Citroen Longform Sedãs Volkswagen

60.000 km com Jetta, 1.000 km com C4 Lounge (e comparação entre eles)

Prezados amigos do NA, como assíduo frequentador do site já a algum tempo que desejo compartilhar minhas experiências com alguns modelos com o qual tive contato mais íntimo no intuito de fornecer informações que possam vir a ser úteis a alguns leitores que pretendam adquirir em um futuro próximo um modelo entre os que vou descrever.

Eu acabo de me desfazer de um Jetta Comfortline 2011/11, com o qual convivi por 3 anos e 3 meses e por praticamente 60 mil km rodados. Modelos dessa faixa de mercado costumam se desvalorizar com mais intensidade com o avanço da idade e tendem a possuir custos de manutenção mais salgados quando peças mais robustas começam a pedir substituição, o que é normal à medida que o carro se aproxima dos 100 mil km rodados, ao que me obrigo à troca por um novo ao vencimento do prazo de garantia.


Como isso ocorreu em abril último para o caso do Jetta, passei a estudar entre as opções do mercado e cá estou com um C4 Lounge Exclusive THP sem teto solar.

60.000 km no Jetta

60.000 km com Jetta, 1.000 km com C4 Lounge (e comparação entre eles)


Pois é, 3 anos se passaram com o Jetta e posso relatar com precisão as experiências vividas com este carro que tanto gera polêmica e discussões acaloradas em sites especializados em automóveis. O que posso dizer sobre ele? Que foi muito bom companheiro nesse tempo e que chegou aos 60 mil quilômetros esbanjando vitalidade e em excelente estado. Zero de ruídos internos, zero de problemas efetivos.

Os reparos que ocorreram nesses pouco mais de 3 anos foram todos resolvidos em garantia:

– Rolamento da roda dianteira direita roncou com 10 mil km, logo após o carro ter sido “sugado” para dentro de uma cratera junto a um meio-fio numa manobra de estacionamento. Não houve dano visível no incidente, pois o carro desceu até apoiar o braço de suspensão no chão, sendo que só houve trabalho para retirá-lo do buraco.

Mas logo depois o rolamento começou a fazer ruído. Levei na concessionária e diagnosticaram o defeito no rolamento, ao que providenciaram a substituição do par de rolamentos dianteiros em garantia;

– O tanquinho de partida a frio apresentou discreto vazamento em duas ocasiões, o que fazia o cheiro de gasolina incomodar na cabine. O problema foi devido ao ressecamento de uma borrachinha com poucos milímetros de comprimento que faz a emenda do tanquinho com a tubulação de saída do combustível.

Resolveu-se o incômodo nas duas vezes com a substituição da minúscula borrachinha (custa centavos segundo o atendente da concessionária), mas o fato de ter ocorrido por duas vezes indica que o problema deve voltar a se repetir em algum momento;

– Danificaram a rosca do parafuso do cárter, por onde se faz o escoamento do óleo do motor. O aperto do parafuso com rosca enviesada ocasionou o dano. Substituíram a tampa do cárter em garantia;

– Aos 40 mil km rodados a junta homocinética direita começou a apresentar discretíssimo estalo nas subidas de rampa de garagem com o volante esterçado. Acredito que tenha ainda sido consequência do incidente ocorrido aos 10 mil km. Na concessionária substituíram o semi-eixo direito em garantia.

E nessas ocorrências se limitou a folha corrida do carro. De resto foi uma convivência pacífica, sem outros defeitos a relatar.

O motor 2.0 de 120 cavalos

60.000 km com Jetta, 1.000 km com C4 Lounge (e comparação entre eles)

Vamos ao que mais importa: falar do motor 2.0 de 120 cv, alvo maior de controvérsia nesse Jetta de “entrada”. A unidade de força velha de guerra da VW é antiquada, com projeto já datado, fornece pouca potência específica, só tem 8 válvulas, etc., etc. É aquilo que todos já sabem.

Mas o que posso dizer é que é uma receita que ainda funciona. O carro mostra disposição para se mover de forma a ainda dar prazer a quem dirige. Não se sente falta de fôlego em situações cotidianas, nem em uso urbano e nem no rodoviário. O carro passa a sensação de estar pronto para responder ao que o seu motorista lhe propõe, sem sustos, sem muita morosidade.

Só não exija dele comportamento esportivo. Se for “brincar” de arrancar com alguém em um semáforo, certifique-se que o modelo ao lado tem motor de 1.4 aspirado para menos. Caso contrário, é pedir pra passar vergonha. A sensação de que o modelo arranca rápido é meio “faz de conta”.

O torque disponível em boa parcela desde os regimes de giro mais baixos faz parecer que você conta com um veículo ligeiro nas mãos, mas isso não é realidade. Portanto, se você utiliza o veículo como um pacato pai de família, exigindo somente que ele o leve pra lá e pra cá de forma honesta e até prazerosa, ok. Mas se pretende retirar dele um desempenho esportivo, esqueça. Aí ele realmente vai te decepcionar.

A suspensão e a direção do Jetta são típicas dos modelos VW: rígida e direta sem ser extremamente desconfortável. O carro tem ótimo comportamento dinâmico, e faz até você se esquecer que está ao volante de um sedã com 4,64 metros de comprimento, permitindo uma tocada divertida, em especial no contorno de curvas.

O “porém” fica por conta de seu funcionamento muitas vezes ruidoso. Em curvas com piso irregular é comum se sentir um “toc-toc” irritante vindo do quadro dianteiro, semelhante ao que seria um estalo intermitente na coluna de direção.

E passar por obstáculos como lombadas em velocidades maiores é sempre seguido de um susto: a suspensão volta muito rapidamente após comprimida, o que ocasiona um estrondo forte, sempre muito desagradável.

Mas que fique claro que são ruídos ocasionados pelo funcionamento da suspensão mesmo, a famosa “característica de projeto”. A geometria sempre correta em 60 mil km e o gasto de pneus sempre de forma regular (o jogo original durou quase 50 mil km) atestam a robustez do sistema.

No mais, espaço interno e porta-malas bastante generosos, boa interação do motorista com o carro, posição de dirigir excelente e som de primeira qualidade fecham as características do modelo.

Chegamos aos quase 60 mil km com o carro em condição de “zero km”, com rigidez do chassis impecável, solidez dos acabamentos internos também muito satisfatória e com custos de manutenção dentro do que eu chamaria de normais: primeiras revisões na casa dos R$ 300 e as últimas as aproximando dos R$ 800.

O convívio com a concessionária que me atende foi pacífico. De negativo apenas o dano no cárter na segunda revisão e alguns arranhões nas rodas quando solicitei a substituição dos pneus já perto dos 50 mil km.

Compra do Citroen C4 Lounge

60.000 km com Jetta, 1.000 km com C4 Lounge (e comparação entre eles)

Depois de muito me debruçar sobre meus conhecimentos a respeito dos diversos “players” do mercado de sedãs médios, acabei por optar por trocar um certo “pré-conceito” a respeito das marcas francesas por um “conceito”: daqui a algum tempo terei uma opinião real formada sobre produtos da Citroen.

O C4 Lounge Exclusive THP quase incontestavelmente oferece um custo benefício difícil de ser batido no mercado atual. Muito bem equipado, com linhas elegantes, espaço interno entre os melhores da categoria, motor diferenciado… digamos que se trata de um excelente pacote.

Esperei um tempo para ver se os rumores da troca do motor 2.0 aspirado do Jetta Comfortline pelo 1.4 TSI iriam se confirmar, mas como vi que esta não será uma realidade no curto/médio prazo, descartei o VW. Na comparação que apresentarei mais a frente ficará clara a minha escolha.

Bem, já conheço bem o Honda Civic, e o que ele oferece pelo preço pedido não me agrada. E seu espaço no banco traseiro, em especial na altura do teto, é insuficiente para as minhas demandas (mais de 1,90 de altura, filha bebê, filho adolescente com mais de 1,90m de altura).

O Renault Fluence e o Peugeot 408 ficam de fora pelo simples fato de que suas aparências muito me desagradam: é minha opinião, mas eu estou comprando o carro para mim, ora bolas. Ambos possuem ótimo espaço interno, o 408 tem acabamento interno que chama a atenção em meio à concorrência. Mas ter que olhar para a sua garagem todos os dias e se deparar com um design que não lhe agrada aos olhos não é algo prazeroso.

O Toyota Corolla tem um estilo que, mesmo remoçado na nova geração, também passa à margem de minhas preferências. E não me senti muito bem no seu interior: o ar retrô da cabine é forte, e o preço pedido é bem alto se analisado o que se oferece em termos de requinte e equipamentos.

É realmente aquele caso de “desamor à primeira vista”. Não me convenceu. Acho que ainda não cheguei à idade certa, rs.

Chevrolet Cruze e Ford Focus são facilmente descartados pela falta de espaço interno. O aproveitamento de suas cabines fica longe do que os demais concorrentes oferecem, e como minha prioridade está exatamente do tamanho da cabine, impossível considera-los, por mais que possam apresentar outros atributos interessantes.

Portanto, vamos nós fazer test-drive do Citroen C4 Lounge. O 2.0 é um tanto quanto reticente nas retomadas. Claramente a curva de torque do aspirado não é das mais alvissareiras. Até os 3 mil giros há uma letargia que não agrada.

Já o THP é simplesmente perfeito no que entrega de vivacidade ao carro. O câmbio funciona à perfeição com ele. O carro está “vivo” desde o ponto morto. Não há o que se queixar do conjunto motriz no modelo turbinado.

O interior é muito bom, fornecendo uma ótima sensação de requinte já a primeira vista. Junte-se a isso o conforto de rodagem (a suspensão macia e o silêncio interno impressionam) e o altíssimo nível em termos de equipamentos disponíveis, e fica-se muito próximo de fechar o negócio. Aí vem pagarem bem no seu usado, taxa zero no saldo em 24 vezes… fechei o negócio.

60.000 km com Jetta, 1.000 km com C4 Lounge (e comparação entre eles)

Citroen C4 Lounge x Volkswagen Jetta

São só 1.000 km rodados com o C4, mas fica impossível não tecer uma comparação entre os dois modelos, ainda mais que a experiência com o Jetta ainda está muito viva na memória. Vamos por partes…

Quem vê cara…

A primeira coisa que se aprecia em um carro é seu design. Você chega, dá uma volta ao seu redor, vê os detalhes até onde a vista alcança. O C4 possui linhas mais elaboradas que as do Jetta, fornece uma percepção de “requinte” maior em detalhes, tem mais vincos desde as duas nervuras sobre o capô até a linha curva sobre as caixas de roda traseiras.

O vidro traseiro convexo no encontro com a tampa do porta-malas e o enorme para-brisas muito inclinado são originais e chamam a atenção, os acabamentos cromados que contornam a linha inferior dos vidros laterais, que ligam as duas lanternas traseiras, que estampam o símbolo da marca na grade do radiador e que fazem um formato de “U” na parte inferior do para-choque são de extremo bom gosto, os faróis e lanternas passam a sensação de mais valor agregado que no VW, as rodas aro 17” são simplesmente maravilhosas.

Mas…

O Jetta tem linhas mais simples, mas que me parecem mais harmoniosas. O sedã da VW passa uma sensação de porte mais avantajado que não possui paralelos na concorrência (talvez apenas o Fluence se aproxime nesse aspecto). A frente é bonita, apesar do monótono “Family face” da VW que estampa quase toda a linha. O C4 possui enormes faróis que, se são bonitos quando observados em particular, trazem uma sensação de que elevam demais a frente do carro por estarem dispostos faceando em sua linha superior o capô, o que tira um bocado a sensação de harmonia do desenho.

No frigir dos ovos, somados prós e contras, confesso que ainda sou mais o Jetta. Vitória apertada do VW.

Por dentro do assunto

Abre-se a porta e entra-se no interior do veículo, e… não dá pra negar: a primeira sensação dentro do Citroen destrói o Jetta. Tudo passa ar de mais requinte no francês. Desde os bancos até os botões da seção central do painel, tudo leva a crer que há mais capricho dentro do Lounge.

Vamos por pontos:

60.000 km com Jetta, 1.000 km com C4 Lounge (e comparação entre eles)

Painel – Toda a porção superior do painel dos dois modelos é revestida por material “soft touch”. Mesmo assim, a textura que se observa no C4 agrada mais aos olhos e ao tato. O painel muito “curtinho” do VW (ele pouco avança para dentro da cabine a partir do para-brisas) ressalta o ar de simplicidade que é comum dentro do Jetta. Os clusters do VW também são visualmente simplórios, muito lembrando muito o que temos em um Fox.

Há capricho na montagem, mas o design é algo “sóbrio demais”. Já no C4 tudo parece mais elaborado, visualmente, mais cuidado que no Jetta: A escolha de cores disponível para o cluster, as escalas digitais para conta-giros (ela é branca, mas fica vermelha quando se aproxima do limite de rotações) e indicador de nível do combustível, o volante visualmente mais caprichado, o revestimento imitando fibra de carbono na porção central, os botões da central multimídia… tudo é visualmente mais agradável no francês.

Os elementos que o Jetta compartilha com diversos outros produtos da linha (acionador de farol, alavancas atrás do volante, espelho do para-sol e sua iluminação, etc.) acabam por denotar um ar ainda maior de simplicidade. Há a questão da ergonomia, onde enxergo certa vantagem para o Jetta.

Nele tudo parece estar mais à mão que no C4, os comandos da central multimídia demandam alguma prática no C4, os comandos de rádio, telefonia e computador de bordo no volante são mais completos no Jetta, até porque no Lounge os botões à esquerda no volante estão ocupados pelos comandos de cruise control e limitador de velocidade, ao passo que no VW estes se encontram em alavanca.

Mas não é nada que seja determinante em termos de utilização no dia-a-dia. Uma semana no C4 e você já está totalmente familiarizado com tudo ali. Até mesmo com o botão de partida à esquerda do volante… ponto para o C4, com certa folga.

Painéis de porta – Aqui a coisa fica feia para o VW: em minha opinião os forros de porta do Jetta passam longe do que seria de se esperar em um carro deste nicho de mercado. Fico me perguntando o motivo de o sedã médio não seguir o padrão que encontramos no novo Golf. O acabamento plástico da parte superior, junto à linha dos vidros, passa uma sensação de ser feito em material muito “chinfrim”.

