Citroen Crossovers SUVs

O improvável Citroen Aircross: os primeiros 10.000 km rodados

O improvável Citroen Aircross: os primeiros 10.000 km rodados

Nosso leitor Ubaldir acaba de nos enviar mais um texto detalhadíssimo da convivência com seus veículos. Se desejar, antes de continuar lendo, reveja seus textos anteriores:


Amigos do NA, como relatado recentemente por mim, ao final da satisfatória experiência de 4 anos e 70 mil km com um C4 Lounge Exclusive THP, acabei por adquirir um Aircross Auto Shine 2018/2019.

A princípio a intenção foi de alojar a esposa nele para que eu tomasse posse do Peugeot 208 Griffe que ela utiliza, pensando em uma troca daqui a um ano por um outro modelo compacto, uma vez que o C4 estava dispendioso em termos de gastos com combustível pelo uso que tenho feito de um automóvel ultimamente (80 km diários em trânsito urbano).

Entretanto, após o Aircross estar devidamente alojado em nossa garagem, minha esposa meio que foi tergiversando, achando o carro muito grande (na verdade um pouco mais largo e alto que o 208, além de ter o estepe a mais em seu comprimento), dizendo que sentiria a falta dos sensores de estacionamento dianteiros, que gosta demais do teto panorâmico…


Apaixonada que é pelo seu 208 (companheiro de já 3 anos e 70 mil km), acabou me pedindo para continuar com o seu carro (sequer chegou a dirigir o Aircross), e eis que aqui estou, com o “improvável” Aircross em minha garagem.

Alerto para o fato de o texto ser longo, mas para apresentar o nível de detalhes que eu pretendia, não houve alternativa.

O improvável Citroen Aircross: os primeiros 10.000 km rodados

A compra – tudo depende da necessidade

Como já brevemente relatado no post de despedida do C4, o Aircross me custou 25 mil reais na volta do Lounge entregue no negócio, já considerados nesse valor acessórios como as películas de vidros e para-brisas, tapetes de carpete (sintéticos e personalizados, muito bons para lavagem), proteção de pintura, peito de aço e soleiras cromadas das portas.

Daí podem considerar como quiser: a avaliação do C4 (avaliador na concessionária) foi de R$ 43 mil, sendo que assim o Aircross (top de linha – Shine – com cor prata metálica) teria saído pela bagatela de R$ 68 mil.

Se considerar o valor de R$ 50 mil que me pagariam pelo C4 na troca por outro C4 top de linha zero km (muito próximo à tabela FIPE), o Aircross me custou então R$ 75 mil reais. O preço de tabela dele é de aproximados R$ 80 mil com a cor metálica, com os acessórios adicionados ficaria ali pela casa dos R$ 82 a 83 mil.

No fim das contas, o que vale mesmo é a volta de R$ 25 mil.

É aquilo: ou me pagaram bem no C4 usado ou eu comprei o Aircross com ótimo desconto. As duas coisas juntas são impossíveis de se conseguir em uma troca direta em concessionária. Quem é acostumado com esse tipo de negociação sabe disso.

A escolha seguiu unicamente minha necessidade no momento: não temos como ficar sem um carro que aloje a família. Apesar de as viagens de folga em carro não serem mais frequentes, elas acontecem em cerca de duas oportunidades ao ano, pelo menos.

E nessas ocasiões a necessidade de espaço para ocupantes e bagagem é imprescindível, o que torna completamente inviável ter dois carros bem compactos em casa (meu sonho de consumo).

As opções recairiam sobre sedãs “compactos espichados” da moda (estilo Virtus) ou algum desses SUV’s compactos (não gosto deles, mas a patroa tem apreço pelos modelos).

Aí veio a pesquisa: SUV’s compactos com câmbio automático e padrão ao menos intermediário de equipamentos batem fácil na casa acima dos 90 mil reais hoje.

O Virtus, em versões intermediárias, se aproxima dos 80 mil, e acabou me decepcionando no espaço do banco de trás, mais precisamente na altura do teto: impossível alojar ali um ocupante com mais de 1,80m de altura, o que é fatal para mim, que tenho um filho com mais de 1,90m.

Olhei também o Cronos, mas ele tem espaço traseiro bem acanhado para as minhas necessidades.

Olha daqui, olha dali… um fator preponderante começou a pesar: o valor oferecido pelo C4 Lounge nas concessionárias de marcas concorrentes da Citroen. Coisa na casa dos 40 mil (ou até menos), com pedida pelos carros na faixa dos preços de tabela me levariam ao desembolso de algo em torno de R$ 40 mil (até mais no caso de SUV’s compactos) em uma troca direta.

Bem, na Citroen a oferta mais chamativa era a troca do C4 Lounge por um zero km na versão Shine com pintura metálica: R$ 44.900,00 na volta (50 mil pelo meu C4 2014 – 94,9 mil pelo C4 Shine vinho zero km – os acessórios seriam cobrados à parte).

Convenhamos que é uma proposta muito tentadora, analisando-se sob qualquer ótica. Entretanto, eu manteria meu problema de altos gastos com combustível semanais para andar em um carro de dimensões avantajadas com uma ou duas pessoas dentro em quase que a totalidade do tempo, o que eu realmente não queria mais, isso sem falar no desembolso de praticamente 20 mil reais a mais com relação à faixa de preços que eu estava procurando.

E quem me conhece daqui do site sabe que sou extremamente refratário a “repetir” um carro.

Eis que olho de lado no showroom, e lá está um Aircross na (bela) cor dark carmim (um tipo de vinho amarronzado metálico). Por curiosidade entrei no carro.

Primeira impressão: surpresa com o espaço interno. Ajusto o banco dianteiro para mim e depois sento no banco de trás, e o resultado impressiona: há conforto de verdade nas duas posições.

ejo a lista de equipamentos: bastante razoável. O câmbio é o AISIN de 6 marchas, o acabamento é honesto, apesar de incomparável com o que estava acostumado no C4… acabo por pedir um test-drive.

E não é que o carro é muito bom de guiar? Muito macio e confortável. Claro, nada a ver com o comportamento quase visceral do Lounge e seu motor turbo, mas a boa sensação ao volante está ali – o câmbio automático de 6 marchas recém adotado é preponderante nessa conclusão.

Briga daqui, conversa dali: R$ 25.000,00 na volta (patamar que eu estava disposto a gastar), com os acessórios inclusos. Isso na taxa zero em 24 vezes, garantia de recompra na tabela FIPE para o carro, 8 anos de serviços de guincho gratuitos e 3 primeiras revisões a R$ 365,00 cada.

Pesados os cerca de 15 mil a mais (no mínimo) que teria que despender para qualquer outra opção viável de outra marca (seria melhor pegar o C4 Shine zero km por esse valor, em minha opinião), fechei negócio.

No final das contas, teria a opção da pretendida cor Dark Carmim em uma unidade 2018/2018, ou optar por um modelo 2018/2019 prateado. Por questões puramente racionais, fiquei com a segunda opção, uma vez que a minha cor preferida realmente seria a primeira.

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10 mil km de Aircross – os detalhes para o bem e para o mal

Começa o uso no dia a dia, e vêm as percepções a respeito do modelo.

Ele traz juntamente com seu formato “quadrado-arredondado” características boas de diversos segmentos: o espaço interno bastante satisfatório para os ocupantes e o razoável porta-malas dos sedãs médios (ao menos aproximadamente); a posição de dirigir elevada, bons ângulos de entrada e saída, boa visibilidade e uma razoável altura livre do solo dos SUV’s; a boa modularidade das peruas (seus bancos traseiros bipartidos se rebatem totalmente e ficam alojados junto ao encosto dos dianteiros); tudo isso com o tamanho externo relativamente reduzido, próximo aos hatches compactos.

O conceito que rapidamente se faz do modelo da Citroen é que ele é bastante funcional.

No acabamento, o que se tem é o padrão de compactos ditos “premium” em nosso mercado: tudo em plástico rígido com várias texturas, peças muito bem encaixadas e com design agradável.

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Há uma percepção positiva para o Aircross: muitas peças de seu interior (e mesmo exterior) são compartilhadas com o C4 Lounge, como alavancas de limpador e seta, botões de vidros elétricos, aletas de abertura das portas, palas de sol e retrovisores externos.

Isso causa um tipo de “sensação reversa” àquela que senti com relação ao Jetta quando eu o comprei (o modelo tinha muitas peças idênticas às vistas no Fox e no Gol). Por certo que se eu tivesse feito o caminho inverso (indo de um Aircross para o C4), a sensação seria contrária, tendendo à negatividade.

