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Golf MK4: história, estilo, versões, motores, equipamentos e detalhes

Golf MK4: história, estilo, versões, motores, equipamentos e detalhes

O Golf MK4 é como chamam também a quarta geração do hatch médio da Volkswagen, best seller europeu.


O modelo foi emblemático na carreira do modelo e foi produzido durante 13 anos, no caso, por aqui mesmo.

Ele também foi feito na China, onde foi chamado Bora HS.

Além disso, o Golf MK4 nacional foi vendido no Canadá como City Golf.

Essa geração foi feita também na Alemanha, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, África do Sul e Eslováquia.

Desenvolvido sobre a plataforma PQ34, o Golf MK4 teve vida prolongada e foi um dos carros mais desejados em seu período.

Golf MK4: história, estilo, versões, motores, equipamentos e detalhes

Versátil, foi o primeiro Golf feito no Brasil e também originou o sedã médio Bora, assim como a perua Golf Variant.

Em sua geração, o Golf MK4 viu um estranho companheiro, o Golf Cabriolet, que simplesmente era da terceira.

No mundo, se destacou por versões como a GTI, assim como a R com o motor VR6.

O hatch teve de 68 cavalos num diesel 1.9 SDI até 240 cavalos no poderoso R32.

Por aqui, as opções começavam em 1.6 de pouco mais de 100 cavalos até o Golf GTI 1.8 Turbo com seus 192 cavalos.

Com linhas duráveis, o Golf MK4 foi um carro que resumiu bem a filosofia Bauhaus, demorando muito a envelhecer.

Golf MK4

Golf MK4: história, estilo, versões, motores, equipamentos e detalhes

O Golf MK4 foi um projeto bem-sucedido de 1998, que foi influenciado diretamente pela evolução do Passat.

O hatch médio também foi envolvido numa mudança de postura da VW, que queria tornar seus carros mais luxuosos.

Com o compartilhamento da plataforma com o Audi A3, o Golf ganhou muito e ficou mais premium.

Além disso, produtos de Seat e Skoda estavam evoluindo rapidamente e já apresentavam níveis que obrigavam o Golf MK4, ser um carro tão bom quanto.

Diferente da Renault com a Dacia, a Volkswagen não soube diferenciar o nível de qualidade de suas marcas.

Golf MK4: história, estilo, versões, motores, equipamentos e detalhes

Assim, o Golf MK4 corria o sério risco de colidir contra seus irmãos em qualidade e construção.

A Volkswagen ainda tomou uma decisão ousada de ampliar o alcance do hatch com produção no Brasil, trazendo consigo o A3, o primeiro premium feito no Brasil.

Outro ponto importante foi a introdução de tecnologia de ponta, como o motor 1.8 20V com ou sem turbo.

Com cinco válvulas por cilindro, esse propulsor alavancou as vendas do Golf MK4 pelo mundo.

Golf MK4 – Estilo

Golf MK4: história, estilo, versões, motores, equipamentos e detalhes

O Golf MK4 era um carro funcional, que exibia as características de um carro purista, sem apelos emocionais.

Seguindo a escola alemã, o hatch médio da VW era marcante em sua presença, tendo as colunas C grossas sua identidade.

Com 4,149 m de comprimento, 1,735 m de largura, 1,459 m de altura e 2,515 m de entre eixos, o modelo era quase quadrado.

A frente tinha pouca inclinação e os faróis eram arredondados no centro, incorporando uma ou duas parábolas.

Os piscas e as lanternas também foram introduzidas na lente dos faróis, retirando-se o clássico conjunto no para-choque.

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A grade era fusionada com o conjunto ótico, tendo dois frisos horizontais na cor do carro.

O para-choque envolvente tinha protetores na cor da carroceria geralmente, além de três grades inferiores.

Com poucos vincos, o Golf MK4 tinha colunas A e B grossas, mas as C eram realmente enormes.

Essas descreviam uma curvatura suave e elegante, que descia do teto até as rodas traseiras de maneira simétrica.

A linha de cintura era baixa, o que ampliava a área envidraçada, enquanto a tampa do bagageiro era ampla.

