Chevrolet Hatches História

Corsa Wind: o popular redondinho que fez barulho nos anos 90

Corsa Wind: o popular redondinho que fez barulho nos anos 90
Corsa Wind

O Corsa Wind foi a versão de entrada de um dos carros mais populares já comercializados pela empresa norte-americana no mercado brasileiro.

Você provavelmente já deve ter andado em um exemplar do modelo, seja o Corsa de primeira geração ou o de segunda geração, este inclusive que foi a última leva do hatch compacto em nosso País. Além disso, sua popularidade foi contribuída pela ampla gama recheada de variações, como o hatch, o sedã, a Corsa picape e também a perua.


E entre esses modelos está o famoso Corsa Wind.

O Corsa Wind marcou a primeira configuração do Chevrolet oferecida por aqui, que estreou para ocupar o lugar do extinto Chevette em março de 1994 – mesmo ano da morte de Ayrton Senna, da vitória de Fernando Henrique Cardoso nas eleições para presidente da República e ainda o tetracampeonato da seleção brasileira de futebol.

O Chevrolet Corsa Wind foi comercializado como a versão de entrada da gama, com direito a um pacato motor 1.0 litro a gasolina, associado a um câmbio manual, e ainda uma carroceria hatch de duas portas (ou três, considerando a tampa do porta-malas). Logo depois, porém, surgiu o Corsa Wind de quatro portas.


O Corsa de primeira geração oferecido por aqui é na verdade o Corsa de segunda geração ofertado no restante do mundo, lançado originalmente como um modelo da alemã Opel. Tanto é que ele é conhecido como “Corsa B”.

A segunda versão do modelo popular foi apresentada em fevereiro de 1993 e surpreendeu os consumidores pelo visual bastante moderno da época, fruto de um projeto liderado pelo japonês Hideo Kodama, que inclusive participou da terceira geração do carro lançada em 2000.

Corsa Wind: o popular redondinho que fez barulho nos anos 90

Ao contrário de boa parte dos outros carros comercializados naquela década, o Corsa deixava de lado as formas retilíneas com quinas pontiagudas para dar prioridade a um formato repleto de curvas em praticamente todos os componentes, o que inclui os faróis, as extremidades dos retrovisores, as janelas e as lanternas traseiras.

Fora isso, o modelo de quatro portas tinha uma carroceria com formato diferente, marcada pela traseira mais vertical para beneficiar o espaço para as bagagens no porta-malas, lanternas mais estreitas e espichadas e uma terceira janela nas laterais.

O interior também agradava, com direito a plástico predominante no painel, mas boa parte dos painéis das portas com revestimento em tecido (o mesmo encontrado nos assentos). Além disso, ele oferecia algumas soluções interessantes, como compartimentos para objetos nas laterais das portas, tampa do porta-luvas com nicho para acomodar copos (como se fosse uma bandeja) e ainda banco traseiro rebatível e bipartido.

Nas medidas, o Corsa Wind de duas portas tinha 3,72 metros de comprimento, 1,6 m de largura e 1,38 m de altura, com distância entre-eixos de 2,44 m. O porta-malas tinha capacidade para comportar até 240 litros de bagagens.

O Corsa Wind de quatro portas tinha exatamente as mesmas dimensões, mas o porta-malas era mais amplo, com capacidade para até 280 litros.

Corsa Wind: o popular redondinho que fez barulho nos anos 90

O motor usado nos primeiros Chevrolet Corsa Wind era um 1.0 litro de quatro cilindros a gasolina, dotado de sistema de injeção eletrônica monoponto, algo inédito entre os populares da mesma época (que usavam carburador).

Ele entregava até 50 cavalos de potência, a 5.800 rpm, e 7,8 kgfm de torque, a 3.200 rpm, e estava associado a uma transmissão manual de cinco velocidades. Este aparato era suficiente para levar os 845 kg do carrinho aos 100 km/h em longos 19,3 segundos e fazer atingir uma velocidade máxima de 143 km/h.