Também chama a atenção negativamente a ausência de forração em couro dos apoios de braço nos painéis de porta: eles são totalmente em plástico (apesar de uma textura diferenciada). A adoção de uma pequena área revestida como a que temos no Peugeot 208, por exemplo, daria um bom upgrade no visual geral do interior.

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Os gaps de montagem são bem limitados, mas existem: a porta do motorista tem um leve desalinhamento em sua porção lateral inferior; a porta traseira direita tem um vão um pouco maior do que o padrão das outras na região próxima à maçaneta; e a capa do alto-falante dianteiro esquerdo sobre o painel (fica junto ao para-brisa) tem um milimétrico desalinhamento com o resto do conjunto. São detalhes bem pouco perceptíveis, mas o observador atento é capaz de notar.

Um detalhe de design que é muito positivo em todo o carro: as peças com pintura em grafite metálico que compõem toda a arquitetura interna e externa do modelo.

Retrovisores externos, maçanetas externas, molduras de faróis de neblina (frente e trás), molduras dos DRL’s, barras longitudinais do teto, quebra-matos, moldura da placa traseira, capa do estepe, rodas, faixa longitudinal que cruza o painel de instrumentos em toda a largura do veículo, dentre outros. É um detalhe muito agradável que realmente chama a atenção de quem curte detalhes de design.

Também chamam a atenção os detalhes em peças “quadrado-arredondadas” que compõem muito bem com o visual do carro: faróis de neblina, capa do estepe, difusores de ar internos, desenho das rodas, molduras das luzes de ré/neblina traseiras… são muitos detalhes que repassam uma sensação de esmero na composição do estilo.

No design exterior, é aquilo que todos já conhecem de um modelo já com muitos anos em nosso mercado: mesmo com a sua idade, ainda é um visual “descolado” e “simpático”, por assim dizer.

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Os motivos quadrado-arredondados são agradáveis à visão, não há como negar. A revitalização em seu visual ocorrida em 2016 deu uma boa atualizada na aparência do carro, a despeito de que, em minha opinião, tenha tirado um pouco do requinte visual do modelo original, que tinha mais superfícies metalizadas, o que dava um ar de maior sofisticação e valor agregado ao carro. Mas o resultado final foi satisfatório, acho eu.

Sentado ao seu volante, a sensação principal a ser resumida em uma palavra é conforto. Eu, com meu 1,95m de altura, além de entrar no carro com enorme facilidade (a altura do teto dá ao carro um grande vão de entrada), me alojo muito bem com poucas regulagens do volante (profundidade e altura) e do banco.

Aliás, os assentos dianteiros muito me lembram em seus encostos dos excelentes e ergonômicos bancos do C4. As abas laterais são pronunciadas na medida certa e a densidade da espuma é irretocável. Talvez um assento com um comprimento um pouco maior tornasse o conjunto perfeito. O acabamento em couro de dois tons de cor e porção central em tecido é de muito bom gosto para essas peças.

A direção é extremamente leve em manobras, fazendo com que o peso que eu tinha na eletro-hidráulica do C4 me parecesse absurdo.

O 208 (que eu achava tão leve antes) passou a me passar a percepção de ser “pesado” depois que eu dirigi o Aircross, para se ter uma ideia. A progressão de peso em velocidade é perfeita. O volante é muito bonito em seu design, com regiões em couro perfurado e liso se alternando e superfície aluminizada na sua porção interna inferior, contando com dimensão mediana, formando um belo visual para a peça (bem melhor que o enorme volante do C4, diga-se de passagem). A pegada é muito boa.

Os comandos de limitador e controlador de velocidade estão em uma alavanca satélite à esquerda, atrás do volante. Os de mídia estão ao lado direito. É um arranjo funcional, você se adapta rapidamente a ele, é intuitivo, mas… não há como dizer que os comandos dispostos no volante, da forma como temos no C4, não sejam ergonomicamente melhores.

Estão ali na frente dos olhos, ao contrário das alavanquinhas, as quais de certa forma “poluem” o ambiente ali atrás do volante, onde já estão as tradicionais alavancas de seta e limpador de para-brisas, sem contar no fato de que elas ficam visualmente escondidas, longe do alcance dos olhos. Mas é correto dizer que o belo design do volante é beneficiado pela ausência dos botões dispostos nas citadas alavancas.

A central multimídia ficou extremamente bem localizada, embutida no painel, é muito intuitiva e completa, contando com espelhamento de celular (não há mais GPS nativo), funções de mídia, telefonia, memórias de computador de bordo, visualização de fotos, dentre outros.

Sua operação é muito fácil, sendo muito simples parear celulares, e a sua localização torna muito fácil a operação, bem ao alcance das mãos do condutor. A manutenção dos botões físicos do ar-condicionado digital automático é positiva, em minha opinião.

Não gosto do controle por intermédio da central, da forma como colocaram no novo C4 ou dos que vi no 3008, por exemplo. A falta de entrada para CD’s pode incomodar alguns, apesar de ser claro que este tipo de mídia está completamente obsoleto. O som é de boa qualidade, com opções de equalização na multimídia. Mas não espere arroubos sonoros do conjunto, o que nem combina com a pegada extremamente familiar do carro.

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Ergonomia

Em termos da ergonomia, ficam alguns (vários, é verdade) adendos que merecem destaque negativo:

  • A coluna de direção é discretamente deslocada para a direita com relação ao motorista, algo muito comum em carros onde a linha dos bancos da frente está disposta muito próxima ao eixo dianteiro para ampliação do espaço interno. É notável para o motorista mais atento e pode ser cansativo em períodos muito prolongados de utilização;
  • Não há como não demonizar o grupo PSA toda vez que você busca o posto de abastecimento e tem que se entregar a chave para o frentista: é algo completamente anacrônico;
  • Os botões de vidros elétricos deveriam ser de “um toque” para todos os vidros. Só o do motorista conta com este recurso;
  • A falta de iluminação dos espelhos das palas de sol deveria ser revista em toda a linha de compactos da PSA. Faz falta e sempre dá um charme a mais ao veículo;
  • Algo incômodo que era característico no C4 Lounge também está presente no Aircross: nos horários de sol a pino (próximos ao meio dia), a lente acrílica que cobre o cluster reflete o acabamento da parte superior da coluna de direção, atrapalhando a visualização dos instrumentos. Talvez seja o caso de a Citroen rever o material translúcido utilizado neste local;
  • A alavanca do freio de mão é um tanto quanto distante da mão do condutor por conta do assento bem elevado, e ainda conta com os (bons) apoios de braço centrais (individuais para cada banco dianteiro) atrapalhando seu acesso. Para mim que tenho os braços muito compridos, sem problemas, mas para um condutor de altura mediana é bem provável que deva incomodar;
  • A chave do Aircross (igual à do C3) é de visual muito ultrapassado e simplório. A adoção do mesmo belo padrão observado nesta peça para o Peugeot 208 (o 3008, o C4 e o 408 compartilham a mesma chave, não sei porque isso não ocorre na linha compacta) seria a opção mais sensata;
  • Não há indicação no painel da marcha que está em uso. É relativo (muitos vão dizer que em um carro automático esta informação é irrelevante), mas para mim faz alguma falta;
  • Há dois relógios digitais no carro (não me perguntem o porquê), um no cluster e outro na multimídia, e os dois não “conversam” entre si, o que torna necessário sincroniza-los de tempos em tempos, o que é chato, por assim dizer.

No mais, há bons nichos de porta-trecos, locais para porta-garrafas nas portas, porta-copos junto ao console central… adequados em número e disposição, ao menos para as minhas necessidades. O porta-luvas refrigerado é enorme e atende bem a qualquer tipo de utilização.

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Na parte de trás, espaço para pernas muito bom, mesmo para pessoas de grande estatura, teto bem elevado, o que somado à ampla área envidraçada e ao assento traseiro em posição mais alta (efeito anfiteatro), dá ao interior do Aircross uma sensação de amplitude realmente diferenciada.

Há ainda cintos de 3 pontos e encosto de cabeça para todos os ocupantes (o cinto central tem arranjo muito interessante, partindo do teto e com peça imantada para recolhimento quando não utilizado) e assoalho praticamente plano, dando um pouco mais de conforto ao integrante central do banco traseiro, a despeito da notável inclinação tendendo à verticalidade do encosto, o que permite supor que deva gerar algum desconforto em viagens mais longas (ainda não fiz nenhuma com ocupantes no banco de trás).

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No porta-malas iluminado, 403 litros, bom acabamento (todo acarpetado e/ou revestido de peças plásticas de bom visual) e a possibilidade de rebatimento total dos assentos traseiros formam um bom e funcional conjunto, o que é otimizado pelo formato do carro, que facilita o alojamento de malas de bom porte facilmente, mesmo se dispostas na vertical.