Há uma rebarba junto à extremidade que fica próxima ao retrovisor que denuncia rapidamente até ao usuário menos observador de que ali se encontra um plástico sem nenhum requinte, a despeito de sua superfície tentar imitar o que se vê no acabamento emborrachado do painel. Na sua porção central até chegar ao descansa braço, encontra-se uma superfície totalmente plana que parece estar revestida no mesmo couro sintético dos bancos, mas que não possui qualquer acolchoamento, fornecendo uma impressão de que ali pode estar uma outra superfície plástica imitando um revestimento mais nobre.

Confesso que em 3 anos de convivência não cheguei a uma conclusão definitiva sobre o assunto. O descansa-braço é acolchoado e revestido em couro, mas seu prolongamento em direção aos comandos dos vidros elétricos se dá no mesmo plástico de aparência ruim do topo do painel das portas.

E há um adendo: normalmente, quando você faz uma curva mais forte para a direita, tende-se a apoiar o joelho na forração da porta do motorista, bem no prolongamento do descansa-braço. Ele dá estalos muito incômodos nessas situações, deixando trespassar uma sensação de fragilidade.

Na porção inferior, mais do plástico de qualidade duvidosa. Ele se arranha com facilidade (minha esposa carregava uma bolsa com acabamento metálico junto à porta que riscou toda a superfície do acabamento). O porta-trecos possui um tipo de “tapetinho” emborrachado colocado em sua superfície inferior. Ele até evita que objetos ali colocados façam barulho, mas passa uma sensação de improviso (ele é simplesmente jogado no fundo do nicho, sem qualquer presilha) que destoa do que se esperaria da categoria do modelo.

Já no C4 tudo passa uma sensação de mais qualidade visual, de mais requinte. A porção superior (junto aos vidros das portas) é emborrachada em um acabamento semelhante ao do painel (apesar de mais duro ao toque, menos acolchoado). A porção central tem curvaturas e é moldada em um plástico muito agradável visualmente e também ao toque. O descansa-braço é revestido no mesmo couro dos bancos.

Aqui um adendo em favor do Jetta: o prolongamento em direção aos comandos dos vidros e retrovisores elétricos sofre uma angulação ascendente, fazendo com que se tenha uma posição melhor de operação dos botões no VW, a despeito de ser muito comum você acionar os vidros traseiros involuntariamente no lugar dos dianteiros no modelo alemão, fato que não ocorre no C4. A parte inferior do forro de portas do francês segue a padronagem do plástico da porção central, agradável à vista e ao toque, mesmo sendo rígido. Somando tudo, vitória folgada do C4 neste item.

Console central – Aqui a questão visual se mantém favorável ao C4. O plástico ali empregado segue a padronagem da porção central da forração das portas, garantindo um ar mais sofisticado que no Jetta. A alavanca do freio de mão é mais elaborada em termos de design no francês, e conta com botão de acionamento cromado, detalhe “bobinho”, mas que entrega requinte ao conjunto. O descansa braço central tem um dispositivo no C4 que o permite avançar alguns centímetros à frente, o que não existe no Jetta. Em desfavor do francês só mesmo o nicho que se forma na união entre o painel e o console, mais bem resolvido no Jetta. Mas no geral, nova vitória do C4.

Bancos – Mais uma vez o que salta aos olhos é a qualidade visual do que se apresenta no C4. O tal do “couro nature” (couro sintético que a VW disponibiliza para o Comfortline) não convence em termos visuais. A qualidade de construção é ótima, mas deixa a dever no que tange à percepção visual e ao tato. No C4, couro natural com peças em texturas diferentes entre si e porções em couro perfurado fazem um conjunto que encanta aos olhos e ao tato.

Quanto ao conforto, os bancos do Jetta tendem ao “banco concha”, com design arrojado, abas muito pronunciadas, estofamento mais modesto, com espuma mais rígida, e espessura dos encostos e assentos bem limitada.

Eles dão um ar mais esportivo ao interior do VW e permitem que se cole mais o banco no assoalho, mas ficam devendo um pouco na maciez e conforto de quem ali se aloja. Já no C4 a prioridade é o conforto, a maciez. Como o entre-eixos é maior no francês, acredito que o expediente do banco “fininho” seja desnecessário, possibilitando maior oferta de material espumoso nos encostos.

60.000 km com Jetta, 1.000 km com C4 Lounge (e comparação entre eles)

No banco traseiro a história se repete: aos olhos é inegável a supremacia do C4. O estofamento continua mais generoso no francês, garantindo mais maciez para quem ali se aloja. Há também o bônus do encosto mais reclinado no C4, sendo notável a maior comodidade em trajetos mais longos.

E há ainda a questão do descansa braço retrátil do centro do banco traseiro, onde o C4 apresenta maior capricho, com bonitos porta-copos escamoteáveis. O do Jetta tem um ar mais simplório. Somado tudo, nova vitória do francês nesse quesito, também com certa folga.

Porta-trecos – Aqui o VW mostra a que veio. Os nichos nas portas para alojar as coisas que sempre trazemos ao interior do veículo são bem maiores e mais profundos no Jetta. Nas portas dianteiras há espaço para alojar garrafas d’água de grande volume. O espaço existente sobre o descansa-braço central é bem mais avantajado em volume no VW. No console central há apenas um porta-copos no C4, contra 2 no Jetta, sendo que se disponibiliza no VW também um cinzeiro removível (nunca se sabe quando um fumante estará contigo).

Há no Jetta um útil porta-óculos no teto, algo que não se tem no C4. Há também a ótima gaveta alojada sob o banco do motorista. O nicho que se forma entre a porção central do painel e o console entre os bancos também é mais útil no Jetta (no C4 as tomadas USB e 12v ocupam totalmente o nicho).

A favor do Citroen só mesmo o porta-luvas mastodôntico devido à maior profundidade do painel (no Jetta ainda se ocupa algum espaço com a entrada USB), a existência de porta-revistas nos encostos dos dois bancos dianteiros (no Jetta só temos em um) e os charmosos porta-copos escamoteáveis do descansa braço retrátil. Ponto para o Jetta.

Posição de dirigir – Aqui vai muito do gosto do cliente. O Jetta tem uma posição de dirigir que garante uma sensação de esportividade imensa, sendo quase que possível colar os bancos no assoalho e lançar suas pernas quase na horizontal em busca das pedaleiras. No C4 a posição é mais tradicional. Em ambos é possível encontrar uma posição confortável de guiar, graças à regulagem ampla de altura de bancos e altura e profundidade do volante.

Vale o adendo de que no Jetta é possível também regular a altura do banco do passageiro da frente, algo bem raro mesmo em categorias superiores. O banco do motorista do Jetta também tem um dispositivo de regulagem lombar que é limitado, mas tem lá sua utilidade. Somado tudo, em minha opinião, mais um ponto para o Jetta.

Espaço interno – Aqui poderíamos esperar uma vitória folgada do C4, já que ele conta com entre-eixos 6 centímetros maior que o do Jetta. Mas a VW conseguiu um verdadeiro milagre do aproveitamento do espaço interno no seu sedã médio.

Olhando “com lupa”, dá para intuir que a mágica vem do encurtamento do painel, do para-brisas menos inclinado e de dimensões mais reduzidas, o que permite que os bancos dianteiros caminhem em direção à frente do veículo, aos bancos dianteiros com encosto de espessura bem reduzida e ao banco traseiro bem encaixado no vão do porta-malas.

Desta forma, apesar de ter um modelo que conta com o menor entre-eixos da categoria, a VW conseguiu inseri-lo entre os de espaço para os ocupantes mais generoso. O design do Jetta também contribui para que não se tenha problemas com a cabeça dos ocupantes, mesmo os mais altos que forem sentados no banco de trás.

O C4, por possuir maior entre-eixos, não precisa de muita firula para ter bom espaço interno. Todos vão muito bem acomodados no carro, seja no tocante a joelhos, seja no que se refere à cabeça. Empate técnico neste item.

Porta-malas – Para este item os números não mentem: o Jetta conta com 510 litros de capacidade contra 450 do C4. Entretanto, o Citroen compensa com um acabamento interno superior no compartimento, com revestimento integral do lado interno da tampa com carpete (no Jetta é parcial com plástico), forração do assoalho diferenciada e compartimento que isola os “pescoços de ganso”, impedindo que os mesmos possam danificar a bagagem.

O Jetta contra-ataca ao possuir duas interessantes compartimentações nas laterais, atrás das caixas de roda, uma separada do porta-malas por placa plástica, outra por rede elástica. O VW ainda conta com uma útil rede com ganchos de fixação que se prendem a alças existentes na lataria nos 4 cantos do compartimento, permitindo fixar objetos menores para que não fiquem soltos e produzindo ruídos em movimento.

No frigir dos ovos, o Jetta vence no desempate pela maior capacidade. Até porque o acabamento do porta-malas é um assunto muito relativo, já que não se costuma carregar um convidado ali.

Som – Aqui um tópico em que o VW é imbatível. A qualidade do som em seu interior é notável. Graves e agudos são ouvidos com perfeição. No Citroen o som até convence, mas não se compara ao que se tem no Jetta. Ponto para a VW.

Assim, somando item por item do quesito interior, temos um panorama pouco animador para o VW. Isso vai ser reforçado mais a frente quando avaliamos o comportamento da suspensão. Em termos de interior, o Citroen tem vantagem folgada na comparação com o Jetta. Vamos deixar a beleza interior de lado e passar a analisar o coração dos dois modelos. Vamos à parte mecânica.

1.6 THP x 2.0 8v aspirado

Cabe aqui um adendo na comparação: muitos vão me questionar se o correto não seria comparar o THP da Citroen com o TSI do Jetta Highline. Não. Explico porque: o Jetta Comfortline com o mesmo nível de equipamentos do C4 Exclusive sai por preço de tabela até superior ao Citroen topo de linha. O Jetta TSI parte de um patamar de preço muito distante, já acima dos 90 mil reais, e equipado como o C4 Exclusive chega aos 105 – 110 mil reais facilmente. Portanto, a comparação correta é essa mesma, por maior discrepância que aja entre os motores.

Aqui a vitória do C4 é por nocaute, e no primeiro minuto do primeiro assalto. Como já disse, o conjunto mecânico do Jetta até garante um certo prazer na condução, mas você tem que estar esperando bem pouco dele para se contentar. Não compromete no uso cotidiano, mas não te emociona hora nenhuma. Sente-se força até razoável em regimes de baixo giro, o motor até parece encher rapidamente, mas tudo fica mais no campo das percepções. No final, qualquer modelo compacto com motor 1.6 vai te deixar para trás em uma arrancada.

No C4 a história é outra. O motor THP já está pronto pra voar no ponto morto. Em qualquer regime de rotação ele está te entregando força diferenciada. Ele sempre te responde de imediato a qualquer cutucada no pedal da direita. Uma apertadinha e lá vai ele cantando de leve os pneus dianteiros (com o ASR atuando) e engolindo o asfalto à frente. Compará-lo ao aspirado velho de guerra da VW é covardia. Aqui a derrota do Jetta é pior que os 7 x 1 imposto pela Alemanha ao Brasil na copa.

Aisin x Tiptronic

O casamento do novo câmbio de 6 marchas utilizado pela Citroen no C4 com o motor THP é muito feliz. A sensação de que a marcha correta sempre está engatada é quase regra, as trocas são muito sutis e suaves, é preciso estar olhando no indicador de marcha do painel para saber o que está acontecendo. Tudo funciona a contento. O único “porém” fica por conta de que quando se pisa um pouco mais forte no pedal da direita, o câmbio demora para entender depois que você alivia o acelerador que já pode voltar para o funcionamento normal, baixando o giro. Ele deixa o carro “nervoso” por um pouco mais de tempo que seria necessário.

No Jetta o câmbio TIPTRONIC é até valente, funciona com bom conforto, suas trocas, apesar de menos suaves que no C4, são também dotadas de conforto. Entretanto o seu casamento com o motor de 120 cv não é perfeito. O câmbio troca demais as marchas em regime de trânsito urbano buscando arrancar alguma coisa do motor velho de guerra, num ritmo que chega a ser desagradável. A sensação que se tem é de que há muito câmbio para pouco motor, por mais estranho que isso pareça.

Na conta final, mais pelo entrosamento com o motor, o câmbio do Citroen leva o ponto.

60.000 km com Jetta, 1.000 km com C4 Lounge (e comparação entre eles)

É nesse balanço que eu vou…

Na questão da direção e suspensão, temos aqui duas escolas diferentes em ação. O Jetta segue a velha receita de esportividade da VW, com suspensão firme sem ser muito desconfortável. Já o C4 vai mais na cara da Citroen, com conforto exemplar mas sem prejudicar muito o comportamento dinâmico.

No Jetta há o inconveniente dos ruídos de funcionamento que já citei quando falei da convivência com o carro. E não precisa de você rodar muito com ele para perceber os tais barulhos: quando tirei ele da concessionária estranhei antes do primeiro quilômetro rodado. Você logo se acostuma, mas que sempre recebe os “toc-tocs” com certa decepção, isso recebe.

Mas o carro se apresenta extremamente comunicativo com o motorista, sempre passando para o volante exatamente o que está acontecendo nas rodas. Seu comportamento tende mais para a esportividade que no Citroen. O meu tinha suspensão traseira em eixo de torção, mas tínhamos um Highline aqui na firma com o qual tive ampla experiência e digo: a suspensão traseira Multilink não é notada em situações cotidianas. E pior, não resolve os ruídos de funcionamento, que são o que realmente deixam a desejar na arquitetura da suspensão do Jetta como um todo.

Já no C4 o conforto é prioridade. O funcionamento da suspensão do francês parece mais “natural” que no Jetta. Não estão lá os ruídos que acompanham o VW em qualquer situação onde o terreno se apresente mais acidentado.

Tudo parece ter sido feito para garantir aos ocupantes maciez e ausência de ruídos. A contrapartida fica por conta de que o carro passa menos suas reações para o volante, o que muito se amplia devido à direção elétrica.

Assim, a tocada mais esportiva não encontra grande respaldo no projeto do sedã francês. A estabilidade é ótima, acho até que similar à do Jetta, mas a percepção é de que o VW leva vantagem no contorno das curvas. A carroceria parece rolar menos no VW.

