Cláudio Lima

        rapaz, não tive.. Troquei apenas do segundo fiesta porque estava escuro, mas não tive problemas de vazamento em nenhum dos dois .

  • saulo

    Cadê a galera que fala “Ahh pelo preço da Toyota ou Honda, eu vou de Renô, Pejô”……nao tem jeito, Toyota é cara? é…….Honda é cara?? é tbem…….porem dificilmente vc terá esses problemas com um desses carros, o logicamente alem da revenda que é muito fácil.

    • Alexandre Maciel

      O termo dificilmente soa exagerado. Por exemplo, o Corolla anterior tinha problema crônico na caixa de direção e se tratou de fato relegado ao esquecimento por muitos proprietários. Quanto à revenda, a aquisição depende do perfil do comprador. Particularmente, compro carro para me agradar e, literalmente, para usar.

      Hoje teria um Corolla? Não. Não se encaixa no meu perfil nem atende às minhas expectativas no momento. Não por outra razão acabei de pegar um veículo na faixa de preço desse Toyota sem qualquer pontinha de arrependimento.

      • saulo

        Alexandre, entendo seu ponto de visto, so quiz dizer que realmente a dupla japonesa é mais confiavel, isso não tem como negar, e penso eu que a grande maioria das pessoas que compram esse tipo de carro com suor e esforço quer perder o minimo de dinheiro possivel na revenda e gastar o minimo possivel enquanto estiver com eles.

        • FREDRED

          Seguindo seu raciocínio é melhor a pessoa (ou você mesmo) andar de ônibus, bicicleta e uber.
          Carro é bem de consumo, não uma aplicação financeira.

          • saulo

            Entao seguindo o seu raciocionio, vc gosta de perder dinheiro entao o problema é seu, eu nao gosto

            • FREDRED

              “gosta de perder dinheiro”
              Fim da conversa.

        • Alexandre Maciel

          Quem adota essa postura não compra carro para se satisfazer. Suor e esforço? Eu sei muito bem o que é isso e, exatamente por ter plena consciência da dificuldade de se ter algo bom neste inferno de pais, quando estudo como gastarei minha grana coloco a minha satisfação em primeiro lugar.

          A Toyota que me perdoe mas eu não troco o GTI pelo carro dela com relógio de Del Rey.

        • Luiz Ramos Jr.

          Isso aí é consumidor manada kkkk é o que mais tem nesse país.

    • Gabriel Oliveira

      Eu falo mesmo, tenho um 408 2011 e não troco em Corolla nenhum. Mesmo pq ele não me dá problemas

    • Mas acho que o pior é quem usa o argumento do carro usado, ao invés de comprar um popular como um pólo 0 km de entrada comprar um Citroën desses com seis anos de uso. Fico imaginando quem comprar esse carro usado no relato quantos defeitos podem aparecer e sem garantia.

    • Alexsander Oliveira

      Agregue Nissan, tão boa quanto ou melhor. Até pq fornece muita tecnologia para Toyota e honda.

    • Experiência própria: foi o meu primeiro Citroen, e sinceramente compraria outro C4 dando o meu mais 44 mil reais (oferta da concessionária), mas não pagaria 120 mil em um Corolla Altis de forma alguma.
      Para ser mais preciso, quando comprei o C4 em 2014 (80 mil) me ofereceram um Altis por 93.500. E olha que era o Corolla do modelo antigo, incomparável com o C4 em termos de modernidade, oferta de equipamentos, espaço interno, conjunto mecânico). Nesta troca me fizeram a oferta de meu C4 usado mais 44 mil para levar um top de linha zero km.
      Na Toyota, a pedida pelo Altis com pintura metálica é de 120 mil reais. Considerando a tabela FIPE do Corolla Altis 2014, são 60 mil reais de volta em um zero. Portanto, a desvantagem financeira para a troca de um Corolla não se concretiza na realidade.
      Quanto aos problemas do C4, melhor eu descrever com maior detalhamento:
      – aos 10 mil km levei o carro para a revisão dos 10 mil km e relatei que o retrovisor rebatível fazia um ruído elétrico de alguns segundos após fechado, sendo que resolveram na revisão sem nenhuma reincidência posterior;
      – aos 20 mil km, após cair com o carro em um buraco de gigantescas proporções, a uma velocidade alta e com o veículo completamente carregado (empenou roda e fez papo no pneu), ele passou a apresentar uma “batido” de folga na coluna de suspensão direita. Relatei na concessionária, trocaram o para de amortecedores em garantia, e fim do problema – nunca mais tive qualquer ocorrência ligada a suspensão;
      – aos 30 mil km relatei um chiadinho quase imperceptível no meio do curso da direção em manobras com o carro parado ou quase parado (como em garagens) – me informaram que trocaram a caixa de direção por este relato na revisão;
      – aos 40 mil, o carro vinha apresentando um leve “batido de pino” por alguns segundos após partida com ele frio, o que relatei na revisão – determinaram a troca do conjunto de distribuição, algo que me parece ter sido comum nos motores THP desta leva.
      Portanto, é como eu disse no texto: foram ocorrências em número significativo. Me causaram problemas ou dores de cabeça ou prejuízo financeiro? Nenhum. Sendo assim, jogo que segue, não desgastou nenhum pouco minha relação com a marca ou com o carro.

  • tech76

    Trocou um carro médio com 6AB+ESP por um compacto alto (menos estável) com somente airbag duplo e abs.

    Espero que um dia as pessoas tenham mais consciência da importância da segurança veicular e passem a procurar seus veículos levando em conta a segurança em primeiro lugar e depois outras características…

    Hoje mesmo vi a reportagem de uma batida frontal entre um Honda Fit e um Sandero, ambos ano 2018, infelizmente o motorista e a passageira do Sandero morreram na hora, enquanto a motorista do Honda Fit sofreu apenas ferimentos leves.

    Acidentes são imprevisíveis, por isso sempre falo para as pessoas comprarem o carro mais seguro possível dentro de seu orçamento.

    • Louis

      Realmente esse AirCross é um carro muuuuito inferior a qualquer médio a venda no mercado. Agrada somente a mulheres que acham que um altinho é sinal de status.
      Eu felizmente convenci a minha esposa que era melhor um carro baixo e completíssimo, ao invés de pegar um “SUV” compacto de entrada, capado de equipamentos.

      • Sem dúvidas que o Aircross é muito inferior a qualquer carro médio. Até por isso custa 27 mil reais a menos que o C4 Lounge comparando versões de topo. Como eu não tenho árvore de dinheiro e ele anda curto, sem muita previsão de melhoras econômicas para o país, e eu realmente não ando tendo utilização para um sedã médio, dei uma abaixada no nível, mesmo.
        Quanto aos equipamentos, o Aircross é até bem equipado. Fica devendo no número de airbags, no sensor de estacionamento dianteiro e no repetidor lateral de seta, que são os itens que realmente fazem falta na lista dele. No restante, está bem servido.