Claro, há o incômodo do estepe externo, o qual demanda uma manobra a mais para abertura do compartimento, além de um certo espaço traseiro para permitir o deslocamento do conjunto do estepe para a esquerda do veículo.

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Equipamentos – lista razoável

O Aircross Shine vem relativamente bem equipado:

Volante, bancos e apoios de braço centrais em couro (os bancos parcialmente, com centro em bela padronagem de tecido negro – segundo a Citroen, inspirada no calçadão de Copacabana), ar condicionado automático digital, sensores crepuscular e de chuva, sensor de estacionamento traseiro com câmera de ré, multimídia completa com espelhamento de smartphones, controles de mídia e som no volante, direção elétrica, vidros e retrovisores elétricos, faróis e lanternas de neblina, além de iluminação diurna (DRL’s) em leds.

Com relação ao que tinha no C4, faltam keyless (confesso que não me faz falta – é uma simples questão de se habituar com um arranjo ou outro), sensores de presença lateral e dianteiros de estacionamento (esses eram realmente úteis, mas não estão disponíveis nem mesmo no C4 top de linha mais novo), rebatimento dos retrovisores externos (também excluídos da lista de equipamentos do C4 na linha atual), retrovisor interno fotocrômico (muito útil) e configuração bi-zona para o ar-condicionado (outro acessório que nunca fez real diferença para mim).

Ele tem a mais a multimídia ”touch screen” com espelhamento (a do C4 era comandada por botões físicos).

Segurança passiva – aí que o “bicho pega”

É no quesito de equipamentos de segurança passiva que acho que o Aircross “pisa mais na bola”. Apenas os obrigatórios airbags dianteiros, com a falta quase injustificável de ESP e isofix.

É ruim considerando-se ser um modelo familiar de topo de linha, não há dúvidas. Para meu uso, o isofix realmente já não faz diferença (minha caçula saiu da cadeirinha já tem um tempo), mas é uma falha considerável em um carro mais voltado às famílias.

O ESP me parece a falta mais grave da Citroen no pacote oferecido para o carro. Com centro de gravidade elevado, mais que nos modelos “normais”, o controle de estabilidade seria muito bem-vindo. A despeito de em meus 30 anos de direção nunca ter passado por uma situação em que o ESP teria entrado em ação efetiva, segurança nunca é demais, e nunca sabemos quando iremos passar por uma situação em que um dispositivo desse possa significar a diferença entre um acidente ou não.

Ainda na conta da segurança passiva, uma falta que ao menos na minha percepção é grave: a falta de repetidor lateral de seta. Na linha C3 (tanto no hatch como no Aircross), as lentes dos indicadores de seta dianteiros ficam alojadas por dentro dos faróis (no caso do Aircross, nas extremidades da grade frontal), tirando qualquer visibilidade da mesma para quem está na lateral do carro.

Mais que em outros modelos onde a lente da seta fica na extremidade externa dos faróis (possibilitando sua visualização pela lateral), no Aircross o repetidor lateral deveria ser obrigatório, em minha opinião. O arranjo utilizado no C4 ficaria ótimo, com repetidores alojados nas hastes dos retrovisores externos. Bola fora da Citroen.

No final das contas, para o atual mercado, o modelo fica devendo em segurança passiva. Esse talvez seja o ”calcanhar de Aquiles” do Aircross quando analisado o patamar de preços praticados para o produto.

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Mecânica, consumo, confiabilidade – vamos ao que mais interessa

A mecânica do Aircross conta com o velho e confiável motor 1.6 16V do grupo PSA, o qual dispõe de razoáveis números de potência e torque para a sua cilindrada (considerando-se motores aspirados, claro), mas que já não é referência em consumo de combustível a muito tempo.

As alterações feitas pela Citroen que diminuíram a potência dos motores em 4 cv acabaram por melhorar muito seus ruídos de funcionamento, o que resultou em um silêncio impressionante dentro da cabine do modelo, fruto também de um serviço de isolamento acústico muito bem feito, com certeza (nem se nota ruído vindo dos pneus de uso misto, que costumam ser barulhentos em rodovia).

Comparando com o 208 que temos em casa, nota-se que a adoção dessas mudanças em conjunto com o câmbio de 6 marchas trouxe significativa melhora na eficiência energética.

O novo câmbio de 6 marchas casou como uma luva com o motor, contando com trocas tanto ascendentes quanto descendentes muito suaves e escolha certa de marchas para cada situação, o que dota o veículo de boa desenvoltura no uso cotidiano.

Na comparação direta com o C4 Lounge, posso dizer com segurança que o funcionamento do câmbio no Aircross é mais suave que no sedã médio, bem provavelmente pela brutal diferença de torque (em especial em baixas rotações) entre as unidades de força, o que sem dúvida suaviza a mudança de marchas.

Em uso rodoviário o motor dá conta do recado para uma tocada em ritmo familiar. Em velocidades de cruzeiro é normal o câmbio trabalhar entre a 4ª e a 6ª marcha em subidas mais íngremes de acordo com o peso que se carrega a bordo. Ultrapassagens arrojadas não são recomendadas.

Ainda no tocante ao câmbio, uma melhoria muito significativa foi feita com relação ao que se notava no C4 2014 que eu tinha: ao colocar o carro parado mantendo-se o pé no freio, o câmbio entra automaticamente em “N”, voltando ao “D” assim que se alivia o pé do pedal da esquerda. Relatei algumas vezes que achava bem incômodo no C4 a tendência do carro se manter em movimento mesmo nas paradas em semáforo, por exemplo, com o conjunto mecânico nitidamente continuando a “empurrar” o carro, demandando segurá-lo firmemente frenado.

A suspensão conta com acerto muito confortável, com funcionamento extremamente silencioso, o que é reforçado pelos pneus de uso misto e perfil elevado. Mesmo com esse acerto, a estabilidade é bem adequada ao perfil do carro. Claro, a rolagem pronunciada da carroceria em curvas mais fortes está presente (não há como esconder o elevado centro de gravidade do modelo), mas em momento algum tem-se sensação de insegurança na condução do veículo.

O silêncio a bordo é notável.

Nem mesmo o estepe externo (já tivemos um Cross Fox em casa – o estepe chacoalhava muito) ou os pneus de uso misto causam ruídos perceptíveis em movimento. Vale pontuar o movimento do combustível no tanque quando este está cheio, que causa um ruído que é possível de ser notado com o som desligado em frenagens.

Somando-se tudo, o perfil familiar do veículo se pronuncia, com muito conforto na sua habitabilidade.

Em termos de confiabilidade, a revisão de 10 mil km se foi sem qualquer registro. Revisão normal de R$ 365,00 tabelada + R$ 99,00 por alinhamento e balanceamento. Ao contrário do que tive no C4, onde alguns detalhes tiveram que ser resolvidos logo após a retirada do carro da concessionária, o Aircross veio impecável, sem detalhes a serem comentados com relação à revisão de entrega.

Quanto à rede autorizada, até por não ter passado por nenhuma ocorrência fora do normal com o carro, fica difícil avaliar a sua atuação. A princípio, com a primeira revisão feita à contento, fica mantida a percepção que formei no convívio com o C4, ou seja, positiva, sem infortúnios que possam desmerecer os serviços prestados.

No consumo, é possível apresentar os seguintes números:

Etanol:

– Em congestionamentos: casa dos 5 a 6 km/l;
– Em trânsito urbano pesado: 6 a 7 km/l;
– Em trânsito urbano médio: 7 a 8 km/l;
– Em trânsito urbano leve: 8 a 9 km/l;
– Em uso rodoviário normal: 9 a 10 km/l;
– Em uso rodoviário em velocidades módicas (até 100 km/h): até aproximados 11 km/l.

Gasolina:

– Em congestionamentos: casa dos 7 km/l;
– Em trânsito urbano pesado: 7 a 8 km/l;
– Em trânsito urbano médio: 8 a 9,5 km/l;
– Em trânsito urbano leve: 9,5 a 11 km/l;
– Em uso rodoviário normal: 13 a 14 km/l;
– Em uso rodoviário em velocidades módicas (até 100 km/h): até aproximados 15 km/l.

O meu objetivo maior na troca do C4 foi atingido com folga. O Aircross pode não ser referência em consumo no mercado, mas com relação ao sedã médio da Citroen a economia é brutal: faço com um tanque de etanol do Aircross (55 litros – R$140,00) o que fazia com um tanque de gasolina do C4 (60 litros – R$ 260,00). Na economia mensal pago mais da metade da parcela referente ao Aircross. É muita coisa.

A (boa) capacidade do tanque garante autonomia razoável, mesmo em ambiente urbano e utilizando etanol – algo próximo aos 400 km, às vezes um pouco mais, às vezes um pouco menos.