No final das contas, a decisão pelo sistema de direção e suspensão mais adequado vai do que cada um espera do carro. É bom lembrar que estamos falando de um sedã médio, carro familiar por natureza e que combina melhor com uma proposta mais voltada ao conforto. Por este motivo, meu voto vai para o C4. Até porque eu ainda não digeri muito bem os ruídos da suspensão do Jetta.

Água que passarinho não bebe…

Na questão do consumo, vale um adendo: o meu C4 ainda encontra-se muito novo, e é natural que seu consumo vá se alterar significativamente para melhor ao longo dos seus primeiros milhares de quilômetros. Mas, finalizada a média de seu primeiro tanque, já dá para termos algumas conclusões preliminares.

O Jetta fazia 8,0 km/l e 6,0 km/l em regime urbano intenso com gasolina e etanol, respectivamente. Em períodos de férias escolares, ou em épocas de clima mais ameno (ar desligado), acrescentava-se 0,5 km/l a estas médias. Em uso rodoviário, algo em torno de 12,20 km/l com gasolina e 9,20 km/l com etanol era o normal.

No C4 tive média de 7,0 km/l ao fim do primeiro tanque, o que por experiência com outros veículos zero km, permite vislumbrar que eu obtenha algo próximo aos 9 km/l após a estabilização do consumo. A conferir. Para este item fica impossível determinar um vencedor com os dados disponíveis.

Rigidez torcional e percepção de qualidade construtiva

Por fim, vou fazer uma breve explanação a respeito do sentimento a respeito do chassis e da qualidade construtiva visualizada. Quer se tornar íntimo de seu carro? Lave-o. Você vai apalpar todas as seções da lataria, verá de perto cada encaixe, vai ver soluções de engenharia utilizadas para fixação de peças.

Apesar do contato limitado com o C4 até agora, posso afirmar categoricamente: a rigidez torcional de seu chassis não se equipara à do Jetta. É normal você verificar quando ultrapassa obstáculos de forma enviesada a existência de alguns ruídos (discretos, mas típicos) de movimentação da estrutura, algo que nunca notei no VW.

E o Jetta faz isso com uma estrutura que possui mais de 100 kg a menos que o C4, algo que denota uma maior modernidade do chassis utilizado pelo alemão.

Outra questão que chama a atenção é a existência de pequenos estalinhos observados em peças do acabamento interno, em especial do painel do C4. O Jetta chegou aos 60 mil km sem que se firmasse qualquer ruído de forma perene em seu interior.

Outra questão que me chamou a atenção diz respeito aos para-choques do C4. Ao você tocar as abas inferiores das peças, tanto dianteira quanto traseira, ali junto das rodas, nota-se que elas se movimentam além do que eu consideraria razoável, e levam junto com elas todo o acabamento plástico de revestimento interno das caixas de roda. Não sei, mas me passou uma certa preocupação com a durabilidade do conjunto com o passar dos anos. No Jetta tem-se uma impressão de solidez muito maior nesse ponto.

No que tange à montagem, os gaps de carroceria me parecem similares nos dois produtos. Não se nota rebarbas no interior ou variação nos vãos de carroceria no exterior que possam depor contra a excelência da fabricação dos modelos.

Alguns detalhes na entrega do C4 que depõem contra o controle de qualidade da Citroen:

– Tive que voltar à concessionária no dia seguinte da entrega para resolver um ruído forte de metais se encostando vindo debaixo do veículo. Tratava-se do contato de duas peças metálicas que fazem o isolamento térmico entre escapamento e assoalho, que estavam se encostando. Um pequeno deslocamento de uma das peças resolveu o problema;

– A moldura da maçaneta interna da porta dianteira direita veio solta. Eu mesmo a encaixei no lugar, mas a sensação de falta de cuidado na entrega ficou;

– No encosto do banco traseiro há duas peças isoladas pequenas junto às portas que são independentes do restante, mas também revestidas no mesmo material do estofamento. Do lado esquerdo esta peça veio com o revestimento em tecido, destoando de todo o interior do veículo. Na entrega me informaram que a peça de reposição já havia sido solicitada e que me chamariam para trocá-la assim que a mesma chegasse. Estou no aguardo.

Bem, somando toda a descrição até aqui, coloco o VW Jetta à frente do C4 neste quesito. Só o tempo dirá como é que vai se comportar o francês com o passar dos anos. Vejamos como estará minha opinião daqui a 3 anos.

Na conclusão geral, acho que fica claro observando apenas os aspectos objetivos que, qualquer que seja o peso dos diversos itens analisados, o C4 sairia vencedor com folga em um comparativo.

Não é atoa que ele tem se destacado em sua versão Exclusive THP nas reportagens da mídia especializada. O modelo realmente tem fortes atributos para conquistar o cliente. Mas há alguns detalhes que possuem potencial para que ajam problemas ao longo da convivência com o francês, o que pode jogar por terra todos as boas qualidades do projeto. Vamos observar.

Grande abraço a todos.

Por Ubaldir Junior

60.000 km com Jetta, 1.000 km com C4 Lounge (e comparação entre eles)
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292 Comentários

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  • Excelente relato e um texto muito bem elaborado. Parabéns!
    Fica aí a dica: às vezes, o nosso preconceito, as “verdades” dos tempos dos nossos pais, enfim, tudo isso nos impede de desfrutar produtos superiores, que nos entregam mais por menos.

      • Bem detalhado, mas achei demasiadamente longo. Ao meu ver tem um pouco de “encheção de linguiça”, acaba ficando cansativo pra ler. Outra coisa que eu percebo em algumas matérias aqui do NA é o uso de palavras pouco comuns, pra valorizar mais o texto. Sinceramente, acho que termos como “alvissareiras” e “letargia” poderiam ser substituídos por outros mais comuns no nosso dia-a-dia, tem alguns parágrafos ai do texto que parecem ter sido escritos por Camões, lá no século XIV.

          • Boa tarde Ubaldir Jr.
            Quanto ao combustive? No manual a Citroen recomenda usar gasolina premiun? Tenho um C4 thp Exclusive e estou usando aditivada!! Vc esta usando qual? o que vc pode me dizer sobre este assunto
            Um abraço

            • É, tanto no manual quanto na tampa do reservatório de combustível temos a recomendação de se utilizar gasolina de alta octanagem.
              Edvaldo, também estou usando aditivada, até porque é bem chato ficar procurando a premium, isso sem falar no preço. Pelo que li, a gasolina comum tem mais propensão a formar depósitos nos motores turbo em longo prazo. Acho que com a utilização da aditivada e seus componentes limpadores o problema deva ser minimizado. Estou querendo ver se faço um teste de abastecer com premium em uma oportunidade para ver se noto melhoras em consumo, especialmente.

              • Bom dia! Legal , Obrigado pela sua dica!

                Vi pelos seus comentários que vc entendi de carros, e se acontecer este problema a longo prazo!!. É grave? Quanto mais ou menos sairia para consertar?
                Eu tbém estou usando aditivada. Um amigo tem 408 thp e disse que ja usou 2 tanques da premium e não fez mais KM/l.
                E quanto ao novo motor THP FLEX será que automaticamente vai resolver este problema? O que vc acha deste motor flex?
                Um abraço!

                Edvaldo

                • Olha Edvaldo, as encrustações de material carbonizado nas partes internas do motor, em especial no comando de válvulas, são naturais mesmo nos aspirados no longo prazo. Ainda não vi nada de muito concreto em termos de dados o quão essa característica poderia ser mais forte nos motores turbinados. Como eu fico com meus carros até cerca de 60, 70 mil km, acho que não chegarei a saber se há realmente algum problema efetivo para o motor THP utilizado com a gasolina que não seja premium.
                  Quanto ao motor flex, não sei exatamente se resolverá o problema da utilização da gasolina comum em lugar da premium. Em teoria, acho que não, não resolveria. Temos que ver se mesmo no motor flex não teríamos a recomendação da utilização da gasolina premium quando se abastecer o veículo com o derivado de petróleo.
                  Na questão do consumo, eu tinha esperanças da melhoria com a utilização da gasolina premium pelo fato de esta não contar com a adição de 25% de etanol que temos na gasolina comum, o que em tese deveria dar um melhor rendimento em termos de km/l. Mas como seu amigo já não obteve sucesso, já vou com menos expectativa para a experiência… rs.
                  De qualquer forma, o motor THP realmente ficou devendo um pouco na eficiência quando o assunto é consumo urbano. Não é atoa que na etiquetagem do Inmetro ele teve nota “C”. No C4 o consumo de 7 (ou até menos) km/l em ambiente urbano não é nenhuma maravilha, em especial se considerarmos que o motor não é flex. Bom, se esse motor não tivesse esse porém também, seria perfeito, né… rs. Acho que o peso exagerado da plataforma do C4/408 atrapalha bastante nesse aspecto. 200 quilos a mais que vários concorrentes “pesa” na conta.

              • Boa tarde Ubaldir!
                Li hoje esse antigo texto e gostei muito! Bem escrito e bem detalhado! Meus parabéns!
                Uma duvida: Passados 4 anos vc ainda está com o C4 Lounge? Está satisfeito com o carro? O preconceito que a marca sofre por aqui é injusto? Pelo que oferece e pelo preço no mercado de seminovos, o C4 Lounge THP é um dos carros que mais me atraem (tenho um Cruze 2013, e quero trocá-lo no mais tardar no inicio do ano que vem) mas o fator “preconceito” muitas vezes acaba pesando…

            • Caramba! Isso é querer “encher a paciência”, hein. A forma de escrever é a “correta”, e não “rebuscada”, uma vez que não há qualquer informação redundante no texto e as palavras do português estão todas aí para serem usadas, contanto que estejam empregadas no sentido correto.
              Quanto ao “ajam”, sinceramente nem me lembro mais se foi erro meu ou na publicação pelo site (esse texto foi formulado quase 3 anos atrás). Se foi meu, paciência, está bem inteligível no fim das contes. E obviamente, não recebi um centavo sequer pelas informações prestadas, só o fiz para compartilhar experiências que pudessem a vir a ser importantes (como foram, diversos leitores entraram em contato particular comigo para maiores informações a respeito dos dois carros) para pessoas interessadas no mercado dos sedãs médios. Completamente sem sentido o amigo perder tempo para formular um post com esse teor. O senso de civilidade de algumas pessoas realmente foge à minha compreensão por vezes.

              • Tá certo Sr. Ubaldir. O mais importante é o conteúdo das informações fornecidas em seu texto, e isso realmente foi de grande utilidade para muitos. Abraços!

        • eu gostei do relato, é pra quem quer saber dos detalhes de cada carro mesmo, o texto dele não foi formal demais nem informal, foi no ponto, quem não conhece a palavra que busque no dicionário, faz bem pro vocabulário

        • Faça algo semelhante no interesse público. Debruçar-se pra criticar o estilo de alguém é facil. Faça algo tão ou mais útil com seu estilo escorreito e conciso que será apreciado. Quanto ao vernáculo, o uso e entendimento que fazemos dele está exatamente na proporção de nossa cultura.

    • É, o 2.0 aspirado do Citroen até tem mais potência que o do Jetta, mas o peso extra da carroceria e a curva de torque em pico deixam o seu comportamento muito próximo ao do VW em desempenho. Nas configurações mais básicas, a briga entre Jetta e C4 fica boa. O Citroen se destaca mesmo é na versão de topo.

      • Uma vez acelerei meu C4 2.0 aspirado do lado de um Golf 2.0 aspirado de um conhecido (menor peso que o Jetta), o Golf ficou MUITO, mas MUITO pra trás, parecia carro 1.4. Isso pq o meu ainda é AL4, se fosse manual ou AT6 seria bem pior. O Jetta aspirado não tem mais torque que o 2.0 16v da Citroen em nenhuma situação, o comando variável faz seu trabalho de forma exemplar.

        • João, o problema é a “pegada” urbana.

          O Ubaldir gosta de andar tranquilo mas que utiliza o mtoor nas necessidades diarias. Nisso, talvez o Jetta agradasse mais por entregar mais cedo o torque, já que na hora de acelerar mais forte e possivelmente na estrada (o que parece não ser a realidade de rodagem dos carros dele) é onde vc inclusive daria ainda com maior prazer no C4.

          • São 21,6kgfm de torque contra 18,4. A diferença do torque do C4 pro Jetta é maior do que do Jetta pra um Gol 1.6 8v. Tanto o C4 quanto o Jetta entregam 100% do seu torque a 4000rpm, então quando o C4 entrega 85% do seu torque, já corresponde a 100% do torque do Jetta. O C4 já entrega 18kgfm (torque máximo do Jetta) em 1750rpm.

            • João, tem que ver como é a curva de torque.

              As vezes, outros fatores que pesam contra o C4 é o peso adicional perante alguns de seus concorrentes que podem apresentar menos torque mas ser mais linear.

              Eu digo que apesar de tudo, eu prefiro dizer sobre conjuntos. Eu sei muito bem que o Pallas não é manco (e o 408 que tem um pouco a mais melhor ainda!), mas é que as relações de marcha e tudo mais, vc consegue mais desempenho por exemplo no atual Corolla com a simulação de marcha que extrai mais do motor que se comparado ao C4 com o cambio Al4 / AT8.

              • Edson, no caso do Corolla claramente o câmbio (CVT) é superior ao aproveitar melhor a força do motor, assim como acontecem nas BMW de 8 marchas. Mas no caso do Jetta, acho que é mais sensação do que qualquer outra coisa. Quando eu tinha meu 1.0 achava ele “espertinho”, só que a primeira terminava nos 30km/h, a do C4 corta a quase 70. Essa sensação de passar a primeira e segunda rapidamente faz você pensar que o carro é rápido, quando na verdade não é bem assim. Acredito que a história do Jetta é bem por aí, segundo minhas pesquisas ele não tem mais torque em nenhuma faixa de rotação, além de não ter potência de final. Ainda sobre o 1.0, dirigi outro carro com o mesmo motor e relações maiores e o resultado foi totalmente diferente, não tinha aquela “força” de saída (pura ilusão). O Jetta aspirado tem, disparado, o pior motor dos médios (e o melhor na versão TSI).

                • Com desempenho comparável (no sentido negativo, mesmo) com o Jetta, só mesmo o Ceratto e seu motor 1.6 do HB20.
                  Mas eu até relatei no texto que a sensação de desempenho do Jetta está mais no campo das percepções. Como eu disse, ele te leva pra lá e pra cá te repassando até uma sensação de força e algum prazer na direção. Mas a tal sensação é meio falsa mesmo. Você comprova isso se tentar dar uma arrancada com ele contra um Gol 1.6, por exemplo. Vai ficar fácil para trás.

