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Autobahn Alemanha: velocidade mínima e velocidade máxima

Autobahn Alemanha: velocidade mínima e velocidade máxima

Já imaginou dirigir em uma rodovia sem limite de velocidade? Se você achou que isso seria um sonho, está muito enganado porque existe e podemos dizer que de certa forma isso funciona.


Obviamente que não é aqui no Brasil e sim na Alemanha. Sabemos da eficiência e disciplina dos alemães, além do mais, o país já é conhecido por oferecer qualidade, como no caso das melhores cervejas e as fabricantes automotivas de sucesso como Mercedes-Benz, Audi, BMW e Volkswagen.

Mas, afinal, será que uma via expressa sem determinar a velocidade permitida funciona? Será que não tem limite mesmo? E como esse sistema funciona? Muitas dúvidas e especulações, iremos responder todas essas perguntas aqui.

Caso você nunca tenha ouvido falar, em terra alemã, existe a famosa Autobahn ou Estradas de Alta Velocidade/Autoestrada alemãs, realmente esse modelo de rodovia oferece muita diversão para quem gosta de pisar no acelerador. Porém, ela não é totalmente livre para quem deseja correr.


Autobahn Alemanha: velocidade mínima e velocidade máxima

Lançada em 1932, há pessoas que dizem que ela foi criada por Adolf Hitler, mas isso não é verídico, também não significa que ele não tenha uma participação na elaboração, já que o primeiro trecho construído ligava Colônia e Bonn, a iniciação ocorreu em 1929 e em 1932 foi aberta ao público, e um ano antes Hitler foi nomeado como chanceler do país.

No início da Primeira Guerra Mundial, as obras foram interrompidas devido à problemas econômicos e pela falta de apoio político. Dessa forma, alguns dos melhores trechos do sistema rodoviário acabou ficando apenas no papel.

A qualidade também impressiona os motoristas, projetada para fases de guerra, a via possui concreto super forte que consegue aguentar até mesmo um pouso de avião. Uma parte dela, ainda construída no governo de Hitler, foi recapeada em 2015. Isso mostra a eficiência da autoestrada.

Com o sucesso, outros países resolveram adotar esse modelo, é o caso da Áustria que construiu a primeira na região oeste, onde liga o município de Wals a Siezenheim. Além da Áustria e Alemanha, Bélgica e República Checa contam com o sistema.

Assim como em algumas estradas do Brasil, a Autobahn não possui iluminação, apenas a dos veículos, o que faz com que os motoristas prestem ainda mais atenção ao dirigir. Outro benefício é o pedágio, carros de passeio não pagam, apenas caminhões são obrigados.

Autobahn Alemanha: velocidade mínima e velocidade máxima

A velocidade é livre na Autobahn?

Como mencionamos anteriormente, assim como em qualquer outra via, há regras para dirigir em uma Autobahn.

É verdade que a velocidade é liberada, mas isso não é em toda autoestrada. Em 33% dela é totalmente livre e 52% existe uma sugestão de quanto você pode andar, ou seja, não é todo o trecho que é liberado.

A velocidade sugerida pelas autoridades é de 130 km/h. Há também uma velocidade que está em toda a Autobahn, a mínima, que é de 60 km/h. É proibido dirigir abaixo dessa velocidade, lembrando que em alguns trechos possuem radares.

Há mais regras que devem ser seguidas, jamais dirija na esquerda é uma delas. É isso mesmo, trafegar pela pista da esquerda é proibido podendo gerar multa, isso porque ela é exclusiva para ultrapassagens. Estar envolvido em um acidente dirigindo acima da velocidade sugerida também poderá gerar uma grande dor de cabeça para o motorista. O condutor é considerado pelo menos parcialmente responsável devido a “um perigo operacional”.

As autoridades disponibilizam 16.000 telefones de emergência, em um intervalo de cada 2 km, atendendo inclusive em inglês. Eles são equipados com adesivos triangulares, apontando o caminho de parada mais próxima.

Apesar do crescente uso de telefones celulares, ainda existem cerca de 700 chamadas feitas ali em média a cada dia. Para que o serviço de emergência ou a assistência rodoviária chegue ao local certo, o quilômetro da estrada deve ser dado como parte da chamada de emergência.

Autobahn Alemanha: velocidade mínima e velocidade máxima

Ficar parado por falta de combustível não é desculpa, isso porque há postos de gasolina pelo menos a cada 55 km e mais de 700 oficinas mecânicas que funcionam 24 horas, elas estão a cada 50 km.

O maior acidente da história da autoestrada alemã, ocorreu envolvendo 259 veículos, 73 colisões, 82 feridos e cerca de 2 milhões de dólares em danos. Para lidar com todos esses “números”, foi necessário 3 helicópteros, 40 ambulâncias e mais de 340 bombeiros. O mais curioso nessa história toda é que houve apenas feridos e nenhuma morte, ainda bem.

Autobahn Alemanha: velocidade mínima e velocidade máxima

O recorde de velocidade na Autobahn foi marcado em 08 de janeiro de 1938, quem conseguiu esse marco foi o piloto de Fórmula 1, Rudolf Caracciola, ele conseguiu pilotar uma Mercedes-Benz W125 Rekordwagen equipado com um motor V12, a 432,59 km/h.

E não para por aí, temos um segundo colocado, desta vez, Rosemeyer. Assim como Rudolf, ele também conseguiu marcar 432 km/h com um Auto Union Streamliner com motor V16 e 400 cv de potência, o carro foi produzido por Ferdinand Porsche, famoso pelo desenvolvimento do Volkswagen Fusca. Juntamente com seu filho foi responsável pela fundação da Porsche. O mais engraçado dessa história, é que logo após bater o recorde, Rosemeyer sofreu um acidente devido a um vento, isso porque o carro era muito leve.

Hoje, a Autobahn, já é algo gigantesco, cobrindo toda a Alemanha. Em 2017 o sistema tinha um total de 12.996 km. A maior está no estado Renânia do Norte-Vestfália com 2.223 km, seguindo por Baden-Württemberg km e Baixa Saxônia com 1 444 km.

Vale lembrar que na Alemanha estão as rodovias mais seguras do mundo, além do mais, todos os condutores passam por um curso de primeiros socorros e os automóveis devem ter kits de primeiros socorros. Mesmo com tanta “liberdade”, os números de acidentes ainda são baixos em comparação com o sistema urbano e rural. Em 2014, por exemplo, enquanto teve 983 acidentes fatais em vias urbanos e 2.019 na rural, a Autobahn marcou 375.

Autobahn Alemanha: velocidade mínima e velocidade máxima
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194 Comentários

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  • Sabe porque o povo respeita ? É que lá as leis funcionam e os infratores são punidos com rigor, independente de quem seja. Prestaram atenção ? Andar na esquerda é proibido !!!!!!!!!!!

    • Funciona porque existe educação que é um investimento a longo prazo. Com a pec 241/16 do atual governo que congelou este investimento por 20 anos o futuro é tão sombrio quanto o tempo atual.

      • Dinheiro para a educação sempre teve, e muito. Inclusive nos tempos de “bonança” artificial entre 2003 e 2015. Mas mesmo assim o desempenho de estudantes brasileiros em escrita, interpretação de texto e operações matemáticas básicas só piorou. O que falta é acabar com privilégios, com gastos desnecessários, burocracia e, principalmente, com a ideologia baseada em Marx, Gramsci e Paulo Freire.

        • O que falta é acabar com a corrupção e principalmente a falta de fiscalização. Precisa existir leis e autoridade… não adianta pagar 5 mil pra professor e ele não ter autoridade em sala de aula. Ter essas leis que protegem menor bandido e tudo ser resolvido na base do “jeitinho”.

          • É isto mesmo… A primeira mudança é na lei, e sabe o que me deixa mais intrigado… É a quantidade de advogados formados e atuantes que o país tem, e os mesmos não fazem nada para mudar, nem mesmo uma união da classe contra o atraso das nossas leis.

            • Porque não interessa ninguém mudar a lei. Tem um monte de propostas maravilhosas no Congresso, mas acha que vão aprovar e prejudica-los?
              Olha o voto impresso: maravilhoso e vai acabar de vez com a suspeita de fraude. Aprovaram e agora querem tirar… porque será né?