Já o consumo era de 13,1 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada.

Todavia, anos depois este propulsor foi substituído por uma unidade mais moderna. O carro passou a usar um 1.0 litro de quatro cilindros a gasolina, agora dotado de injeção eletrônica multiponto de combustível (MPFI, multipoint fuel injection).

Com isso, a potência máxima teve um aumento de 10 cv, passando para 60 cv, a 6.000 rpm, enquanto o torque máximo teve um ligeiro ganho de 0,5 kgfm, agora de 8,3, a 3.000 rpm, igualmente com o câmbio manual de cinco marchas.

O Corsa Wind era um modelo extremamente simples, sem direito a pintura nos para-choques, molduras nas caixas de roda, maçanetas e capa dos retrovisores, calotas nas rodas ou ainda frisos laterais.

Porém, ainda assim ele era mais refinado, moderno e confortável que os concorrentes (leia-se Fiat Uno Mille, Ford Escort Hobby e Volkswagen Gol 1000), com direito a um acabamento mais esmerado no interior, bancos mais confortáveis com bons encostos de cabeça na dianteira, painel de instrumentos mais moderno, entre outros.

Corsa Wind: o popular redondinho que fez barulho nos anos 90

Entre os recursos, o Corsa Wind oferecia somente o básico. Havia itens de série como cintos de segurança dianteiros e traseiros laterais de três pontos com ajuste de altura, banco traseiro inteiriço rebatível, porta-objetos, retrovisor do lado direito, entre outros.

Como opcional, ele oferecia apoios de cabeça dianteiros e traseiros com regulagem de altura, barra de proteção nas portas, terceira luz de freio, limpador e desembaçador do vidro traseiro, iluminação no porta-luvas e no porta-malas, espelho cortesia no para-sol do lado do passageiro, cinzeiro e acendedor de cigarros.

Alguns desses equipamentos, porém, passaram a ser de série a partir de meados de 2000.

Ele agradou tanto o público que, nos primeiros meses de venda, a Chevrolet enfrentou problemas para entregar as unidades encomendadas e já comercializadas do Corsa.

Houve uma fila enorme de interessados pelo Corsa e, com isso, um ágio de quase 30% praticado pelas concessionárias em cima do valor tabelado pela Chevrolet. Tudo isso fez a empresa a aumentar o volume de produção do popular para diminuir a fila de espera e, consequentemente, evitar o ágio.

Corsa Wind: o popular redondinho que fez barulho nos anos 90

O Chevrolet Corsa Wind chegou ao mercado nacional com preço de US$ 7.350, valor tabelado para todos os carros populares da época conforme um acordo entre o governo e os fabricantes.

Devido ao ágio, o então vice-presidente da General Motors, André Beer, foi à televisão para pedir que os consumidores não pagassem ágio e esperassem pelo aumento da produção para adquirir um exemplar do veículo.

E eis que o Corsa Wind chegou ao fim. O modelo deixou de ser comercializado em 2001 para dar lugar ao Celta, um outro carro popular, que neste caso foi projetado para ser barato e, ironicamente, usava a mesma plataforma de seu antecessor.

Leonardo Andrade

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.

  • Hugo Leonardo Dos Santos

    Popular mais bonito da época, dois tios meus tiveram um cada na versão 2 portas e outro 4 portas. Boas lembranças.

    • Deadlock

      Era o mesmo vendido na Europa, coisa rara na época, mas o nosso era pelado e mais inseguro, o que também é normal.

      • JOSE DO EGITO

        E pensar que o “coraçao ” dele ainda bate dentro de um ONIX !

  • invalid_pilot

    A perua Corsa era bem legal, uma pena que há anos não vejo 1 exemplar dessa carroceria conservado .