                • Eu já acho que o pior motor se concentra no 1.6 do Cerato. Ele brilha em alta rotação mas é pessimo no Cerato em baixa.

                  Sobre a questão de potencia, eu penso que há variantes para isso. Como conversamos, há a questão do cambio, peso do carro, forma de entrega de potencia do motor, aerodinamica… tudo isso influi na perfomance.

                  O que eu quis dizer é que apesar do bom motor da PSA, ele pode parecer mais anemico por conta dessa variantes. E é aí que surge aquelas duvidas já conhecidas.

          • Eu sempre achei que o meu andava bem, mas quando vi um vídeo do manual fiquei até assustado, mas onde moro ficaria louco com carro manual de novo (sou de sp capital).

            • Não da pra compara manual com o at4, ainda mais se for o VTR, e na real para carros 2.0 aspirados que não sejam de ultima geração, acredito que o motor da PSA é o mais espertinho.

      • Consegui ler. Realmente legal a comparação. Mas será que o Citroen trará as mesma alegrias e tranquilidade que o Jetta trouxe ao dono? Espero que sim. No mais, a avaliação dele contou pontos positivos para minha impressão com relação ao Jetta, principalmente no que diz respeito ao 2.0 de 120cv.

        • Bom, é o que espero com relação ao Citroen, que me traga a tranquilidade que tive com o Jetta. Só o tempo dirá.
          Quanto ao Jetta, sim, o carro tem muitos pontos positivos. É sim um produto competitivo na sua categoria, em especial nos pacotes mais modestos. A VW cobra muito pelos opcionais. Não é atoa que o meu só tinha pintura metálica e banco de couro a mais que o pacote básico.

          • Aproveitando o ensejo, gostaria de dar uma dica: Se por algum motivo precisar mexer no parachoque CERTIFIQUE-SE que os parafusos inferiores onde ele fica aparafusado, esteja no lugar.

            Caso contrário existirá barulhos internos. Meu C3, desde os 90000km rodados (hoje 100000km) estava fazendo barulhos internos parecendo vir do painel. Eu imaginava que era da idade e dos plasticos já modificados com o tempo…. e eis que fui realizar a ultima troca de oleo (97000km) e encontro 3 PARAFUSOS faltando. E de fato: Meu parachoque se assemelhou ao que vc disse do seu (ou seja, é bom verificar) e causava o ruido do interior. Nesse local de troca de oleo, o funcionario me informou e eu fui lá e troquei.

            Eu não acredito sinceramente que hoje com a quilometragem informada, o carro consegue ser tão silencioso desde 0km!

            Acredito que é por isso que nao encontro um que troque onde tenha essa confiança além de um preço interessante. Mas enfim, minha experiencia com o C3 com certeza é bem satisfatoria.

            • Sou suspeito para falar, apesar de ter horror de VW, tive 4. Imagina se eu gostasse hehehe. Ja tive 1 renoault 3 peogeot 3 citroen. Realmente nao se comparam a vw sao otimos nao dao problema algum. Tenho um c4 lounge turbo flex nao me arrependo desempenho excelente e consumo na cidade e algo em torno de 7 no transito se SP com etanol, na estrada faco 11.5 com etanol e 14.5 com gasolina. Para quem esta com medo, faca um test drive e o melhor custo beneficio da categoria. O carro e excelente. E olha que o meu ja esta com 60.000 km so troco o oleo… Nao e novidade pode perguntar pra qualquer dono de peugeot ou citroen sao muito resistentes… pra mim vw e papo furado so tive incomodação muito gente fanática que bao vira o disco pra essas porcarias e ainda acham o maximo. Aff…

        • Eu sou satisfeito de dois produtos da Citroen: C3 2008 e Xsara 2001.

          Se fosse depender de mim como dono, te diria que não posso reclmar de pos venda e nem concessionaria.

  • Um texto rico em detalhes parabéns!

    Realmente se botar na ponta do lápis o custo beneficio da categoria, o C4 dispara na frente, sem falar do designer, o carro é lindo.

  • Bom Ubaldir serei repetitivo aqui. Excelente relato assim como seus comentários nis posts do NA. Bem elaborado, bem escrito. É possível visualizar ambos os carros seguindo seu texto.
    Parabéns

      • E você o entregou na CCS da Citroen mesmo?

        Por quanto saiu o C4?

        A propósito, quando lia o texto, já sabia que se tratava de você só pela descrição. rs

        • O Jetta eu entreguei na CCS, mesmo. Há a vantagem de que o grupo Saga que controla a Liberté (CCS Citroen em Goiânia) tem também representação da VW, o que eu acho que facilitou a oferta no meu usado.
          O C4 saiu por 80k (dois mil e uns quebrados de desconto sobre o preço de tabela), redondo, com pintura metálica Gris Moondust (é o cinza escuro metálico).

          • Ubaldir, bom saber que você é de Goiânia, poderiamos nos encontrar e trocarmos uma ideia sobre carros, e vocême tirar umas duvidas sobre esse seu C4, pois estou procurando justamente uma jetta ou C4 usados! No mais um excelente relato, parabéns pela aquisição!

          • Posso te desanimar? Meu C4 é 2008 e comprei por 30k, o carro veio com a nota fiscal de compra de exatos 80k. Prepare-se pra perder 50k em pouco tempo rsrs

            • Quanto tempo você tem o C4? um carro com 6 anos nas costas é normal, ainda mais da Citroen que independente de ser bom ou não tem Fama de produzir “bomba”.

            • Cara, isso é normal em um carro dessa categoria e dessa idade, olha o valor do civic ou do corolla em 2008 e o valor fipe de hj e ve a diferenca pro c4…tudo a mesma coisa

            • Ah, mas está normal, João. O Jetta 2011 eu paguei 68k e vendi por 47. Não acho que com mais 3 anos adiante eu o venderia por muito mais que 30 mil.

              Um amigo meu tinha até poucos dias um Civic 2008. Vendeu ele por 35k. Se for pra eu desembolsar 5 mil a mais em 6 anos para rodar no carro que eu quero, está valendo.

          • Otima comparaçao, estou em duvida entre um c4 e um civic, mas faltou dizer sobre o preço do seguro, quanto pagava pelo jetta e quanto ficou no c4, tambem dou de gyn e iria me ajudar muito. Uma questao que me incomoda no c4 é o alto preco das revisoes tabeladas, que estao bem acima da media.

            • Paguei R$ 2.400 no seguro (4 x 605, para ser mais preciso). Para se ter uma ideia, a minha última renovação do Jetta saiu por R$ 3.900.
              Os preços das revisões realmente estão significativamente acima do que se pede nas do Corolla, por exemplo. Ao menos são em 4 vezes no cartão… rs. Mas é aquilo, em 60 mil km a diferença fica em menos de 2000 reais entre o modelo da Toyota e o C4 considerando o preço de todas as revisões. O Corolla cobra mais que isso na diferença de preço de compra. É meio relativo então.

  • Melhor custo-benefício da categoria. Saltar de um motor APzão 2,0 dos anos 80 para um motorzinho 1,6 turbo deve ser uma sensação muito prazerosa.

    • O funcionamento dos dois é razoavelmente diferente. Se são o mesmo produto, não cheguei a pesquisar. Farei isso.
      Mas, como disse no texto, o que mais chama a atenção no Jetta é a falta de motor para o câmbio. A VW fez um grande serviço na calibração do câmbio, fazendo ele trocar de marchas sempre em um giro muito baixo, aproveitando o que o motor tem de melhor, que é o bom comportamento em baixas – médias rotações, até porque acima dos 5 mil giros a unidade de força que equipa o Jetta aspirado simplesmente deixa de existir. Isso faz com que o consumo seja razoável, mas também faz com que em regime de tráfego urbano se tenha um número exagerado de trocas. É troca a todo segundo. Isso torna o funcionamento do conjunto mais moroso.
      Quanto às trocas de marcha em si, elas são mais perceptíveis no Jetta. Você nem precisa olhar no painel pra saber em que marcha está, o que não ocorre no C4. As trocas são quase imperceptíveis, realmente. Mas ambos são muito confortáveis. A minha opção por dar o ponto do câmbio ao C4 foi realmente baseada no feliz casamento com o motor, como citei no texto.

      • É por isso que quando usei o Jetta 2.0 8v eu usava ele quase o tempo inteiro em modo Sport…. (as trocas costumam acontecer por volta dos 3500rpm mas trocando mais cedo por volta dos 3200rpm)

          • O problema é que o Jetta é muito abrupto na troca de marcha… em menos de 40km/h ele já está em quinta marcha.

            Vc vai precisar de retomada e pisa… e o carro reduz, uma, duas, tres marchas para tee dar a resposta… vc já perde de cara 5 a 10 segundos… é muita coisa. Quase bati o Jetta nessas situações.

            O modo Sport dele em minha opinião seria o rodar normal de outros carros. Ele vai muito bem na estrada em D, mas na cidade eu sempre usei S. Mas te digo que ao menos ele é realmente economico.

            E ao contrário do Jetta, no Pallas ele estica bem as marchas o que é condizente.

            • No Pallas acontece justamente o oposto, quase não tem priorização de consumo. Se o carro entender que vc ta em uma subida ou descida, quase sempre ele trava na segunda pra melhorar as retomadas ou usar melhor o freio motor. Dependendo da subida ele segura a segunda até 70km/h. Se passar pro S é pior ainda. Minhas médias nas trocas sequenciais são bem melhores. Isso sem contar o fato de que o carro passa pra última marcha a 61km/h (e não 60km/h), quando eu ando com o limitador ligado preciso configurar 61 ao invés de 60 pra não ficar esticando marcha. Errinho feio de projeto que acaba com o consumo e com a minha paciência.

              • É, o câmbio de 4 marchas da PSA me lembra demais o dos Civic até 2005. Tem que ter uma paciência com as escolhas dele… muitas vezes ele não “conversa” com a gente, toma decisões muito distintas daquelas que a gente tem na cabeça.

              • Acredite…. isso vem desde antes… pois a configuração no meu Xsara é parecida, a diferença é que ele só atua para trocar na ultima marcha aos 65~70km/h. Na cidade, o uso massivo é de primeira – segunda e terceira marcha.

                As relações para vc ter ideia de tão grande que é… a primeira marcha do Xsara vai até 80km/h, sem exageros. A segunda até 120km/h e a terceira até 180km/h. São espaçamentos absurdamente grandes. Só que o torque de 19,2kgmf atua em 4500rpm mas já tem uma boa dose acima de 2000rpm (75%).

                Não a toa, rodar com o Xsara, é receber trocas de marcha entre 2000~2500rpm normalmente apenas com a terceira em 3000rpm (e aí o negocio que te falei de trocar para quarta mais tarde) só usando as 3 primeiras.

                Ao menos é um cambio inteligente que sabe explorar bem o torque do motor. Os buracos geralmente são percebidos entre justamente terceira e quarta marcha justamente pelo espaçamento de uma para outra.

                O cambio do Xsara tem uma proteção (e não é sequencial) que caso vc passe do regime acima de 3000rpm de uma quarta marcha por exemplo, ele não reduz para a terceira. A não ser que vc mude para 3 no cambio o que é ruim porque ele dá um soco mais forte mostrando: “Voce fez algo que não foi previsto para uso” o que quase sempre uso modo carga para essas situações. Mas também… é um motor com ajuste para explorar rotação que tem uma boa atuação de torque aos 3000rpm para cima.

                Só fico triste em determinadas reduções, pois o cambio não trabalha abaixo de 1800rpm, sempre reduz…. e vc percebe que sobraria motor para rodar no plano em baixo giro (faz falta não ter sequencial nessas situações).

              • não entendo pq essa moda de automáticos/automatizados de hoje (talvez porque eu more em Palmas)
                No meu sigma 1.6 consigo andar todo meu trajeto com a 4ª marcha, desde os 30 aos 80 km/h. Se estiver no alcool então, o motor nem engasta com 1000 giros, a partir de 2000 tem torque muito bom. Fora o prazer de cambiar, que não troco por nada.
                Por isso minhas opções para futura troca estão curtas, talvez encontrar um Golf ou fluence turbo manual.

                • Nilson, aqui em SP é comum dirigir por 2 horas só mudando da primeira para a segunda. Quando meu carro era manual, eu gostava de pensar nele como se eu tivesse pedalando uma bicicleta. Quando você coloca nas últimas marchas da bike e anda devagar, o que acontece? Você faz bem mais força que o necessário e sobrecarrega seu sistema tracionário (coxas, tendões, joelhos e pés). Com o carro não é diferente, no carro manual você precisa saber quando passar ou reduzir a marcha, não é só “quando o carro aguenta”, e também não é só rotação, a inclinação da pista deve ser levada em conta. Isso que vou dizer não é um fato e nem uma pesquisa, mas é algo pessoal que eu tenho reparado, os carros automáticos usados são bem mais conservados do que os manuais. Já cansei de ver carros de 98/99 com motor em perfeito estado, na minha opinião isso é graças ao câmbio que não permite “judiar” do carro.

                • O pessoal aqui do site que me conhece sabe que eu compartilho dessa sua preferência pelos câmbios manuais, amigo. Tanto que meu Jetta era manual por opção mesmo.
                  Só que quando se chega a um determinado patamar do mercado a ditadura do automático se estabelece. Só mesmo o Fluence GT é oferecido com câmbio manual. Mas é caro (90 mil), praticamente não existe nas ruas e nem nas concessionárias (você tem que encomendar o carro e esperar uma eternidade), e ainda não me agrada no visual.
                  O Golf é hatch. Não é uma carroceria que atenda às minhas necessidades.
                  Olha, fico pensando o que seria esse C4 turbo com câmbio manual de 6 marchas.

            • No Jetta nem adianta esticar. O motor não simplesmente não funciona em giros além dos 5000 RPM.
              E eu também achei o Jetta econômico para seu porte. O consumo dele foi praticamente o mesmo do meu Polo 1.6. O Polo automatizado da esposa bebe mais que ele.

              • Eu tbm tive a mesma impressão. O que me chateou na realidade, foi a sensação da falta de boas retomadas no Jetta.