              • É um estudo publicado há quase trinta anos – “Este estudo foi realizado atendendo a uma demanda da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, de setembro a dezembro de 1990” – o que significa que o período de estudo abrangido é anterior. Quando Cuba, inclusive, era sustentado pela URSS. Não serve para hoje.

                  • “Ah tá…” e vc acha que “não” mudou nada de lá para cá? Ancorar sua opinião numa pesquisa que abrange um período de 40 anos passados lhe parece sensato? Não me pergunte o que eu acho, porque isso está na minha primeira opinião que você respondeu. Apenas mostre o que você afirma.

                    • Não preciso mostrar, a realidade está aí para provar, só não vê quem é cego, ou massa de manobra. Sua opinião é que o problema não é investimento em educação. Só por este raciocínio, já não tem crédito!

                    • Não adianta somente colocar dinheiro na educação e não haver fiscalização da qualidade do ensino. Vejo hoje professores que mal sabem escrever corretamente! Como podem transmitir seu conhecimento sem saber escrever?

              • A questão não é (só) dinheiro. O buraco é muito mais embaixo. Qualquer estudo que compare custos tende a nos ser desfavorável, mas nossos salários, por exemplo, são extremamente baixos, e isto é um dos maiores custos da educação. Com um aumento razoável no patamar salarial dos professores, deveria haver um aumento na qualidade da educação. O problema é que medidas que vieram neste sentido não exigiram resultados ou revisão das políticas.

                • Sou a favor (quem não é?) de salários bem maiores para os professores. Mas para isso sou a favor de que se submetam a avaliação de desempenho, que seria medido não pela pura e simples aprovação de seus alunos, mas sim por meio de avaliações independentes e o cruzamento de informações da vida escolar de seus alunos, como o desempenho no Enem. Sabemos que há um percentual altíssimo de analfabetos funcionais em pleno ensino médio, produtos de um sistema que não premia os melhores, mas procura nivelar a todos por baixo para não causar frustrações e traumas. Mas a vida adulta não é assim e quando chega a hora de ser posto à prova não vai ter ninguém para lhe dar carinho e compreensão.

          • Mas o Sr. Osni acredita que o Brasil investe muito em educação, ou que mudou consideravelmente nos últimos 30 anos o investimento em educação no Brasil, como os resultados práticos comprovam… rs

            • Mas o Sr Desconhecido acredita que um estudo de cerca de 40 anos retrata uma realidade atual e que o que prova isso é falta de investimento, não a qualidade desse investimento, nem o desperdício, nem a burocracia, nem a ineficiência, nem a corrupção e, principalmente, nem a ideologização esquerdista baseada em teorias de Gramsci, Marx e Paulo Freire. Sr Desconhecido é quem çabe, quem tá serto…rs

              • Osni, conheço pessoas que são professores (parentes e amigos) e me pergunto: como essas pessoas podem ser professores, se nem o português eles escrevem corretamente?
                É lamentável o nível dos professores de hoje. E pode ter certeza que a maioria é de esquerda.

                • Olha outro generalizador aí! Da mesma forma que você conhece professores que nem o português escreve corretamente, eu conheço professores muito capacitados e que fazem “milagres” na sala de aula, levando em consideração a realidade atual deste ambiente! Educação vem de casa, de berço, e isso para mudar no Brasil meu amigo, nem com 500 trilhões de investimento vai mudar de uma hora para outra! O buraco é muito mais embaixo e alguns poucos não fazem milagres…

                    • Realmente não é, (o valor que eu citei foi uma força de expressão) mas alguns países investiram muito em educação nas últimas décadas e aceleraram o desenvolvimento da Nação. Agora país que investe a nível de Brasil, jamais mudará de patamar.

                    • http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41236052 – “OCDE: Brasil está entre os que menos gastam com ensino primário, mas tem investimento ‘europeu’ em universidade”.

                      “Os gastos no Brasil com alunos universitários também superam os da Coreia do Sul, de U$ 9,6 mil.
                      O país asiático, que gasta um pouco mais com o ensino fundamental (U$ 9,7 mil), está entre os primeiros do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) da OCDE. O teste mede conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos nas áreas de ciências, matemáticas e compreensão escrita.

                      Já o Brasil está entre os últimos no teste do PISA e apenas 17% dos jovens entre 25 e 34 anos têm diploma universitário, um dos índices mais baixos entre os países do estudo.”

                      Mais uma vez, não é falta de dinheiro, mas o gasto errado, os privilégios, a burocracia, a ineficiência e a ideologização marxista, gramscista e “paulofreireana”.

                  • Não estou generalizando, estou justificando o porquê de haver a necessidade de fiscalização da qualidade, como escrevi para você acima. Ou você acha correto injetar dinheiro e não se preocupar com o resultado? Tipo esses sindicatos sanguessugas?

                  • Outro generalizador? Leia o meu outro comentário, que mandei para você!
                    Você quer mais dinheiro sem fiscalização da qualidade do ensino? É sério isso?
                    Você investe seu dinheiro no banco sem saber qual rendimento terá?
                    E existem a educação que você recebe em casa, dos pais e a outra, de conhecimento, que normalmente vem da escola, dos professores.
                    Eu concordo que a educação de casa está devendo muito, mas a que há disponível nas escolas também está muito abaixo do aceitável. Mudanças para melhor? Vai demorar gerações para que isso ocorra, se ocorrer. Duvido muito que ocorra enquanto a maioria das casas sintoniza um canal lixo como a Globo.

                    • Também não creio em mudanças… Só não concordo quando você diz que o Brasil investe bastante em educação! No demais, você está correto, o que é investido é muito mal utilizado, como tudo no Brasil!

                    • Eu não falei que o Brasil investe bastante em educação, falei que é preciso saber como o dinheiro é gasto e ter fiscalização da qualidade do ensino.

              • Como eu disse, com certeza não houve mudanças significativas no investimento em educação, deste período para cá! E me mostre estes erros grosseiros na forma de escrever, nos meus comentários anteriores, que aí sim você terá alguma razão.

                • Não preciso que você me aprove para ter razão. Não preciso mostrar nada. Não preciso nem quero te convencer, já que sua única intenção é “vencer” o debate, não argumentar logicamente.

                  • Minha intenção não é vencer o debate, pois isso não me levaria a lugar nenhum. A discussão em si é enriquecedora e não os “louros da vitória”. Que possamos continuar argumentando e crescendo em conhecimento…

        • Tem certeza que não disse que o Brasil investe bastante em educação???? Ou está querendo dizer que o governo tem dinheiro disponível, mas não o aplica em educação? rs

              • Você tem problemas cognitivos. Parece que textos mais alongados confundem seu raciocínio. Apresenta um estudo de 40 anos atrás para firmar sua opinião, depois desconversa. Agora fala em falta de argumento. Só posso concluir que ou não leu nada ou leu mas não entendeu nada. E escrever “rs” ao fim de frases totalmente sem graça mostra um quê de infantilidade.

                • Para mim demonstra um estado de espírito jovial e feliz, diferente do seu que parece ser de amargura, demonstrada na sua falta de humor. Quanto à sua afirmação acerca da minha suposta falta de cognição, se não fossem inteligíveis os meus comentários, não estaríamos debatendo até agora…

                  • Doravante, dado o seu incrível espírito jovial e feliz, estou convencido que após escrever argumentos infantis que não se sustentam, passarei a digitar “rs” ao fim das frases. Imagino todos lendo meus comentários e pensando: “essa é uma pessoa com um estado de espírito jovial e feliz.” Já ia esquecendo: rs

                    • Escreva da maneira que achar melhor, este espaço é aberto ao debate. E se você se preocupa com o que os outros vão pensar sobre os seus comentários, faça um esforço ainda maior para agradá-los, pobre criatura! rsrs

                    • Ainda bem que você disse que o espaço é aberto. Fiquei preocupado que não fosse. E claro, tudo o que eu escrevi do início até agora objetiva somente agradar aos outros… Opa!, já ia esquecendo: rsrs

      • Quando morava no Brasil e apenas visitava a Alemanha a trabalho de vez eu quando (agora moro aqui), eu achava que as pessoas se portavam bem porque a lei era severa, e era cumprida. Mas nao é isso nao. É pura educação mesmo, por incrível que pareça. Educação no sentido de treinamento, de estudo. As provas pra tirar carteira na Alemanha sao as mais severas do mundo. Talvez pouca gente saiba disso, mas mesmo quem dirige bem tem grandes dificuldades pra passar no teste prático no país. É 1 hora de prova, passando por todo tipo de situação (incluindo manobras de emergência, Autobahn, etc). Um único deslize, e você está reprovado. Conheço caso de gente que dirigiu super bem por 1 h, e no finalzinho invadiu um pouco a pista lateral e sendo reprovado por apenas esse detalhe. É outro mundo de exigência.