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Tinha grande vigia, o que ajudava na visibilidade traseira, prejudicada naturalmente pelas colunas C grandes.

As lanternas compactas faziam parte do contorno das colunas C e permitiam boa abertura para o porta-malas, que tinha 330 litros de volume para bagagens.

O para-choque traseiro era bem liso e, dependendo da versão, tinha protetores pretos, assim como os frisos laterais da carroceria.

Os retrovisores eram grandes e as rodas de liga leve tinham tamanhos e desenhos variados, sendo o de cinco raios, o mais famoso.

Dependendo da versão, o Golf MK4 tinha teto solar elétrico.

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Por dentro, o ambiente era bem mais acabado que a geração anterior, ainda muito presa em estilo aos anos 80.

O conjunto mais premium era uma releitura do ambiente visto no Audi A3.

Este, por sua vez, reproduzia exatamente o que a marca de luxo alemã queria expor diante de seus rivais.

Tal como o Passat, que nessa época tinha plataforma de Audi e motor longitudinal novamente, o Golf MK4 era quase um A3.

Até a disposição dos comandos era a mesma, mas o hatch da VW devia ser mais simplificado e cumpriu essa tarefa.

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O rádio, por exemplo, era um 1din e bem mais simples que o do Audi.

O cluster era o mesmo, dadas as características de cada marca, assim como comandos no painel e botão de farol.

Com isso, o Golf dava um salto enorme em qualidade, o que rapidamente chamou atenção dos clientes.

O quadro de instrumentos tinha mostradores grandes e analógicos, mas com pequenos para combustível e temperatura da água.

Também tinha dois displays digitais, um para hodômetros e outro para relógio digital.

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Com boa posição de dirigir, o Golf MK4 tinha comandos dos vidros e travas bem acessíveis na porta, assim como os retrovisores.

O volante de quatro raios com airbag era algo bom, mas o de três raios, muito parecido com o A3, era mais emocional.

Já a transmissão tinha alavanca curta e engates similares, sempre macios e precisos.

O airbag do passageiro tinha capa aparente, enquanto o porta-luvas era bom em tamanho.

Ele tinha bancos largos e confortáveis eram um convite para apreciar o best seller da Volkswagen.

O espaço atrás era mediano por causa da plataforma de base curta, mas o porta-malas era bom para a época.

Atualização

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O termo durável para o Golf MK4 se justifica em seu visual, que praticamente não mudou de 1998 até 2007.

Por quase 10 anos, o hatch da Volkswagen manteve o mesmo estilo no Brasil, onde a produção foi prolongada.

Em 2007, a Volkswagen decidiu atualiza-lo para durar mais alguns anos e por isso fez um trabalho que o levou até a linha 2012, um ano antes de chegar a sétima geração.

Com isso, o Golf MK4 deu um salto de gerações, pulando as MK5 e MK6, que eram consideradas bem caras.

Daqui, o apelidado Golf 4,5 chegou até o Canadá, onde foi vendido por três anos como City Golf.

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Essa designação era usada na África do Sul para a primeira geração, ainda feita naquela época.

A atualização do Golf MK4 o tornou mais personalizável, incorporando elementos estéticos mais joviais.

As mudanças se concentraram na frente e nas lanternas traseiras, além de para-choques.

O conjunto ótico foi ampliado, ganhando projetores de tamanhos diferentes e incorporando no maior, repetidores de direção.

Com isso, o capô foi modificado, assim como os para-lamas dianteiros.

Golf MK4: história, estilo, versões, motores, equipamentos e detalhes

A grade do Golf MK4 atualizado ficou mais independente e recebeu dois novos frisos.

Dependendo da versão, como a Sportline, eles eram pretos, mas geralmente tinham a cor da carroceria.

O para-choque ganhou vincos mais acentuados, porém, mantendo as três grades inferiores.

Estas podiam ser pretas em versões como a Sportline, por exemplo, tendo ainda opção de faróis de neblina circulares.

Os retrovisores com piscas eram iguais aos do Fox, por exemplo, maiores e mais aerodinâmicos.