  • Marcelo Alves

    O famoso carrinho de papel, quem já teve um provavelmente já teve a porta entortada para roubarem o rádio ou qualquer outra coisa dentro do carro, aconteceu isso no final dos anos 90 com um Corsa que minha irmã tinha… Varias pessoas que já tiveram esse carro (e o Celta também) já me relataram terem passado por isso também.

    • André Luis Versiani

      Mille sofria deste mal também…

    • zekinha71

      Tá cheio de carros que os malas fazem isso, e se não for a porta entortada dão é uma tijolada na janela, ou metem o faz viúva no motorista.

    • Lorenzo Frigerio

      Gol “bolinha” também.

  • dAniILo Timao

    Não é o melhor carro do mundo, mas o melhor para a proposta ,já tive um hatch 4p 99/00 , Hatch 1.4 maxx 2012, Sedan 01 automático e hoje possuo uma Wagon gls 1.6 16v (sonho antigo) , aqui em casa temos 3 , além da wagon tem um sedan gls 97/98 e sedan 2003 vhc. Será que gostamos de corsa?

    • André Luis Versiani

      Que massa, podia mandar um relato no NA sobre sua perua corsa, #savethewagons

      • dAniILo Timao

        O que quer saber?

    • TijucaBH

      Eu tive um 96 comprado zero km. Na época era o mais completo que tinha: trava eletric, inclusive do porta malas e tanque de combustível, retrovisores com comando interno, vidros verdes e parabrisa degrade, ar quente, kit visibilidade e alarme na propria fechadura da porta. A chave vinha com uma luzinha, igual no omega. Por incrível que pareça, isso tudo era opcinal no wind efi. O lado ruim é que 2 meses depois que comprei, a GM aumentou a potencia em 20%, passanda a incriveis 60 cv.
      Depois tive um sedam GLS 1.6 8válvulas 2001, ultimo ano da carroceria antiga antes de virar classic. Também completo, com bancos em veludo, ar, direção, vidro trava e retrovisores eletricos (nesse ano já tinham removido a regulagem eletica dos faróis), porta malas com abertura eletrica ao apertar um botao no painel, volante de 3 raios igual do vectra e toca fitas sem display, pois tinha um display no alto do painel igual no GSi que infomava data, hora, estação do radio e temperatura externa, sem contar as rodas 14 com pneu 185/60, 100% original!! Adorava o Corsinha

      • MauroRF

        Você teve um (provavelmente) que vinha escrito “Corsa Super” na porta, né? Meu pai tirou um 96/97 em outubro de 1996 já com o motor de 60 cv e transmissão mais curta e vinha escrito apenas “Super” na porta, inclusive com uma calota diferente. Era um vinho duas portas que tinha vidros verdes, limpador/desembaçador traseiro, ar quente e vidros/travas elétricos, além do alarme na fechadura, como você citou. Isso era um popular muito completo na época. Viajamos bastante nesse carro, ele era gostoso de guiar na cidade, bem ágil perante os populares da época. Na época, eu tinha 20 anos e não tinha carro próprio, então o Corsa era o carro dos meus pais, meu e do meu irmão, rs. Além do Corsa, tínhamos uma Tempra SW 95 na mesma época. Essa eu guiei bastante também. Meu pai deve ter fotos desses carros, vou até pedir para ele procurar para matarmos a saudade, rs.

        Outro popular que revolucionou, mas apenas no quesito motor, foi o Ka/Fiesta com o 1.0 Rocam no final de 99. Eu tive um 2000 GL e outro 2002 Street. Esse Rocam de 65 cv andava muito bem para um 1.0 na época, tal qual um up! aspirado ou Ka 3 cilindros anda bem para um 1.0 aspirado para os dias de hoje.

        • TijucaBH

          Nao, o meu nao era o super. Era wind simples mesmo, igual ao da primeira foto. Unica diferenca era que o meu era cinza chumbo.

          • MauroRF

            Entendi. O pneu dele era 145 ou 155? O do Super era 165.