    • Mas acho eu que o governo devia fazer a parte dele. No exemplo que você citou alguém estava na pista contrária já que foi colisão frontal. Se a pessoa que sobreviveu fosse a culpada (não estou dizendo que neste caso seria) ela devia responder por assassinato com intenção de matar, já que assumiu o risco. Se ela fosse presa por uns 15 anos garanto que esse tipo de acidente iria diminuir muito.

      • José Barbosa

        Para mim a solução não é cadeia, e sim onde doi mais, no bolso: pagar um salário mínimo pelo resto da vida mais uma boa indenização de cara, quando começasse a sair este tipo de decisão, mudaria RADICALMENTE nosso comportamento ao volante.

    • Alexsander Oliveira

      Somos 2, desconheço em 42 anos de vida e muito papo sobre carros alguém q tenha dito comprei este veículo pq é seguro. Só recentemente de alguns q, sem dinheiro para algo melhor compraram um up marketeado como safe car dos pobres.

  • Eduardo Sad

    Tenho um Corolla 2014 com 70mil km. Esse mês, troquei as primeiras peças de desgaste: pastilhas dianteiras e bateria (dava sinais que me deixaria na mão mais dia menos dia). De resto até hoje, só óleo e filtro. Creio que como entusiasta do assunto, o C4 seria um carro que me agradaria um pouco mais. No entanto, minha atual condição de correria e afazeres (o carro atende às necessidades profissionais e pessoais minhas e da minha esposa), não posso me dar ao luxo de perder tempo em reparos “não programados” do veículo. Neste ponto, o Toyota me atende muitíssimo bem. Creio ser este parte do sucesso da marca no país.

    • Ernesto

      Também tenho um, XEi, 13/14 e é bem por aí. Sò a bateria que eu acho que o seu está durando além do normal. Ano passado eu tive que trocar o do meu. Normalmente a bateria dura uns 2 anos e meio.

  • Matthew

    Independente da avaliação do carro, chama a atenção o movimento de cada vez mais pessoas migrarem de modelos médios compactos para compactos em busca de redução no custo operacional do veículo. Modelos do porte e motorização do C4 já são encarados como “grandes” demais para o uso diário e viagens de curta distância pra maioria dos consumidores, tal como o autor relata na avaliação. Até parece que estamos falando de um BMW série 5 tamanho o “luxo” e a dificuldade de manter um carro “grande”, quando na verdade trata-se apenas do segmento C (compacto), que nos EUA e México é tão ou mais barato do que um Fiat Cornos ou Chevrolet Prisma na república das bananas. O país realmente acabou.

    • FREDRED

      Concordo, e o poder de compra caindo o consumidor vai buscar produtos de menor custo. Vamos ver até quando a galerinha do SUV vai conseguir manter seus carrões grandes e beberrão.
      Esses dias li aqui nos coments que teve vários vendendo os renegade em uma semana, anuncie vendi etc…. Só faço uma pergunta: Vc (que vendeu) compraria um Renegade (1.8) de novo, não precisa responder tá?! kkk

      • Louis

        Eu nem vejo muito problema com consumo, esses SUVs compactos também são econômicos (exceto Renegade). O problema é que se paga caro em um carro compacto altinho capado de equipamentos, alguns só com air-bag duplo e farol monoparábola.

    • Zé Mundico

      Pois é, isso apenas reforça a tese que o consumidor é que faz o mercado e não contrário, como a maioria erradamente acredita.
      Claro que existem dezenas e dezenas de fatores, mas o poder aquisitivo é um dos maiores condicionantes do que chamamos percepção de tendências, orientação de mercado e outras baboseiras técnicas.
      Para resumir, o dinheiro (ou a falta dele) sempre fala mais alto….

      • Matthew

        É o mercado que faz o consumidor, ainda mais o automobilístico que se constitui num oligopólio global com enormes barreiras à entrada, e ainda mais forte no Brasil devido ao arranjo institucional que vigora no país (proteção do mercado interno, cartel entre os produtores etc). É uma decisão das montadoras fazer de um sedã compacto carro de luxo no Brasil. Tanto é assim que Civic, Corolla e Cruze têm versões mais básicas nos EUA, enquanto aqui concentram a oferta nas versões mais equipadas para posicioná-los como modelos de alta gama (e cobrar como se fosse). O Corolla brasileiro tem muito mais firulas que o norte-americano, embora este tenha mais equipamentos de segurança e condução semi autônoma.

        Pra atingir o mesmo resultado operacional atual com base na escala e não na margem teriam que vender quase o dobro de veículos, num momento em que a economia ainda está muito fraca. Deste modo, há um acordo tácito entre elas pra dividir mercado e não entrar em guerra de preços que achataria o lucro do setor todo. Tanto é assim que quando sai uma notícia de aumento de preços aqui no site, logo em seguida aparece mais umas 5 outras marcas anunciando aumentos. Você acha que isso é coincidência? Consumidor não apita nada nesse jogo.

        Tanto o desenvolvimento quanto a produção de um veículo automotor exige enorme imobilização de capital. Nunca que uma empresa ia pôr uma fortuna nisso pro consumidor decidir o sucesso ou não da empreitada. É como aquela história que contam sobre o Henry Ford: “você pode escolher qualquer cor de carro, desde que seja preto”. Hoje acontece o mesmo com as SUVs compactas que têm uma margem de lucro muito maior do que modelos médios de mesmo preço.

        • Zé Mundico

          Engano seu. Tudo isso que você falou só existe a partir da interpretação dos desejos e expectativas do consumidor. Montadoras não determinam o que será ou não será moda. Quando muito elas direcionam produtos conforme expectativas do consumidor. Podem até lançar tendências, balões de ensaio, etc…mas se o consumidor não se agradar, nada feito.
          Montadoras não têm o poder de impor , mas sim o de incentivar desejos.
          Basta ver a infinidade de carros que simplesmente não “pegam” , por melhor que sejam, e acabam se transformando em fracassos e prejuízos.
          Assim como sedã e hatch tiveram seus dias de glória, agora é a vez dos suvs. As montadoras apenas captam e traduzem essa expectativa e tratam a de apresentar produtos que estimulem o consumo conforme diversas variáveis mercadológicas.

          • Matthew

            Discordo, o engano é seu de achar que o consumidor tem esse poder todo.