Comentários finais

Merece um comentário à parte a utilização do aplicativo “My Citroen” disponível para o veículo.

Ao se conectar com o carro via Bluetooth, o celular registra todos os percursos que você faz, te dá o consumo e o gasto em reais com combustível para cada um (toda vez que se detecta adição de combustível no carro o aplicativo te pede o valor do litro abastecido), a quilometragem e a velocidade média do percurso, informa a última localização do veículo, informa quando o combustível está no fim, alerta para revisões, permite agendar as mesmas, dentre outras possibilidades de gráficos de estatística de consumo e outras comodidades. É realmente muito interessante.

O 208 da minha esposa tem aplicativo semelhante, mas não é tão completo quanto o que tenho para o Aircross. E impressiona a precisão dos números de consumo fornecidos tanto pelo aplicativo, quanto pelo computador de bordo. Bate em cima na aferição a cada abastecimento. Acho que é o primeiro carro que possuo com precisão adequada para o consumo apresentado pelo computador de bordo.

Somando tudo o que foi descrito em detalhes no texto, a conclusão é aquela que já está expressa no título da matéria: O “improvável” Aircross (até pouco tempo nem seria capaz de me imaginar com um) acabou se revelando incrivelmente surpreendente no sentido mais positivo da palavra.

Gostoso de guiar, espaçoso, silencioso, confortável, relativamente econômico (meu parâmetro é o C4, não se esqueçam), o monovolume da Citroen realmente se demonstrou uma escolha extremamente acertada para o que eu procurava e precisava para este momento da minha vida.

Vale ainda a observação do fato de que sou ciclista. O carro acabou caindo como uma luva para as minhas necessidades de transporte de uma bicicleta em seu interior. O rebatimento dos bancos traseiros possibilita levar com extrema facilidade a “magrela” no “camburão” do carro. Muito bom, mesmo.

Com desempenho adequado ao seu perfil (absolutamente sem possibilidade de comparação ao que eu tinha no C4, que fique claro) e muito conforto a bordo, o carro te induz a uma condução “zen”, em momento algum te induzindo a apertar além do necessário o pedal da direita, mas nem por isso deixando de ser um modelo de condução muito prazerosa.

Somados os prós e os contras descritos no texto, experiência altamente positiva no convívio com o carro até o momento. Mas vale lembrar aos leitores: é um veículo muito específico para quem precisa de características por mim narradas no texto. Se a prioridade é desempenho, condução esportiva ou refinamento nos materiais do acabamento interno, melhor procurar outras opções. O Aircross não tem essa pegada. Se eu analisar pela ótica “expectativa x realidade”, confesso que o carro se saiu ainda melhor do que o C4 Lounge.

Considerando-se o que há no mercado na faixa de preços de pouco abaixo de 60 até cerca de 75 mil reais, não existe nada com as características do Citroen disponível, em especial em termos de funcionalidade, espaço interno, nível de conforto para os ocupantes e lista de equipamentos. O ponto negativo fica mesmo na falta de mais equipamentos de segurança passiva, algo que daria ao carro uma relação custo x benefício difícil de ser batida com relação a competidores da mesma faixa de custo de aquisição.

Ah, como última observação, devo falar do fechamento das portas: elas são peças altas e pouco largas, sendo dotadas de pouca inércia no sentido longitudinal do carro. Isso faz com que sejam muito leves, o que acaba tornando-as um pouco mais chatas de fechar do que eu julgaria normal. Não é raro que se tenha que repetir o movimento de fechar uma das portas.

Bem, não é nada muito significativo, mas existe a característica. Devo salientar que esta característica diminuiu muito com o passar dos quilômetros com o carro (o desgaste natural das peças que fazem parte da tranca e o amaciamento das borrachas de vedação devem ser os responsáveis pela questão da melhora percebida), sendo que aos 10 mil km rodados ela já praticamente não existe.

Lá pelos 30 mil km rodados volto a fornecer um relato sobre a convivência com o carro, em especial com relação à manutenção e atendimento em rede autorizada. Antes disso devo fazer um texto final sobre o Peugeot 208 da esposa, o qual devo providenciar a troca até meados de 2019, momento em que o veículo estará chegando aos 4 anos de uso e com o hodômetro marcando aproximados 90 a 100 mil km.

Abraços a todos

Ubaldir Jr. – Goiânia

O improvável Citroen Aircross: os primeiros 10.000 km rodados
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Eber do Carmo

Eber do Carmo

Formado em marketing, tem mais de 13 anos de experiência escrevendo sobre o mercado automotivo no Notícias Automotivas, desde que fundou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Também teve por três anos uma empresa de criação de sites e catálogos eletrônicos.

  • Paulo

    Parabéns pela avaliação.
    Porém 10mil KM é pouquíssimo rodado. É uma avaliação de carro zero.

    • Virão outros relatos. Esse foi mesmo focado nos prós e contras do carro novo.

      • Gran RS 78

        Parabéns pelo seu relato Ubaldir. Gostaria de saber o que seria essa “proteção de pintura” que vc mencionou. Abraço.

        • Obrigado, Companheiro.
          A proteção de pintura é a aplicação de película protetora sobre a carroceria. Normalmente são oferecidos dois tipos: A tradicional, com durabilidade de um ano, e a vitrificação, que tem validade de 3 anos.

  • Theu

    Ótima Avaliação. Sempre considerei comprar um Aircross, mas o receio da marca influenciou na escolha. Comprei um CrossFox tem uns 2 anos, e até agora sem nenhum problema. Como uso só para ir e voltar da faculdade, o carro me atende bem. Os unicos defeitos são o consumo (6 a 7 km/l com gasolina) e o estepe externo que não é muito pratico. Devo trocar de carro tbm, e tava pensando em um C4 Cactus THP ou uma EcoSport Storm. O Cactus anda bem demais e a Eco posso usar pra ir pro sitio no Fim de semana.

    • Carlos Juan

      Excelente a avaliação. Tenho um Aircross e além da anacrônica abertura do tanque com as chaves, e o freio de mão muito no fundo (devido a altura dos bancos), como característica exótica também destacaria a impossibilidade de levantar os limpadores de para brisas dianteiros, para limpeza do vidro em viagens, pois são cobertos pelo capô. A maioria dos frentistas estranha essa característica ao tentar ergue-los para limpeza do para brisa. Como ponto positivo destaco a ampla visibilidade pelo tamando grande de todos o vidros, alem da inclusão de mais um funcional vidro “entre as colunas” do para brisa, o que é fantástico pois elimina um perigoso ponto cego, que e comum em quase tidos veículos e costuma ocultar ciclistas pedestres e motociclistas. No mais concordo com a análise, destacando o bom casamento do cambio automático de 6 marchas com o motor, sem esquecer q possuí além do modo de condução D, os mosdo S (sport) e eco (econômico) ignorados pela maioria dos proprietários, mas acessiveis por botões ao lado do câmbio, e que são bem úteis para um pouco mais de torque em ultrapassagens ou uma condução mais sossegada e econômica.

      • A questão do limpador é bem comum em muitos carros hoje. Os últimos que tive (Jetta e Lounge) também eram assim. Vai a dica: assim que desligar o carro dê um toque na alavanca de acionamento do limpador – as hastes vão para a posição de serviço, se colocando quase na vertical. Aí pode levantá-las e lavar o para-brisa tranquilamente.

        • Carlos Juan

          Boa essa dica dos limpadores. Obrigado. Mais uma vez parabenizo pelo bem elaborado texto e excelente avaliação.

  • Jacarandá Mimoso

    Boa avaliação. Mostra que o Aircross é um carro bem racional (qualidade insuficiente, por si só, para fazer sucesso no Brasil).
    Ponto positivo: espaço interno.
    Pontos negativos (imperdoáveis):
    -banco traseiro muito verticalizado e sem Isofix;
    -falta de controle de tração/estabilidade;
    -ausência de comando interno para abrir o bocal de combustível.
    Ubaldir, qual a rotação do motor a 120 km/h na sexta marcha?

    • Um pouco abaixo de 2500 giros.

      • Edson Fernandes

        Abaixo? Uau! Nem o Fluence fica nesse regime! (ele fica em exatos 2550rpm).

        E me diga… comparando consumo do208 com o Aircross qual é mais economico? A diferença das 2 marchas adicionais melhora muito a relação?

        Dirigi um HB20 automatico… antes de te dizer a respeito eu vou aguardar suas respostas…rs

        Abs!