            • TijucaBH

              Isso mesmo, o meu veio com Pirelli P4 145/80 R13, puts.
              O 165 vinha realmente no super ou no 1.4 GL. Meu sonho era colocar roda 14 com pneu 185/60, porém a direção já era dura com 145, imagina com 185.

  • Edu

    Se me lembro, o Corsa foi o primeiro carro nacional a ter fila para compra no lançamento.

    • André Luis Versiani

      Ele era muito a frente dos concorrentes, acho bonito até hoje.

    • vicegag

      Tive que mandar uma carta para o presidente da GMB, André Beer, citando o que apregoava na TV (não pagar ágio), para poder pegar meu Wind cinza bartoc completo, lembro paguei R$ 9.400,00 reais nele, estava há meses na fila de 4 concessionárias à espera e ninguém dava em que lugar da fila estava, nem um expectativa de quando receberia, carro bom, mas muito fraco com se motor monoponto de 50cv, perdia até de ônibus na arrancada.

      • Vitor

        Será se o presidente da GMB leu sua carta?

        • vicegag

          Leu, eu já tinha ligado e falado com o gerente de distribuição para SP, relatando tudo com detalhes, ele tinha me dito que no momento não podia fazer nada, pois a procura era muita, e que ficasse aguardando, depois que mandei a carta com umas quatro folhas, detalhando os dias das minhas inscrições nas css, detalhes dos pronunciamentos da GM e do presidente, este gerente de distribuição, me ligou e disse, “ Você enviou uma carta para o nosso presidente, o senhor André Beer, e ele nos autorizou a tirar você da fila de espera ( creio que ele tinha usado o termo “fila de orações “), me perguntou a cor e os opcionais que desejava, bem como em qual css desejava retirar, quando fui retirar o carro, uma vendedora me perguntou se trabalhava na GMB, pois quando o carro chegou completo, muitos vendedores o queriam para poder vender.

          • Vitor

            Sua história é no mínimo curiosa.

      • MauroRF

        Era fraco mesmo, mas pelo menos gastava pouco na estrada. Uma amiga minha de escola, que já tinha 18 anos no começo de 1994, conseguiu ter um Wind logo que lançou, pois a felizarda tinha o pai como funcionário em alto cargo na GM na época, que conseguiu pegar um Corsa fácil para a filha dele. Claro que pedi para deixar dirigir o Corsinha (não só eu, mas a turma toda, kkkkk) e foi aí que notei que era fraco, apesar de que os concorrentes da época eram mais fracos ainda. Na verdade, depois que fui entender que o que o deixava fraco era a transmissão longa em conjunto com a pouca potência do motor, pois tivemos em casa um Super 96/97 com o motor de 60 cv MPFI e a transmissão mais curta. Era outro papo o desempenho desse Super. Se não me engano, o Wind 98 (97/98) recebeu essa transmissão e o motor MPFI.

        • Unknown

          Nem todos os 1.0 da época eram tão fracos. O Mille andava bem até.

      • Edu

        Tirei um Wind branco 0km em 98, já era o de 4 bicos. Fiquei pouco tempo com ele, tive um acidente e empenou o monobloco. O carro nunca mais foi o mesmo, vendi barato, sem esconder o estado do carro ao comprador. Era um carro razoável para dois ocupantes mas me passou a impressão de ser estruturalmente frágil.

  • Eduardo Sad

    Teve fila pra comprar numa época que carro era muito caro… Mais que hoje! rsrs Acho que o salário mínimo era 100 mangos e um desse 0km chegava a quase 90 salários mínimos… Na época, male male, levávamos a vida num Chevette bem capenga… Bons e maus tempos… Hahaha

    • vicegag

      Então devo ter ficado mais pobre, pois foi o único carro que comprei zero, hoje nem imagino comprar um carro razoável zero ( sem ser 1.0 sem turbo), só vou no semi novo.
      Na época tinha um acordo entre governo e montadoras que tornou o preço mais justo.