        • Também moro na Alemanha e discordo que trata-se de “pura” educação. A fiscalização nas Autobahns é intensa, inclusive com viaturas descaracterizadas. Há até um programa na televisão que acompanha o trabalho desses policiais! Diferente do Brasil, onde a chance de ser repreendido pela polícia ao agir fora da lei é praticamente zero, na Alemanha existe uma probabilidade real de sofrer as consequências ao fazer algo errado. Educação é importante? Muito, mas a fiscalização é uma parte fundamental para um trânsito civilizado.

          • Sim, eu sei (e acho sensacional usarem viaturas descaracterizadas!). Mas insisto que o componente de educação hoje ainda é maior do que o componente de medo das consequências de se burlar a lei, justamente pelo trabalho de décadas feito no país. Nada é 100% em lugar nenhum, mas na média é assim que vejo no meu dia-a-dia. Foi feito um investimento forte em educação no trânsito, e hoje colhe-se os frutos disso.

        • Concordo com você. O alemão, pelo menos na região da Baviera (Munique), é muito educado no trânsito. Em compensação, o Francês é a cópia do brasileiro…
          Rodei nas rodovias e sentei a botina (qdo permitido) e foi ótimo! Cumpri RIGOROSAMENTE os limites de velocidade para não ter surpresa desagradável, sempre utilizando o limitador (ex: zona residencial a 30km/h). Utilizei a pista da esquerda apenas para ultrapassagens. Achei muito tranquilo rodar pela Alemanha/Áustria.

          • Eu morei 11 meses na Alemanha e não tive nenhuma situação de stress atrás do volante, tudo devido a boa educação do povo alemão. A verdadeira cópia do motorista brasileiro é o italiano, principalmente do sul da Itália.

        • Se no Brasil você propuser qualquer elevação no nível de exigência dos exames de habilitação vai ouvir que é uma medida caça-níquel, que é um defensor da máfia do Detran, que Estado só serve para atrapalhar. E veja só o Estado alemão sendo citado como case de sucesso porque limitou a liberdade dos cidadãos pela defesa do bem comum. Este não é um comentário estado x mercado, apenas a constatação de como falta bom senso nesse tipo de discussão.

          • E seria mesmo. O Detran é uma máfia com cotas de reprovação (óbvio que não é admitido e não posso provar, mas conversando com instrutores e examinadores no dia a dia, muitos admitem isso) e também é ao mesmo tempo extremamente burocrático. Antes de resolver esse problema não tem como pensar em aumentar as exigências. A corrupção do Detran é tão grave que são necessárias medidas como câmeras no carro durante os testes para diminuir isso.

            • Acho isto muito relativo. Estou cansado de ver pessoas que tiram carteira e não tem a MENOR condição de dirigir um veículo.
              No meu mundo dos sonhos, você teria uma carteira provisória, “urbana”, que proibiria de dirigir nas áreas rurais de rodovias (e nas urbanas, em velocidade reduzida, com algum tipo de sinalização). Depois de um ano, você poderia tentar a carteira definitiva, devendo passar por situações de emergência (aquaplanagem, freadas bruscas, mudança repentina de direção), para aí sim ser habilitado.

              Mas claro, para isto dar certo, teria que haver fiscalização, e aí não interessa, pois o que se deseja é ter muita gente ruim rodando, para que se arrecade com multas.

              • Concordo com você. Eu também preferia um sistema assim que facilitasse o ensino de uma forma mais gradual e orgânica. Eu sempre digo que no sistema de hoje não tira a carteira porque aprendeu a dirigir, você tira para poder ter o direito de ai sim começar a aprender a dirigir porque o sistema atual é um contrassenso.

                Esse que é o problema, o sistema esta organizado de tal maneira que não interessaria para o Detran e para as autoescolas que o ensino fosse mais amigável a população, porque assim eles não poderiam lucrar com retestes e com mais aulas práticas respectivamente.

                E também tem essa parte das multas mesmo que é uma verdadeira indústria e que rende uma bela arrecadação para o Estado.

            • O que vem antes e o que vem depois é o de menos. O mais eloquente sobre esse exemplo da Alemanha é como um Estado bem gerenciado é um fator comum a todos os casos bem sucedidos de avanço civilizatório. Justamente porque as organizações públicas brasileiras são tão falidas é que a reforma do Estado é essencial para sair do buraco. Privatizar o que pode ser privatizado, requalificar o que for função essencial. Ainda no exemplo dos Detrans, veja como nas duas últimas décadas a qualidade do serviço melhorou com investimento em TI. Na maioria dos estados, operações que antes exigiam despachantes hoje você faz pela internet. Nem toda mudança no funcionamento do Estado vem para pior.

        • Fico put0 quando um caminhoneiro resolve ultrapassar o outro. O ultrapassado está a 50 km/h… e quem está passando anda a 50,0001 km/h… é pra matar…

            • Vou algumas vezes para o Sul de Minas, mais precisamente para São Lourenço, cidade natal da minha mulher. Não vejo muito disso, de caminhão ultrapassar outro (talvez por ir normalmente em fds e não durante a semana), mas vejo uns malucos que ultrapassam em estradas de via simples, em curvas! Até mesmo na serrinha entre São Paulo e Minas já presenciei isso. Não é por menos que sempre há acidentes.

              • A infraestrutura viária de MG é algo que para ficar péssimo precisa melhorar muito. Há locais em que o relevo é acidentado e que você passa dezenas de quilômetros sem ter uma oportunidade de ultrapassar. Inclusive, muitas vezes, há até “exagero na sinalização”. E em razão disto, tem gente que ainda abusa. De doido que ultrapassa na curva SEM A MÍNIMA CONDIÇÃO de saber o que tem à frente, já contei mais de dez vezes. Inclusive, quando vejo esta manobra, mesmo muito à frente de mim, já reduzo a velocidade e coloco o pé no freio, porque a chance de provocar não só um acidente, mas um “strike” é enorme.

        • Não importa! Se nestes casos a pessoa quiser fugir das condições ruins da pavimentação e andar na faixa da esquerda, que ande ao menos no limite da velocidade da via. O que é inadmissível é estar abaixo da velocidade limite, na faixa da esquerda!

          • Por lei a mínima é metade da máxima! Então 55km/h ainda é pouco pra andar na faixa da esquerda…
            Se a via tá esburacada tudo bem, desde que atento ao retrovisor para dar passagem o mais rápido possível

            • Ok, a velocidade mínima é metade da máxima, mas não na pista da esquerda, que deveria ser utilizada só para ultrapassagens… se nestas condições de pavimentação ruim o motorista for “forçado” a andar na esquerda, que seja no limite de velocidade da via, caso contrário, que enfrente as buraqueiras nas faixas da direita.

              • Compartilho da sua opinião e acho justa, porém a lei não é assim, infelizmente…
                Quem aqui nunca passou raiva subindo serra esperando uma carreta 5 minutos acabar de ultrapassar a outra?
                Infelizmente nosso código de trânsito privilegia a baixa velocidade.
                Acho até que nela não consta nada sobre passar pela direita, houve uma discussão sobre isso aqui um tempo atrás

                • Acredito que a legislação de trânsito proíbe sim, ultrapassagens pela direita. Mas confesso que já fiz isso algumas vezes, pois em certas condições, chega a ser mais seguro fazer isso do que ficar atrás de um caminhão soltando pedras na estrada, por exemplo. Melhor se livrar logo do que ficar correndo o risco atrás dele.