        • Meu amigo, com minha esposa no 208 e eu no Aircross, o consumo do Citroen é significativamente mais baixo, em especial na rodovia.
          Em termos de dirigibilidade o câmbio de 6 marchas melhora muito a relação com o carro, ainda mais no uso rodoviário. No de 4, a redução para a terceira em subidas mais íngremes é muito sentida pelo motorista. No de 6 ela é muito suave, graças à diferença bem menor da relação de marchas subsequentes.
          Eu quero dar uma olhada no 208 com esse câmbio, deve ter ficado muito bom.
          Uma coisa que esqueci de colocar no texto, mas que me causa algum incômodo no câmbio de 6 marchas do Aircross: se você desligar o carro com o câmbio engatado em “D” ou “R”, esquecendo de colocar em “P” antes de girar a chave, ele dá um tranquinho, mais ou menos como quando você dá a partida em carro manual com câmbio engatado. Não me lembro de ver isso em outro carro automático que tenha dirigido.

          • Edson Fernandes

            Nossa que curioso! No Fluence eu recebo uma mensagem para colocar em “P” (alias, o Fluence só liga em P). Se vc esquecer em N, ele não liga.

            Eu não costumo deixar meu carro com manobrista, mas as poucas vezes que deixei em queo manobrista esqueceu de colocar em P e não leu o computador de bordo, eu tive que ir até o carro para mostrar a besteira.

            Mas no seu caso, melhor mesmo evitar então esquecer nessas posições. Sobre sua avaliação, me lembrou muito o que o C3 hatch é. Eu já havia lhe dito sobre isso no passado, mas é exatamente o mesmo comportamento de produto. Exceto obviamente pelo espaço interno e também pela altura do solo(que alias, é super baixa do C3) mas de produto ele me lembrou demais.

            Como eu já andei no modelo antes do facelift (1.6 automatico e 1.5 manual), qdo eu andei ele já era silencioso. Mas o 1.6 o dono reclamava absurdos do consumo e o 1.5 era de um professor super feliz. Pelo comportamento do carro, eu achei o motor 1.5 um tanto fraco, mas era extremamente silencioso. (e como era o mesmo motor do meu C3 considerando as melhorias para se tornar 1.5, me veio a lembrança do C3 tbm). Os bancos por mera curiosidade, seguem o padrão Exclusive do C3 (atualmente eles mudaram e pioraram a versão de topo do C3), tendo diversas peças de acabamento compartilhado entre os carros da PSA.

            O 208 é hoje junto do 2008/3008 os diferenciados, mas o restante compartilha muito dos pontos no qual vc citou. E sinceramente? Cada carro tem seu perfil, vc lembra que está ali, mas sabe que tem outros pontos diferentes entre eles.

            Que nem por exemplo o Captur em relação ao Fluence:
            – Comando de seta
            – botão para ligar o controle automatico de velocidade/limitador
            – chave cartão
            – comando de limpadores

            Todos eles vieram do Fluence. O restante veio da linha Sandero/Logan. De exclusivo do produto é a padronagem dos bancos e o velocimetro. (alias, eu considerei os bancos da Captur superior ao do Fluence, abraçam um pouco mais e apesar de mais curtos, são mais confortaveis).

            Então os detalhes na pratica vc percebe que no dia a dia, não são tão refletidos ao consumidor. O cara que por exemplo tem um Jetta com kessy, entre outros itens, percebe no rodar, no conforto a diferença para os produtos de outro nivel dentro da VW. Só paralhe dar exemplos de semelhança mas que no conjunto do produto, lhe respondem com outras caracteristicas.

            • O C4 tinha essa mesma solução do Fluence: mensagem mandando colocar em “P”.
              O C3 e o Aircross não escondem em nenhum momento que são variações de um mesmo projeto. Mesmo no painel, o cluster e as entradas de ar muito se assemelham.

              • Edson Fernandes

                Sem dúvida. A PSA gosta de aproveitar bem esses aspectos. Na verdade de alguma forma as marcas fazem isso.

                Acho que a unica que talvez sofra com diferenças perceptiveis e diferenciadas entre os produtos seja a Ford. No maximo o que compartilha é entre Ka, Fiesta e Ecosport. Pq mta coisa do Focus não há para os demais produtos por exemplo.

        • Quanto aos giros, conferi ontem: fica ali beirando os 2500, mesmo. Foram bem conservadores visando a economia, acho eu. Talvez se a sexta fosse um pouco mais curta evitaria algumas reduções para quinta em uso rodoviário.

          • Edson Fernandes

            Eu já acho otimo. O HB20 automatico roda em exatos 2600rpm (eu acho uma rotação muito boa).

            Só que no HB20, ele reluta em reduzir marcha. Vc perde velocidade para que ele então entenda a necessidade. Ou então vc pressiona mais o pedal . Algo de negativo ao tão elogiado motor do HB20, é que ele não tem uma sobra de potencia tão grande qto eu esperava.

            Se vc precisa realmente de retomada (e não apenas manter velocidade), pode esquecer a quinta marcha. Ele terá que usar a quarta marcha.

            MAs o HB20 tem um limitador: Passou de 3500rpm da marcha acima, ele não reduz para a marcha abaixo. (que vai para uns 4500rpm, sendo que o pico dele é de 6300rpm, logo, poderia caber se precisar de toda a força disponivel a redução de uma terceira marcha)

            Então vc sente essa limitação tranquilamente, principalmente prque o acelerador não é nada progressivo e tem detalhes adicionais disso: Imagina que vc pisou 10%… ele está a 30% ~ 40% do acelerador. Pisou mais? 100%.

            Ou seja, ele é suave, tenta manter a suavidade o tempo todo (com o travamento do conversor) mas vc sente apenas naquela situação que lhe contei, do anda e para.

            Agora falando dessa progressividade: Imagina vc estando a 70km/h (já em sexta, ele troca as marchas por volta de 2000rpm a 2100rpm se vc estiver rodando tranquilamente, o que me agrada) e aí vc pressiona o acelerador um pouco mais forte… até aí vc vai realmente ganhar velocidade. Assim como no modelo 1.0, vc vai sentindo uns soquinhos bem de leve com a mudança no comportamento da central para traduzir força para o cambio e motor. Então em 80km/h vc sente um soquinho e uma força a mais, chegou em 100km/h (coisa de 2100rpm) sente outro soquinho e mais força e por fim os 2600rpm dos 120km/h e ele fica alterando o comportamento porque tem o esforço que pode ou não atuar (devido a variação de força) e aí ou vc acaba na pratica estando acima de 120km/h do painel (atingindo rapidamente 130km/h) ou fica sempre um pouco abaixo de 120km/h (que era o meu costume).

            A outra mudança de força e aí o carro já está no método carga no limite é acima de 3000rpm. Ali fica nitido a maior pressão exercida pela central como se vc compensasse mais o acelerador. Ali o soquinho já fica mais evidente. Apesar disso, foi um carro que me agradou pelo silencio a bordo, conforto dos bancos e só me decepcionou muito no consumo do motor 1.0 e o 1.6 é média de automaticos.

            O curioso é que meu Fluence nas mesmas condições ´[e mais economico (eu aluguei já faz 3 semanas um HB20 1.0, Uno 1.0 firefly e o atual HB20 1.6 automatico). De mais economico e discrepante mesmo é o Uno. Super economico, anda razoavelmente bem (muito melhor que o hb20 1.0 sem duvida) e também é outro veiculo que me impressionou pela melhoria nas vedações acusticas. Tem alguns aspectos pobres no Uno que é da “familia” do passado onde a Fiat economiza feio no visual do interior, mas de rodagem ele agrada, ainda que seja bem durinho.

            Fez 14.2km/l na estrada com alcool! Aí nem o Fluence faz milagre…rs

            Mas o HB20 autoamtico rodou menos que o Fluence fazendo o mesmo consumo: 10,5km/l tbm na estrada com alcool. E o 1.0? Marcou 11,2km/l de alcool, mas foi ASSUSTADOR o consumo daquele carro. Em dois dias e menos de 300km rodados, tinha ido meio tanque! Sim! Meio tanque! Tanto que fui com medo qdo tive que voltar para casa, pois achei que devido a marcação do tanque, eu iria precisar de abastecer (para fazer um comparativo, eu consumo o mesmo meio tanque no HB20 automatico 4 dias depois de rodar! E nele eu realmente tinha rodado cerca de uns 350km), o Uno? eu abasteci por precaução, mas depois analisando a viagem, eu rodaria tranquilamente 700km com um tanque de alcool com ele. Na reserva eu ouso te dizer que seria mais uns 50km.

            E o Fluence? Eu chego com 1/4 sobrando em casa…rs

            (rodo cerca de 550km com um tanque, mas ele tem 58 litros de tanque além da reserva)

            Mas sem duvida eu senti falta do meu Fluence. Mas logo mais estarei com ele…

            • Davi Millan

              HB20 1.6 Automático é beberrão mesmo. Meu vizinho trocou o HB20S premium dele por uma EcoSport 1.5 e está feliz da vida gastando bem menos.
              O mesmo consumo ocorre com o Cerato automático. Me lembro muito bem que escolhi o manual devido ao consumo exorbitante.