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Na traseira, a VW manteve o formato das lanternas originais, introduzindo uma lente clara ou escura (dependendo da versão), contendo uma lente interna circular, como era o estilo da marca na época.

Havia também um prolongamento do desenho sobre a tampa do bagageiro, onde havia uma lente circular menor, dentro de outra maior e quase quadrada.

Os para-choques ganharam a parte inferior em preto, assim como nas laterais.

A tampa traseira também tinha alterações na parte central e o escape podia ser simples ou duplo, de acordo com a versão.

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Para disfarçar a idade do painel, que era o mesmo de 1999, a VW adicionou cluster de fundo branco em algumas versões.

O ar condicionado digital também estava disponível, tal como sistema de áudio mais completo e moderno.

O volante do Passat da época também foi introduzido para modernizar o hatch, mas a idade já pesava muito.

Já os bancos eram mais confortáveis, podendo ser revestidos em couro bem acolchoado e com apoio de braço central.

Com cintos de três pontos para todos e ambiente com teto e colunas claras, o Golf MK4 atualizado era um bom convite.

Golf MK4 – Mecânica

Golf MK4: história, estilo, versões, motores, equipamentos e detalhes

O Golf MK4 utilizou os motores das famílias EA111, EA113 e EA827, sem contar os motores diesel e VR6, usados lá fora.

O hatch médio no Brasil começou sua carreira com duas motorizações básicas, que eram compartilhadas com o Audi A3.

Na época, a Volkswagen começou a produzir no Brasil o EA111, nova família de motores com cabeçote 8V de alumínio e movidos por gasolina.

O Golf chegou com motor 1.6 chamado SR e que entregava 101 cavalos a 5.600 rpm e 14,5 kgfm a 3.800 rpm.

Com ele, o hatch ia de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e tinha máxima de 183 km/h.

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O consumo era de 13 km/l na estrada e 9,5 km/l na cidade.

Em 2001, esse propulsor foi trocado pelo nacional EA111 1.6 8V com 101 cavalos e mais torque.

Este tinha bloco de ferro fundido e sem coletor de admissão variável, como no importado.

Ele ainda continua a ser feito para os modelos Gol, Voyage e Fox, mas atualizado.

No entanto, o destaque mesmo era o EA113 1.8 20V de quatro cilindros também, mas com cabeçote de cinco válvulas por cilindro.

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Este propulsor tinha duas versões, sendo uma aspirada com 125 cavalos e outra turbinada com 150 cavalos.

Porém, o Golf Mk4 não o utilizou no Brasil, primazia do A3, mantendo o 2.0 8V de 116 cavalos importado do México.

Este tinha potência máxima aos 5.200 rpm e torque de 17,3 kgfm a 2.400 rpm, podendo usar câmbio manual como no 1.6 ou automático com 4 marchas.

Nesse câmbio, o hatch fazia 8 km/l na cidade e 13 km/l na estrada, tendo aceleração até 100 km/h em 11,9 segundos e com máxima de 192 km/h.

Em novembro de 1999, chega o Golf GTI, que traz o mesmo motor 1.8 Turbo do A3.

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Com 150 cavalos a 5.700 rpm e 21,4 kgfm a apenas 1.750 rpm, o 1.8 20V Turbo era o suprassumo tecnológico da VW.

Ia de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos e com máxima de 216 km/h.

Tendo suspensão 20 mm mais alta que o modelo importado de 1998, o Golf Mk4 nacional ficou mais potente em 2002.

O motor 1.8 20V Turbo teve a força ampliada para 180 cavalos a 5.500 rpm e 24 kgfm a 1.950 rpm.

Assim, esse GTI voava de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e com máxima de 227 km/h.

A série especial VR6 teve 99 unidades vendida do Golf Mk4, importado da Alemanha antes do fim da produção do mesmo.

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Com carroceria de duas portas, o Golf VR6 2.8 tinha 200 cavalos a 6.200 rpm e 27 kgfm a 3.200 rpm.

O câmbio era manual de seis marchas, mas ele fazia apenas 7,7 segundos até 100 km/h, sendo pouco melhor que o GTI da época.