                  • Quem nunca ultrapassou pela direita? Só quem não dirige em BR…
                    Mas ultrapassar caminhão eu não arrisco, eles tem menos visão e muita droga na cabeça, não dá pra confiar..

                    Achei a seguinte resposta:
                    “CTB art. 29 IX – a ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita pela esquerda, obedecida a sinalização regulamentar e as demais normas estabelecidas neste Código, exceto quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda;

                    • Eu ia dizer exatamente isso “quem nunca ultrapassou pela direita”, mas tenho certeza que apareceria algum santinho dizendo que isto é ilegal, que por motoristas assim que ocorrem os acidentes, etc. Rsrs

                    • Eu faço assim: chego perto e espero um tempinho, não deu passagem eu pisco farol alto uma vez e espero mais um tempinho, não deu passagem eu pisco 3x, ainda não deu passagem eu corto pela direita…
                      Algumas vezes que não dão passagem e ainda fazem deboche eu além de ultrapassar pela direita vou na frente deles e então eu freio e vou devagarinho alguns metros

                    • Quando estou com minha família eu não faço isso, mas quando estou sozinho, não deu passagem ou está andando muito devagar na esquerda, eu ultrapasso pela direita, entro na frente e dou umas piscadas de seta para a direita, ou faço sinal com o braço, querendo sinalizar que naquela velocidade não deve-se permanecer na faixa da esquerda… sei que não vai resolver o problema, mas se eu conseguir conscientizar meia dúzia de motoristas, já fiz minha parte para o trânsito fluir melhor!

                    • Também só faço isso sozinho, inclusive é muito errado o que fazemos. Eu até batizei de PEPVT (programa de educação permanente e violento no trânsito)

                    • Kkkkkk. É errado, mas esperar das autoridades a educação é esperar sentado, então, bem ou mal, fazemos a nossa parte. Tudo sendo muito bem calculado, sem correr grandes riscos, não ocasiona grandes prejuízos… e que surta o efeito desejado por nós! rs

                    • Não faça isso amigo, vc pode pegar um polícia mal amado e lhe tacar fogo. Eu sou da boa convivência, ele não deixou espero ele ter a boa vontade, caso contrário, vou pela direita e nem olho pra trás.

                  • Só uma dica… Não sei se a interpretação mudou, mas para haver “ultrapassagem” é preciso mudar de faixa duas vezes. Sair de faixa e depois voltar para aquela que estava. Se for cortar pela direita, pelo menos deve manter-se na faixa, pois você pode alegar na defesa que manteve a velocidade e que foi o outro que reduziu a velocidade.

            • Embora eu discorde, na verdade só existe velocidade mínima na faixa da esquerda, posto que é expressamente dispensado seguir um mínimo à direita. Ou seja, 40 (quando caminhão), na esquerda, numa pista dupla, não é infração, se ultrapassando outro veículo.

          • Um dos problemas é a falta de fiscalização. Especialmente nesta região da 040 (para quem conhece), são caminhões de mineradoras que andam muito além da capacidade de carga.

            O dia que a máfia deixar, se conferir os sistemas de freio, limitar ao peso correto, e com o tempo ser chato com a questão das emissões, o número de acidentes em rodovias brasileiras DESPENCARIA.

      • Se o carro na esquerda é 1.0 o fulano não dá passagem, onde já se viu humilharem meu 1.0. Se o carro da esquerda for importado também não dá passagem, ninguém nessa pista é mais potente do que eu. Atitude civilizada e complexo de inferioridade não combinam.

    • Muito antes das leis, os alemães tem educação e consciência! Não são as leis que impedem eles de transgredir, eles não se comportam bem pelo medo de ir pra cadeia ou levar multa, mas eles próprios sabem o que convém e o que não convém fazer, para si mesmos e para com a sociedade. Se amanhã revogassem todas as leis da Alemanha creio que não mudaria quase nada.

      • Cara, de fato na Alemanha é 90% educação e 10% medo de ser pego. No Brasil me parece ser o contrário, o medo da punição é que dita o comportamento. Da primeira vez que peguei um início de congestionamento aqui na Alemanha, eu ainda estava com a carteira brasileira e nao sabia das regras. Lembro que o trânsito foi ficando lento na Autobahn, e quando baixou pra uns 50 km/h todo mundo começou a jogar o carro pros cantos, abrindo um corredor enorme entre a primeira e a segunda pista (da esquerda pra direita). Juro que nao entendi, mas repeti o movimento. Só depois fui entender que essa é a regra, pra que caso o trânsito pare de vez, os veículos de emergência possam passar. E cara, isso é absolutamente real. E pior, é só um detalhezinho entre milhares de coisas na mesma linha de pensamento que eles fazem. É de cair o queixo. Eu posso apenas sonhar que um dia esse nível de educação chegue no Brasil.

        • Esse final de ano estive em Recife e arredores, de férias, e quase tive um AVC de tanta raiva que passei com engarrafamento. Numa estrada de pista dupla tinha uma ponte em obras com o sistema pare/siga, e quando o trânsito ia parando o que muitas pessoas faziam? Iam pelo acostamento e/ou iam metendo a cara e ultrapassando e se imprensando pra voltar quando vinha um carro. Resultado? Os carros que iam pelo acostamento e/ou ultrapassavam formavam um total de 3 filas de carros e entalavam todo mundo mais a frente, ninguém nem ia nem vinha, não passava nem moto, muito menos ambulância.
          Isso acontecia todo dia. Aqui no sudeste o pessoal é meio animal no trânsito mas não chega a tanto.

      • Sem lei não mudaria nada? Essa eu pago pra ver. Os alemães são tão conscientes com o coletivo que se tornaram a nação do dieselgate. A VW enganou o consumidor com o “clean diesel”, corrompeu as autoridades reguladoras do país para fazerem vista grossa, mentiu desavergonhadamente sobre a fraude até ser obrigada a reconhecer sua conduta maliciosa. E nem estamos apelando para o holocausto. Quanta fantasia existe nessa idolatria dos alemães, santo maracanaço.

        • Ninguém está idolatrando, apenas reconhecendo o que eles fazem bem (educação no trânsito). Nao existe país sem corrupção. No Japao por exemplo, a máfia está fortemente infiltrada no governo. Tenho amigos trabalhando lá e eles relatam até mais situaçoes de desonestidade no dia-a-dia do que eu vejo aqui na Alemanha. Dito isso, repito que em TODO país há gente desonesta. O que muda é a escala. O Brasil por exemplo está na extremidade da outra ponta, só perdendo pra Rússia, Nigéria e mais alguns no ranking geral de corrupção.

          • A matéria do NA é excelente, seus comentários também são muito ponderados. Meu alerta é para ninguém se empolgar demais nesse “apenas reconhecendo” e idealizar um nível de perfeccionismo no estrangeiro que simplesmente não existe. Se a gente quer realmente tirar algo de útil dessas comparações, ela deve ser feita dentro de um contexto de razoabilidade. Não comparar o nosso pior (corrupção) com o melhor do outro (no caso, trânsito) e deduzir desses dois fatores isolados que somos inferiores em absolutamente tudo. Tão errado quanto o ufanista, que compara o nosso melhor (digamos, amabilidade do povo) com o pior do alemão (fechado, antipático a estranhos), e extrai daí uma visão anti-germânica. Estou falando sobre perseguir níveis civilizatórios mais elevados sem perder a essência de quem somos. Isso exige razoabilidade na hora de ler o outro, equilíbrio na hora de ler a si mesmo. E essa auto-imagem equilibrada é justamente o que falta ao discurso do vira-lata. Entende meu argumento?

            • Tudo bem Leonardo, e saiba que eu amo o Brasil e pretendo um dia voltar. Nao me agrada puxar saco de gringo, apenas quis reconhecer que no trânsito os caras mandam bem. Há outras coisas onde eles são péssimos, como dar abertura pra novas amizades (embora os tradicionais alemães chatos sejam mais os do norte, enquanto os do sul sao melhorzinhos nesse aspecto) e pra reconhecer quando estao errados (eles são muito cabeça-dura e metódicos, haja paciência). Eu sou um dos maiores críticos desses caras, nao se engane, mas quando se trata de reconhecer algo realmente bom, eu destaco sim (da mesma forma como fico me entusiasmado ao falar das coisas boas do Brasil para os estrangeiros, e já convenci muitos a viajarem ao país a turismo, inclusive). Posso te garantir, jamais saio por aí falando mal do meu próprio país pra gringo, assim como evito ter preconceitos com outras culturas (brasileiro que vai pro exterior só pra reclamar o tempo todo também é insuportável, e conheço muitos assim). Entao que viva o equilíbrio acima de tudo, concordo.