                Há um contorno quando termina uma das vias onde há uma redução de velocidade de 80km/h para 40km/h e ao termino desse contorno, há uma subida pouca coisa ingrime…. o Jetta apanhava para me dar a resposta esperada (lembrando que era o automatico).

                Para amenizar esse tipo de coisa ou eu trocava pelas borboletas (o que confesso, é muito legal no começo para utilização mas no final eu usava a alavanca do cambio que é funcional) ou usava o modo S para já ter a marcha certa a utilizar. Quando eu percebia que o cambio iria trocar 2 a 3 marchas eu já colocava em S e resolvia meu problema.

                No caso desse contorno, pouco antes de pegar a subida e querer ganho de velocidade eu fazia isso e o mantinha em S porque boa parte do meu caminho iria precisar de retomadas. Talvez tenha tido um consumo maior mas ao menos tive a resposta minima esperada.

                Mas as trocas ocorrem cedo e simplesmente ao tirar o pé do acelerador o cambio já passa para as marchas acima. (algo que estranhei por ser o modo esportivo)

                Ele segura em situações com freio pressionado (freio-motor) ou com o pé levemente no acelerador para ele manter rotação, mas usar acima de 5000rpm era entediante porque ele mais berrava do que respondia, desisti de tentar (ainda que no dia a dia realmente mal usava até esse regime de rotação).

                O grande porém é que pertinho de casa precisava sempre pegar uma subida bem ingreme e o motor apanhava para subir, tendo de engatar a primeira marcha e subir sem pressa alguma. Com qualquer outro carro, seja ele 1.4 (manual) ou o meu Xsara (2.0) porém com cambio de apenas quatro marchas, a resposta é muito melhor.

                O Xsara também sobe de primeira marcha, mas desenvolve sem muito esforço velocidade que o Jetta sofria. Tentei no modo sequencial e no modo esportivo… não teve jeito. Foi por isso que critiquei e não achei tão condizente, porque iria sempre me lembrar da letargia na resposta o que me faria desgostar do convivio com o carro. Por isso gostaria realmente do motor 1.4 TSI que tenho certeza que iria atender a minha necessidade em qualquer situação.

      • Também conheço bem esse câmbio e motor. Tenho um 3008 há quase 3 anos. O motor realmente dispensa comentários. O câmbio é bom, mas acho que às vezes ele vacila nas retomadas, algo que vc comentou também. Acho também que falta fácil uma 7a marcha. Com todo o torque do THP, acima de 100km/h fica parecendo que o motor poderia funcionar mais manso. De todo modo, é um conjunto discrepante em relação à esmagadora maioria do que a classe média pode comprar. confesso que sinto até uma certa pena quando o cidadão enche a boca pra dizer que o carro dele é um dois pontooo zeroooo, como se fosse a última bolacha do pacote. :)

  • Excelente dominio da lingua portuguesa do autor. É muito bom ver relatos inteligentes de pessoas comprando carros mais caros – muitos, por excesso de dinheiro as vezes nem se preocupam.
    Aproveite o novo carro!

  • Heheheh… gostei do relato/comparativo por inúmeras razões. Mas por uma delas, principalmente: o veredicto sobre o motor 2.0 “APzão”. Fechou, EXATAMENTE, com a minha impressão. Não é “empolgante” mas é perfeitamente adequado. Os nºs frios da ficha técnica (“só” 120CV?) não contam toda a história. Enfim, parabéns pela postagem e bom proveito do “THPzão”.

  • Certamente o C4 terá melhores argumentos de venda, mas só o tempo dirá quem é melhor. Particularmente tive uma péssima experiência com um C3 zero que chegou a ficar na rua, pois quebrou o câmbio, entre outros mil problemas como:
    -Alarme com defeito, abria o vidro sozinho na rua;
    -Sensor de velocidade fez o velocimetro pirar por 3x. Na segunda consegui não pagar, mas a terceira demorou mais tempo e tive que pagar novamente pelo serviço. Por conta disso a direção (elétrica e progressiva) pirava, deixando o carro perigoso na estrada;
    -Luzes sempre queimavam (farol, luz de freio)
    -Lataria me pareceu muito frágil, bastando encostar com o botão da calça para amassar.
    -Radiador extourou do nado.
    -Disco e pastilha precisando ser trocado com 10mil, parece que o original era mais fraco que o paralelo.
    -Entre muitos outros que já nem lembro.
    -Conheço muitos peugeots que deram vários problemas iguais e amigos com C3 que também tiveram que trocar de câmbio, como eu.
    O carro em si era confortável, bom de acabamento.
    Agora estou com Fox que não me deu nenhum problema. VW?

    • Eu tive convívio longo com modelos da VW nos últimos anos. Foram 4 Polos (3 sedãs e um hatch), um Cross Fox e o Jetta (dois dos Polos e o Cross Fox ficaram com minha esposa – um Polo sedã ainda é o carro dela). Somando tudo, rodamos aproximadamente 200 mil km nesses carros. Confesso que o relacionamento foi ótimo. Não tive nada do que reclamar em termos de funcionalidade e robustez.
      A única ressalva que faço é a mesma que observo com relação a Toyota e Honda: estão cobrando demais por seus produtos. A concorrência está fornecendo veículos mais equipados, com mais requinte, com melhores condições de aquisição e ainda por preços mais módicos, por isso resolvi experimentar. Como eu disse, é a vontade de trocar “pré-conceito” por “conceito”. Só o tempo me dirá qual será este “conceito”.

      • Percebo que todas as marcas vendem carros problema para algum “sorteado”. Eu tenho um focus 1ª geração desde 0KM, tive problemas na garantia até o 30 mil por pura incompetência da css, tanto que, depois de muita briga junto ao jurídico da ford, o carro foi levado para uma css do ABC, moro no vale do paraíba, e, voltou um relóginho, preciso e impecável – era uma falha que tinha origem na bobina onde tinham trocado tudo, até chicote, mas, não sondaram o lote da bobina! Hoje o carro esta com 160 mil KM, o consumo continua o mesmo, e os barulhos do interor, lógico, aumentaram um pouco. Sempre nas reviões e preventiva padrão, pneus duram na média de 74 mil o jogo; pastilhas com 105 mil, e, lonas e embreagem originais ainda são os casos mais relevantes. Acho curioso sua preocupação com peças robustas com apenas 60 mil rodados, como pode ver, nunca troquei nada que seja de grande orçamento, minha revisão mais cara ficou 1800 conto, quando vieram os amortecedores – unica peças da suspensão que pediram troca – no mais, estou pensando em ficar com ele para um hobby de gente grande – aumentar a potência, rebaixar um pouco, deixá-lo um típico sleeper. Vamos ver se vou ter saco para isso.

        • kkkk. Eu já tive tanto carro velho na vida que acho que cansei, meu amigo. O que mais me preocupa mesmo nessa categoria de sedãs médios é que a partir de uma certa idade a desvalorização aumenta muito. Aí acaba sendo melhor você ficar com o carro até acabar do que vender ele pelo preço de uma banana.
          Mas você está certo. A troca, em termos financeiros, jamais é compensatória. Você jamais vai gastar na manutenção a bagatela que entrega na troca por um novo.

          • Acho que o grande problema dos médios mais velhinhos é colocar dinheiro em manutenção num carro que vale cada vez (muito) menos. É mais psicológico mesmo…

            • Nilson, é aquela coisa, a gente podendo acho que é muito bom poder trocar o carro a cada 3 anos. Tudo depende da situação na época: se estiver com folga financeira, troco. Senão, vamos em frente e esperamos uma oportunidade melhor.

      • Parabéns Ubaldir pelo texto… tu até parece jornalista !
        Tenho um Jetta 2.5 2010 completo que comprei com apenas 18.000 kms… é fantástico ! a qualidade do acabamento entre o MkV e o MkVI é enorme… Também fiz um test drive no C4 THP… me chamou a atenção o conforto da suspensão dele…

    • kkk,,mesma coisa,,,,eu tenho um peugeot 307,,problema da dor de cabeca,.,,,nunca mais PUG,,, gostei carro da pug,,,mas o oficina nao sabe conserto,,,fail~~ agora to com TIGUAN 3 anos ,,,nenhum problema.

  • Se eu tivesse gostado tanto do Jetta,optaria por pela versão TSI e resolvia seu único problema de desempenho fraco.Gosto da linha VW importada.,totalmente ao contrário da nacional!!!

  • OFF: to querendo comprar uma dashboard cam (aquelas cameras que usam na russia) para colocar no carro.. alguém já fez isso e tem ideia de uma que seja boa? já ouvi falar de uma da Thinkware e outra da Garmin…

  • Troquei o meu Sentra 2.0 S 2011/12 com 125000 km por um Lounge Thp, confesso que a diferença de motor é gritante, mas ainda tenho saudades do conforto do CVT.

  • Francês é lixo, meu camarada se vai ver o que é um carro amolecer todos antes dos 20mil km, tive um peugeot 408 13/14 allure 2.0 at, consome mais que um v8, carro francês são duros, quase 30% abaixo da tabela e implorar na hora da venda. Hoje em diante, apenas toyota ou outra marca que se consagre. Esses carros são o exemplo, de quando você faz uma viagem longa e vê um posto de gasolina com almoço cheio de viajantes parados, opa ai tem coisa boa,agora quando passa e tem ninguém ou poucos pessoas, corra corra que é fria. Franceses são fria

    • Seu comentário é o retrato perfeito da grande massa consumidora do nosso país: mal informados, preconceituosos, e cheios de “verdades absolutas”.
      Quer um conselho? Ande de bicicleta, amigo. O consumo é zero e ninguém esquenta com a revenda.

      • Se o cara acha CARRO NO BRASIL maIs CARO DO MUNDO, é perfeitamente compreensível que se importe com o preço de revenda, a não ser q ele seja rico e troque de carro todo ano, como conheço alguns na minha cidade.

        • Eu também acho que o valor de revenda é importante. Nosso mercado é atípico e possui a particularidade de dotar os usados de grande valor residual.
          Bem, se o C4 me agradar, como eu costumo trocar de carro a cada 3 anos e pouco, não acho que terei problemas na troca dele em uma CCS. Mas se não agradar, posso ter problemas… é tudo uma incógnita. Mas estou literalmente “pagando pra ver”… rs.

      • kkk,,mesma coisa,,,,eu tenho um peugeot 307,,problema da dor de cabeca,.,,,nunca mais PUG,,, gostei carro da pug,,,mas o oficina nao sabe conserto,,,fail~~ agora to com TIGUAN 3 anos ,,,nenhum problema.

        pag peugeot 75K,, vende por 23k…..2anos…

      • Triste generalizar…

        Comprei um Megane com 38K rodados.. já estou com 110K, só alegrias, nenhum problema mecânico, rodando macio e confortável ainda, fazendo entre 12 e 13 km/l na cidade (DF)…

        • Um tio meu teve um Megane 2007. Gostou muito do carro. Mas a revenda foi mais chatinha que o usual. Mas no fim vendeu, ora bolas, hehe. e como tinha comprado usado, nem foi com deságio fora do limite da normalidade.

          • Meu Clio foi chatinho pra revender (não consegui pra particular) mas na multimarcas a valorização foi ótima. PSA não sei dizer, nunca tive, mas Renault não é ruim de revenda, não. Apenas não é “anuncia e vende” como as pés-de-boi da VW, Fiat e Chevrolet.

            • Qual a diferença da Renault para as “pé-de-boi” das 4 grandes hoje em 2014? todas possuem motores jurássicos e modernos, possuem carros “pé-de-boi” e completos, já é uma marca aceita pelo mercado, logo não consigo ver diferença nenhuma…

              • Acho que você não entendeu meu comentário.
                Eu quis dizer que os pé-de-boi das marcas mais tradicionais são facílimas de vender. Só isso. Não comentei nada de modernidade nem de motores.

                • Então mas no caso da Renault ela ganhou bastante mercado nos últimos anos, coloco ela no meio pacote das 4 grandes em todos os sentidos, não apenas nos negativos mas nos positivos também pois a marca evoluiu bastante.

        • Eu tive um Clio Sedan 1.0 16V. O carro é ótimo e só me deu alegrias.
          Na hora de vender, não foi “anuncia-e-vende” como o Uno que eu tinha anteriormente, mas a multimarcas onde comprei meu Punto atual fez uma excelente avaliação, melhor até mesmo que a própria Renault.
          Acho babaquice coisas do tipo “francês não presta”. Renault é uma coisa. PSA é outra totalmente diferente. Cada qual tem suas vantagens e desvantagens. Vai de cada um conhecer o produto antes de sair vomitando pelos dedos.

      • Eu só digo que: O cara que comprou o carro e sentiu tudo isso, simplesmente não testou o que comprou.

        E esse é o maior problema na hora de adquirir um carro no Brasil. isso é bem triste.

        Essa historia vai de longe e eu conheço bem. Entretanto, pelo preço que ele vendeu eu compraria mesmo correndo o risco do cambio. (ainda que ele tenha vendido bem cedo eu já trocaria o oleo para evitar a contaminação do mesmo).

  • Ótimo relato.

    Meu pai tem um Jetta aspirado e diz a mesma coisa, e eu confirmo: pra quem quer andar pacatamente, tá bom. O câmbio de 6 marchas ajuda a disfarçar a falta de potência do motor. Só fica devendo mesmo em subidas.

  • Parabéns demais mesmo… esses relatos ajudam muita gente na hora de decidir qual comprar e enriquece com informações o pessoal que gosta da coisa..

    Estou me organizando para fazer um breve avaliação do meu Megane 2007 vs o Corolla 2007 da minha mulher!!

  • Um dos melhores e mais sensatos relatos comparativos até agora no NA, a única questão que acredito ter faltado foi o teste do novo Sentra, que no quesito espaço interno e equipamentos (no qual você precisa e citou bastante no texto) seria uma boa opção também.