            • Zé Mundico

              Pois tem, meu amigo. Apenas repetindo, montadora apenas interpreta tendências de consumo e oferece produtos conforme o gosto do cliente. Claro que em cima disso ela vai criar um universo de modelos, impor condições e cobrar caro por isso, afinal desejo tem preço! É aí onde entra o marketing, para enfeitar o bolo e tornar a coisa mais atraente para seduzir o comprador.
              Todo processo de criação e de vendas é feito em cima de uma coisa: NECESSIDADE! Tudo gira em torno disso : atender necessidades e expectativas. Sem querer exagerar, mas se não fosse assim, ainda estaríamos dirigindo carros manuais, sem modernas conveniências tecnológicas, sem aperfeiçoamentos ou avanços…enfim, acho que ainda estaríamos andando de charrete…..rsrsrs.

    • É isso, amigo. A coisa apertou, e não adianta teimar. Se dá para se ter um veículo com menos despesas atualmente, que se faça, porque a coisa anda mesmo feia, e sem muita esperança de melhora em um horizonte curto.

  • Jo

    Tenho um 2.0 2015.. Nenhum defeito 80 mil km.. Muita gente criticando pq ele apontou apenas os defeitos.. Esqueceu de falar das qualidades.. Conforto, potencia, na época era o mais bonito, desenho diferentemente dos outros, bonito frente traseira, laterirais e lindo por dentro.. Onde chego com meu só observo as pessoas comentando (antes de entrar no local) de como o carro é bonito..
    ### Todo projeto novo vai dar algum tipo de problema que serão resolvidos ao longo do tempo..
    Procura saber do novo polo, virtus, argo, jeeps, acompanha o civic e cruze pra ver
    ### corolla não estraga porque não evolui
    Só troca parachoques e lanternas, que não são fabricados por eles
    ## se a Toyota respeitasse os brasileiros teriam feito o recaall dos air bags, fizeram no mundo todo e no brasil falaram que os air bags dos corollas brasileiros nao estavam no recall

    ## a história da desvalorizaçao.. Daqui uns 5 anos vocês vão ter corolas 2018 de 150 mil

    • Mr. Pennybags

      Endosso cada palavra!

    • Até porque eu fui bem claro em relatar que as ocorrências foram resolvidas quase sempre em revisões, sem reincidências e sem que me dessem qualquer dor de cabeça.
      Mas carro é assim: não vou entender o porquê, mas causa “paixões”. Para mim a coisa é mais racional: na época que comprei o C4 ele era disparado a melhor escolha, e ponto final. O resto é conversa fiada de quem não se permite escolher entre todas as opções que o mercado oferece, ficando bitolado a um modelo ou marca única.

    • Ernesto

      Jo, desculpe-me, mas você está totalmente equivocado em relação ao recall dos airbags do Corolla. Eu tenho um e já o fiz. Pra que falar mentiras para denegrir um carro que você não gosta?
      Quanto à evolução do Corolla, hoje ele é um dos mais seguros com 7 airbags. Quantos o C4 tem? E em questão de evolução, um sedam como o C4 ter um peso de 1.500 Kg enquanto os seus concorrentes pesam pelo menos 150Kg a menos demonstra o quanto ele está defasado.

  • Lucas Mendonça de Castro

    Pelo relato, concluo que o carro deu muito defeito e só foi possível a troca por outro Citroen.Não vale a pena, mesmo usado.

    • Cada um que conclua como quiser. Mas não, o carro não me deu qualquer problema, na accepção da palavra. Chegava na revisão, relatava “olha, tem um barulhinho assim”, eles me informavam que tinha feito uma troca “disso ou daquilo”, e tudo tranquilo.
      Quanto a “troca por outro Citroen”, da forma como fiz, simplesmente indo na concessionária e “dando um para pegar outro”, a Citroen me pagava bem melhor que outras marcas no carro usado. Mas me diga qual marca não age assim…
      A cerca de 6 meses eu tinha oferta de um particular sem que eu estivesse disposto a vender o carro: 50 mil reais. Portanto, trocaria pelo carro que eu quisesse. É que eu quis um Citroen, mesmo. Dentro da necessidades atuais da minha família, o Aircross foi a melhor opção.

  • FREDRED

    208 gt é o melhor custo benefício entre os hots hatch, o carro entrega 173 CV e quase 25 de torque por R$83.400, entrega muito mais e cobra um valor condizente em relação aos seus concorrentes.
    Lembrando que o Polo completasso hoje chega na casa dos 80 mil, mas com câmbio At.
    Fiesta Ecoboost: sem comentários.
    Golf 250Tsi: outra categoria.
    Sandero RS: iden.

    Resumo o Gt não tem concorrência, agora os Griffe, allure etc esses tem bons e até melhores concorrentes.

    • A questão do 208 GT com relação ao Sandero é mesmo preço. Realmente é outra categoria de carro, mas é também 20 mil reais mais barato.
      Mas o meu sonho é mesmo o 208 GT. Vejamos se consigo… rs.

  • Gabriel Oliveira

    Achei foi muito defeito pra 70 mil km. Tenho um 408 2011, com 100 mil km, até agora só item de desgaste. Na suspensão troquei só pivô e bieleta e fora isso um fusível de 80a

  • delvane sousa

    Em casa a esposa tem um C3 adquirido 0 Km com 140 mil Km agora rodando há 11 anos, Único problema que teve foi a troca da bomba d’agua e coisas da suspensão. Eu tenho um C4 lounge com 40 mil km. Ja teve que trocar amortecedores, coluna de direção e corrente do motor, um problema comum nos THP. No geral estamos satisfeitos com a marca, destacando o conforto do veiculo. Quanto a problemas mecânicos vai muito da forma de condução e cuidados com revisões. A meu ver a qualidade está na media das outras marcas, destacando um otimo CxB

  • Matozao

    Galera enaltecendo seus carros com apenas 70 k de km ai fica fácil…

    • Matozao

      Tô com um com 270 k km agora que começou os desgaste

    • zekinha71

      Mas tá cheio de pessoas que o carro completou um ano tem que trocar pois vai dar manutenção.

    • Não enalteci nada, companheiro. A Citroen ou qualquer outra marca não me pagam para eu enaltecer produto nenhum. Foi apenas um relato objetivo sobre a convivência com um modelo do mercado nacional por 70 mil quilômetros. Cada um que tire suas conclusões.

      • Matozao

        Não digo o seu, para desmerecer o seu o povo cita o km e fala que não deu problema algum

  • Anderson Trajano

    Falar de compra e venda é sempre algo complicado, porque cada um vê do seu jeito. O lema aqui é respeitar a decisão do colega, mesmo que seja diferente.