      • Eis o grande problema do brasileiro: a mania de restrições, de leis, de proibição e regulamentações.
        Tenho pavor destas palavras.

        Lei deve ser exceção, não regra. Havendo educação, o bom senso é a melhor estratégia para resolver boa parte dos problemas.

        Um fato curioso, quando era adolescente e com hormônios a toda: eu tendia a respeitar o limite quanto melhor conservada era a rodovia. Quando comecei a conhecer rodovias duplicadas, com ambas as vias em boas condições, vi que a velocidade que anda faz muito pouca diferença no tempo total e, especialmente, no “tempo psicológico”: andar de boas a 100 km/h numa pista dupla e bem conservada, que não tem que ficar freando toda hora, é pouco cansativo, e você vai quase por inércia. Jà uma simples, esburacada, cheia de radares e imprudentes…

    • Bom, numa ultrapassagem, eu sou obrigado a pisar na esquerda, e se o meu carro não for forte o suficiente e eu estiver no limite da via, eu vou permanecer na esquerda até concluir a ultrapassagem, tudo bem? Independente se o Hamilton, Alonso, ou qualquer outro estiver atrás de mim, vai ter que esperar eu concluir a ultrapassagem com segurança.

      Detalhe: Infelizmente o pessoal acha que você é obrigado a jogar seu carro para a direita de qualquer maneira, colocando em risco a própria segurança. Na minha opinião, isto se chama desrespeito.

      • Você olhou direito a imagem ? Vou explicar pra você o que significa “PASSING LANE” :
        O significado é Pista de passagem, ou seja, voce está certo no seu pensamento, mas terminou a ultrapassagem, vaza da esquerda.

  • Um dos meus sonhos, viajar para Alemanha, alugar um carro foda, no mínimo um Audi TTRS e cruzar a Autobahn. Mas preciso saber os pontos de radares, não quero levar multa a 300 km/h. Hehe

  • Pensava o político brasileiro/autoridade de trânsito que lombadas, radares escondidos, buracos, alagamentos, falta de guard-rail, velocidade máximas em BRs de 60 Km/h em alguns trechos e carros lentos é que salvariam vidas – daí os caras provam o contrário. Só um adendo: nas cidades há limites. Como aqui. As ciclovias são inúmeras e muitas vezes afastadas das via normais. O pedestre também é educado. As multas são pesadas e aplicadas a todos. Você pode pagar IPVA “quebrado”— incrível, mas se vc possui por exemplo um motor home, que só usa no verão, é possível pagar IPVA apenas de julho por exemplo. Agora, ai de vc se for pego dirigindo em outro mês não pago. Enfim, coisas de primeiro mundo…nós somos o que mesmo ?

  • Já andei numa Autobahn, uma experiência muito interessante pra quem gosta de carros!
    A 120 km/h parece que você está parado, praticamente todo mundo anda numa média de 150 km/h, até os carrinhos populares tipo Fiat Panda ou Daewoo Matiz kkkk
    Quando andei tinha vários Mercedes, Audi, BMW e até Saab andando a mais de 200 km/h com a maior tranquilidade, não era racha kkk
    A estrada não tinha limites com pista seca, mas com chuva aparecem umas placas luminosas como a da foto da matéria, indicando 110 ou 120 km/h de máxima, e por incrível que pareça (para nós Brasileiros) absolutamente NINGUÉM ultrapassa essa velocidade, e olha que não tinha radar!! Essa velocidade reduzida é por causa do asfalto que não é do tipo drenante (como tem na Itália por exemplo) o que aumenta o risco de aquaplanagem.

    • Aqui na Alemanha a gente vê bem a diferença entre carros normais (Fusion, Insignia, 308) e modelos premium (Classe C, BMW Série 3, Audi A4) na Autobahn. Os premium estão passeando a 200 km/h, enquanto os comuns dão nos nervos com instabilidade, barulho, etc. Claro que tem exceçoes (o Passat é um que anda “como gente grande”), mas na maioria das vezes a diferença é nítida.

      • Concordo. Eu mesmo sou um que estou de olho em uma BMW 118i Sport AT8 usada, um hatch 1.6 Turbo com cerca de 170~180 cv e tração traseira, 6 airbags, ESP e tal. Hoje em dia se acha por 60~65K em bom estado. Tem bancos esportivos em tecido, não tem Xenon, não tem teto solar, não ter ar dual zone, pra pra mim que não dou a mínima pra isso, é o carro dos meus sonhos justamente pelo que me interessa, dinâmica, desempenho, segurança e acabamento.

    • Também tive o prazer dessa experiência, com uma Ducato. O que me surpreendeu também era a largura das faixas e, como você falou, eu a 120 km/h parecia que estava parado. Fui jogar na faixa do meio e mesmo dando seta e com todo o espaço um cara numa BMW, depois de me ultrapassar, meteu a mão na buzina, no sentido de que meu lugar não era ali. hahahaha

      Outra situação curiosa foi quando peguei um táxi (motorista era turco) e pegamos um trecho de engarrafamento. Imediatamente a galera começou a jogar pra direita para abrir caminho para os veículos de emergência. Mas aí o turco deu uma loucura e começou a ir por ali e costurar pelo trânsito. Tinha que ver a cara de espanto dos outros motoristas, parecíamos Et’s hahahaha

  • Estive na Alemanha em outubro passado, dirigindo um Ford Focus Station Wagon ST por aproximadamente 2.000Km em 15 dias.
    Algumas diferenças em relação ao nosso Brasil varonil:
    1- As pessoas são extremamente concentradas no que estão fazendo quando dirigem. Não vi ninguém ao celular nas estradas.
    2- Nesse período, não presenciei nenhuma barbeiragem.
    3- Os pedestres e ciclistas respeitam os seus espaços e os dos outros
    4- Nas estradas, TODOS andam pela direita.
    5- Tanto nas estradas quanto nas cidades, não presenciei nenhum acidente ou incidente.
    6- O pavimento é absolutamente perfeito.

    Resumo: Enquanto não tivermos educação e respeito às leis e às pessoas, não vamos chegar nunca a esse nível.
    Se começamos logo, demorará pelo menos 2 gerações para colhermos os frutos.
    Que pena!

    • Também já estive lá, durante uma semana, mas em 2009. Além do que escrevi no meu comentário, também notei que quando você anda a pé e chega numa faixa de pedestre, absolutamente todos param pra você passar, sempre!

      • Em Santa Catarina costumava ser assim também, mas teve bastante imigração de outros estados e a cultura foi se perdendo. Em vez de melhorar infelizmente às vezes parece que as coisas no BR estão regredindo, com as pessoas se tornando mais individualistas :(

        • Aqui na Bahia quando vc para na faixa, o motorista de tras buzina logo para vc andar e sair da inércia. Sou Baiano, tenho as melhores praias do país, mais o povo daqui é muito mal educado e porco. Infelizmente tenho que ser realista.

      • Engraçado é que no Código de Trânsito Brasileiro está claramente escrito que deixar de dar a preferência para o pedestre na faixa é uma infração gravíssima. Apesar disso, NUNCA vi qualquer um que tenha sido multado por isso, nem mesmo após acidentes. Em qualquer cidade do Brasil, a qualquer momento, a lei é abertamente ignorada sem qualquer consequência.

        • Prezado, aqui onde moro to cansado de ver veículo não respeitando parada obrigatória em rotatória, cuja vítima seria ele (batida em T do lado do motorista). Imagina dar preferência ao pedestre.

