Como tirar risco da pintura do carro? (2024)

Como tirar risco da pintura do carro?

Como tirar risco da pintura do carro?

A lataria é um dos componentes mais sensíveis de um automóvel.

Uma leve aproximação no veículo da frente, uma simples encostada na parede ou mesmo o contato com a poeira podem contribuir para o surgimento de riscos na pintura.

Vamos ver o que fazer quando aparece um risco:

Apareceu um risco na pintura do meu carro. O que fazer?

Você sabia que a pintura do carro é composta por três camadas? São elas: primer, tinta e verniz.

Por ordem, primeiro temos o verniz, sendo a parte superior, na sequência, a própria tinta e, por último, já na lata, o primer, que é a base. Todas são superfinas, equivalendo juntas a dois fios de cabelo.

A maioria dos riscos fica diretamente no verniz. Dependendo da situação, existem algumas maneiras para a resolução do incidente.

Ao identificar, em primeiro lugar, realize uma leve limpeza no local riscado. Borrife essa área com um pouco de água para remover areias de outras impurezas. Feito isso, é só secar e passar para a etapa de avaliação.

Como tirar risco da pintura do carro?

Para pequenos danos, como risco de unha de animais domésticos ou materiais metalizados de calça jeans e chaves, basta utilizar a cera, esfregando levemente com um pano até sumir.

Se ele for mais profundo, utilize a massa de polir. Deve-se tomar muito cuidado, pois esse material é mais abrasivo. Coloque um pouco em cima do risco, esfregue com um pano e veja se a deformação some.

Outra opção é a politriz, que deve ser manuseada por uma pessoa com pleno conhecimento em pintura e polimento. O equipamento é pesado e não pode em hipótese alguma ficar parado sobre a tinta, havendo o risco de danificar a lataria.

Como tirar risco da pintura do carro?

Por fim, sendo o mais “radical” de todos, temos a famosa lixa 200.

Assim como a politriz, a lixa deve ser manuseada por um profissional. Mesmo utilizando-a com água, existe o perigo de suceder erros, podendo remover a camada de verniz e possibilitando que a pintura fique opaca e esbranquiçada.

O risco mais profundo é aquele que atinge o primer, a última camada. Com o problema, você verá o risco de outra cor, geralmente branco. Neste caso, não há o que fazer, sendo a única solução pintar aquela peça ou o carro inteiro (em casos extremos).

Algumas oficinas de pintura são bem estruturadas e conseguem realizar o serviço com muita eficiência. Elas utilizam aparelhos capazes de medir a espessura da pintura, verificando o estado em que se encontra o verniz e indicando o melhor método para a solução.

Micropintura é uma opção

A micropintura é uma opção relativamente barata, que pode disfarçar o dano causado pelo risco.

A técnica tem, em geral, eficiência de 70% a 80%. O único porém é se o carro tiver pintura na cor prata.

Nessa cor, o reparo acaba parecendo um risco diferente, pois é muito difícil acertar a tonalidade repintando uma área tão pequena.

A melhor opção mesmo é a pintura, que para ficar perfeita, deve ser feita na peça inteira, seja uma porta, um para-lama ou um capô.

Avalie o risco antes de reparar

Antes de tomar qualquer decisão entre as que passamos acima, é importante frisar que cada técnica deve ser utilizada para danificações em específico.

Por isso, analise o que ocorreu na lataria e, se for simples, você poderá realizar o serviço em sua própria casa e apenas com pano e cera.

Se perceber que é mais grave, chegando principalmente no primer, procure por uma oficina de confiança para realizar o reparo. Sem experiência, o resultado pode ficar pior do que estava.

Cinco dicas para proteger a pintura do seu carro

Para lhe ajudar a manter a pintura do carro sempre em boas condições, preparamos abaixo cinco dicas essenciais para auxiliar na proteção, evitando manchas e preservando-a por mais tempo.

1) Lave o veículo a cada duas semanas. Confira se não há partículas no balde d’água que podem afetar a pintura. Além disso, opte por produtos especializados para a limpeza de automóveis. Para acompanhar, use esponjas não abrasivas e pano de microfibra.

2) Antes de levar o automóvel direto na oficina, analise se não há outros riscos que podem agravar num futuro próximo. Assim será possível fazer apenas uma reparação.

3) As fezes de passarinhos podem também prejudicar a pintura, em razão disso, deve-se interromper o ciclo de penetração dos componentes das fezes. Isso exige removê-las o mais rápido possível com água e sabão neutro.

Como tirar risco da pintura do carro?

4) Os produtos químicos afetam também a pintura, como solventes, querosene, piche de asfalto e outros derivados do petróleo, além de maresia e água de praia. Por isso, lave a área sempre que houver contato com esses produtos.

5) Por último, além da chuva ácida, o calor também pode causar danos ao longo do tempo. A superfície do veículo pode chegar a 60 °C, ocasionando deteriorações. Para evitar isso, jamais deixe acumular impurezas sobre o seu carro, pois elas proporcionam o surgimento de manchas na lataria e vidros.

A chuva que danifica a pintura e vidros do seu carro

Outra vilã prejudicial para a pintura é a chuva ácida.

Como o próprio nome diz, o fator acontece devido ao contato da água com os poluentes. O óxido de nitrogênio vem da queima de combustível.

Também há o óxido de enxofre, derivado do diesel. Ambos sobem para o céu e quando o tempo fecha com as chuvas, eles descem causando estragos.

Com essa mistura nada satisfatória, a água fica com pH ácido.

Na prática, após passar a chuva, as gotículas que estão em cima do carro evaporam e as manchas aparecem nos vidros e no verniz da lataria. Com o passar do tempo, o dano pode se agravar.

Mas o que fazer para remover essas manchas do meu carro?

Se for nos vidros, existem produtos capazes de retirá-las, no entanto, o serviço deve ser feito por um profissional, pois há riscos para a saúde humana. Diante disso, você terá que desembolsar cerca de R$ 100 e, em apenas 5 minutos, o serviço estará pronto.

Se as manchas estiverem na lataria, o serviço será bem mais demorado. No total, são três etapas de polimento com vários produtos e, por fim, uma camada protetora. A média de preço sobe para R$ 800.

Fique atento, pois só lavar o automóvel não é o suficiente. Muitas pessoas compram carros usados sem olhar com atenção para essa questão. Além de riscos e amassados, procure por manchas em todo o veículo.

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Autor: Darlan Helder

Natural de São Paulo, é jornalista e fotógrafo. Escreve na internet sobre o universo automotivo desde 2011