    Muita gente entende carro puramente como custo x benefício. Não se importa se ficar com um carro feio, desconfortável e mal equipado, apenas para ter o melhor aproveitamento financeiro do seu dinheiro. Respeito muito, mas sou diferente.

    Para mim carro tem o fator emocional também. Gosto de carros com visual diferente, que tragam o mínimo de requinte e conforto, mesmo que eu tenha que dar mais atenção a parte mecânica e perca um pouco na revenda.

    Simples assim. O colega usufruiu de um carro bonito, muito confortável e potente durante 4 anos e no final o que valeu foi a grande satisfação.

    Detalhe, isso não significa queimar dinheiro porque ao final, o que vale é a felicidade do cara. Parabéns pelo relato Ubaldir e obrigado por compartilhar seus passos conosco.

  • Wellington Myph13

    Muito legal o relato, sempre bem detalhado. Só acho que apesar de não ter causado incômodos grandes pra você, um C4 Lounge usado (alvo de melhor CxB por muitos na lista de usados) seria uma bela bomba…
    Agora quanto a troca pelo C3 Aircross, puxa vida, entendo que cada um tem sua escolha e faz o que sente melhor fazer, mas não achou salgado pagar quase 80mil por um C3 Aircross?

    • É aquela coisa amigo: o que conta não é o suposto preço de aquisição do zero ou de venda do seu usado. Quem troca de carro com certa regularidade sabe que o que manda é a diferença paga. Aí sim, foi razoável a troca.
      Quanto ao Aricross, mais para frente faço um relato sobre ele, mas é um carro bem surpreendente, gostoso de guiar, muito espaçoso internamente (incluindo um porta-malas bem razoável). Claro, carro muito distante do C4 em termos construtivos, mas é questão da necessidade atual, e o C4 é bem mais dispendioso que o Aircross (gasta bem mais combustível, mais pneu, mais pastilhas, custa mais no seguro, no IPVA, etc). Como eu realmente não estava aproveitando o que de melhor o C4 poderia me oferecer (viagens em família), o gasto extra não tinha mais sentido.
      Em termos do preço de tabela do Aircross, salgadíssimo. Tanto quanto o de qualquer outro veículo nacional, infelizmente… dentro do tipo de carro que eu precisava (automático, espaçoso, bem equipado), era ele ou partir para Duster, Spin ou um sedã do tipo do Virtus (e o Virtus tem o teto da parte traseira muito baixo, fatal para quem tem um filho de mais de 1,90 m de altura). Olhei com carinho, e a opção era mesmo o Aircross. No valor de volta, ele ficava ao 10 mil reais mais barato que qualquer opção possível, e com nível de equipamentos muito bom na versão topo de linha.
      Bem, por enquanto eu posso adiantar que a vanzinha da Citroen está me deixando surpreendentemente satisfeito. Nesses primeiros dias sou eu quem está andando com o carro, e ele é muito satisfatório, confortável mesmo.

      • Wellington Myph13

        O que achei salgado foi ter optado pela versão Shine, que não vale a diferença pedida na versão Live, além de ter que levar o estepe pra fora na Shine, que é o maior fruto de reclamações de barulho desse carro.
        Que ele é bom de espaço e rodar, sem dúvidas, mas como disse, achei que poderia ter parado na Live e não partido pra Shine.
        Só pra imaginar ai, acho que um Versa CVT cairia muito bem, talvez devendo um pouco em porta-malas, mas com espaço interno fora do comum.

        • Problema do Versa é que o carro é para a esposa. Aí a preferência pelo design do Aircross pesou muito.
          Quanto à versão Live, há alguns equipamentos a menos que pesaram na escolha. No visual, a versão tira muitos acessórios também, prejudicando o visual. Se fosse possível ter uma Shine com o estepe de dentro, seria realmente o ideal. Mas o estepe de fora agrada às mulheres… vai entender… rs.

  • zekinha71

    E tem mané que até hj acha que carro francês saiu da ccs dobrou a esquina ele vai desmanchar e explodir.

  • Lucas

    Carro é sorte mesmo, claro q por estatísticas algumas marcas tem mais recorrência de reclamações.
    mas já tive VW e era uma empurraterapia, povo mala, em todas as css, rolava até terrorismo.
    Fui p ford e gostei do atendimento, o new fiesta era legal, apesar de ser mto baixo, mas n teria problemas em pegar um citroen

  • Pedro Cunha

    Trabalho em uma loja de usados/seminovos e em nosso estoque temos um C4 lounge 2,0 16v Tendance 2014, contando com câmbio manual e aproximadamente 129 mil km rodados, dos quais têm-se registro no livreto de revisões constar a última revisão na css autorizada aos 92 mil km e uma revisão “paralela” feita aos 115 mil km, na qual foram trocadas velas, correias, tensores, bomba d´água e outros itens quais não lembro precisamente.
    Trago esse caso á discussão pois o mesmo encontra-se em nosso estoque disponível pra venda desde abril/2017… Aproveitando o rico relato do leitor e suas impressões sobre o C4 só me confirma minha suspeita principal: Maioria dos consumidores de carro são preconceituosos com as marcas francesas, nem sequer experimentam ou buscam impressões sobre os modelos e em grande número simplesmente não sabem comprar carro, principalmente em se tratando de seminovos/usados. Costumo “brincar” sobre a fama que os franceses adquiriram por aqui, mas quando falo sério, os admiro e respeito muito, MUITO mesmo como “Automóveis”. Em sua maioria apresentam excelente qualidade de materiais e de fabricação, rodagem impecável, respostas dinâmicas muito agradáveis e precisas, desde ás versões mais espartanas até os “top” de linha.
    Sobre os problemas relatados pelo leitor, tal como a “membrana” da tampa de válvulas, trata-se de item problemático mesmo entre os “fabricantes de ponta”, como GMB, VW e BMW. Há profissionais que atribuem o extravio de tal peça á qualidade precária dos nossos combustíveis e lubrificantes, há quem diga estar relacionado á veículos que passam por algum intervalo de tempo mais longo sem uso e há outros que dizem simplesmente tratar-se de peça de má qualidade. Eu já creio tratar-se de um misto entre as 3 possibilidades.
    De todo modo, o relato do Ubaldir só reforça minha visão positiva sobre os franceses e alimenta ainda mais a chance de um deles habitar minha garagem nos próximos meses.

    • Ernesto

      Sério que esse C4 Lounge está à venda desde Abril/2017??? Não seria Abril/2018?

      • Pedro Cunha

        Abril/2017 mesmo.

        • Ernesto

          Pedro, é o mercado de usados que está ruim ou é o carro que é ruim de mercado mesmo?