      • Quantos que aqui comentam fazem o mesmo, ou pelo menos dão seta para indicar a conversão na esquina? Para se pensar. O que mais se vê aqui são comentários narrando viajar a 150, 170 por hora em nossas estradas de pista simples sem radar. E muito xingamento ao ex-prefeito paulistano que reduziu as velocidades para dar fluidez ao trânsito e reduzir acidentes, seguindo países de primeiro mundo.

        • O problema é que não existe bom senso. Mesmo com o código falando que a velocidade máxima numa pista simples é de 100 km/h, em muitos lugares absolutamente planos, que você vê o “inifinito”, não tem trânsito e nenhum risco, colocam placas de 80, ou mesmo mais baixas, e escondem pardais. Quando falta bom senso, cada um vai puxar a sardinha para o seu lado. É fato que nossa infraestrutura viária é patética, e raramente são feitas intervenções relevantes em prol do efetivo aumento de segurança e fluidez de tráfego.

    • Exato! E a educação deles é tão “anos-luz” à frente da nossa, que a inteligência alcançada reflete até mesmo na habilidade de dirigir… dificilmente se encontrará motoristas “barbeiros”, pois a bagagem vem junto com o conhecimento adquirido através da educação reforçada!

    • 7 – Motoristas são responsáveis pela segurança de pedestres e ciclistas e extremamente cuidadosos com eles, especialmente em conversões. A ultrapassagem de ciclistas SEMPRE é feita mantendo-se uma boa distância, e, se não há espaço suficiente para ultrapassar, o motorista aguarda o tempo que for necessário.

    • É algo que sempre digo: Leis mais duras enxugam gelo. No fundo, elas não educam o povo e nem diminuem a criminalidade. A gente tem, talvez por herança desses governos oligárquicos, a ideia de que um país grande se faz com Estado Mínimo, porém repressivo nas condutas sociais e, se possível, militarizado. Qualquer tipo de assistência social e desenvolvimentismo é visto como esmola, sendo que muitos dos países europeus são o que são por causa de maciços investimentos na educação e nas políticas públicas que, homeopaticamente, após a reestruturação pós-guerra, permitiu que os seios familiares pudessem transmitir valores sólidos de civilidade, cultura, instrução e desenvolvimentismo.

  • Já estive na Alemanha mas não dirigí nas autobahn, mas já dirigí nas estradas de Portugal e Itália.
    Só posso dizer que são absolutamente seguras e bem sinalizadas. O cara só faz bobagem se realmente quiser, pois tem aviso para tudo.
    Mas o que mais me chamou a atenção foi o isolamento das estradas. Todas elas tem um guard-rail nas margens e além disso em muitos casos também tem uma cêrca de tela de uns 2 metros de altura. Quer dizer, ninguém entra e ninguém sai da estrada. Não entra cachorro, boi, jumento e nem pedestre desavisado.
    Outro ponto que me chamou a atenção é que a maioria das auto-estradas passa fora das cidades, o que aumenta a segurança de motoristas e pedestres.

    • Uma coisa que me chamou muito a atenção quando dirigi em Portugal foi o baixo trânsito. Comparando com o Brasil quase não tem veículos nas estradas, caminhão então, era muito raro de encontrar, fora tudo isso que vc falou. Eu andei o país inteiro o não encontrei transito que aqui seria considerado normal, e trânsito pesado nem pensar kkkk.

      • Sempre rodo na rodovia A8 em Portugal e posso dizer que se trata de uma rodovia-fantasma….rsrsrsrs…E já cruzei aquela ponte enorme, 25 de Abril, contando os carros que passavam. Em certas regiões realmente dá até medo…kkkkkkkk

  • Sorte deles e azar o nosso de viver num pais assim. Aqui em Uberaba-MG vivemos numa cidade sem prefeito. As ruas estão cheias de crateras. E quando tampam colocam uma pelota de massa asfaltica, fica aquele caroço pior que a cratera. Tampa de bueiro ou é funda demais ou muto acima do piso. De um jeito ou outro detona a suspensão. Amortecedor por aqui dura 30 mil km e olhe lá. Estive em Buenos Aires recente e as vias são perfeitas. Senti vergonha desse Brasil.

  • “Estar envolvido em um acidente dirigindo acima da velocidade sugerida também poderá gerar uma grande dor de cabeça para o motorista” Essa frase diz muito. É uma coisa que vemos pouco por aqui, indivíduo ser responsabilizado por seus atos, e realmente punido quando culpado. Por isso as leis são respeitadas.

  • 1932… nós ainda nos pendurávamos em árvores, e brincávamos com fogo. Olha o que eles já tinham na segunda foto…hoje 2018 nós ainda não temos. Gol da Alemanha.

  • E uma coisa que não deve ter lá é motoboy dando estourinho e tirando o motor de giro.
    Umas semanas atrás estava subindo a Imigrantes e no trecho mais inclinado da serra o tráfego parou, e um desses retardados resolveu fazer essas asneiras no corredor, só que a carniça dele perdeu a velocidade e outro motoca que veio atrás bateu e tomou um belo de um rola e se ralou todo, pois ele e o garupa estavam de chinelos e bermudas.
    E o que o autor da proeza fez, olhou pra trás de um belo de um fod**** e foi embora, deixando os ralados no chão.

    • Você tocou num ponto interessante.

      Uma cena que um alemão jamais verá é a de um cara com um coletinho de mototáxi e chinelo de dedo, voltando do posto com uma garrafa PET com dois litros de gasoálcool para abastecer a CG125 no ponto do início da rua.

  • Eu fico p* com a m* de costume do brasileiro de correr em zonas urbanas!
    É extremamente comum ver carros correndo a mais de 80 km/h em ruas onde o limite é 40 km/h.
    No meu bairro temos uma rua que é usada como avenida, é a principal saída do bairro, é uma rua simples e estreita. É COMUM ver carros andando a 80 km/h ou mais nessa rua! É uma rua simples e estreita, e os caras pisam fundo nela.

    • Retrato da fiscalização inexistente e das leis brasileiras, que são brandas com lesões e mortes no trânsito. Na Alemanha o motorista é responsável por trafegar em velocidade compatível com as condições do local, e essa responsabilidade se sobrepõe inclusive à sinalização. Ou seja, se um motorista atropelar uma criança a 40 km/h em uma avenida onde o limite é 50 km/h, ele pode ser criminalmente responsabilizado por estar em velocidade excessiva, já que caberia a ele andar mais devagar por haver uma situação de risco. As velocidades permitidas também são menores: 30 km/h em ruas de bairro e 50 km/h em avenidas maiores, com fiscalização escondida e multas pesadas.

  • Na Alemanha existe uma coisa muito importante, Respeito, respeito as Leis, ao próximo, a si mesmo, ouvi um fato sobre um jovem alemão que deixou sua carteira de habilitação vencer, e como tinha muitos amigos estrangeiros, inclusive Brasileiros, todos o questionavam a dirigir, e o jovem Alemão não entendia isso, ele ficou horrorizado como a maioria dos estrangeiros desobedeciam uma habilitação vencida.

    • Isso não surgiu do nada. É para se pensar. Vejo pelo menos dois fatores para isso: primeiro, a noção de que são um povo, que deve buscar o bem social. Segundo, a noção de História e do horror que fizeram com minorias e outros povos. Daí você olha para o Brasil e vê movimentos separatistas, grupos de ódio contra nordestinos, candidatos que se baseiam no ódio sendo aplaudidos…

  • Um resumo da diferença de cultura (e não vou falar sobre o trivial, como todo mundo respeitar as leis, parar em faixas de pedestre, não depredar os bens públicos, não bancar sempre o esperto, etc): em uma das minhas viagens de trabalho, estive na Bélgica, em meados de 2007. Uma das principais avenidas da cidade (Antwerp) estava sendo reconstruída (sim, não recapeada: arrancaram todo o asfalto antigo e estavam refazendo). Imaginei como seria o caos da volta do trabalho nos horários de pico, pois havia apenas uma faixa de rolagem. E aí a minha surpresa: sem guarda/fiscal de trânsito algum, as pessoas gentilmente deixavam um carro passar, e depois seguiam calmamente, sem caos ou buzinaço.

