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Carro que passou por enchente tem conserto?

Carro que passou por enchente tem conserto?

Enchente, um mal que atinge nossas cidades há bastante tempo. A falta de infraestrutura adequada e outros problemas correlatos, fazem com que durante as chuvas fortes, os sistemas de escoamento de água não deem conta do enorme volume pluvial. Assim, ruas, avenidas, rodovias, estacionamentos e garagens acabam alagando e assim danificando os veículos que estejam estacionados ou transitando pelo local.


Para quem já viu seu carro cheio d´água ou repleto de lama, a única coisa que vem a mente após a tristeza de ver o automóvel completamente avariado é o custo da reparação. Mas, será que um carro que passou por enchente tem conserto? A resposta é sim, porém, os custos podem variar muito e tornar esse reparo inviável.

Carro que passou por enchente tem conserto?

 


O que fazer logo após a enchente?

Diante do ocorrido lamentável, o proprietário precisa ser rápido, pois quanto mais tempo o carro encharcado ficar parado, maiores serão os danos. Mas, mesmo assim, a primeira recomendação é não ligar o carro, mesmo que saiba que a água não subiu tanto. Uma providência mais imediata é desligar a bateria em seu terminal, a fim de evitar um curto-circuito e mais danos do que o carro já tem. Acionar o seguro é algo imediato, pois o tempo está correndo contra.

Mas, se não tiver seguro, chame um serviço de guincho para levar o carro até uma oficina especializada nesse tipo de serviço o quanto antes, para que todo o serviço seja executado rapidamente e num mesmo local, evitando assim que se desmonte e monte componentes sem necessidade. Saiba que o relógio é o inimigo agora, já que alguns componentes e chicotes elétricos podem estar encharcados e precisam rapidamente ser reparados ou substituídos.

Do mais leve ao mais grave em termos de danos num carro de enchente, o serviço a ser feito começará pelo desmonte parcial do veículo para que seja feita a limpeza e depois a higienização inicialmente. Bancos, tapetes, carpetes, forrações, feltros e estofamento precisam ser secados e limpos para que voltem a condição de uso adequado.

Num nível mais grave, todo o chicote elétrico deve ser substituído para que não ocorram mais danos ou superaquecimento após o funcionamento do veículo. Em casos mais extremos, o motor precisa ser revisado e basicamente óleo lubrificante e seu filtro são retirados e substituídos por novos.

O câmbio, manual ou automático, também entra no serviço, pois pode ter admitido água durante a enchente. Se o propulsor foi afetado durante o funcionamento, pode ter sido danificado e isso significa que terá de ser aberto para a reparação, o que demandará mais tempo e custo. Diante da análise de profissionais qualificados, os módulos eletrônicos e atuadores elétricos podem ser substituídos também.

O serviço, quando coberto pela seguradora, deixa o proprietário mais confortável e evita que o mesmo perca tempo se envolvendo no processo de reparação, mas sem seguro, o ideal é que o proprietário faça a busca pelas peças e componentes em oferta no mercado, reduzindo assim o custo da reparação.

Além da oferta em classificados online e lojas especializadas, o dono do carro pode contar com peças usadas em algumas situações onde as mesmas sejam permitidas para utilização, tais como chicotes elétricos, módulos, atuadores eletromecânicos, detalhes de acabamento e até algumas peças de motor e câmbio. Nesse caso, sites de leilão ou mesmo desmanches credenciados podem fornecer boa parte dos itens necessários por um custo final bem inferior ao dos mesmos quando novos. Até motor e câmbio novos podem ser comprados dessa forma, mas é preciso nota fiscal para a alteração da documentação.

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Custos

A reparação pode ser feita em qualquer nível de avaria, o problema é que isso tem um custo e ele pode ser bem alto, alcançando níveis que é mais fácil desistir do conserto. Por isso, após a enchente é preciso avaliar até aonde a água atingiu. Não se pode movimentar o veículo, é necessário reboca-lo até uma oficina especializada.