  • 🅰🅽🅳🅴🆁🆂🅾🅽 – 🆂🅿® ✅

    Esse carro custava R$ 7500 na epoca se não me engano, vendeu muito na época mesmo, só estes motores EFI eram muito fracos e lentos, nem o 1.4 era lá essas coisas, só melhorou quando passaram a usar injeção multiponto, Ah o tiozão do comercial diziam na época que o mesmo era dono de uma Caravan e a GM deu um Corsa pra ele.

    • MauroRF

      O tiozão do comercial era uma alegria só, a gente riu bastante com as “reclamações” dele nos comerciais, rsrsrs. Essas propagandas foram bem boladas.

  • Lucas086

    Que carro bom era, tivemos vários, lembro de um Super verde completo que minha mãe teve, acabamento de veludo, lembro de ir para escola de manhã cedo, o ar gelava que parecia o polo Norte… tem história, mesmo o efi meio fraco, mas o mpfi era outro carro

  • Marcus Vinicius

    Corsa Wind durou muito tempo na Argentina saindo de linha bem depois do modelo brasileiro que durou até 2001 !

  • zekinha71

    Quando saiu o Corsa revolucionou o mercado automotivo de entrada, agora quase 25 anos depois cada lançamento um belo retrocesso, Mobi, Kwid.

    • Vitor

      Na época muitos reclamavam daqueles carros “modernos” que pareciam bolas como o Corsa e o Gol “bolinha”. Não gosto do Mobi, mas ao longo da história já passaram muitos veículos controversos.

  • Danilo Vaz

    Meu primeiro carro, um corsa Wind 95/96, nem limpador traseiro tinha, peguei com 25.000 km e o vendi com 190.000km… Depois de 6 anos…rodei demais com este bichinho, várias estórias! Era fraco sem duvida, mas com vento a favor ( talvez daí o nome) já cheguei a 170km/h no marcador, com aqueles pneuzinhos 145/80-13….kkkk

  • Matafuego

    Meu primeiro carro, um Corsa Wind 94 (isso em 2001)

  • Vitor

    O Design do Corsa era bem diferente dos outros carros disponíveis na época. Tanto design externo como o interno eram diferenciados.
    As linhas dos veículos nacionais começavam a se arredondar a partir de 1991. As chegadas do novo Santana, Omega,Vectra, Verona, mostravam a nova tendência, que foi se fortalecendo, em seguida veio o Gol “bolinha” e seus primos Saveiro e Parati. Assim como o Corsa Wagon, sedã e pick up. Só a Fiat mantinha linhas mais retas com família Uno, Tipo, Tempra etc.

    • Unknown

      FIAT sempre atrasada… Kkkk

  • Marcio Souza

    Esse carro foi um marco na indústria automobilística nacional. Lembro que a porta era forrada por inteira com tecido. A versão GSI era meu sonho de consumo. Era um carro honesto, diferente dos populares de hoje, que não valem o preço.

  • Adriano

    Tive um Wind 1.0 EFI 94 e um Sedan 1.0 16V 99… ambos comprados 0km. Carrinhos robustos. Passei dos 100mil Km com cada um deles, e entreguei os mesmos inteirinhos.

    • th!nk.t4nk

      Esse Wind era o de 50 cv né? Caramba, o carrinho era legal, mas o motor… Se arrastava. Na estrada era perigoso até.

    • Unknown

      Tive um Wagon do mesmo ano e mesmo motor que este seu segundo Corsa. Achava horrível este motor 1.0 16V. Não andava nada e a manutenção era cara!

  • Rodrigo

    Lembrando que quando lançado, ele concorria com Gol 1000 quadrado e Uno Mille. Ele estava a frente dos concorrentes, na época que chevrolet ainda tinha a característica de carro bem acabado e mais confortáveis.