  • Uma vez vi um vídeo no youtube informando que se um motorista se envolver em um acidente numa Autobahn estando acima da velocidade sugerida pelo governo (130 km/h) o seguro não paga, inclusive com amparo da lei (não importa se você é culpado ou não), lembrando que na Alemanha duas coisas são essenciais, engenheiros e seguro (existe seguro para tudo praticamente). Também achei interessante a informação de que se envolver em um acidente acima dos 130 km/h torna o motorista parcialmente responsável. Ou seja, a velocidade até é livre, mas se der qualquer acidente o prejuízo financeiro e jurídico é grande, pelo que interpretei.

    • É verdade, mas mesmo assim é extremamente raro ter acidentes nas Autobahn. São as estradas mais seguras do mundo, mesmo sem limites. O segredo tá na verdade na educação mesmo, pois pra ter habilitação pra dirigir no país é preciso passar por uma das provas mais exigentes. É o inferno tirar carteira na Alemanha, mas depois que consegue você é “o cara”.

        • Pode dirigir por 6 meses no país (precisa da internacional sim, ou traduçao juramentada). Depois disso é obrigado a fazer a carteira alemã. Nao existe a possibilidade de simplesmente converter, é obrigado a fazer as provas e todo o processo normalmente. Só as aulas não são obrigatórias, mas na prática eu diria que é impossível passar na prova prática ser ter pego pelo menos um par de aulas (idealmente entre 4-6). Tenho colega que é piloto e reprovou na primeira vez porque nao quis pegar aulas. Depois disso ele pegou 3 aulas e foi com muito medo fazer a prova. Passou, mas raspando (cometeu uns deslizes mínimos, mas deu sorte que o Prüfer nao era dos mais chatos, pois a tolerância pra erros é zero normalmente). Como turista fique tranquilo que você dará conta, é só fazer o possível pra andar certinho, e na Autobahn evitar a todo custo a pista da extrema esquerda (onde o povo vai acima dos 200 km/h).

  • Pode ser que no futebol o Brasil revide o 7×1. Mas esse placar na educação, com essas autoridades e essa mídia daqui, antes do Brasil chegar na metade disso eles estarão em outro estágio bem mais avançado.

  • Enquanto lá 60km/h é a velocidade mínima, aqui 60km/h é a velocidade máxima. O governo tem q entender q n adianta reduzir a velocidade até 40km/h ou 20km/h pq acidentes vão continuar a acontecer. Será q a engenharia de tráfego n vê q qto menor a velocidade, maior será o engarrafamento? O cidadão demorará mais p/ chegar ao seu destino e consequentemente aumenta o congestionamento nas vias. Em primeiro lugar o povo tem q se educar, as leis de trânsito tinham q ser mais rígidas qto a dirigir alcoolizado ou trafegar c/ veículo c/ a manutenção em dia e em boas condições de rodagem. Por outro lado as montadoras deveriam construir carros mais seguros.

    • Vai querer comparar velocidade em autoestrada com velocidade em pistas urbanas? Aqui o limite é de 110 km/h na maioria das estradas, esses 60 que você cita são em estradas vicinais cheias de curva e sem acostamento. Bom senso, né?

        • Não tem a ver com o estado, tem a ver com duplicação. Dentro de MG existem várias rodovias duplicadas com velocidade de 110 (Fernão Dias, Linha Verde, trechos da 040).

          • Ok vc citou essas. Agora vai na 381 BH-GV, GV-Vitória pela 259 ou pela 381 mesmo, é 80 amigo…80. Algumas ser 110 não é o mesmo que A MAIORIA como ele citou, existe sim mas é a MINORIA, não MAIORIA.

            • Você tem razão, mas o Gil também tem. O limite de 110 é compatível com as vias duplicadas (autoestradas), limites mais baixos são compatíveis com estradas em pior estado. Convenhamos que a 381 entre BH e Monlevade, com pista simples, trânsito pesado e serra fechada, não é lugar adequado para um limite de 110. Nesse trecho, penso que os radares de 60 foram corretamente posicionados.

          • São Paulo NÃO É A MAIORIA né amigo. Pelo contrário, é a minoria de um país que tem péssimas estradas, lá é exceção a regra com rodovias duplicadas. Simples assim.

  • O texto tem muitas falhas de redação, precisa de uma revisão mais atenta. Espero que desta vez considerem a crítica construtiva e não apaguem o comentário como fizeram na outra matéria do mesmo autor.

  • Saudades de quando pude dirigir por lá, na época foi um Peugeot 208 que foi guerreiro demais.

    Além de tudo que ja foi dito aqui, pra mim, a maior vantagem dessas estradas é a pontualidade que você consegue.
    Voce sai para fazer uma viaja de 500 km e calcula que vai demorar 5 horas e acaba chegando bem mais cedo pois consegue fazer tranquilo 150-160 km/h de média, isso é fantástico.

    Aqui no Brasil é difícil de fazer 60km/h de média, só nas melhores estradas.

  • “O Brasil nunca alcançará níveis civilizatórios mais elevados” – discordo! Quem diria há 30 anos que um dia os brasileiros usariam cinto de segurança na cidade, motociclistas com capacete, farois acesos durante o dia, respeitariam faixa de pedestre mesmo sem semáforo (Brasília)? Nosso trânsito é péssimo, mas existem piores. Vamos contextualizar as coisas? Mesmo na Europa esse padrão alemão de comportamento é uma utopia para a maioria dos países. Em todos os lugares do mundo há algum nível de desrespeito às leis de trânsito, porque o trânsito é feito de gente não de robôs. E para quem acha que alemães são máquinas de precisão que não desobedecem leis, estudem o comportamento da VW no escândalo do dieselgate. Nível de malandragem hardcore, o Zé Carioca é criancinha inocente perto do Martin Winterkorn.

    • Sem contar coisas negativas da Alemanha que o pessoal ignora como a censura governamental forte em cima de filmes, jogos e literatura que contenham assuntos polêmicos que contrariem o politicamente correto (por exemplo, histórias ficcionais que usam os nazistas como personagem mesmo que sejam como vilões e para desmitifica-los ou simplesmente histórias que são consideradas como muito violentas), entre muitos outros estatismos despropositados.

      Para quem é libertário como eu, a Alemanha esta bem longe de ser esse paraíso que pregam.

  • Tenho observado muitos acidentes na Rodovia Imigrantes, Bandeirantes, Castelo Branco e até nas Marginais Pinheiros e Tietê.
    Embora muitos aleguem que a causa de algum acidente tenha origem no excesso de velocidade, muitos desses acidentes poderiam ter sido evitados se todos dirigissem numa mesma faixa de velocidade.
    Explico, tem motoristas que insistem em dirigir nas rodovias a 80, 90 ou 100 km/h, quando o limite é 120 km.
    Numa rodovia onde o limite é 120 km/h, quem quiser rodar mais devagar, tem necessariamente dirigir na faixa mais à direitas deixando as outras faixas para quem dirige a 120 km/h.
    Muitos dos acidentes ocorridos nessas rodovias foram devido a grande diferença de velocidade entre os envolvidos. Tipo um deles a 120 km/h e outro a 80 km/h.

  • Existe um mito urbano de que só no Brasil existem radares demais e a velocidade máxima nas vias é ligeiramente conservadora. Nos EUA, na Ásia e na Europa também existe muita fiscalização e as velocidades são modestas, tantos em trechos rodoviário quanto urbano. A Autobahn é um dos poucos locais onde não existe limite, e ainda assim é somente em alguns trechos da via. Em vários outros trechos a velocidade é limitada a 120 km/h, 90 km/h, às vezes até menos. E tem radar e polícia pra punir quem desobedece, assim como no Brasil.

    • Sim e não. A Alemanha une norte, sul, leste e oeste da Europa. Pessoas de muitos países usam as Autobahnen diariamente pra cruzar médias e longas distâncias (ex: holandeses, dinamarqueses, belgas e poloneses passam pela Alemanha pra ir para os Alpes, enquanto franceses cruzam o Rio Reno pra poder subir para o norte do próprio país sem pagar pedágios). Em outras palavras, grande parte dos europeus se beneficia das Autobahnen, e a maior parte delas é sem limite sim. Tem fiscalizaçao, mas é mais pra outros aspectos (até porque exceder velocidade é apenas uma infração possível, embora no Brasil seja a mais crítica no bolso das pessoas).