          • Pedro Cunha

            O carro se tornou “mico” de mercado por conta do preconceito do consumidor, que prefere levar um Voyage trend 1,6 2015 por valor semelhante só porque é “um VW robusto e ótimo de revenda”…. Mas o povo gosta de se enganar e tá acostumado á levar menos pagando cada vez mais.

            • Ernesto

              Resumindo, é ruim de mercado.

  • Vitor Santos

    Sempre fui admirado pelo citroen C4 lounge pelo seu desempenho e design, mas esses problemas (graves) que deram em tão pouco tempo, são relevantes. Geralmente são de carros que estão mais de 150 mil quilometros rodados e olhe lá! Isso me fez repensar se realmente vale a pena….

    • Olha, a nível de informação, não sei como classificar como “graves” as ocorrências narradas.
      Era mais ou menos assim: chegava na concessionária para a revisão, o atendente me perguntava se tinha alguma observação, eu dizia “tem um barulhinho diferente assim”, o carro descia para a oficina e era me entregue no prazo combinado com a anotação resolvida e com o consultor me informando “trocamos tal componente”. Sem reincidências, sem custo, sem dor de cabeça, sem imobilização do veículo. Portanto, sem nenhum problema para o consumidor.
      Vale o adendo de que eu sofri um acidente com o carro aos 10 mil km, quando caí em uma enorme panela em alta velocidade e com o veículo com 5 pessoas, o que danificou o pneu, empenou as duas rodas do lado direito. A partir de então tive um ruído de folga na coluna direita que foi se agravando, o que foi relatado na revisão de 20 mil km e resolvido com a troca dos amortecedores citada. Muito provavelmente a intervenção que fizeram na direção aos 30 mil (relatei um rangido ínfimo que só eu notava no meio do curso da direção em manobras com o carro parado) também possa ser colocada na conta do maldito buraco.
      Portanto, vale analisar atentamente as informações que passei. O carro foi muito prazeroso na convivência de 4 anos, não me deu problemas, as ocorrências relatadas em nada diminuíram a minha satisfação com o produto ou me trouxeram despesas financeiras extraordinárias. Tanto que me mantive na marca. O C4 foi meu primeiro Citroen, e não houve nada ao longo dos anos de uso que me levassem a não querer ter outro veículo da marca em outras ocasiões.
      Falar a verdade, foi o primeiro carro que me deu “dor no coração” de me desfazer. Se eu tivesse na busca por outro sedã médio, não teria nenhuma objeção em adquirir um novo C4 Lounge.

  • Renato Almeida

    Ótimo relato, muito bem detalhado e escrito. Ao final, penso que confirma a opinião pública: manutenção incomum para um carro com essa quilometragem e uma alta desvalorização na revenda.

    • Eu até que me considerei satisfeito com o valor de revenda do veículo, meu amigo.
      A análise mais fria possível foi a seguinte:
      – Paguei 80 mil reais no C4 zero km em julho de 2014. Na mesma ocasião eu poderia adquirir um Corolla Altis por 93,5 mil reais (oferta final que tive na Toyota – pesquisei todas as opções de sedãs médios na época);
      – Na atual troca, a Citroen fez a seguinte oferta para mim: o meu C4 2014 na troca por um Shine na cor vinho de lançamento do modelo 2019 com 44 mil reais na volta – para a troca por outro C4 eu ainda teria bônus no meu usado;
      – Na Toyota, o Corolla Altis está saindo 120 mil reais na pintura metálica, isso sem muita choro nem vela (quem já tentou negociar preços de Corolla zero km sabe que é uma missão inglória obter descontos);
      – O valor de tabela FIPE para o Altis 2014 é de aproximados 60 mil reais.
      Portanto, fica bem simples a análise: eu precisaria de 44 mil reais para trocar um C4 Lounge 2014 topo de linha por outro também na versão top zero km. E também precisaria de aproximados 60 mil reais para trocar um Corolla Altis 2014 por um 2019.
      Resumo da ópera, a desvalorização percentual do Corolla é menor (não há dúvidas nisso), mas em termos de montante de dinheiro gasto para se manter em uma marca ou outra (Corolla e C4 são produtos equivalentes em nível de equipamentos, com pequena vantagem ao Citroen em conjunto mecânico), ficar em um Corolla vai te custar mais do que ter um C4. No meu caso, eu teria gasto só na conta direta praticamente 30 mil reais a mais na compra dos dois Corollas que na hipotética compra dos dois Lounges. Vou nem entrar no mérito do preço do capital imobilizado para não complicar a conta.
      Quanto à “manutenção incomum”, cada um que conclua como quiser. A verdade é que eu levava o carro na revisão, me era perguntado de alguma observação, eu dizia que havia algum ruído incomum, ele me era devolvido em perfeito estado, sem reincidências e com o relato de que “tal componente” havia sido substituído em garantia. Não encaro isso como problema. Não diminuiu minha experiência com o produto.

  • renato dantas

    Excelentes automóveis dessa tal Citroen, agora expliquem se possível: porque a Citroen tem apenas 0.92% do mercado brasileiro no acumulado de 2018?, e a tal da Peugeot 1,13%, será que os consumidores brasileiros não sabem comprar “automóveis”.
    C4 Lounge 403 unidade, Corolla 4.288, Civic 2.166, Why?; .

  • ocampi

    Posso sugerir para sua lista de compras o Fiesta 1;0 Ecoboost. Muito econômico (coisa de 11km/l na cidade), alto desempenho, compacto e seguro barato.

  • Leonardo C.

    Logo logo farei um relato de 100.000 km num C3 Tendance 1.5 2013 que possuo, ele já está com seus 91.500 km. Uma coisa que posso adiantar é: Ele me dá muito menos manutenção do que um Corsa Hatch que possuía antes (que foi comprado 0km por sinal).

  • Alexsander Oliveira

    Também me surpreendeu a qualidade do Citroën, tive Civic 2007 vendi com 90 mil, fiz 1 revisão apenas e troquei pneu com 50 mil e embreagem aos 70, só . JETTA 2009 vendi com 85mil, fiz todas as revisões básicas, nenhum problema vendi até com.a bateria original. Agora tenho um nissan Altima com 70 mil, nem lâmpada queimada, pneus ainda ótimos
    só troca de óleo, revisão 500 pila, seguro 2 mil, 12km na cidade, carro de 5 metros, ultra confortável … Cogitava trocar num ds5, mas vejo que igual ao Altima teria que rever muitos conceitos.