    Já tive um 2001 e gostei do carro. não me incomodava. Era fácil e barato deixa-lo bonito. Só bastava uma rodinha de vectra e um somzinho….. Só faltava motor. mas na época pra um universitário, estava mais do que bom! Saudades do besourinho.

  • Racer

    Marcou época e era um bom carro. Bem acabado, gostoso de andar.

  • IPZ.4

    Tenho um 1.6 GL 2p firme e forte até hoje. Um carro muito divertido de dirigir, leve, ágil e econômico. Xodo da família. E o melhor de tudo: passar despercebido no trânsito.

  • João Teixeira

    Que nostalgia! Eu tinha 8 anos na época e me lembro bem dessas propagandas e do carro sendo lançado. Era muito moderno, achava lindo o vermelho e o verde azulado metálico. Foi um dos primeiros senão o primeiro popular a ter porta copos(!!!). Tinha um acabamento descente. Corsa, Tempra, Fiesta espanhol (na cor vermelha solida era lindo!) Omega, Escort, Kadett e Logus eram meus sonhos de menino! Fiz aulas de direção num corsa!

  • João Teixeira

    Aliás que saudade dos anos 90 quando os carros eram coloridos e não esse marasmo de cinza, preto, prata, branco e vermelho.

  • MauroRF

    Esse carro causou uma revolução no começo de 1994, deixou todos os outros populares da época no chinelo no ato. O Corsa era muito mais moderno que eles. Meu pai teve um 96/97 Super com a transmissão mais curta (e já com o motor MPFI), tirou em outubro de 96 e pagou 12.900 reais na época, a gente lembra disso até hoje. Essa transmissão mais curta o deixava bem mais ágil na cidade, e o consumo continuava bom, porém, na estrada, gastava mais que o “antecessor” de transmissão mais longa. Mas esse de transmissão mais curta andava mais na estrada.

  • Ângelo Luis Lopes Mello

    Meu primeiro carro foi um Corsa Wind MPFI 96 verde musgo, comprando em 98. Fiquei uns 3 anos com ele, fazia 13 na cidade e 20 na estrada, sem mentira nenhuma. Ninguém acreditava até pegar estrada comigo. Nas viagens da galera da faculdade, meu carro era o mais disputado, pois era o mais barato pra dividir o combustível. Nunca deu problema. Depois peguei uma parati 98 (tb verde musgo) 1.6 GL que vivia fervendo o moto, mas era ótima pra dormir no porta-malas com o banco rebatido e economizar com pousada nas viagens pra Itacaré. Que saudade desse carro e dessa época!

  • Franco da Silva

    “Todavia, anos depois este propulsor foi substituído por uma unidade mais moderna”
    Pelo que me lembro, o motor sempre foi o mesmo, só houve uma atualização da injeção.
    Aliás, tive um desses e depois um Celta. Era o mesmo motor e, basicamente, é o mesmo motor até hoje no Onix 1.0.
    Até o barulho é o mesmo. Era um motor muito bom, talvez o melhor da era 1.0 de 4 cilindros.

    • Unknown

      o 1.0 Mi da VW também era muito bom.

  • fschulz84

    Me lembro com muito carinho do Corsa Wind 97/98 MPFI 2pts, cor Azul Almirante (perolizado) que meu pai tirou 0km na concessionária Duarte Chaves na Av. Adolfo Pinheiro… Me lembro até do valor… R$ 11.750,00. Inclusive lembro até a placa dele…

    Foi o primeiro carro 0km da família, o primeiro carro que dirigi com meu pai me ensinando (inclusive eu dei um belo prejuízo ralando a lateral direita dele em um poste hehe)

    Depois de muitos anos com meus pais, este carro foi parar com meu irmão, que o teve até 2008, vendeu com 190000kms e sem sequer ter trocado a embreagem nenhuma vez…

    Boas lembranças!

  • Fábio A.