  • Em Berlin particularmente tem muito taxista turco, e esses caras são famosos por nao seguirem as leis de trânsito. Também adoram jogar um lixo no chão, pela janela do carro, etc, e compram briga à toa (pancadaria na saída de balada? 99% das vezes sao os turcos brigando entre si). Nao é à toa que a fama deles é tão ruim na Alemanha.

  • Acho que há alguns pontos importantes / interessantes sobre a Autobahn que vale a pena mencionar, além do que foi escrito no artigo.

    Pra mim, o aspecto mais importante da Autobahn (e que recebe destaque em qualquer descrição dela, por exemplo no Wikipedia) é a chamada “Bodenfreiheit” em alemão – ou seja, não há interrupções de qualquer tipo (semáforos, cruzamentos em nível, lombadas) em uma Autobahn, você só para quando sai dela. Além disso, toda vez que você entra ou sai de uma Autobahn há faixas de aceleração e frenagem generosas (em alemão, Beschleunigungstreifen e Verzögerungstreifen, repitam comigo rssrrsrs), portanto não tem esse negócio do cara entrar na rodovia a passo de tartaruga na sua frente (uma causa frequente de acidentes). Outro aspecto importante nessa linha é que não também não há retornos em nível – esses que são no meio da pista, muito comuns no Brasil. A razão é óbvia: o carro que faz um retorno desses entra devagar na pista da esquerda (ainda mais porque muitas vezes a faixa de aceleração é muito curta, e brasileiro não sabe usar faixa de aceleração de uma forma geral). Portanto, mais um ponto para acidentes em potencial. Outra questão relevante é que a grande maioria das Autobahnen tem uma geometria com leves curvas, de modo a evitar que os motoristas caiam no sono. A sinalização é primorosa: todas as saídas são numeradas sequencialmente, o que faz com que as pessoas usem os números da saída como referência (“para chegar no lugar X pegue a A3 e saia na saída 20”, por exemplo); 2 km antes de cada saída relevante ou viaduto já aparece uma placa sinalizando-a. Finalmente, algo que para mim é uma grande bizarrice no Brasil e que eu nunca vi lá (nem em estradas de menor capacidade que as Autobahnen, as Kraftfahrstrassen): postos de polícia na estrada em que você tem que desacelerar para “dar tchauzinho” para o guarda.

    Sobre a velocidade, acho que muita gente fica com a impressão que os alemães andam muito rápido na Autobahn, mas não é bem assim. Primeiro porque o alemão médio é mão-de-vaca por excelência (e, quanto maior a velocidade, muito maior o consumo); segundo, porque engarrafamentos nas rodovias alemãs são relativamente comuns – há muitas pessoas que moram em uma cidade e trabalham em outra, e em algumas regiões conurbadas da Alemanha isso leva a engarrafamentos gigantes, principalmente quando há obras na rodovia. Portanto é difícil manter uma média muito alta por muito tempo, a não ser que você viaje totalmente fora dos horários de pico. E acidentes são mais raros, mas acontecem – uma vez eu fiquei 5 horas em um engarrafamento na A3 perto de Limburg, porque um caminhão com produtos químicos capotou. A cautela e o perfeccionismo deles tem um preço também: eles fecharam as seis pistas da rodovia e até a linha de trem-bala que passa perto da estrada foi interrompida.

    Ainda sobre a questão da velocidade, basta ver o mix de carros que são vendidos para entender que, apesar da fama, a maioria da população de lá não é discípulo do Schumacher: por exemplo, apesar da BMW série 3 ser um dos carros mais vendidos, dentre as versões a que tinha mais saída na época em que eu morava lá era a 320d, que anda bem mas não é nada do outro planeta. A 320i E90, que tinha um motor de quatro cilindros aspirado não muito melhor que um sedã médio japonês da época, vendia muito, muito mais que a 325i, essa sim uma BMW mais “legítima”, com o tradicional 6 em linha. De novo, money talks …

    Uma coisa que funciona muito bem e ajuda a evitar acidentes são os alertas via RDS (Radio Data System), algo que hoje em dia a gente tem no Waze, mas já existe lá faz tempo. Se há um pedestre na Autobahn por qualquer motivo, ou se cai alguma carga de um caminhão na pista, ou se há um veículo quebrado, isso é transmitido via rádio para todas as pessoas na região.

    Outro ponto interessante, este para diminuir o nosso “complexo de vira-lata”: há uma grande crítica na Alemanha sobre como as obras de recuperação de rodovias são demoradas. Quando eu morava lá, eu ouvia de colegas alemães que isso era em parte devido a esquemas de corrupção entre governo e empreiteiras. Já ouviram isso em algum lugar? Pois é …

    Sobre a faixa da esquerda, eu confesso que passei 7 anos andando nela e nunca fui multado. Verdade que eu era pé-de-chumbo, então eu praticamente sempre estava ultrapassando alguém. Mas ressalto que andar acima de 200 km/h, mesmo em uma Autobahn, é relativamente tenso. A impressão que dá é que qualquer pequeno erro/problema/distração pode dar muito errado.

    Finalmente, vi alguns comentários sobre o exame para tirar a carteira. Eu não fiz a prova completa (apesar da carteira brasileira não ser aceita “automaticamente”, a gente pode fazer um exame simplificado para tirar a alemã). No entanto, a prova teórica é a mesma, e realmente exige um pouco de estudo – em parte porque faz umas perguntas chatas, tipo a velocidade máxima quando se está com um trailer no carro. Já a prova prática, ao contrário de outros depoimentos que eu vi aqui, foi super tranquila. Na verdade a impressão que eu tive é que o meu instrutor falou com o examinador e sinalizou que eu sabia dirigir, eu até fiz um erro besta na prova e eles ficaram rindo de mim, mas eu não reprovei. Foi tão zoado que eu saí para fazer a prova junto com uma moça que era das Maldivas, ela fez a prova depois de mim, cometeu um erro ainda mais besta (estava bem nervosa) e mesmo assim passou. No final o examinador ainda queria dar uma de cupido entre eu e a moça rssrsrsrsrsrsrsrs

    Resumindo: para mim, os aspectos de engenharia da Autobahn são tão importantes quanto as questões da educação e da fiscalização. Infelizmente, são poucas as rodovias no Brasil que chegam perto do padrão de uma Autobahn, e a maioria está no estado de São Paulo – a Bandeirantes é talvez a rodovia que mais tem “cara de Autobahn” no Brasil.

  • Problema que aqui no Brasil tem muita gente que acha que está acima das regras e pensa que respeitar os outros é ser otário, se tivesse rodovia como essa aqui iria ter gente a 60km/h na esquerda e achando que tá na razão.

  • O pior de tudo é a rodovia dos Tamoios, duplicada, um tapete e o limite é 80 km por hora, o mesmo que de um anel viário que temos dentro da cidade de São José dos Campos….

  • Ótima matéria para desmistificar que as Autobahns são estradas sem leis. Aqui na Alemanha, elas existem por um combinação de fatores que não existem no Brasil: 1.) excelente estrutura das rodovias (pavimentação, sinalização, pouca (ou nenhuma) curva acentuada e estradas planas), 2.) motoristas educados (respeitam as leis e os demais motoristas) e 3.) carros de melhor qualidade. Fato que uma Autobahn jamais funcionaria no Brasil.

  • E no Brasil, Etios tentando andar a máxima de 160km/h, bateu morreu, se alguém sobreviver, vai morrer ali mesmo porque os automobilistas nem vão parar para socorrer, no máximo uns e outros irão reduzir a velocidade para tirar foto e compartilhar no whatsap.

  • ”Assim como em algumas estradas do Brasil, a Autobahn não possui iluminação, apenas a dos veículos, o que faz com que os motoristas prestem ainda mais atenção ao dirigir.”
    ”algumas estradas do Brasil” hahahahahahahahahahahaha

  • Muito bom lá, totalmente diferente daqui e foi arrasada na guerra. Falam que o Br é novo por isso muitos problemas.
    Mas e os países que foram acabados pelas guerras e são o que são hoje?
    Falta é educação, aqui, cultura, honestidade e justiça.

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