Era mais lento também, alcançando 209 km/h.

A fim de disputar força com o Honda Civic Si, a VW chegou a declarar potência bruta de 192 cavalos no Golf GTI.

Em 2006, o Golf Mk4 ganha motor EA111 1.6 8V Flex com 101 cavalos na gasolina e 103 cavalos no etanol.

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No ano seguinte, o 2.0 troca o câmbio automático de 5 marchas Tiptronic por um de seis marchas.

Dois anos depois, ele ganha o motor 2.0 8V Flex com 116 cavalos na gasolina e 120 cavalos no etanol.

No fim de carreira, o Golf Mk4 tinha motores 1.6 Flex de até 103 cavalos e 2.0 com até 120 cavalos, este último apenas automático.

Versões

Golf MK4: história, estilo, versões, motores, equipamentos e detalhes

 

O Golf Mk4 chegou com uma versão de entrada com motor 1.6 e 2.0, além do GTI 1.8 Turbo.

Em 2000 teve a versão Comfortline, seguida de séries como Trip 1.6 (com rack e bicicleta), Generation 1.6 e, no ano seguinte, Black and Silver.

Também teve a série Sport 1.6 ou 2.0, bem como 1.8 Turbo.

Outra opção foi a Flash 1.6, mas a Tech marcou a chegada do motor 1.6 VHT de até 104 cavalos, sendo o atual em produção e mesmo EA111 de antes.

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As séries Black Edition e Silver Edition chegaram já na atualização antes da Sportline, que marcou os últimos dias do Golf MK4.

Por fim, a Limited Edition, que era baseada na Sportline 1.6 (havia opção 2.0 automática).

No último ano, o Golf MK4 ganhou freios ABS e airbag duplo de série.

Saiu de cena deixando saudades em 2012.

 

 

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • th!nk.t4nk

    O que é a tecnologia né. O mark 4 com o V6 2.8 fazia 0-100 km/h em 7,7 s e mal chegava a 200 km/h. Hoje em dia o mark 7 com um mero 2.0 de 4 cilindros faz 0-100 km/h em 5,6 s (GTI TCR) e chega a 260 km/h. Aliás, ele entrega 20 kgfm em marcha lenta (e 38 kgfm a 1800 rpm). Não é à toa que o V6 desapareceu. Se fossem usar essa cilindrada com a tecnologia de hoje, o Golf não iria parar na pista.

    • RicardoVW

      Um VR6 hoje faria uns 300cv.

      • th!nk.t4nk

        Então, o GTI TCR tem 350 cv. Creio que daria pra tirar muito mais do V6 com turbo, mas possivelmente nem caberia no cofre do motor. E entraria numa faixa de desempenho que demandaria muitas outras modificaçoes (afinal de contas, é um mero FWD). Mais fácil deixar essa tarefa pra um AWD da Audi, que já nasceu pensado pra alto desempenho.

  • Lucas Lira

    O MK4 foi um grande carro, até mesmo o Mk4,5, são queridos até hoje.

  • Tommy

    A VW brasileira sempre foi muito negligente com o Golf, nos anos 90 preferiu arriscar numa versão do Escort(Pointer)e trazer o carro só importado, usando motor mais fraco que o Gol GTI 16v, em 98 nacionalizou o mk4 e simplificou o carro, sem que isso se traduzisse em custos menores, era de longe o mais caro do segmento, e curiosamente o Bora, que continuou sendo importado a vida inteira (outro erro)era mais pelado que o Golf, além de não terem trazido a Variant nem importada, numa época que as peruas ainda se faziam presentes.

    A reestilização de 2007 é a prova da arrogância da VW naquela época, que nem se deu ao trabalho de importar o MK5 e o MK6. E não foi uma reestilização tão ruim, mas claramente não foi feliz nas lanternas traseiras, grandes demais, e que chegaram já no fim dessa linguagem de design da VW, se tivessem feito outro facelift inspirado no MK6 e a introdução dos itens de tecnologia que o Fox e o Polo tinham(como o I-system com comandos no volante, que era o mesmo do Passat da época), fora o motor 1.6 16v e até o 1.0 TSI do Up o carro poderia ter durado até lançarem o Polo atual como um carro de custo benefício da marca.

