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Carro da semana, opinião de dono: Nissan Sentra 2.0 CVT aos 160000 km

Carro da semana, opinião de dono: Nissan Sentra 2.0 CVT aos 160000 km

Em 2012, três anos atrás, fiz um relato da minha experiência de 100 mil km, com um Nissan Sentra 2.0 CVT, que adquiri 0 km em 2008. Agora em 2015, o Nissan Sentra completou 7 anos, com 160 mil km, aproximadamente 100 mil milhas.


Daquele relato para este, destacam-se os seguintes pontos:

Dirigibilidade

Quando o veículo atingiu 120 mil km, houve troca dos 4 amortecedores, buchas de quadro da suspensão, coxins, junta inferior da barra de direção, discos de freio e pastilhas… o que o manteve confiável e assegurada a dirigibilidade do veículo. A direção precisa. A suspensão firme (em excesso para muitos). E frenagens com segurança.


Amortecedores e coxins foram substituídos em concessionária, tendo em vista que são muitas as críticas que já li sobre eficiência e durabilidade de amortecedores de empresas “paralelas” do mercado de reposição. Preferi utilizar amortecedores originais. Por comodidade, os discos de freios e pastilhas foram trocadas também na mesma revisão.

Já as buchas do quadro de suspensão foram realizadas em empresa especializada em produção e recuperação desses itens. Caso contrário, teria que pagar preços proibitivos por todo o quadro de suspensão, já que nas concessionárias só há venda do conjunto todo (uma espécie de subchassis). Isso mantém o isolamento do habitáculo em relação às vibrações do conjunto motor-suspensão.

O carro hoje roda com 4 pneus Pirelli Phantom, que tornam o rodar mais agradável que os dos Bridgestone Turanza EL 400 originais. Já foram utilizados Dunlop LM 703, SP Sport.

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Interior

Aos 140 mil km fui obrigado a reformar os bancos de couro, instalados na concessionária, quando da aquisição do carro em 2008, de material sintético, que começaram a apresentar rasgos. Foi necessária a troca do couro somente dos bancos dianteiros em loja especializada. Os bancos traseiros raramente receberam passageiros, e encontram-se em ótimo estado.

Um aspecto positivo é o painel de instrumentos, que não apresenta ruídos. Os ruídos hoje existentes são de painéis das portas, principalmente. E há ruídos decorrentes de torções da carroceria, mais comuns em carros com bastante uso. Sendo um veículo de pretensões populares e sem vocação esportiva, ainda mais no mercado americano, considero normal que a rigidez torcional não seja a mesma de veículos de alto desempenho.

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Motor

O motor 2.0 16v continua funcionando com bons níveis de ruído e vibração.

Aos 125 mil km troquei as velas NGK. O preço da época nas concessionárias beirava os R$ 500,00. Em férias nos EUA, parei numa concessionária Nissan de Las Vegas, entre um passeio e outro, e adquiri as mesmas velas por equivalente a R$ 120,00. Aproveitei para admirar um Nissan GT-R. Aliás, eu havia alugado um Nissan Rogue para os deslocamentos. A troca das velas foi feita por um mecânico que trabalhara durante anos em concessionárias Honda.

A bateria havia sido trocada pela primeira vez aos 90 mil km. Nova troca foi realizada agora aos 160 mil km.

As trocas de óleo, filtro de óleo, filtro de ar, água e aditivos de radiador continuam sendo feitas fora das concessionárias, religiosamente a cada 10 mil km.

Trocas de lâmpadas, limpadores de para-brisas, filtros de cabine – ar condicionado, são feitas em lojas e com produtos do mercado de reposição, bem mais baratos.

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Novo Sentra

Fiz test drive quando do lançamento, e aluguei um em outras férias nos EUA. O novo Sentra apresenta desenhos exterior e interior mais elaborados, mas conservadores. Essa mudança tenta reposicioná-lo como produto mais sofisticado que a jovial e descolada geração anterior. Menos exótico. Assim, o carro pode atingir uma variedade maior de consumidores, e ainda manter uma carroceria única em todos os mercados do mundo (no anterior, o desenho era destinado para as Américas).

Os materiais empregados no interior são mais macios em pontos estratégicos, tornando-o mais acolhedor e melhorando a acústica do habitáculo. O isolamento acústico melhorou sensivelmente.

O espaço para as pernas no banco de trás melhorou notavelmente. Já o espaço lateral em direção às portas diminuiu: p.e. é mais difícil espreguiçar-se ao volante novo modelo. Os bancos ficaram um pouco mais anatômicos, recebendo um razoável apoio lateral no encosto (coisa que deixa a desejar na geração anterior), mas ainda são inferiores aos bancos dos carros da Honda, como Civic e Fit (que considero têm ótimos bancos).

O conforto também aumentou por conta da melhor calibração da suspensão, que absorve melhor as imperfeições de nossas péssimas ruas. A dirigibilidade continua adequada para a proposta do carro, ou seja, direção é precisa, mas não muito direta e nem muito leve, quanto a de um Golf.

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Conclusões

Ainda pretendo ficar com o carro por 1 ano, tempo em que deve alcançar mais de 180 mil km.

A durabilidade e a confiabilidade do carro são comprovadas. Até hoje, basta girar a chave para que, sem esforço, o motor entre em funcionamento, com níveis de ruído e vibrações bastante baixos (dada quilometragem atual). A carroceria encontra-se em bom estado, inclusive por conta das garagens cobertas, tanto em casa, como no trabalho.

Os custos de manutenção são altos, mas podem compensar caso não se deseje alocar R$ 25.000, R$ 30.000… a cada nova aquisição de veículo. Isso permite que valores menos expressivos sejam destinados a ativos de alta depreciação, como são os veículos.

Com o término da garantia, as revisões são realizadas, quando possíveis, fora da rede de concessionárias, permitindo que o custo de manutenção se torna substancialmente mais baixo. Não são todos os que estão dispostos a ter essa preocupação com manutenções, ou ainda dispõe de tempo (e tempo é dinheiro) para tal.

Quanto aos equipamentos, hoje um pequeno HB20 pode oferecer muito mais itens.

O diferencial do carro é mesmo o câmbio CVT. Torna a condução mais relaxada e silenciosa. E auxilia para obtenção de uma condução mais econômica. Hoje essa transmissão está presente em carros como o Honda Fit, o Nissan Maxima (3.5 V6 290 hp), o Toyota Corolla, o Honda Accord (EUA), o Audi A4, o Jeep Compass, o Lexus GS 450 Hybrid (338 hp), e ecológicos como o Toyota Prius.

Aos 160 mil km, 100 mil milhas, e 7 anos, o carro segue como prático meio de transporte diário, confiável e satisfatoriamente confortável.

Por Flavio M

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