              • Edson Fernandes

                Curioso é que eu tenho certeza que a culpa desse consumo maior, é relacionado ao acelerador pouco progressivo. Se fosse mais, ele certamente poderia ser mais economico, pois o escalonamento da transmissão está muito bem feito.

                E veja que curiosidade: Eu economizei muito mais em um HB20 automatico do que em um HB20 1.0 manual.

    • Alexandre Borges

      Acrescento:
      – Repetidores de setas no retrovisor
      – One touch em todos os vidros eletricos.

      • É, citei todos esses pontos (bem) negativos no texto. Com exceção da inclinação do encosto traseiro (ele é fundamental na amplitude do espaço interno), seriam detalhes de fácil resolução. Uma pena a falta de sensibilidade da PSA para esses aspectos.

  • visanpai

    Um carro dito familiar com o intuito de algumas viagens sem ESP…

    • Falha grave em se considerando o mercado atual, sem dúvidas.

  • Darlon Anacleto

    Pra mim, algo muito negativo nesse modelo é o encosto do banco traseiro com pouca inclinação. Já viajei no banco traseiro e o desconforto é muito grande. Um grau de inclinação um pouco maior e seria perfeito.

    • A pouca inclinação do encosto é bem visível. No dia-a-dia não há problema, mas é bem provável que em viagens longas os ocupantes do banco de trás devam sofrer como em uma pick-uo média de alguns anos atrás.
      Problema é que nessa pouca inclinação reside o ganho de alguns bons centímetros nos espaço para as pernas para os ocupantes do banco traseiro. Aumentar a inclinação resultaria na necessidade de levar o assento do banco de trás para mais perto da linha de bancos dianteira. Acho que a Citroen preferiu o espaço para as pernas.

      • th!nk.t4nk

        Não tem aquela alcinha no banco pra regular o ângulo do encosto? Normalmente em minivans e afins tem isso. Dá uma verificada, fica bem no canto dos bancos (só puxa os bancos pra frente antes, claro).

        • Tem não, meu amigo. No lugar em que viriam essas alças estão só as alavancas que destravam o rebatimento dos bancos.

  • EDU

    Gosto muito dos teus textos e tenho simpatia por este carro . Ele junto ao Fox sao boms custo beneficio

  • Jurandir Filho

    Gosto dos relatos do Ubaldir, sempre pautados e sem preconceitos, possuo um 2008 AT 4 marchas e notei que o consumo é bem parelho com o Aircross, apesar de duas marchas a menos… Outra coisa que me chamou atenção, no texto diz que o novo cambio entra em “N” em paradas de semáforo, etc, como fica a saída em ladeiras já que o Aircross não tem assistente de rampa??? fiquei na dúvida se esse cambio possui mesmo esse sistema de neutro…

    • Paulo

      O 408 thp da minha esposa tem essa coisa de neutro automático, eu não gosto, sempre esqueço dessa porcaria e ao sair por exemplo do sinal, acabo tirando o pé do freio e acelerando mais rápido do que o cambio sai do neutro e vai para D, então com isso o carro sai dando tranco.
      Percebi que jogando o cambio para manual, ele sai do neutro automático e também se aliviar um pouco o pé do freio ele já sai do neutro, porem como não uso o carro dela, sempre esqueço disso e tome colada no banco! rsrs

      • Jurandir Filho

        Mas o 408 THP tem ESP e assistente de partida em rampas, não é o caso do Aircross

    • Olha, o carro dá a impressão que vai descer (acho que até desce uns milímetros) mas logo está engatado. No começo dá uma sensação meio estranha, com o cérebro querendo compensar indo logo para o acelerador prevendo que o assistente de partida em rampas vai falhar, mas logo se acostuma. É melhor que o empurra-empurra do C4 Lounge quando parado em “D”.

      • Jurandir Filho

        Lembro de relatos do pessoal que tinha c4 reclamando disso mesmo, tive um 408 2.0 4 marchas e não tinha esse empurra-empurra, o 2008 que possuo agora tb não tem, sendo até mais bem calibrado que o do 408… mas afinal, o Aircross tem assistente??

        • Os modelos dotados de câmbio de 4 marchas, como é o caso do 208 que minha esposa tem, mantém o câmbio em D nas paradas, mas possuem o “creeping” bem suave, empurrando pouco o carro nas paradas. Os primeiros Lounge mantinham uma tendência muito grande de empurrar o carro nas paradas, algo significativamente desconfortável.
          Usei as palavras erradas: ele não tem assistente de partida em rampa, mas o conversor de torque não deixa o carro quando partindo da inércia em terreno íngreme. O que ocorre é que ele automaticamente parece levar o câmbio para “N” nas paradas, sendo que imediatamente à retirada do pé do freio, ele volta para “D”. Nessa operação você até sente uma tendência de um recuo milimétrico do carro na direção da rampa, mas logo o “creeping” empurra o modelo para frente, não o deixando recuar.

          • Edson Fernandes

            Agora sim respodendo em parte do HB20, nesse aspecto, o conversor de torque já quer travar o lockup logo na saida, isso impede de uma saida forte. A não ser que vc acelere com vontade. A Hyundai conseguiu um compromisso legal, mas isso faz um efeito ruim em transito pesado: O carro pode lhe dar soquinhos devido a soma de uma transmissão em lock up com um aceleração sem progressao (ele é 8 ou 80) e é o unico ponto que me pareceu preocupante.

            Outro ponto ruim que eu achei éo fato da transmissão entrar em neutro por volta do 20km/h, vc sente nitidamente o carro solto. Para evitar isso, somente usando o modo sequencial.(que aí ele não muda a relação mas lhe dá até 5km/h o conversor atuando e mais suavidade).

      • Carlos Weber

        Resolveria fácil com um start-stop. E ainda economizaria combustível.

        • Olha, aqui em Goiânia o que já vi de consumidor vendendo Cruze só por conta do start-stop que não desliga, não está no gibi. Lugar onde o calor é preponderante é muito complicado, desliga o ar condicionado junto em qualquer parada, vira um inferno.

          • Carlos Weber

            Tenho um Suzuki Vitara com start-stop com 26 mil km. Nunca deu problema.

            • Carlos Weber

              Ah, e também moro em Goiânia

            • O do Cruze nem é problema, é característica de projeto. Ele não tem opção para ser desligado. Se juntar congestionamento com lugares quentes, vira um inferno, fica quase inviável.

  • Dod, o verdadeiro

    O Aircross é um modelo bem honesto para quem precisa de espaço e quer um carro mais alto mas não pode ou não quer gastar mais com os SUVs compactos mais espaçosos (HR-V, Creta, Kicks). Por 70k, preço da versão Live com câmbio automático, não se acha nada melhor com as características dele (essa versão de topo, que tinha o estepe pendurado, saiu de linha).

    • Eu conseguiria levar a Live por uns 60 mil, fácil. A negociação é bem camarada nas concessionárias Citroen. Os baixos números de venda proporcionam essa “vantagem”.

  • Luccas Villela

    Minha mãe teve um em 2011. E eu sigo curtindo muito esse carro, com a central com espelhamento que ganhou e o facelift, ficou BEM melhor.

    Com o ESP e o THP 1.2 se tornaria perfeito… Mas acho difícil isso vir.

    Parabéns pelo carro :)

    • Um 1.2 turbinado e uma lista de equipamentos de segurança passiva mais adequada deixariam esse carro praticamente perfeito.

      • Jurandir Filho

        Acho que 1.2thp virá (se vir) na nova geração de compactos da PSA, pois se viesse agora, estrearia no Cactus

        • É, não vejo a menor possibilidade de esse modelo do Aircross receber essa motorização.

  • Carlos AM

    Confesso que nunca tinha olhado para este carro neste nível de detalhes e fiquei surpreso positivamente.
    Pelo espaço que entrega, os itens e demais características sem dúvidas ele é muito mais negócio do que um Honda Fit.
    Pena que os números de venda mostrem o contrário.

    • Louis

      O Fit tem ESP, até 6 air-bags e é mais econômico. Para meu uso, prefiro o Fit.