    • Verdades sobre o mercado

      Fui gerente de vendas de css VW de 2003 a 2011 e tinha bom acesso ao pessoal das gerências de produtos da VW. Algum tempo após lançarem o Golf 4,5 tive a informação que o Golf 5 não veio para o Brasil pois tinha ficado um produto bem mais caro, e isso inviabilizaria sua venda no Brasil, mas o pior de tudo foi a informação que a VW BR havia feito um outro Golf 4,5 que ficou muito bom visualmente, mas que o chefão da VW mundial ao ver o carro disse que não podia permitir que aquele carro fosse produzido pois era mais bonito que o Golf 5 e que haviam sido feitos investimentos pesados para produzi-lo e que outros mercados ao ver a re-estilização desenvolvida no Brasil iriam preferi-la em detrimento à nova geração, até mesmo por seu custo mais baixo de produção e assim o tal Golf 4,5 “lindão” morreu e o surgiu o Golf 4,5 que conhecemos. Se é verdade ou se tem algum exagero eu não sei, mas foi isso que rolou nos bastidores à época, informação bem restrita inclusive.

      • rodrigosr

        Já ouvi essa história também; acho difícil um 4,5 ter ficado melhor que o 5, mas isso jamais saberemos. Foi um grande erro o 4 ter durado tanto tempo por aqui e provavelmente a VW se arrependeu bastante disso, ainda mais quando trouxe o 7 pra cá e o carro foi sucesso instantâneo (pelo menos por um certo tempo, antes de fabricarem ele por aqui)

        • Verdades sobre o mercado

          Uma re-estilização do 4 ficar melhor que o 5 é improvável mas não impossível, falando apenas em termos estéticos obviamente. Quanto ao 7 penso que a VW trouxe ele com margem bem mais apertada(o alemão) com o objetivo de marcar território pois esperar pela produção do Mexicano poderia ser tarde demais.

      • Marcelo Alves

        Isso está mais para lenda mesmo, o formato da carroceria do MK5 é diferente do MK4, por sinal nunca gostei muito desse golf MK4, sempre achei o desenho da carroceria dele meio feião, por sinal acho o MK3 e o MK5 mais bonitos e inclusive prefiro o Polo de 2006 (aquele pós-facelift) do que o Golf MK4. Não vejo como a VW BR conseguiria torná-lo mais bonito que o Golf MK5 sem fazer um facelift profundo no carro, alterando todo o desenho da carroceria do carro (todo o formato das portas, do teto, etc..)

        • Verdades sobre o mercado

          Concordo com tudo que você citou, mas não podemos desprezar que a necessidade aliada a criatividade às vezes produz resultados surpreendentes, mas dificilmente saberemos se foi real ou não, infelizmente.

      • Raphael Pereira

        Eu acredito nessa historia, so ver oque a VW fez do Gol Bolinha pro “G3”, muita gente nem percebe que ele não passa de uma reestilização do modelo anterior, parece um novo carro, se a gente ignorar como conhecemos o Golf 5 talvez essa reestiliaçao do 4 tenha seguido outra linha de design e ter realmente ficado interessante, se existe este boato algum fundamento tem.

        • Verdades sobre o mercado

          Não tinha pensado nisso (Bolinha p/ G3) e realmente faz sentido, a mesma equipe que fez isso pode realmente ter feito um Golf 4,5 bem legal e se você voltar no tempo é provável que este trabalho tenha sido feito na mesma época em que se fazia o Gol G4, onde pode-se imaginar que o Golf 4,5 ficou a cargo da equipe principal e baseado no resultado final o Gol G4 ficou com os estagiários :)

          • Raphael Pereira

            O mk4,5 como conhecemos hoje mostra certa ”preguiça” dos designers tanto que a principio nem os retrovisores eles mudaram, sem falar no painel, praticamente intocado, coisa que de um gol pro outro eles trocaram, pq o golf nem olharam pro interior?