    • O meu carro anterior ao C4 foi um Jetta Comfortline 2011. Lista de ocorrências dele:
      – ronco de rolamentos dianteiros com 7000 km rodados – substituição do par de rolamentos em garantia;
      – vazamento de óleo aos 20 mil km – troca da tampa do cárter em garantia;
      – vazamento no tanque de partida à frio (gasolina) aos 20 e aos 40 mil km – troca de conectores dos dutos em garantia e indicação de não mais utilizar o sistema de partida à frio, deixando o tanque vazio (como moro em um local muito quente, não me rendeu problemas);
      – estalo de homocinética aos 43 mil km – troca do semi-eixo dianteiro direito em garantia;
      – ruídos de batido de suspensão crônicos ao longo de toda a convivência com o veículo – reaperto de suspensão em todas as revisões, com efeito prático que não durava 2000 km;
      – Troca de jogo de pneus aos 32 mil km;
      – Troca de pastilha de freios dianteiros aos 20 mil km;
      – Troca de bateria com aproximados 2 anos de uso;
      – já estava prevista nova troca de pastilhas e dos discos dianteiros para os 60 mil km (avisado pelo consultor na revisão dos 50 mil km).
      Assim como no C4, considero como ocorrências as anotações para o Jetta, pois não me renderam problemas na prática ou imobilização indevida do veículo e foram sanadas prontamente em garantia. Mas, a termo de comparação, nota-se que não há nada de incomum nas ocorrências para o C4.
      Se eu estender a análise para outra dezena de carros que já tive (marcas diversas), não tenho nada de muito diferente para qualquer um deles. A exceção fica para o Peugeot 208 que está em uso com minha esposa atualmente, que caminha para os 70 mil km e está com 3 anos de uso, e teve como ocorrência apenas a necessidade de troca da buzina com 60 mil km. Trocou bateria com 2 anos e meio, 2 pneus com 50 mil km, outros 2 com 60 mil km, pastilhas de freio dianteiras com 50 mil km e correia dentada (programada em manual) aos 60 mil km. Pedi um aperto no trilho do banco do passageiro na revisão dos 30 miil km (havia um barulhinho vindo de lá), e só. Em termos de confiabilidade, incomparavelmente o melhor carro que tivemos em casa. Me surpreendeu muito, tenho que confessar. Estava preparado para enfrentar problemas com a marca, mas o preço de aquisição do veículo e a sua oferta de equipamentos me fez encarar de frente meus pré-conceitos, assim como aconteceu na compra do C4. Estou muito satisfeito até o momento.

      • Alexsander Oliveira

        Eu tive o modelo anterior, me disseram que realmente o novo é muito aquém do anterior que era todo baseado em Audi, e o comfortline também deve ser ainda menos caprichado do que o TSi. No fim parece que tudo é um pouco de sorte. Eu com Peugeot tive um 306 no tempo ainda dos importados, o preço que paguei no carro foi o mesmo valor que gastei em manutenção. Apesar de ter sido um dos melhores carros que tive junto do Jetta, era danado.

        • Olha, o Jetta TSI com relação ao Comfortline na época tinha pouca coisa mais de “capricho” no interior. Eram uns apliques cromados nos botões dos vidros e do farol, couro natural em lugar dos sintéticos nos bancos e só.
          O que mais saltava aos olhos no Jetta eram os forros de porta: semelhantes aos do Fox. Tive um Polo antes dele, e as forrações de porte eram bem mais caprichadas que as do sedã médio.

  • É exatamente isso. Não há comparação em termos de utilização do carro nestes 4 anos com uma hipotética realidade onde tivesse optado por um Corolla em 2014: o carro me fez muito feliz. Não estaria melhor se tivesse comprado um Corolla Altis por 13.500 reais a mais que o que paguei pelo Lounge em 2014 e chegasse aqui hoje para relatar que não tive que arrumar as “coisinhas” relatadas em revisões.

  • Foi exatamente o que aconteceu: peguei um “buraco monstro” com o carro na casa dos 10 mil km, a uma velocidade elevada e com o veículo com carga máxima. Empenou roda, danificou pneu. Até me surpreendeu muito a ação em garantia para estas duas peças, uma vez que o desempeno de roda foi feito pela concessionária, e o defeito no pneu (saliência na ombreira) seguiu com ele até o fim de sua vida útil.
    Problema é que o pessoal está lendo este relato, mas há um “conjunto da obra”: eu fiz outros relatos para o site ao longo da vida com o carro, onde estas ocorrências estão bem descritas e detalhadas. Não teria sentido repeti-las neste momento.
    Em resumo, fiquei 4 anos com o C4, ele não em deu problemas. Simplesmente chegava nas revisões, relatava “olha, tem um barulhinho assim”, ele davam o diagnóstico, trocavam a peça, e a vida seguia. Se isso é “ter problema”, melhor então nem ter carro. Já tive mais de uma dezena de carros na vida, e esse tipo de ocorrência é comum a qualquer marca ou modelo.

    • Cláudio Modesto

      Show, o bacana é que você teve um carro massa, que atendeu suas necessidades com conforto. Muito bom.

  • Gabriel M. Vieira

    Eu tenho um 2015 com atuais 53.000km rodados e só fiz revisões e troquei 1 jogo de pneus, bateria, etc. Nada anormal. O carro é bom, a rede CCS é que deixa a desejar na maioria dos casos. Eu ainda pretendo ir com ele mais uns 2 anos ou mais, com esse mercado nem me animo em trocar.

    • No meu caso, o carro foi muito bom e a rede até que me atendeu dentro das expectativas. Mas é aquilo, só utilizei uma concessionária neste tempo, fica difícil de generalizar.

      • Gabriel M. Vieira

        Eu sei bem como é. Eu só levei meu carro na CCS que eu comprei até hoje, revisões de 10, 20, 30, 40, 50 mil km… eventualmente visitei 2x pra completar óleo ou para verificar aviso de Erro no painel. Nada grave e atendimento bastante satisfatório. Eu gosto bastante do carro.

        Pra você ter ideia, um amigo meu trocou “chave com chave” o Exclusive dele 2015 (igual ao meu) por um Cross uP 0km, foi o que deu pra fazer sem botar dinheiro no rolo. Não achei mal negócio, visto que o foco dele é economia de combustível. Mas é aquela coisa, descer de categoria é complicado.

        Eu sigo com o meu visto o desânimo de trocar de carro já quitado. Vamos ver como vai até a mesma kilometragem do seu. Boa sorte amigo! Abraços.

  • REDDINGTON

    Ótimo texto Ubaldir. Me assustei com o consumo urbano…

    • Alto mesmo. Desde novo. Se serve de atenuante, esse consumo de 7 km/l é relativo a trânsito urbano bem pesado, sem trafegar por nenhuma via expressa, com muito anda e para, semáforos em profusão.
      Em um ambiente de trânsito urbano mais leve, como o que eu vinha frequentando ultimamente (um trecho de via dupla mais livre passou a fazer parte do meu itinerário), ele faz de 8,5 a 9.
      De qualquer forma, nesse começo de convívio com o Aircross (que não é um primor em consumo), para o mesmo trajeto ele tem obtido médias superiores a 10 km/l. É um bom parâmetro de comparação.