As avarias podem ir de um simples encharcado no assoalho até a cobertura completa do sistema elétrico e eletrônico, que não possuem proteção contra uma inundação. A questão é que, quanto maior o nível da água dentro do carro, maior será o custo da reparação. Além disso, também influencia muito a origem do carro, pois se for importado, o custo de componentes afetados pela água será bem maior. Isso sem contar a quantidade de eletrônica a bordo. Nem é preciso dizer que quanto mais sofisticado, maior será o prejuízo.

A reparação geralmente consiste de limpeza e higienização do ambiente até a substituição de componentes que foram afetados pela água. Um motor, por exemplo, que estava funcionando na enchente e parou de repente, necessitará de uma retífica se o mesmo for constatado com um calço hidráulico, por exemplo.

A limpeza de interior e sua higienização tem custos que podem variar de R$ 400 a R$ 2.000, dependendo da intensidade dos estragos provocados pela enchente. Mas, se o nível da água subiu de tal forma que atingiu diversos componentes eletrônicos ou mesmo afetou o funcionamento do motor, os custos podem ser exorbitantes mesmo para carros comuns. Nesse caso, os orçamentos poderão variar muito conforme o tipo de dispositivo e grau de dano verificado no propulsor. Pode-se imaginar algo entre R$ 10.000 e R$ 40.000.

Tudo vai depender da marca, modelo, nível de sofisticação, motorização e origem, esta última ainda mais influenciadora na hora de cotar o orçamento. Para quem tem seguro, é necessário verificar se o mesmo tem cobertura para danos de causados por alagamentos. Afinal, um veículo pode ser tanto atingido na rua, quanto na própria garagem do proprietário. Se este sabe que existe tal risco, provavelmente contratará um seguro com cobertura maior.

Caso tenha sido feito isso, o seguro geralmente cobre orçamentos de até 75% do valor do veículo. Acima disso, o veículo é considerado como de perda total, pois não compensa mais sua reparação. O cálculo nem precisa ser exato, pois apenas a submersão do painel já é considerado como “PT” por algumas seguradoras.

Esse custo elevado, dependendo do carro, pode acontecer facilmente, visto que se for importado e já estiver com algum tempo de uso, o valor de alguns componentes eletrônicos afetados pela água podem acumular um prejuízo que pode até ultrapassar o valor de mercado do carro. Alguns módulos de controle têm preços entre R$ 10.000 e R$ 20.000 cada um, por exemplo.

O único empecilho para que a cobertura não seja paga é se ficar caracterizado que o condutor expôs o veículo ao incidente, forçando a passagem por uma via alagada, por exemplo. O mesmo em relação à estacionar veículo na praia ou transpor passagens de água, tais como rio, por exemplo. Com ou sem seguro, o veículo demandará de um dia inteiro até mais de um mês se for o caso, dependendo da disponibilidade de peças.

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Se chover, o que faço?

Evite transpor vias alagadas. Antecipe seu trajeto se conhece os locais de alagamento frequente. Diante de um local onde nenhum veículo esteja passando, o recomendável é dar meia volta e procurar uma passagem mais segura. Mas, se não for possível retornar, espere a água baixar, use de paciência nessas horas e não tente passar por uma rua próxima de rio ou ponte. Se não conhecer, não se arrisque. Se os veículos estão atravessando, cautela vem em primeiro lugar.

Fique calmo e atento ao que está fazendo. Em carros manuais, mantenha a primeira marcha e dose a embreagem para que a rotação fique elevada e a marcha seja mantida. Em automáticos, coloque nas posições L ou 1. Se o mesmo não tiver essas opções no seletor, coloque em modo manual, a fim de evitar que a transmissão mude para uma segunda marcha. A ideia é sempre manter a rotação em alta para que não entre água pelo escapamento e o veículo tenha uma progressão lenta, mas constante.

Nunca entre em velocidade alta, evite fazer onda para que o motor não aspire água. O ideal é que o nível esteja abaixo da metade da porta, pois assim a água não deverá afetar componentes eletrônicos e o motor. Mantenha distância do veículo à frente. Caso o motor morra, não religue e procure abrigo. Se a água subiu rapidamente, o ideal é buscar um local elevado, procurando abrigo se o nível ou a correnteza começar a ganhar altura e força. E, acima de tudo, nunca arrisque a vida para salvar o veículo. Lembre-se que outro pode ser comprado, sua vida não…

 

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