            • Verdades sobre o mercado

              Se a história que relatei for verdadeira é provável que o 4,5 que tivemos tenha sido feito a toque de caixa, afinal o Golf 4 ficou 8 anos sem alterações e isso foi muito tempo. Até o Gol G3 teve uma leve alteração com 3 anos.

      • RicardoVW

        Nem ferrando que o 4,5 é mais bonito que o 5.

        • Verdades sobre o mercado

          Acho que você não prestou atenção no que escrevi

          • RicardoVW

            Humm! Entendi! Então tinha um projeto mais bonito antes! Tem fotos desse projeto?

  • rodrigosr

    Tivemos um Generation de 2002 até 2006, quando o roubaram na porta de casa. Um carro excelente, que adoraria manter até hoje.

    • Verdades sobre o mercado

      Generation vendia como água no deserto…

      • rodrigosr

        Tinha excelente custo beneficio na época. Era bem equipado, com ar digital, rodas, bancos de couro e CD player. Adorava detalhes “luxuosos” do acabamento, como o porta-copos escamoteável no painel, porta-luvas que descia suave e o porta-óculos na porta do motorista. Me lembro que na época pegamos 0km por 34.990. Não faço ideia quanto seja isso hoje em dia, mas foi um ótimo negócio.

        • fsjal

          Esse valor corrigido pelo IGPM dá R$ 110.500, ou seja, o que o Golf 1.4 TSI de entrada custava quando saiu de linha. Só mostra que existe uma ilusão de que carro no Brasil era barato antigamente, o que é mentira.
          Sempre foi caro… o lado menos ruim é que hoje se paga o mesmo preço por um carro mais seguro e melhor equipado.

  • Robson

    Um carro bacana, mesmo na reestilização G 4,5. Eu teria um usado tranquilamente, pena que é muito difícil achar um decente hoje, de 10 uns 8 deve ter caído na mão de manolo que não dava conta da manutenção, fora as modificações que acabavam fazendo.

  • Marcus Vinicius

    Próxima reportagem poderia ser do sedan Bora Mexicano que em seus últimos anos passou a se chamar chamar Clasico

  • Deivid

    Famoso golf travecoline. Por dois motivos : pela transvestida que a VW fez com esse facelift de 2007 e também pelo fatídico fato envolvendo o ator Gabriel Braga Nunes.

  • João Victor

    Sou até hoje apaixonado pelo Golf 4,5. Meu tio teve um e meu primo outro. Carros bem equipados e confortáveis.

  • Foonoslew

    Minha impressão é que as gerações pares são as melhores… Poxa mas a geração 6 faz muita falta aqui!

    • RicardoVW

      A 6 é a mais bonita de todas as gerações.

  • Denis

    Não dá pra negar que o Golf MK4 foi uma das gerações mais importantes do modelo, não só por questões de estilo que marcou, mais por grandes inovações tecnológicas que embarcaram neste Golf em 1998. No Brasil lembo do propaganda em 1999 que ressaltava as qualidades do Golf, ainda que foi neste ano o inicio de sua fabricação em São Jóse dos Pinhais (PR) junto com o Audi A3, seu primo conterrâneo. O Golf Brasileiro era apresentado ao publico com linhas modernas, inspiradas no irmão mais velho Passat, tendo o visual mantido da geração anterior, mas muito mais enxuto, ganhando o apelido carismático de Golf Sapão…..

    Apresentado na impressa em Junho de 1999, o Golf era vendido em quatro versões de acabamento:
    – Básico, com motores 1.6 Mi de 101 cv ou 2.0 Mi de 116 cv
    – Plus, apenas no motor 1.6 Mi
    – Comfortline, este com motor 2.0 Mi
    – GTI, com motor 1.8 Mi Turbo de 150 cv, com opções de 3 ou 5 portas…..