  • Speed Racer

    Achei os problemas apresentados de muita relevância pela pouca quilometragem. Em resumo, baixa qualidade.

    • Para mim que convivi com o carro: relevante a troca dos amortecedores, do setor de direção e do comando da correia. Significaram baixa qualidade? Não. Peças periféricas de fornecedores terceiros que foram substituídas em garantia e sem problemas de imobilização desnecessária do veículo ou reincidências.
      Há que se considerar o acidente sofrido pelo veículo pouco depois dos 10 mil km rodados, com a queda em um buraco de enormes dimensões, em alta velocidade e com o carro carregado, o qual danificou 2 rodas e um pneu. Esse incidente teve relação direta com a substituição dos amortecedores e da caixa de direção, os quais passaram a apresentar ruído progressivo após esta ocorrência. Tanto que após a substituição, nunca mais houve qualquer observação quanto ao sistema de direção/suspensão. Até coloquei na “cesta” de prós para a marca, uma vez que em outras marcas temo que teria problemas para aceitarem reparar os dois componentes em garantia, como foi o caso.
      No quesito qualidade do produto, a grande forma com que chegou ao final dos 4 anos, sem qualquer ruído de acabamento interno e sem detalhes ligados à solidez estrutural do carro, atestam que a montagem foi esmerada.

      • Speed Racer

        Pra mim falta controle de qualidade. Já tive Peugeot e sei como é carro Francês. Discos de freios, câmbio e suspensão todos trocados com baixíssima quilometragem. A qualidade de montagem é boa, o acabamento melhor ainda, mas as peças são frágeis e isso reflete na qualidade geral do veículo, faz despencar. Tenho muitos amigos que rodaram mais de 250 mil em Corolas, Civics Jettas e tal e não é comum ver defeitos dessa grandeza em carros tão novos, isso é uma característica de carros franceses e não é mito não, basta entrar nas comunidades dos veículos para constatar. Não é preconceito e sim conceito firmado empiricamente.

        • Vou te passar como base uma breve lista dos últimos veículos zero que tivemos em casa e suas ocorrências. Nem vou dizer problemas, porque mesmo na VW, que foi a marca dos carros imediatamente anteriores que tivemos, o atendimento em garantia evitou “problemas” ou “dores de cabeça”. Vamos a eles (o texto é longo, mas acho que vale pelo nosso diálogo):
          POLO SEDÃ 2008 PRETO (trocado aos 40 mil km – 2 anos de uso):
          – veio com as portas rangendo igual geladeira – voltou à concessionária para lubrificação;
          – banco do motorista rangendo muito ainda no primeiro mês de uso – solicitada nova peça com substituição após um tempo de espera;
          – limpador de para-brisas parou de funcionar com cerca de 3 meses de uso – encaminhamento à concessionária para substituição de algo dentro do painel (deixaram um defeitinho no acabamento de borracha que contornava a lente acrílica do cluster;
          – com pouco mais de um ano de uso, roncou o diferencial (câmbio manual) – encaminhado à concessionária com atuação em 2 dias, devolvendo o carro em perfeito estado;
          – com 38 mil km queimou uma das velas de ignição, funcionando com um cilindro a menos – troca das velas fora da garantia.
          CROSSFOX 2009 (roubado com menos de 30 mil km – menoos de 1 ano de uso);
          – veio com os apliques pretos que contornam as caixas de roda se soltando em alguns pontos – encaminhado à concessionária por duas vezes para fixação;
          – roubado com menos de um ano.
          POLO HATCH 2010 I-MOTION PRATA (trocado aos 40 mil km – 2 anos de uso);
          – com um dia de uso o repetidor de seta do retrovisor do lado esquerdo parou de funcionar – encaminhado à concessionária para reparação que exigiu a remoção da porta (!);
          – com dois dias de uso passou a apresentar aviso na partida (falha no sistema, contactar revendedor VW), o qual demandava nova partida em torno de 10 segundos para o veículo ligar – foram necessárias algumas boas visitas à concessionária para solução do problema, ligado ao sistema i-motion;
          – com cerca de um ano apresentou defeito no alarme – necessária troca da peça da ignição que vai junto à coluna de direção.
          POLO SEDÃ COMFORTLINE 2010 PRATA EGITO (trocado com 10 mil km – 6 meses de uso):
          – veio com forte barulho na suspensão traseira no tráfego em superfícies irregulares – encaminhado à concessionária onde se verificou coxim do eixo raseiro rompido (trocado em garantia);
          – trocado aos 10 mil km por um Jetta por motivo de crescimento da família.
          JETTA COMFORTLINE 2011 PRATA (trocado com 55 mil km – 3 anos de uso)
          – ronco nas rodas dianteiras aos 7 mil km – troca dos rolamentos dianteiros em garantia;
          – vazamento de óleo na tampa do cárter aos 20 mil km – troca da tampa do cárter em garantia;
          – vazamento no tanque de partida à frio aos 20 mil e aos 40 mil km – reparos em garantia e indicação de não se abastecer mais gasolina no tanque de partida à frio (!);
          – homocinética estalando aos 40 mil km – troca do semi-eixo dianteiro direito em garantia;
          – Foi trocada uma bateria, um jogo de pneus (32 mil km) e as pastilhas de freio dianteiras (20 mil km).
          POLO COMFORTLINE 2012 I-MOTION PRATA EGITO (trocado com 60 mil km – 2 anos e meio de uso)
          – volta ainda novo (menos de uma semana) à concessionária com mobilização de um mês por chamado da fábrica relativo a recall no sistema de câmbio automatizado – não sei até hoje qual foi o procedimento, mas emprestaram um Voyage Comfortline durante o período para uso.
          CITROEN C4 LOUGE EXCLUSIVE THP CINZA METÁLICO (trocado com 70 mil km – 4 anos de uso)
          – estão no relato as ocorrências.
          PEUGEOT 208 GRIFFE 2015/16 PRATA (com 65 mil km e em uso – 3 anos)
          – troca da buzina aos 60 mil km (entrou água);
          – o carro está com 65 mil km e 3 anos de uso. Não há ocorrências a relatar além das revisões normais, uma troca de bateria e a troca da correia dentada programada para a revisão dos 60 mil km;
          – vale a pesquisa por meio da internet: o 208 é um dos carros campeões de satisfação entre seu donos, com cerca de 83% de donos muito satisfeitos.
          Portanto, tenho plena certeza de que o conceito firmado com relação aos carros da PSA pelo público em geral se dá sobre base sólida, justificada por cerca de uma década de maus serviços prestados por sua rede de assistência brasileira. Mas de 2010 para cá as marcas tem empreendido um esforço constante no sentido de melhorar esta deficiência, sendo bem clara a melhora notada por clientes atuais das duas marcas.
          Como se vê na lista acima, meu convencimento a optar por carros das duas marcas no atual período vem de experiências fartas com outros carros e marcas. Antes da VW passei uma temporada boa com carros GM, (2 Vectras, um Kadett e dois Corsas), onde não tive nada muito diferente do que o que foi narrado para os carros da lista acima, com o agravante de que o preço das revisões à época era exorbitante (cheguei a pagar 1350 reais na revisão de 45 mil km de um Corsa Wind 2005 em 2008 sem nenhuma ocorrência extra – até hoje é muito difícil que um carro lá em casa atinja esse valor para uma revisão).
          Dá para verificar que o Peugeot 208 é de longe o carro mais “confiável” da lista. O C4 apresentou ocorrências que julgo normais com relação a carros de outras marcas que ocuparam uma garagem lá em casa, sendo que a resolução das queixas em prazo hábil e sem desgastes de relacionamento com o cliente colaboraram para que nenhuma mácula fosse criada. Até por isso optei por outro carro da marca agora. Minha esposa também não quer saber de outro carro que não seja um novo 208.
          Mercado de automóveis é algo muito dinâmico, atendimentos mudam, qualidade muda… o bom mesmo é se permitir todas as possibilidades para que se tenha até mais poder de barganha em negociações para compra de novos modelos. A Toyota e a Honda mesmo, podem até um dia me “ganhar” para a aquisição de um carro novo. Mas nos preços que me propuseram quando eu adquiri meus carros, não dá.
          Abraço.