    Parabéns pela compra e seja feliz, independente da opinião dos outros =)

    • Esqueci mesmo de falar do Sentra. Eu fui à concessionária Nissan no seu lançamento para fazer um test drive. Eu realmente gostei muito do que ele oferece, apesar de algumas faltas bobas (um exemplo é a falta do comando de vidros one touch).
      Mas o que realmente me desagrada é o câmbio CVT convencional. A Toyota deu um jeito nele com simulação de marchas, fazendo o Corolla divertido de guiar, mas no Sentra ele mata a emoção de dirigir. É claro, é opinião minha (adoro câmbios manuais). Mas acho até que pelo uso do câmbio CVT, as respostas do (bom) motor ficam a dever em retomadas.
      Tem uma frase colocada na revista “Car and Driver” em um vasto comparativo de sedãs médios por ela apresentado recentemente que retrata bem o que senti no Sentra: “ele parece aquele bom moço, formado em ótimas escolas, responsável… mas que não sabe contar sequer uma piada”… kkkk. Outra que casou bem com o modelo foi que ele é como uma “festa na mansão, mas sem bebidas”. Foi por isso que deixei o Nissan de fora de minhas opções.

  • O custo benefício é evidente, mas…
    Quero ver elogiar o C4 Lounge até a casa dos 60mil KM. Vai deixar até a cueca na concessionária quando tiver que trocar o fuido da transmissão desse câmbio. Bom carro, mas a longo prazo vai virar o que virou o C4 Pallas automático, mal falado, câmbio que trava e faz os donos passarem nervoso, no mercado de usado vai custar menos que o manual.
    Citroen com câmbio automático, só se comprar zero km, quem comprar essa bomba usada com 60km, tá ferrado!!!

    • Se ele contasse ainda com o câmbio de 4 marchas do Pallas, eu nem consideraria sua aquisição. O câmbio AISIN de 6 marchas é consagrado, e se casou muito bem com o motor THP.
      Quanto aos custos de manutenção, é aquela história: como é que vou ficar dando opinião sobre determinada marca se não utilizar um produto seu? Daqui a um tempo poderei falar do C4 com a mesma propriedade com que posso falar do Jetta.

  • Eu não gostava do Jetta, principalmente pela simplicidade e compartilhamento de peças e visual, mas achei bem acabado e caprichado no interior e o motor em si não atrapalha ora quem é pacato.

    • O VW é muito bem acabado, tanto no interior quanto no exterior. Só se sente a falta de um ar mais requintado em sua cabine, o que eu acho que muito tenha a ver com a escolha dos materiais utilizados, em especial no forro das portas, e também por um compartilhamento de peças um pouco além do razoável com modelos de linhas mais baratas da VW. É até muito bom você chegar em um Gol e ver que o espelhinho do para-sol é igual ao do Jetta, até na iluminação. Mas para quem está no Jetta…

  • Detalhe: o câmbio do Jetta (caixa 09G) também é fabricado pela Aisin! E a história de trocar óleo a cada 60 mil KM (ou 3 anos) é o correto pra essas caixas, especialmente pra conservar a saúde do conjunto.

    • kkkk. Não, meu amigo. Quem dera. As fotos foram uma gentileza do site. Eu só mandei o relato.
      A título de informação, meu Jetta era prata e o C4 é Cinza escuro metálico (um tipo de grafite com leve tonalidade amarronzada, que a Citroen chama de “Gris Moondust”).

        • Era sim, Edson. Eu até já tinha relatado em outras discussões aqui no site que tinha optado pelo câmbio manual porque realmente não gostei do “troca-troca” de marchas do modelo automático em regime urbano. Realmente não tinha pensado na opção de utilizá-lo em modo “S”. Capaz que dá uma melhorada boa, mesmo.
          O meu era sem teto e na cor prata.

  • Parabéns pelo relato Ubaldir! Hj se eu fosse comprar um sedan médio ficaria na dúvida entre o C4 Louge THP ou o Sentra, que na minha opinião sao as melhores opções de sedans médios em nosso mercado.

  • Isso só me dá mais vontade de nunca ter um PSA. Aqui tivemos um 207 e hoje temos um Voyage. Foi uma troca forçada, já que o Peugeot com 4.900km foi 5 vezes para a ccs, sendo a primeira no guincho. O Voyage hj tem 36mil km e nunca deu nenhum problema, apenas uma leve infiltração no farol de neblina que a ccs resolveu e deu desconto na revisão, além de entregar o carro lavado.

    • Espero não ser “premiado” com um problema, amigo. Mas resolvi dar uma de “São Tomé”. É ver de perto pra crer. Relatos de problemas graves com carros novos a gente acha em profusão para qualquer marca na internet. Dos 6 VW que eu tive, não tenho do que reclamar, a não ser do preço alto de aquisição frente ao nível de equipamentos e com relação ao que diversos concorrentes cobram.
      Vejamos o que acontece com o C4 com o passar do tempo.

      • Ubaldir, excelente relato!
        Falando sobre carro “premiado”, fui premiado com meu Civic LXR.
        Comprei o carro no final de agosto do ano passado.
        Aos 19 mil km, no mês passado, precisei de uma frenagem forte, para não atropelar um pedestre atravessando a BR. Ao frear forte, perdi o controle do carro, rodei e caí na valeta. Não atropelei o cara, graças a Deus.
        O carro foi para o conserto na autorizada, todas as peças danificadas da suspensão dianteira foram trocadas, bem como os 4 pneus e pedi para revisarem os freios, Disseram que o carro estava todo ok.
        Pois bem, sai em viagem novamente e ao frear forte, o carro puxa para a direita e a traseira sai do seu traçado acima de 110 km/h. O carro foi para a Honda 3x. Geometria normal, freios normais, suspensão normal. As 3x, fiz os testes junto com o chefe da oficina e a mesma coisa. Em frenagem brusca, a traseira sai e o carro tende a perder o controle. Para tirar a cisma, sai com o chefe da oficina na estrada com um Civic 2015 do test drive, resultado.. o mesmo problema. A Honda está nem aí. O pessoal da oficina manda relatorio para fabrica e a mesma retorna que o carro está normal, ao analisar o check-list do scanner e da oficina. Abri chamado na montadora, ainda sem resposta. Resultado, estou trocando de carro. Honda nunca mais.

  • Ótimo relato… Eu acabei de comprar um jetta comfortline e sai de um cruze…. Estou gostando mto do vw!! Gostaria de saber se vc teve uma desvalorização alta do jetta? Abs

    • Realmente faltaram na lista dos que eu cheguei a fazer test drive o Sentra e o Lancer.
      No caso do Mitsubishi o espaço interno muito acanhado e a lamentável escolha de materiais de acabamento interno excluíram ele das minhas considerações.
      No caso do Sentra, mais ou menos o mesmo problema que se tem no próprio C4, só que com motor aspirado: o desempenho, em especial nas retomadas, é bem decepcionante. Em minha opinião muito da culpa é do câmbio CVT. A Toyota conseguiu um bom arranjo de CVT para o Corolla, dotando a caixa de trocas virtuais que deixam o funcionamento do conjunto motriz do modelo bem atraente. Mas no Sentra, assim como no Fluence, mesmo contando com um bom motor o carro fica letárgico. Realmente não me empolgou.
      Resumindo, o Sentra é um produto muito competitivo frente ao C4 THP, em especial pelo preço, até o momento em que você dá a partida. Aí suas dúvidas se dissipam.
      Um detalhe que também me agradou mais no C4 com relação ao Sentra foi o design. O Nissan melhorou demais da geração passada para essa, mas ainda assim tem uns detalhes que me parecem estranhos, em especial a grade cromada do radiador que se prolonga muito para dentro do para-choque. Ela puxa muito a frente para baixo. Mas isso aí já é gosto específico meu, fica mais no campo das subjetividades.

  • Ubaldir, também fiz a troca de forma semelhante a sua, troquei meu golf 2.0 GT (com o mesmo APzão) em um C4 Lounge na versão Tendance 2.0, pois meu caso foi uma compra com os critérios de desconto para PCD. Sinceramente fiz todos os Test Drives possíveis em N carros e o C4 me deixou apaixonado.
    Por se tratar da versão Tendance fiz o acréscimo por minha conta da central multimídia e bancos em couro. O carro me surpreende a cada dia.

  • Muito bom o relato, muito completo, muito detalhado e com um português imbatível. Se não fosse dito tratar-se de uma avaliação de leitor, teria a impressão de que fora escrito por algum experiente profissional do ramo. Parabéns!

    Quanto aos carros, gosto muito da escola germânica que o Jetta entrega, mas como você disse, ele sofre de alguns males que são comuns em seus concorrentes nipônicos (Civic e Corolla): foram criados para serem baratos, pois na América do Norte (em especial EUA e Canadá), são modelos mais “populares” (entre aspas para não melindrar quem é dono de um dos citados), por isso a falta de requinte em alguns materiais. No Cruze também ocorre o mesmo (mesmo na versão LTZ). A vantagem dos franceses, em especial os Citroen, é essa melhor sensação de requinte em todos os materiais, botões emborrachados, revestimentos macios, etc. Em alguns Fiat (como o Bravo), isso também é notado.

    • É. A sensação quando você entra no C4 (isso acontece também quando se entra em um 408 ou em um Sentra) com relação ao Jetta é que se trata de um modelo de um segmento superior. No Civic, Corolla e Fluence a sensação já é semelhante à que se tem ao adentrar no modelo da VW. No Lancer tem-se a sensação contrária: parece que estamos entrando em um carro de segmento inferior. Mesmo o Polo oferece maior sensação de requinte que no japonês.

      • Acho que corrobora para essa “sensação” o fato de alguns modelos citados compartilharem diversas peças internas com modelos mais baratos.
        Pega Jetta e Cruze, por exemplo. Volantes, chaves de setas, alguns botões internos, retrovisores, maçanetas,… São as mesmas peças usadas em modelos mais em conta.
        Em casa temos um Sonic e um Cruze e a sensação é que o Sonic é um mini-Cruze (ou o Cruze um Sonicão).

  • Ótimo relato. Quanto aos câmbios, até onde sei o cambio de 6 marchas do VW 2.0 é Aisin também (o mesmo do Citroen, mas cada um com seu ajuste). O tiptronic automatizado fabricado pela própria vw, equipa o modelo turbo…

  • C4: ótimo motor / carcaça mais-ou-menos; Jetta: motor jurássico / boa plataforma. Resumo: nenhum dos 2 eu levo. Aliás, sedan sempre envelhece rápido.

  • Primeiramente, meus parabens pelo relato! Rico em detalhes e bastante imparcial. Quanto ao preconceito com as marcas francesas, é bem relativo. A Citroen melhorou muito nos ultimos anos. Mês passado eu estava na busca por um sedan medio, que atendesse as minhas necessidades e suportasse uma blindagem III-A na faixa dos 90mil, apos uma longa pesquisa, havia escolhido o C4 Lounge mas não concretizei a compra pois não tinha disponível o THP com pack select que só chegaria em meados de Agosto. Durante a espera, a vw me oferece um Jetta TSI 13/13 branco com interior bege com todos os pacotes (kessy, bi xenon, etc), por 89mil. Fechei negocio e mandei blindar, estou aguardando o retorno da blindagem. Apesar de ter optado pelo jetta (nao resisti ao custo x beneficio), acho o C4 Lounge bem mais bonito (opiniao pessoal), oferecendo mais requinte na cabine e tive boas experiencias com a Citroen e um otimo pos-venda com meu c5.
    Lendo seu relato e satisfação com a volkswagen, espero ter essa mesma sensaçao, visto que trata-se do meu primeiro vw. E espero que tenha uma boa experiencia com a citroen assim como eu tive.

  • Apenas para efeito de comparação. Tenho um HONDA CIVIC Si 2007. Sou o único dono e o carro tem hoje 84.000 km.
    Problemas apresentados:
    1) Queimou a lâmpada da luz de freio. Eu mesmo troquei. Custo: R$ 3,50
    E só. Carro nunca fez e não faz um ruído sequer. Troquei a bateria quando o carro tinha 4 anos d uso e na semana passada, ACREDITEM, troquei pela primeira vez as pastilhas de freio.
    Custou 100.000,00, mas vamos combinar que a qualidade é impressionante!

  • A parte da qualidade construtiva e rigidez torcional eu já sabia que o jetta iria ganhar.. Carro feito pro mercado americano, comparado com um carro feito na Argentina pro mercosul.. Não tem comparação.

  • Gostei muito do relato. Parabéns pela paciência de escrever esse longo texto.
    Entre o Jetta que você tinha e o C4, ficaria com o Citroen…a conversa mudaria de rumo se falamos do TSI…

    • Acho que com injeção direta ele ficaria top. Veja bem, o que me parece é que faltou um pouco mais de capricho da Citroen na regulagem do câmbio AISIN para funcionar com o 2.0. Há uma certa reticência nas trocas, o carro passa mesmo uma sensação de letargia quando você procura o motor para retomadas em médias rotações, até porque o câmbio não deixa o carro funcionar muito em baixas, não.
      Pode ser no campo das percepções, e também pelo fato de eu ter feito o test drive no 2.0 e no THP no mesmo dia, mas a sensação de que tive é que trocar o Jetta pelo C4 aspirado representaria pouco upgrade no uso diário.

  • Tenho uma grande duvida sobre a central multimidia.
    Ela é touch?
    Sou apaixonado por esse carro, visualmente ele é incrivel e sei bem da sua parte mecanica que acredito ser uma das melhores nessa categoria/faixa de preço.
    Mas a central multimidia me faz ter serias duvidas, nao que isso seja um motivo para nao compra-lo, mas gostaria de saber se é de facil utilização dentre suas funcionalidades.

    Mes que vem estarei indo fazer um test-drive de qualquer modo.

    Alias, parabens pelo relato, muito bom mesmo!

    • Não, a central não é touch. A operação dela é toda por botões no painel e no volante. Mas digo que se acostuma muito rapidamente com ela.
      O senão fica na inserção de endereços no GPS: ela é meio “burocrática demais”.

  • Parabéns pela aquisição e pelo relato.
    Quanto ao carro francês, fui dono de 2 Peugeots 307 e ainda tenho um Jetta TSI 11/12 que ficou com a minha patroa e está indo pro 3º ano comigo, portanto, tenho experiência no assunto.

    O carro francês é excelente em acabamento, requinte, conforto e estabilidade e o seu carro ainda conta com o diferencial do excelente motor 1.6 de origem BMW e do bom câmbio da Aisin.

    O grande problema do carro francês é a manutenção cara, as várias panes eletrônicas e de detalhes do controle de qualidade que você já relatou. Fora o valor de mercado na revenda que você sentirá no bolso daqui 3 anos.

    O que eu tenho pra te dizer é que, embora você esteja com um carro muito superior ao Jetta, tanto em refinamento quanto em tecnologia embarcada, alguns detalhes do francês vão fazer você sentir saudades do alemão.