      • Apesar da modularidade, o Fit está mais para um hatch. Já o Aircross está mais para uma van, em especial por conta da altura e formato quadrado da cabine. São carros bem distintos na minha opinião, em especial na posição do motorista e no espaço do banco traseiro, ainda mais no que tange à altura disponível para a cabeça. Cada qual tem a proposta válida no seu nicho de mercado.
        Fiz testes dentro de um Fit, e para a minha altura ele e o City são dois dos poucos carros do mercado que são realmente desconfortáveis no banco do motorista. Não sei se você já notou, mas esses dois modelos da Honda possuem um limite no trilho de regulagem do banco do motorista que evita que se reduza muito o espaço de quem vai no banco traseiro, mas é algo que ao mesmo tempo torna o carro quase inviável para quem tem mais que 1,85 metro de altura. As pernas ficam muito arqueadas, fazendo os joelhos roçarem na parte inferior da coluna de direção.
        Há também que se considerar que o Fit me custaria bem mais que o Aircross. Em uma pesquisa rápida na Honda, eu teria que desembolsar coisa de quase 15 mil acima do que gastei no Aircross na troca do meu C4 antigo por um Fit top de linha, nesse jogo de “quanto pagam pelo usado e quanto cobram no novo”.

        • Louis

          Realmente, com sua altura, tem que testar muito bem o que melhor atende. Já no meu caso que sou mais baixo, praticamente qualquer carro me atende hehehehe

          • Eu acho o Fit um carro extremamente funcional. Pena mesmo que ele não tenha “tamanho GG”. kkkkk.

            • Marcelo Ecosta

              Fit não é nada confortável para quem circula em pavimentos ruins. O Aircross é bem mais macio.

        • Edson Fernandes

          Pois é… em casa eu e esposa somos altos…. quando tentamos dirigir o Fit/City deu justamente nisso. Eu acho uma sacanagem vc ter espaço limitando o espaço do motorista. Nem isso eu vi no Uno que aluguei por esses dias.

  • Lucas086

    Esse carro é grande, temos uma dessa na família mas manual, e A pessoa gosta demais, eu só andei uma vez e gostei do espaço, as portas abrem bem ,teto alto ,gostei… e o manual parece que é vendido por menos de 60 na versão de entrada ou intermediária, acho um custo benefício compatível

  • Andre L W

    Incluo este comentário apenas para elogiar mais um dos “relatos do Ubaldir”, sempre muito bem escritos, didáticos e informativos.
    Especialmente no quesito “troca de carro em concessionária”: também prefiro (por questões práticas) essa forma, e a pesquisa sempre é “quanto estão pedindo no novo que estou olhando” (normalmente busco ver tabela e preço com eventuais descontos) e “quanto tenho de voltar entregando o meu carro”, pois não adianta considerar as avaliações que fazem do meu se aumentam demais o valor do novo.

    • Valeu, meu amigo.
      Questão de troca em concessionária você paga pela comodidade e segurança. Isso tem seu preço.

  • Eng Turbo

    Tive contato com esse carro durante alguns meses, e realmente ele não entraria e nem entra em minha lista.
    Achei o carro duro, desconfortável, com solavancos mesmo em rodovia, consumo elevado, isolamento acústico insatisfatório, bancos duros e com uma ergonomia duvidosa (Tb sou alto). Estou comparando com a própria PSA, no caso o C4 Lounge, conforme o texto. São propostas bem diferentes, porém estão infinitamente distantes.

    • Não sei se há grande diferença entre modelos mais antigos, mas realmente não compartilho das suas percepções.
      Achei o modelo muito macio e confortável e não notei os ditos solavancos. Em relação ao C4 Lounge, talvez pela diferença de altura dos pneus utilizados, acaba que o funcionamento do Aircross na passagem por buracos é bem menos sentida que no sedã, que dava uma pancada seca nessas ocasiões.
      O consumo é aquele do texto (o aplicativo me dá um grau de informação que permite precisão na avaliação do consumo em cada tipo de uso), que comparando com os carros que tive na vida acaba se revelando adequado (nem bom, nem ruim). Vale frisar que a recalibração do motor e a adoção do câmbio de 6 marchas adotados na linha 2018 é preponderante nessa questão.
      O isolamento acústico eu achei um diferencial no carro. Não se escuta quase nada de ruídos de motor ou suspensão com os vidros fechados. Mais uma vez o câmbio de 6 marchas e a recalibração dos motores para a linha 2018 é preponderante nessa característica.
      Os bancos, tirando o comprimento do assento que é limitado, não vi defeito. Não senti grandes diferenças com relação ao que tinha no Lounge, que é um carro de categoria superior. A princípio, os encostos de ambos os modelos são muito semelhantes em formato e densidade da espuma.
      A ergonomia… tirando a questão do freio de mão muito distante da mão do condutor, não vi nada que a desmerecesse.
      Realmente é complicada a comparação com o C4 Lounge, por serem veículos de categorias e utilização muito distintas.
      Talvez sua convivência tenha se dado com o modelo de câmbio de 4 marchas e com a motorização padrão que foi utilizada até 2017, isso diferencia demais os produtos.
      Mas, como está tudo muito no campo das percepções, respeito muito as suas conclusões.

      • Eng Turbo

        Eu tenho um C4 Lounge THP 2015 (Flex) e o consumo é melhor que o do AirCross (Acredite se quiser…rs) Em relação ao conforto, não há comparação. Realmente e experiencia que tive com o AirCross não foi das melhores, conforme relatado acima

        • O C4 Lounge flex deu uma melhorada boa na questão de consumo, pelo que fiquei sabendo. Deram uma boa recalibrada no câmbio. O meu era exclusivamente à gasolina e o câmbio tinha programação voltada demais para o desempenho, o que fazia com que o carro estivesse sempre buscando giro, mesmo sem ter o modo “S” ativado. Aí o consumo se tornava muito elevado, em especial no ambiente urbano.

  • Jean Lehn

    Chegou a dar sono .

    • É só não ler, uai. kkkkk
      No começo do texto o site especifica o tempo estimado de leitura e eu também chamei a atenção para o fato de o texto ser longo. O problema está em quem não está disposto a lidar com um texto longo se aventurar a ler algo que logo na primeira linha informa que são 26 minutos de leitura, em média.

      • visanpai

        Pra quem gosta, um texto longo desses chega a brilhar nos olhos!! Pra mim é a melhor parte do site.

      • LKenappe

        Ligue não para o comentário acima, são relatos como o seu que ajudam muitas pessoas na escolha do veiculo. Fora que é bem difícil nos dias de hoje achar uma leitura prazerosa e que não acabe em um pequeno trecho. Novamente parabéns pelo relato.

      • Edson Fernandes

        Ubaldir quand o for assim, só basta ignorar. Muita gente não gosta de ler textos. Mas eu apaguei o comentário porque foi depreciativo sem necessidade.

  • Alberto Rigattoni

    Ótimo relato e muito bem escrito.

    Acho um carro simpático, exceto pelo estepe pendurado que, pessoalmente, não me agrada.

    • Eu bem que queria o estepe de dentro. Mas aí teria que ser na versão live, perdendo uma quantidade boa de equipamentos. A Citroen poderia colocar esse estepe de fora como opcional para todas as versões.

  • Gabriel M. Vieira

    Baita relato (não me surpreende, o Ubaldir é cirúrgico e imparcial nos comentários). Interessante ler sobre um carro que normalmente “passa batido” na multidão (pelo menos aqui em SP é raro de ver no meio do mar de Onyx e Corollas). Parabéns pela racionalidade! Continuo seguindo seus passos: Jetta 2.0 -> Lounge THP. -> ? (não definido) hahahaha, boa sorte com o carro, o importante é você estar satisfeito. Abração!

    • Edson Fernandes

      Vou fazer de conta que o dono de um Lounge e ADM não tem modificações para trazer longevidade com o produto…rs

      Quero só ver agora…. ir para o Aircross…rs

      • Gabriel M. Vieira

        Hahahahahaha o meu Lounge ainda vai longe, já fiz tantas modificações que só fortalece meu casamento com ele… Duro é sair de um turbo agora rs

        • Edson Fernandes

          Nem fala… e eu lendo de carros turbo fico com mais medo a cada dia…rs

          É bomba de alta, baixa, tensionador da corrente, problema elétrico, uma maluquice…rs

          (mas nõa me refiro ao C4 apenas, isso tem sido comum na minha leitura no geral de carros turbo de conceito downsizing além do Jetta 2.0 tsi que não é bem um downsizing…rs).

          Mas te confesso que gostaria que meu proximo carro fosse um turbo viu.

  • Junin Souza

    o cara é bom de redação

  • Domenico Monteleone

    Embora facilite a limpeza, tbm não consigo me acostumar com essas portas 100% plástico, mas infelizmente é uma tendência em todas as marcas, mesmo em carros que beiram ou passam dos 100 mil.

    • É… custava nada um couro ali na área do descansa braço. Empobrece muito o visual.