        • Vale frisar um aspecto importante: na comparação direta da suspensão do Jetta com a do C4, o francês se saiu muito melhor que o VW. O Jetta tinha um comportamento de suspensão mais voltado à esportividade, mais duro e com menos “roling” da carroceria. Mas ele tinha umas características de funcionamento que tornavam o funcionamento da suspensão muito desagradável:
          – quando se passava em uma saliência maior (tipo lombada) um pouquinho mais rápido, a volta da suspensão causava um “estrondo” no carro, parecendo que tinha caído algo do conjunto;
          – em curvas irregulares a suspensão apresentava um “toc-toc” irritante, sempre relatado em revisões e sempre tratado com um reaperto geral, que trazia alguma melhora por no máximo 2000 km.
          O C4, a despeito da troca dos amortecedores em garantia, apresentou funcionamento muito confortável, robusto e exemplar em termos de ruído ao longo de praticamente todos os 70 mil km rodados (exceção para o período próximo à revisão dos 20 mil km, onde a coluna de suspensão direita apresentou a folga que demandou a troca dos amortecedores em função do impacto com o buraco já relatado).
          Para o caso do Peugeot 208, a suspensão dele nunca apresentou qualquer ruído ou folga, e o consumo de pneus foi exemplar, com troca de um par aos 50 mil e de outro aos 60 mil km rodados, todos com desgaste totalmente regular. As pastilhas dianteiras demandaram troca aos 50 mil km. Os discos de freio continuam originais, sequer demandando necessidade de “passe” na troca das pastilhas. O câmbio mantém funcionamento perfeito (é muito suave nas trocas) desde zero km (sim, é o AT8). Portanto, não há como eu “assinar em baixo” das manifestações relativas à baixa confiabilidade dos produtos da marca atualmente. Ao menos até agora, minha relação com os produtos da PSA tem sido muitíssimo satisfatória.
          Talvez deva se fazer uma ressalva quanto ao valor das revisões, que não é baixo (facilmente ficam na casa entre 500 e 1000 reais (tanto na Peugeot quanto na Citroen) inclusas despesas com alinhamento e balanceamento), mas também não são estratosféricos comparando-se com os outros carros que jé tive.

          • Andre L W

            Ubaldir, mais uma vez parabéns pelos seus relatos. Acompanhei todos do C4L. As questões interpretativas (ou a falta de interpretação) do seu texto pelos outros “faz parte”. Tive um 408 THP (trocado no final do ano passado) que entreguei com 120mil km. Não tive nenhum problema na transmissão e motor (este nem baixava óleo entre as trocas), amortecedores troquei pouco antes dos 100mil km. “Defeitos” poucos (e nenhum relevante a ter de deixar o carro parado) e alguns resolvidos dentro da revisão, como você narrou. É um carro que também “deu dor no coração”, assim como o Jetta 2.5 que tive antes. Por sinal, acho que troquei mais peças fora da garantia no Jetta do que no Peugeot. Até lâmpadas, por ex., troquei uma só no Peugeot (neblina), enquanto no Jetta (que rodei 90 mil km) troquei 2 de neblina e 2 dos faróis.

  • Danilo Fratangelo

    Em resumo: uma bomba atômica, na minha opinião. Ou azar com a unidade. Para mim é simplesmente inconcebível que um carro aos 70 mil km tenha questões como as relatadas em amortecedor, caixa de direção, comando de distribuição, etc. Tenho um Kia Cerato desde zero, comigo há quase 7 anos, rodando há 3 no gnv e que acabou de passar dos 110 mil km que a única manutenção não de rotina que ele viu foi troca das buchas das bandejas exatamente aos 108 mil km e quase 7 anos de uso. Se vc quer pegar um carro desses tem que ser em garantia e fazendo revisao em concessionária gastando os tubos para trocar óleo, depois da garantia chora. Eu acho lindo os citroens, mas simplesmente não tenho coragem de ter. Sei que muita gente vai dizer que tem e nunca teve problema, mas eu acho inaceitável a quantidade de pesssoas que tem problemas e principalmente os tipos de problemas.

    • Já tem respostas demais com relação às questões relatadas pelo companheiro em outras postagens. Cada um que interprete como quiser. Só estou aqui para dar um relato sincero aos leitores que porventura tenham algum interesse no modelo ou com relação ao pós venda da marca.
      Vale dizer que fiquei com o carro por 30 mil km após o término da garantia. Nada de muito significativo em termos de defeito ou de gasto com o carro. Revisões após o fim da garantia foram feitas em oficina particular que é especializada em PSA.

  • Unknown

    Parabéns pelo relado, Ubaldir.
    Desejo-lhe sorte com o novo veículo e que, em breve, você consiga realizar o sonho de ter um “hot hatch”.
    Abs!

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