    Abcs e boa sorte.

  • Prezado Ubaldir: Suas explicações foram muito interessantes. Entretanto, cabe os respeitosos esclarecimentos: O C4 lounge THP não possui direção elétrica. Trata-se na verdade de uma direção eletro-hidráulica. O C4 lounge THP compartilha a plataforma com o peugeot 408. Você falou bem não é possível comparar o C4 lounge com o VW jetta HighlineTSI 2.0 que possui motor turbo com 211 cv, câmbio DSG (automatizado com dupla embreagem), possibilidade de troca de marchas no volante, suspensão traseira independente multilink (dos sedans médios que eu lembre somente o jetta TSI, o focus sedan e o civic possuem esse tipo de suspensão). Ah, os bancos do jetta TSI são bem melhores que o jetta 2.0 de 120cv que você possuía. Além disso, o sistema multimídia do jetta 2.0 (120cv) e do TSI é com toques na tela e o C4 lounge THP é no sistema de botões. Portanto, não é muito intuitivo, inserir o nome de uma rua no sistema de GPS do C4 lounge THP. Por outro lado o C4 lounge tem um preço excelente e um pacote de itens de série ótimo! Recomendo que você se cadastre no C4 clube. Sucesso com seu novo automóvel. Saudações.

    • Quanto à direção, meu texto ficou mesmo incompleto. Mas a ideia foi a de explicitar que o sistema de direção do C4 com auxílio elétrico deixa tudo mais “anestesiado” que no Jetta, deixando a comunicação do motorista com o carro meio anêmica.
      A comparação entre o C4 e o Jetta TSI fica fora de questão já no que tange ao preço. Tive muita convivência com um desses aqui na empresa. É um carro impressionante em termos mecânicos. Mas faltou capricho da VW no interior, que tirando os forros dos bancos, as “ripas” de acabamento (aluminizadas no lugar das que imitam fibra de carbono) e alguns detalhezinhos aluminizados nos botões dos vidros elétricos e no acionador do farol, é o mesmo do Comfortline. Você até engole aqueles forros de porta em um carro de 70 mil, mas em um de quase 100.000 é dose pra leão.
      Os bancos do Highline se diferenciam dos utilizados no Comfortline pelo revestimento em couro natural no lugar do sintético. Mas estão lá as mesmas características de encosto e assento bem fininhos, espuma limitada na espessura e de densidade bem elevada, abas bem pronunciadas.
      A central do C4 realmente é chata na inserção de endereços. Mas tive bastante facilidade para me acostumar com a operação por botões. Só mesmo a navegação por GPS que demanda mais paciência.
      Agora, cá pra nós, hein: qual o motivo de a Citroen não disponibilizar os paddle shifts no C4? Aqueles que utilizam no C3 cairiam como uma luva ali. E eles são mais funcionais que os da VW, pequeninos e fixos ao volante, que se perdem quando você está em uma curva. Vai entender o motivo…

  • Conheci um vendedor de uma concessionária Citroen aqui de SP que me falava como era fácil vender o C4L a partir do momento em que a pessoa vence o preconceito com a marca. Quase todos chegavam lá comentando de Focus, Civic, Corolla, ele oferecia um test drive e mandava a pessoa também fazer nas outras marcas. O cliente sempre voltava pra fechar negócio.

    • Gostei muito do carro, João. Mas os detalhezinhos que relatei no final do texto realmente me deixaram “com a pulga atrás da orelha”. O conjunto para-choque / revestimento interno da caixa de rodas é muito móvel e passa uma sensação de fragilidade. Não é nem o caso de acidente, não, é o movimento cotidiano mesmo da carroceria que dá a impressão que pode ir relaxando aquilo ali. E por curiosidade cheguei em um 408 na rua é vi que é a mesma coisa.
      Bem, quem sabe é uma solução de engenharia que funcione. Vamos esperar para ver.

      • o meu 408 levou uma pancada atras de uma hilux, nada mto forte, mas foi o suficiente pro parachoque sesalinhar e arranhar, mas ele ficou no lugar e ficou inteiro, não bate não faz nada, o cara pagou o concerto numa boa…

        no corolla q tive um motoqueiro acertou a traseira bem mais de leve, foi o suficiente pra quebrar umas presilhas e deixar o parachoque bobo

        o meu ta com qse 50mil km, e os parachoques estão ótimos

        • Eu fiquei tão “encucado” com essa questão, que cheguei a ficar “testando” em alguns carros para ver como é. Notei que o 408 tem solução parecida, onde as abas laterais são bem maleáveis, movendo-se em conjunto com as proteções plásticas pretas que ficam sob os para-lamas. É diferente, já que a maioria dos demais carros do mercado possuem aquela parte ali bem rígida.
          Bom, como eu disse, foi só uma sensação “estranha” ao ver aquilo ali se movimentando daquele jeito. Quando voltei na concessionária cheguei a mexer em uns C4 do show room para ver se eram daquele jeito mesmo… rs. Mas, acho que não deva comprometer a durabilidade no médio prazo, não. Até porque não é uma região que seja sujeita a esforços mais significativos.

    • Apesar de o meu ter transmissão manual, não notei esse tremor nas oportunidades em que dirigi o automático, não.
      Quanto ao interior, discordo. Ele tem ar austero e simplista, mas passa muito longe do que é oferecido no Gol. Se você me dissesse que a Amarok tem o inteior do Gol, eu até concordaria. Mas no Jetta essa afirmação não se confirma.

  • QUE RELATO! Bem detalhado.

    A emoção com que ele fala do carro deu até vontade de comprar um C4 THP, uma vez que todos aqui já sabem do excelente CxB que ele oferece.

  • Nem acredito que li todo o texto sem pular nada! rsrs
    É chover no molhado, mas novamente, parabéns pelo cuidado no relato e pela imparcialidade.
    Eu, como proprietário de um 207 há quase 4 anos digo que as poucas ocorrências neste período são compensadas pela satisfação diária que o carro me proporciona (para sua faixa de preço, lógico rsrs).

  • Parabéns pelo texto Ubaldir!!
    Muito rico em detalhes.
    Cara já dirigi carro com esse motor 1.6THP só que com câmbio AT8, o carro vira uma bala, muito bom mesmo.

    Essas fotos não são do seu carro, certo? Pois existem duas placas para o C4.
    Prometi aqui que irei mandar em breve o relato do meu Koup, só falta concluir alguns vídeos e vai ficar show(Assim espero) Hahahahaha

    • Mandei meu relato sem fotos. As imagens colocadas foram cortesia do pessoal do site. O meu Jetta era prateado com rodas aro 16″. O C4 é gris moondust (um tipo de grafite com leve tom amarronzado metálico). Realmente faltou um pouco de tempo para poder incluir fotos.

      • Essa cor é muito linda, combina bastante com o carro.
        Nem me fale de tempo, comecei a fazer o meu relato a um bom tempo e ainda não consegui concluir…
        O meu é um vermelho pimenta

      • Essa cor é muito linda, combina bastante com o carro.
        Nem me fale de tempo, comecei a fazer o meu relato a um bom tempo e ainda não consegui concluir…
        O meu é um vermelho pimenta

        • O C4 desta cor aí é realmente muito bonito. Mas como também gostei do Cinza escuro e do branco perolizado, e o vermelho não tinha em pronta entrega, acabei com o cinza mesmo.
          O branco perolizado disponível tinha teto solar. Além de eu não fazer a mínima questão do aparato, ainda teve um motivador importante em eu optar pelo carro sem teto: a Citroen não parcela o saldo em taxa zero para o carro com teto. Vai entender…

          • Nas ruas acho que nunca vi um C4 com a mesma cor que a sua, mas dando uma googlada eu curti bastante, o branco eu achei bonito também, mas tá todo mundo comprando carro branco acaba tirando um pouco da exclusividade.
            Que sem lógica o carro sem taxa zero por vir com teto solar…
            Eu acho teto solar um item bom, principalmente a noite que eu não quero andar com ar ligado e com os vidros abertos o teto ajuda na refrigeração e mantém a sua “privacidade” dentro do carro, mas eu consigo viver bem sem esse item

  • O unico problemas que eu vi neste citroen quando fui fazer um test drive, foi o cambio. Achei ele “meio burro” para gerenciar a potencia do motor, na minha opiniao pessoal foi algo que nao me agradou.

  • Bom relato, mas disse em certo momento que o condutor passaria vergonha caso fosse arrancar de um semáforo estando pareado com um veiculo superior a um 1.4 aspirado, eu sinceramente só concordo com esse relato no seu caso, sendo um Jetta Comfortline com câmbio tiptronic, pq no Jetta Comfortline com câmbio manual de cinco velocidades, a arrancada é muito boa, logicamente dando mais esportividade ao veiculo.

    • Douglas, vá por mim: meu Jetta era manual. As descrições que fiz com relação ao TIPTONIC foram por experiências que tive em test drives. Se você tentar sair com um Polo ou com um Gol, ele vai ficar para trás, pode ter certeza.

    • É, o C4 tem os airbags de cortina e o ESP a mais que no Jetta Comfortline. Faltou mesmo falar sobre isso. Quando planejei o texto tinha esse relato em mente, mas quando escrevi, acabou passando batido, até porque o texto já estava longo demais.

  • Com relação ao câmbio, ao tirar o pé rápido (significando que você quer reduzir a velocidade) o C4 mantém a marcha para usar o freio motor. Está no manual, se você tirar o pé de leve, ele não segura a marcha.

  • Amigo, ótimo texto! Muito técnico e detalhado, relatando exatamente sua experiência no assunto. no meu ponto de vista, fez o melhor negócio desta categoria. Pena que os franceses tendem a perder muito valor para revenda, ponto também a ser considerado que não está em seu texto. Também senti estes pequenos ruidos internos no interior do C4 no test drive, muito críticos, pois neste nível de carro não é aceitável. Parabéns, pela aquisição e muito sucesso com o novo carro!

    • Olha, eu bati um lubrificante spray nas dobradiças das 4 portas e na tranca. O resultado foi surpreendente. Sumiu o ruído que eu achava ser do painel. Mais é mais um descuido da revisão de entrega. Se bem que tinha passado por experiência semelhante com o primeiro Polo sedã que tive.
      Quanto ao valor de revenda, só mesmo quando for passar ele pra frente pra poder relatar com propriedade. Ainda mais o C4 Lounge, que ainda não tem referência no mercado de usados, por ser um modelo muito novo.

  • Bom relato e muito bem escrito.
    Com relação ao combustível. No motor THP é obrigatório o uso de gasolina de alta octanagem ? Ou pode usar a gasolina normal ?

    • Pode usar gasolina normal sim, mas o fabricante recomenda a alta octanagem. Li que, em geral, motores turbo se comportam melhor com ela e garante também a longevidade das peças em função da maior pressão. Em alguns importados parece que é obrigatório. Como rodo pouco estou usando a premium. Na minha experiência o consumo não mudou usando uma ou outra.

  • Ubaltdir, muito bom o texto, parece de profissional do ramo, parabéns.
    Lendo o que vc escreveu apenas, não há duvida que o Jetta é mais carro que o Lounge, apesar do velho 2.0 litro e a modernidade do Thp comparados. Mas no resto, baseado apenas nas suas impressões (nunca tive um Jetta e tampouco um Citroen) o Jetta é o carro, principalmente para quem pretende ficar bastante tempo e fazer milhagem. Pena que o Jetta TSI fica em outro patamar de preço e o motor TSI 1.4 litro, estranhamente a VWB não toca no assunto, se vem ou não para o Brasil equipando a linha Jetta Comfortline. Quanto ao Corolla tenho a mesma impressão sua (tive um GL 1.6 litro, rodei 35 mil km), pelo que a Toyota pede não convence, não vale a pena, apesar da mecanica impecável.
    De qualquer maneira, muito uteis suas obsrvações para quem pensa em comprar um sedan médio, que não é o meu caso, hoje prefiro os hatches, são mais versateis, melhor estabilidade e visibilidade. Obrigado.

  • eu tenho um 408 allure manual que comprei com 42mil km (agora ta indo pra 50)

    bom, ja peguei ele com diversas coisinhas “por fazer” e com alguns problemas como pendrive que não lia, acabamentos fazendo barulho por dentro, farol de neblina embaçando e entrando água na porta, volante descascando…

    devagar e pacientemente mandei arrumar tudo na ccs e até agora não gastei qse nada (so um limpador que mandei trocar) e to esperando a revisão dos 50mil km

    tudo foi resolvido, seria resolvido de forma imensamente mais rapida se a css tivessem as peças ou elas chegassem mais rápido, mas se dependesse só da peugeot rivoli daqui de são luis as coisas seriam muito mais rapidas, pois o atendimento é 10.

    os ruidos internos resolveram 90%, mas sei que tem coisas que só a gente mesmo pra fazer, eu vou tacar uns feltros na tampa q fica atras do banco pra resolver esse problema que já sei que é ali.

    Um pouco de cuidado a mais na construção do c4/408 cairia bem pra eles, mas são coisas fáceis de resolver até.

