
299 concessionárias em 2026: esse é o tamanho atual da Mitsubishi nos Estados Unidos, um retrato duro de como a marca continua perdendo espaço no país.
Segundo a Auto News, a Mitsubishi Motors North America abriu 2026 com 299 lojas, contra 355 no início de 2019, queda de 16% e redução total de 56 pontos.
O tom oficial, porém, tenta transformar o encolhimento em estratégia, com o CEO Mark Chaffin dizendo que a meta é “qualidade sobre quantidade” na rede.
Chaffin afirma que a empresa encerrou cerca de 35 franquias no último ano e meio, ao mesmo tempo em que adicionou uma dúzia de novas concessionárias e aprovou aproximadamente outras 30.
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A ideia seria trocar lojas de baixo volume por operações maiores, capazes de vender de três a cinco vezes mais veículos do que pontos menores e pouco estruturados.
O problema, relatam varejistas ouvidos pela publicação, é que a paciência está acabando, porque a sensação no balcão é de que a virada não vem rápido o suficiente.
Eles citam exigências da fábrica consideradas pesadas, suporte fraco de incentivos e uma gama de produtos que envelheceu demais para sustentar tráfego constante.
Dentro dessa lista, a Outlander Sport aparece como símbolo do atraso, já que ainda usa uma plataforma com cerca de 15 anos de estrada, segundo o relato.
Em paralelo, há concessionários que nem esperam a tesoura corporativa, e preferem sair por conta própria antes de acumular mais prejuízo.
Um lojista contou à Auto News que comprou 14 carros de um concorrente por US$ 7,000-US$ 8,000 abaixo da fatura, porque a loja que fechava queria liquidar tudo e desaparecer.
O mesmo varejista disse que o ponto em encerramento emplacava apenas dois Mitsubishis novos por mês, enquanto sua outra franquia, de outra marca, vendia 150 veículos no mesmo período.
Outro foco de atrito seria a dependência crescente de vendas para frotas, que passaram a dominar discussões sobre mix de produtos e disponibilidade no varejo.
Ainda de acordo com o relatório, quase 60% do volume do primeiro trimestre da Mitsubishi teria ido para compradores de frota, o que irrita lojistas que disputam unidades para cliente final.
Há quem afirme que versões mais simples acabam desviadas para locadoras, deixando o varejo brigando por estoque limitado e com menos margem para negociar.
A rentabilidade média também pesa: uma fonte citada no texto aponta lucro líquido abaixo de 2% das vendas em concessionárias Mitsubishi no país.
Um revendedor do Meio-Oeste que fechou recentemente declarou ter “perdido a confiança” na capacidade da marca de entregar uma linha competitiva e disse estar “farto” após anos de perdas.
Mesmo assim, a Mitsubishi insiste que novidades chegam ainda este ano, e a aposta central seria um crossover totalmente elétrico, justamente quando esse tipo de produto não empolga todos os pátios.
No radar, a própria marca também já acenou com um SUV para 2026 que lembra um novo Pajero, mas, pelo clima descrito, só promessa não basta para segurar a rede.
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