  • Racer

    Belo relato. Tive um Aircross Exclusive 10/11, que também comprei 0km, e vejo que ele manteve muitas das boas características que me levaram a compra. O que pegava era o consumo sempre na casa de 7km/l na gasolina, o que não achava condizente com o motor. Porém em termos de espaço e conforto, era muito bom.

    • A linha C3 atual passou a ter o forro das portas todo em plástico. Uma pena. Poderia seguir o padrão da co-irmã Peugeot, que no 208 e 2008 ostenta revestimento nos apoios de braço das portas.
      Quanto ao consumo, a recalibração do motor e a adoção do câmbio de 6 marchas deram um excelente upgrade na questão. eu me surpreendi positivamente com o consumo que venho obtendo em qualquer condição de uso.

  • SDS SP

    Parabéns pelo relato. Foi muito preciso nas ponderações.

  • afonso200

    muito texto, vou esperar virar, filme, kkkkkkkk ….. legal, mas carro sem ESP faz 6 anos que nao comprou sem ESP

  • Stunt

    Parabéns pela aquisição e pelo texto. Dá gosto de ler! Ponderado, imparcial e rico de informações. Com certeza, estarei ao aguardo dos próximos relatos. Abs

  • Rafael Oliveira

    Avaliação imparcial, como todas deveriam ser…

    Ubaldir, uma curiosidade/sugestão
    Você já cogitou em realizar o sonho de ter os dois carros compactos, e nas viagens alugar um carro maior? As vezes colocando tudo na ponta do lápis pode ser uma opção bem interessante.

    • Tenho pensado nisso. Mas acaba que em várias situações, em fins de semana, acabo me utilizando do carro cheio. Mas vamos ver. Os filhos mais velhos estão pegando seu rumo em breve, acho que logo dará certo.

  • Zé Mundico

    Se não me engano esse carro será descontinuado em 2020…pegaste um mico…rsrsrs
    Mesmo que a autorizada garanta a recompra, será por um valor bem desvantajoso, pode esperar.
    Mas mesmo assim é um excelente carro que atende suas necessidades por um valor justo e isso é o que importa.

    • Se fosse me preocupar com essa questão de revenda, nem passaria perto da concessionária Citroen, meu amigo… kkkk.
      De qualquer forma, na troca por outro Citroen, até que tive uma condição de troca boa no C4 que tive. Enquanto a marca estiver me tratando bem e possibilitando eu adquirir carros adequados à minha necessidade por preços relativamente atraentes, vou ficando.

  • Leonardo C.

    Excelente relato, me animou a escrever sobre os 100.000 km do meu c3 Tendance 1.5 2013, em breve mandarei o relato e espero chegar nessa riqueza de detalhes, parabéns!

    • Valeu, companheiro. Aguardarei ansiosamente o seu relato.

  • Carlos Juan

    Excelente a avaliação. Tenho um Aircross e além da anacrônica abertura do tanque com as chaves, e o freio de mão muito no fundo (devido a altura dos bancos), como característica exótica também destacaria a impossibilidade de levantar os limpadores de para brisas dianteiros, para limpeza do vidro em viagens, pois são cobertos pelo capô. A maioria dos frentistas estranha essa característica ao tentar ergue-los para limpeza do para brisa. Como ponto positivo destaco a ampla visibilidade pelo tamando grande de todos o vidros, alem da inclusão de mais um funcional vidro “entre as colunas” do para brisa, o que é fantástico pois elimina um perigoso ponto cego, que e comum em quase tidos veículos e costuma ocultar ciclistas pedestres e motociclistas. No mais concordo com a análise, destacando o bom casamento do cambio automático de 6 marchas com o motor, sem esquecer q possuí além do modo de condução D, os mosdo S (sport) e eco (econômico) ignorados pela maioria dos proprietários, mas acessiveis por botões ao lado do câmbio, e que são bem úteis para um pouco mais de torque em ultrapassagens ou uma condução mais sossegada e econômica.

    • A questão do limpador é bem comum em muitos carros hoje. Os últimos que tive (Jetta e Lounge) também eram assim. Vai a dica: assim que desligar o carro dê um toque na alavanca de acionamento do limpador – as hastes vão para a posição de serviço, se colocando quase na vertical. Aí pode levantá-las e lavar o para-brisa tranquilamente.

  • TchauQueridos

    PSA deveria oferecer um prêmio ao Ubaldir.
    Um dos raros e poucos clientes fiéis da PSA que ainda restam…

    • Não é bem “ser fiel”, não gosto desse conceito de ser fiel a marca de produto. Até 4 anos atrás nunca tinha tido a oportunidade de ter um dos carros da marca. Aí veio o C4, que em 2014 era sem sombra de dúvidas o melhor sedã médio do país, em especial na relação custo x benefício da versão exclusive, acabei optando por experimentar. Já tive uma boa temporada com carros GM, depois uma outra com VW.
      Está dando certo na PSA, eu vou ficando. Até porque a troca de um modelo Citroen por outro é bem vantajosa em termos financeiros. Em outras marcas o que te pagam pelo seu carro e o que te pedem pelo deles deixa o valor de volta absurdo. A VW queria 40 mil reais na volta numa troca do C4 por um Virtus Comfortline com uma lista de equipamentos significativamente menor que a do Aircross, para se ter uma ideia.
      Bem, enquanto vão me vendendo carros bem equipados, com preços relativamente atrativos e sem me dar dor de cabeça, vou ficando. Pisou na bola ou surjam ofertas com relação custo x benefício maior e em modelos mais adequados à minha vida em outras marcas, vou pra lá. Por enquanto, com o 208 chegando aos 80 mil km com uma única troca de buzina no currículo além das revisões periódicas, e o C4 tendo o atendimento em garantia solucionado prontamente as ocorrências que surgiram (foram numerosas, sem dúvida, mas nunca significaram algum desconforto para mim), não houve porque romper a relação. Jogo que segue.
      A tempo, o Cactus tem vendido bem, viu… pessoa da concessionária aqui de Goiânia anda bem animado com a saída do modelo.

  • fsjal

    O 208 também tem esse problema de com o sol a pino, refletir a capa da coluna de direção.
    Tive um, e quando isso acontece você perde completamente a visão do cluster digital.

    • Como o 208 lá de casa fica quase que em tempo integral com a esposa, nunca tinha notado. Mas faz sentido. A PSA compartilha quase tudo que é fornecedor entre suas duas marcas, não deve ser diferente com a vapa acrílica do cluster.

  • Bruno Vasconcelos

    Ubaldir, PARABÉNS! A Citroen é FANTÁSTICA e um dos melhores custo benefício do mercado! Vc é muito detalhista, próprio dos perfeccionistas, e tenho uma dica que vou te dar no fim do texto, pra resumir os textos :) Tenho um Picasso Exclusive 2008 com 80.000Kms que não troco POR NADA! Airbags laterais, todo digital e couro, acabamento de primeira, me sinto numa nave e está como 0km até hoje! Manutenção normal de todo carro, e prefiro que um Compass que custa 100mil reais a mais kkk, economizo muito dinheiro… Meu irmão rodou 150.000kms com um C3 e também tudo ótimo, carros deliciosos de dirigir, e já dirigimos a maioria os carros do mercado.

    Quanto a dica, eu indico vc reduzir o número de palavras kkk, pois as pessoas não tem muito tempo pra ler…Veja um exemplo do seu parágrafo e do meu resumido:

    “Ainda no tocante ao câmbio, uma melhoria muito significativa foi feita com relação ao que se notava no C4 2014 que eu tinha: ao colocar o carro parado mantendo-se o pé no freio, o câmbio entra automaticamente em “N”, voltando ao “D” assim que se alivia o pé do pedal da esquerda. Relatei algumas vezes que achava bem incômodo no C4 a tendência do carro se manter em movimento mesmo nas paradas em semáforo, por exemplo, com o conjunto mecânico nitidamente continuando a “empurrar” o carro, demandando segurá-lo firmemente frenado.”

    O meu: “Uma grande melhoria foi feita em relação ao C4 2014 que eu tinha: ao parar o carro com o pé no freio, o câmbio entra automaticamente em “N”, voltando ao “D” assim que se alivia o pé do pedal. Já relatei o incômodo no C4 sobre a tendência de se manter em movimento mesmo nas paradas em semáforo, com o conjunto mecânico “empurrando” o carro, demandando segurá-lo firmemente frenado.

    Um abraço amigo! Agradecemos pelo tempo despendido pra mostrar as vantagens de um Citroen!

    • Abraço, companheiro. Eu tenho realmente essa característica redacional de exagerar um “pouco” nas palavras. Vou tentar melhorar nos próximos textos.
      Quanto ao mostrar as “vantagens”, é bom lembrar que as desvantagens vem junto no pacote… kkkk. Tento ser o mais imparcial possível nas minhas análises.

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