    O Golf Básico trazia os seguintes equipamentos: Direção hidráulica com coluna regulável em altura e profundidade, Banco do motorista com regulagem de altura, Preparação para som com 4 alto-falantes e antena elétrica no teto, Abertura interna elétrica da tampa do porta-malas e tanque de combustível, Limpador, lavador, desembaçador e luz de freio no vidro traseiro, Apoios de cabeça nos bancos dianteiros (2) e traseiros (3) com ajuste de altura, Para-brisa degradê, Aquecimento interno, Sistema de imobilização eletrônica do motor com chave codificada, Para-choques pintados na cor do carro, Rodas aro 15 com “supercalotas” e pneus 195/60, Vidros verdes e entre outros. A transmissão era manual de cinco velocidades para os motores 1.6 e 2.0, ou transmissão automática de quatro velocidades (opcional) para o motor 2.0.

    No Golf Plus, acrescentava como item de série do modelo básico, o Ar-condicionado, Computador de bordo, Alarme com controle remoto e acionamento a distancia, Travas elétricas das portas e porta-malas com controle central, Vidros elétricos nas 4 portas com sistema anti-esmagamento e Espelhos retrovisores externos com controle elétrico com lentes azuis…..

    Já o Golf Comfortline. agregava da versão Plus, o Ar-condicionado eletrônico, de controle automático de temperatura, Air-bag para motorista e passageiro, Freios ABS com EBD, Sistema de som com radio toca-fitas, Rodas de liga leve aro 15, Faróis e lanterna traseira de neblina, Maçanetas e retrovisores externos pintados na cor do carro e Transmissão manual de cinco velocidades, tendo a transmissão automática de quatro velocidades (opcional).

    E no top de linha, Golf GTI, adicionava entre os itens do Comfortline: Bancos dianteiros esportivos, Air-bags laterais, Controle de estabilidade, Piloto automático, Aerofólio na tampa traseira, Lanternas traseiras fumê, Limpador de para-brisa com sensor de chuva, Retrovisor interno anti-ofuscante automático, Rodas de liga leve aro 16, ponteira do escapamento cromado e Transmissão manual de cinco velocidades, tendo a transmissão automática de quatro velocidades (opcional).

    No pacote completo do Golf GTI, incluíam: Bancos dianteiros esportivos com aquecimento, Revestimento em couro nos bancos e volante e Teto solar de acionamento elétrico.

    • th!nk.t4nk

      Esse 1.8 de 4 cilindros e 20 válvulas com comando variável era interessante pra época. Relativamente suave/girador (apesar de subquadrado), e nessa versão turbo ainda permitia certa folga pra preparação. Equipou desde Polo GTI (150 cv) até Audi TT (239 cv), foi um dos motores mais versáteis da VW no mundo (a grosso modo, fazia o papel dos atuais 1.4/1.5 turbo). Marcou época com certeza.

      • Paulo Lustosa

        É o motor predileto da galera que compete com arancada, isso quando não trocam o bloco pelo da Amarok pra aguentar mais pressão de turbo e nitrometano.

  • fsjal

    Tivemos um 1.6 já nacional em casa.
    Carro ótimo de dirigir, mas pesado para o motor. Demorava para desenvolver, mas depois que embalava, ia bem.
    O acabamento era o ponto forte mesmo.

    Sempre imaginei que a VW poderia tentar usar o motor 1.8 aspirado que ela usava no A3…

    • th!nk.t4nk

      É que o 1.8 era importado né. Uma pena que nao tenha nacionalizado ele na época, pois tinha versao aspirada e turbo, teria sido um baita motor na linha VW se tivesse sido melhor explorado no BR.

  • RicardoVW

    Ainda hoje acho o MK4 bonito, já o MK4,5 é de gosto bem duvidoso. Ainda pretendo ter um GTi, se achar um inteiro e com preço bom.

  • RicardoVW

    É uma pena não ter no Brasil o 1.8 20v aspirado.

  • Carlos Vinicius Amadeo Rosin

    tive um 2.0 2002 por 8 anos …fui segundo dono…excelente carro muito bem acabado, projeto primoroso em acabamento e dirigibilidade, voce sente o carro na mão o tempo todo….lógico que tem seus pecados como os emborrachados que soltavam, o teto que virava tenda e o problema cronico das travas elétricas, mais foi um carro que me fez feliz muito tempo. Só para voce ver quanto gostava, Hoje tenho um jetta Tsi 211CV e ainda sinto saudades do meu golf.

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