    Carrinho bom de dirigir, acabamento bom para a época e comparado a seus concorrentes. Realmente foi revolucionário e o acho melhor que seu sucessor Celta. Inclusive fiz aulas de auto escola em um desses, 1.0 MPFI 2 portas, vinho.

  • nbj

    Tivemos um Wind MPFI básico de uso de minha esposa. Eu tinha, de meu uso, um Mille ELX completo. O Corsinha era realmente econômico, fazendo 13 na cidade e até 19 na estrada. Mas o desempenho era muito fraco. O Mille era melhor neste quesito, mas o consumo era maior. O Corsa era macio e silencioso, além de muito bonito!

  • Castle_Bravo

    Lembro que o Celta me ensinou uma palavra, “despojado”. Era adolescente à época, e havia lido em alguma revista ou jornal que o “Project Macaw”, que seria o Celta, seria uma “versão despojada do Corsa”. E eu fui ver no dicionário o que era despojo, uma palavra que nunca tinha ouvido. E eu com dicionário na mão (sim, a gente abria o dicionário pra ler, hoje se vê no Google mesmo) me perguntando: Como poderia um carro ser mais pobre, mais “pelado” que o Corsa Wind? Sim, a GMB conseguiu essa façanha, um carro mais simples que o simplíssimo Corsa Wind, que aparentemente era “bom demais” para o consumidor brasileiro.

  • Eduardo Zacchi

    Os carros se tornaram mais eficientes (conjunto propulsor, transmissões, coisas e tal), mas me lembro bem do Corsa (em 1994 eu tinha 15 anos) e vi com muita empolgação a chegada desses modelos…
    Sinceramente, o Corsa que eu mais gostei (além do GSI) foram os modelos 1.4GL (o acabamento dele faz os carros de hoje passarem vergonha) e as linhas GL e GLS com motores 1.6 e 1.6 16V. O acabamento desses carrinhos era insanamente superior aos carros atuais de mesma categoria!!! Veludo nos bancos, trio elétrico, DH, A/C, entre tantas outras “amenidades”…
    Saudades dessa época em que GM era referência!!! Dessa época me apaixonei pelos GM de depois, infelizmente vi aberrações como Agile, Spin e Cobalt!!!
    Sonho com o dia que as coisas voltem ao patamar dessa época!!!

  • Samluzbh

    Foi um dos carros que tive que mais deixou saudades, tive um 94 azul igualzinho ao da primeira foto, para compra-lo vendi meu Chevette DL 91, que também deixou saudades! Mesmo 1.0 com 50 cv andava quase igual ao Chevette que era 1,6.

  • Xandy Paiva

    Meu primeiro carro foi um Corsa Wind 94, que comprei em 2001, o carro estava impecável, comprei por 7.200, e naquela época os carros valorizavam, na revenda em 2004, a tabela estava 8.800, o cara falou, pago 10% a menos, nem pensei vendi e peguei um Astra GLS 99, coisa linda tb. O Corsa era muito bom mesmo.
    Hj em dia tenho um Corsa 98 GL completasso até para os tempos de hj que uso pra trabalho.
    1.6, vidro elétrico nas quatro, direção , ar, ajuste de retrovisores elétricos e um conforto que meu carro 2012, não possui.
    Sem dúvida esta primeira geração do Corsa foi a melhor e deu pau em todos os concorrentes diretos da época.

    • Unknown

      Realmente carros usados “valorizavam”. Eu comprei um Uno Mille 1993 em 2001 por R$6.000 e vendi em 2005 por R$7.200! Kkkk

  • Guh MDNS

    Lembro que no lançamento ele era disputado “à unha” e dos R$ 7.350,00 chegava a ser vendido por R$ 9.200,00 com agio!!!
    Lembro de um dos shows do Carlos Cunha com ele na minha cidade em 1995. Vi um e jurei pra mim mesmo que teria um. Ja tive um 5 portas 1.6 e hoje tenho um GL 1.4 EFI 1996 e ADORO!!! Super confiavel!!!

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