    TODAS as marcas tem pros e contras, assim como TODOS os seus carros, e TODOS eles tem algum dono satisfeito ou insatisfeito, considerando que o meu é 2012 e comprei por 36 mil considero uma boa compra, o carro é uma nave e to satisfeitíssimo com ele.

    acredito que você vá ficar satisfeito com o seu tb já que é uma nave com motor 1.6 turbo que eu tb namoro, mas o meu pretendo ficar por uns 5 anos pelo menos

    • Essa sua opinião a respeito do cuidado maior na construção dos sedãs da PSA é bem real e clara de ser observada. Eu peguei o carro zero, e demorei mais ou menos um mês para colocar ele “no jeito”. Ele veio com as seguintes demandas:
      – a moldura da maçaneta interna da porta dianteira esquerda veio solta: eu mesmo a reencaixei no lugar;
      – há uma pequena peça plástica que faz o acabamento entre a porção central do painel e o console central que veio “torta”: eu mesmo a retirei e encaixei como manda o figurino, deixando-a perfeita;
      – logo depois de sair da concessionária notei um rangido alto vindo da parte inferior do carro, que logo imaginei se tratar de alguma daquelas latinhas que fazem o isolamento térmico do escapamento. Dito e feito: eu mesmo entrei debaixo do carro e verifiquei que o ruído vinha dali. Voltei na concessionária no dia seguinte e o rapaz deu uma mexida de 2 minutos ali que resolveu o problema temporariamente. Uns dias depois, lá estava o ruído de novo. Peguei um final de semana, ergui o carro no macaco e eu mesmo fiz a vistoria, verificando de onde vinha o ruído: quando a peça esquentava e se dilatava encostava em um caninho metálico que passa por ali e provocava o ruído. Ajustei a peça de uma forma definitiva e o barulho se foi;
      – o painel veio fazendo um tec-tec baixinho ali na região atrás do volante, coisa que eu já tinha ouvido falar a respeito dos C4. Olhei, olhei e descobri que a peça plástica onde se encaixa o cluster (os mostradores do painel) tinha uma pequenina folga no seu encaixe, fazendo com que fosse possível movimentá-la levemente para cima e para baixo. Bolei três finíssimos anteparos e encaixei nas extremidades da peça, eliminando a folga e acabando totalmente com o ruído. Aproveitei uma ida na concessionária para olhar os outros C4 do show room: todos sem exceção contavam com a mesma folga. Por isso, atenção donos de C4 Lounge – se seu painel tem um tec-tec quando se passa em ruas irregulares, já sabem de onde vem;
      – as portas vieram rangendo ao se submeter o chassis à torção e ao passar em terrenos mais irregulares: como já passei por essa situação em outros carros, já sabia que bastava aplicar lubrificante nas dobradiças e na tranca;
      – o encosto do banco traseiro do C4 possui duas pequenas peças avulsas em suas extremidades direita e esquerda que fazem a união da peça móvel do encosto com as laterais do carro. Pois a do lado esquerdo veio forrada de tecido, contrastando com todo o restante do interior do carro que é em couro. Essa não teve jeito: tive que ir à concessionária que substituiu a peça em garantia.
      Como se vê, é uma lista até extensa de problemas “bobinhos”, que se não depõe contra o projeto do carro, denota um certo descuido no controle final de qualidade e na revisão de entrega. Acho que um consumidor um pouco menos conhecedor de automóveis que eu ficaria maluco com essas ocorrências e por certo já estaria desmerecendo o produto por problemas mínimos, mas para os quais a marca precisa ficar atenta visando evitar que uma ótima mercadoria acabe por sofrer com o desgaste de sua imagem por vícios que poderiam ser facilmente evitados por custos ínfimos.
      O carro hoje está perfeito e estou muito satisfeito com ele. Sem dúvidas me fornece muitas coisas a mais do que tinha no Jetta. Mas sem dúvidas, esses pequenos infortúnios que tive no C4 não fizeram parte da história do VW.

      • esses carros parecem que eles dão pra gente “pré-cozido” e a gente termina o serviço. rsrsrsrs

        pra quem tem paciencia, consegue resolver tudo. Eu junto com a garantia da Peugeot resolvi 98% das coisas, mas o resto é so comigo mesmo, ja comprei feltros para resolver o problema de projetos dentro do carro e um material isolante para os fios q ficam batendo dentro do acabamento e presilhas que não tem pressão e ficam fazendo zuadinhas, e somando tudo da pra sentir que algo não está legal…. mas como disse, ja resolvi a maioria das coisas, falta só os ruidos na parte de tras.

        agora falando em coisa boa, viajei com ele pro interior do maranhao, 520km de onde moro (são luis), peguei asfaltos nojentos, razoáveis, bons, paralelepípedos, Piçarras, lama, ou seja, foi um test drive 100%. Se ele passasse nesse teste ele estaria aprovado… E o carro foi ÓTIMO!

        O carro tem um fôlego incrivel. Em baixa ele é meio pacato por conta do peso, mas mesmo assim na estrada ele se supera e não me faz feio mesmo contra essas picapes de 200cv ou contra outros da mesma categoria. Mas quando passa dos 120km/h que ele se revela maravilhoso, pois o folego dele nunca acaba. Um civic desses do novo tentou me passar acima dos 160km/h, pisei fundo e ficamos na mesma até os 200km/h, mas não demorou muito e chegou a zona de ultrapassagem proibida, diminuímos bem e ele ficou atrás mesmo, viu que pra passar não era bem assim…

        mas acredito que isso se deva ao fato do meu ser manual, acho que o at4 perderia bastante nas arrancadas e retomadas. Agora o THP deve ser coisa de deus mesmo, se eu já estou feliz com o desempenho do meu, imagine com o thp…

        a minha média de consumo na estrada ficou em 10.5 km/h, rodando qse sempre acima dos 120km/h.

        • É, o THP é show de bola mesmo. O consumo dele na estrada é muito bom, ficando por volta dos 14 km/l. Já em trânsito urbano o bicho pega: pouca coisa melhor que 7 km/l até agora. Como o carro ainda não chegou nos 2000 km, ainda há margem para melhorar, mas pelo andar da carruagem, dificilmente vai se firmar no 8 km/l que conseguia com o Jetta na gasolina andando pelos mesmos trajetos. Acho que poderia ser melhor, já que o Jetta era flex. E observando bem o funcionamento do carro fica bem claro que o consumo elevado em trânsito urbano se deve ao funcionamento do câmbio, já que basta você pegar um trecho de trânsito um pouco mais livre para as médias melhorarem muito. O que notei é que o conversor de torque dele “empurra” demais com o carro parado, obrigando a se pisar forte no freio para segurar o motor. Já até me habituei a jogar ponto morto quando paro em semáforo, pois é bem claro que essa característica cobra a conta na bomba (as médias melhoraram em torno de 0,5 km/l desde que me acostumei a colocar o câmbio em N nas paradas).
          No mais, o carro é só alegria agora. Um silêncio total na cabine e tudo funcionando como reloginho.

          • mas pelo teste da 4rodas dos sedãs médios, o jetta foi o melhor de consumo mesmo, mas o pior em desempenho… e naquela epoca o cambio do 408 era aquele de 4 marchas horrivel, deve ter melhorado bastante com o de 6 marchas

            • Olha, em trânsito rodoviário, sim. No urbano, pelo que ando conseguindo e pelos comentários que vejo de donos de modelos com THP na internet, não melhorou muito, não. Estou conseguindo 7,5 km/l, mas andando na manha, jogando “N” em qualquer parada um que eu vejo que vá ser um pouco mais longa. Acredito que vou conseguir chegar no 8 km/l que tinha no Jetta no trajeto que é o meu normal. Mas com o VW eu obtinha isso sem ficar me preocupando muito com o consumo. No C4 vai ser com um olho no asfalto e outro no computador de bordo… rs.

              • vc fica mto tempo parado? parado ele bebe bem…

                na verdade a intenção do 1.6 turbo era ser levemente mais economico e um pouco mais ágil que o 2.0, ou seja, um motor mais eficiente. A intenção dele não é ser o mais rapido que nem o jetta turbo e o mais economico, é ser somente um pouco mais eficiente, esse motor já era pra estar em todas as versões, ou então deixar o 2.0 somente pra allure e deixar o preço mais barato, mas brasil é fogo…

                • O segredo é nas paradas jogar em “N” mesmo. Nos semáforos é imprescindível. É muita força no “creeping” dele empurrando quando você está parado e o câmbio está em “D”. Fácil, fácil dá 0,5 km/l.
                  Eu só esperava mais do consumo por se tratar de um motor só a gasolina. Os flex reconhecidamente tem eficiência menor. Mas o fato de que o Jetta que eu tinha era manual equilibra um pouco as coisas, também. Câmbio automático tradicional não tem jeito: cobra a conta na bomba, mesmo.

                  • o meu allure é manual, so o fato de ser manual ja eh melhor 1km/h em média a um AT.

                    meu carro atual qria um AT pois o transito aqui é fogo, mas depois q andei no 408 até mudei de ideia, mto leve a embreagem e o cambio, então ta tranquilo pra mim

                    • e eu tb já desencanei no consumo… sendo economico faço no máximo 8km/l na cidade, então resolvi andar normal mesmo e sentando a bota as vezes, viro 7km/l na cidade e sou mais feliz assim, o bolso reclama as vezes mas fazer o que? o leão tem sede, rsrs

                    • Cara, te juro que se o Louge THP tivesse opção em câmbio manual eu compraria assim. O câmbio automático é bom, garante algum ganho em conforto, mas a relação com o carro é outra. Pena que a ditadura do mercado que te obriga a ir para o câmbio automático em versões mais elaboradas fale mais alto.
                      No caso do Jetta foi desse jeito. O vendedor me perguntou se eu fazia questão do câmbio automático e eu disse: faço… faço questão que não tenha… rs.

  • Ótimo relato. já ajudou bastante. Alguém tem algum comentário do Sentra 2014?. Muitas dúvidas depois de ter um Corolla. Mas esse Corolla…simplesmente decepcionado.

    • Olá, amigo. Olha, o Sentra 2014 ficou ótimo em termos de conteúdo, acabamento interno e o design ficou bastante convincente. Só não gostei muito do comportamento dinâmico dele, muito “anestesiado”. As retomadas são lentas, a comunicação com o veículo por meio da direção e suspensão é “sem sal e sem doce”. Se você não gostou muito do que viu no Corolla, periga ficar meio com o pé atrás com o Sentra, também. O C4 ficou com o comportamento dinâmico tendendo ao do Civic, a despeito de ser menos duro que o japonês. Já o Sentra tende ao Corolla.
      O ponto a favor do Sentra é o preço de compra, que está bem convidativo quando comparado ao C4 exclusive THP. Faça um test-drive nos dois e veja qual se adapta melhor ao seu estilo de vida. Em termos de espaço interno, conteúdo e utilização, acho que é um produto compatível com o C4. A diferença mesmo está no prazer que se tem na direção. Mesmo os C4 aspirados eu achei mais agradáveis de conduzir que o Sentra.

  • Obrigado pela resposta vai ajudar muito na minha escolha. O Motor Do C4 Lounge (THP) é com corrente de comando ou correia dentada? e o Jetta?

  • olá Ubaldir Jr. estou pretendendo comprar um C4 Lounge THP e como ultima opção o 2.0. ja se passou um bom periodo com ele poderia me dizer se a sede do rapaz melhorou um pouco ou continua com a mesma sede…

    • Vixe. Só vi o post hoje, 3 anos depois… rs. Se ainda for uma informação importante, não. Vendi o carro com 4 anos de uso e o consumo dele foi o mesmo até o final: coisa de até 7 km/l na cidade. Na rodovia ficou mesmo na média razoável de 12 km/l. Há outros relatos meus no site que foram feitos conforme os anos se passaram com o veículo. Se for do seu interesse, é só ir na ferramenta de buscas e digitar C4 Lounge que vão aparecer os links.

  • Equipe NA, o porque de leitura protegida ? Vejo que isso as vezes tem, e outras não! Sou leitor do seu blog a muito tempo, inclusive já participei relatando sobre o meu usado da semana, porém esse link de clicar no “Curtir” ou “gostei” para liberar a leitura não é bem vindo. Tenha em mente que muitas pessoas como eu, navegam em seu site de computares em empresas, os quais a internet tem muitos bloqueios, principalmente a links de redes sociais.

    De um tempo pra cá, estou tendo que procurar leituras em sites alternativos ao NA, pois aqui não estou mais conseguindo fazer!

    Um Abraço! https://uploads.disquscdn.com/images/f13e96b813dce9f17f0e2d2679518cfe71e58d1d61c7266b93578dc327040a40.jpg

  • Muitíssimo obrigado pela disposição em escrever um relato tão rico em detalhes Ubaldir! Agora mesmo estou olhando os demais textos que vc escreveu sobre o C4 aqui.
    Fiquei bem mais animado com o carro agora, apesar da questão do consumo preocupar um pouco. Vou procurar me informar mais a respeito disso…
    Um forte abraço! Valeu!

  • Comparar um jetta de 2011 com um modelo atual mesmo sendo um citroen é meio sem sentido. Quero ver esse frances com 60mil km. E tu tb poderia comparar com um jetta 1.4tsi zero km. Certeza absoluta q esse frances ficaria vendo poeira em todos quesitos.

    • Bom, já utilizei o carro por 70 mil km e 4 anos. Há relatos de todo o histórico do C4 no site, inclusive da revenda. Se tiver curiosidade, é só procurar.
      Quanto à comparação, sinto muito. Eu vendi um Jetta 2011 e comprei um C4 2014. No dia em que tiver “bala na agulha” para comprar dois carros desse nível e testar, eu faço isso… kkkk.
      De qualquer forma, comparei um C4 Lounge Exclusive 2014 com um Jetta Comfortline 2011 aspirado. Em 2014, quando comprei o C4, o Jetta Comfortline aspirado com todos os opcionais custava exatos 5 mil reais a mais que o Citroen, e contava exatamente com o mesmo conjunto mecânico, o mesmo acabamento interno, a mesma lista de opcionais e até as mesmas rodas do carro lançado em 2011 pela VW. Portanto, meio sem sentido dizer que o comparativo não seria válido.
      Caso tivesse trocado o C4 por um Jetta 1.4 TSI não teria o menos problema em fazer um novo comparativo entre os dois carros.

  • Nem precisei terminar de ler o artigo. Logo no início percebi que foi escrito uma dessas pessoas contratadas pela vW para tentar enganar a opinião publica e tentar reverter as vendas irrisórias de suas carroças. A vítima desta vez foi a Citroen e para isso teve que desmerecer Toyota, Honda e Chevrolet senão ficaria mais estranho ainda. E as viúvas aplaudem.

    • Caramba, é visível que o astuto amigo nem sequer leu o texto para tirar suas conclusões, aí acaba por passar vergonha de graça.
      Vou resumir o resultado do texto: considerei o C4 um produto muito melhor que o Jetta no fim.
      Caso tenha a curiosidade de conferir o tamanho de sua mancada, recomendo a leitura dos outros textos relativos ao convívio com o C4 ao longo de 4 anos que disponibilizei para o site, uma vez que você leu o texto acima com 4 anos de atraso. Vendi o carro a pouco mais de 2 meses, e ao longo dos 70 mil km de convivência fiz uns 3 ou 4 relatos sobre o produto e o pós-venda Citroen.
      Para se ter uma ideia da satisfação com o C4, troquei o carro por outro produto da marca francesa. Portanto, nada a ver com VW o meu relato. Sinto muitíssimo pela vergonha alheia.

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