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Carro da semana, opinião do dono: Ford New Fiesta SE 2012

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Já tivemos vários relatos do New Fiesta (New Fiesta 2012, New Fiesta S 2014, New Fiesta Sedan SE 2013 e New Fiesta SE 2015) e aqui vai mais um: New Fiesta mexicano SE 2012 com mais de 110.000 km.



Os dois últimos carros que tive antes do Fiesta foram um Ford Focus GLX 2011 e um Peugeot 208 Allure 2013/2014, e antes deles um Fiat Palio Adventure 2002 e um Fiat Palio 2008 1.4 ELX. Com o Focus acabei ficando apenas 1 mês, já que a concessionária acabou pegando o carro de volta por causa de um possível problema no número do motor que gerou um estresse na transferência, uma pena pois o carro tinha um espaço bacana e a primeira impressão foi boa.

Já o 208, era ótimo de dirigir, o teto de vidro e o volante pequeno eram ótimos, o motor 1.5 dava conta do dia a dia e não deixava a desejar na estrada, mas os bancos com tecido cinza claro sujavam só de olhar e eu sentia falta de mais equipamentos de segurança. Acabei vendendo ele para completar a entrada em um apartamento na época, o negócio não deu certo e fiquei sem carro, assim o Fiesta entrou na história.

Comprei de um amigo com 50 mil km na época por R$ 35 mil e conhecia o carro desde 0 km (estou com ele há mais de 2 anos e meio), é um modelo 2012/2012, e quando 0km a Ford vendia os New Fiesta mexicanos como SE em 3 pacotes, sendo o primeiro sem ABS ou air bag, o segundo com air bag frontal, ABS e som com comando no volante e o terceiro, bem completo, com ESP, 7 air bags, bancos revestidos em couro (não sei se é couro legítimo, mas é bom), rodas aro 16”, sistema auxiliar de partida em rampa, lanterna de led, etc., esse é o pacote do meu carro.

Todos os New Fiesta mexicanos estão sob o mesmo código na tabela Fipe, portanto teoricamente, você consegue levar um completo pelo preço médio de um intermediário.

Dentro dos modelos que pesquisei na época, nenhum tinha tantos equipamentos e um acabamento tão razoável por um preço tão bom, eu não buscava por categoria de carro, mas sim pelo que meu dinheiro podia comprar. Por exemplo, cheguei a ver um City (concorrente do NF sedã), que era 2 anos mais velho, mais rodado, com menos equipamentos e R$ 3 mil mais caro.

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New Fiesta – Espaço interno

O espaço é de carro compacto, ou seja, é bom para até 4 pessoas e como não sou muito alto (1.68m), sobra um espaço razoável para as pernas atrás do banco do motorista. O porta malas é suficiente apenas para 3 malas médias, mais do isso tem que tirar o tampão.

Na maior parte do tempo, rodo com minha esposa e meu cachorro, portanto, sem contar algumas viagens com mais gente, o espaço me atende bem. Recentemente uma bebê chegou na família e o bebê conforto ocupa bastante espaço, o banco dianteiro tem que ficar bem para frente e só sobra espaço para uma pessoa baixinha na frente (o cinto de segurança fica no limite para travar o bebê conforto, 1 cm a mais e não teria como prendê-lo).

Comparando com um Honda Fit, o Fiesta perde de longe no quesito espaço, comparando com outros compactos como o Hyundai HB20 ou Chevrolet Onix, o espaço é similar.

New Fiesta – Motor, câmbio, suspensão

O motor é um 1.6 16v Sigma com 110/115 cv, o mesmo do Focus até 2013, anda bem e exige mais trocas de marchas somente quando o carro está cheio e pesado. Tanto para a cidade como para a estrada o desempenho me agrada muito e o câmbio é muito bom com engates precisos e suaves, com certeza um dos melhores do segmento que já tive a oportunidade de dirigir, e é superior ao do Peugeot 208 que às vezes era impreciso em trocas mais rápidas.

Rodo aproximadamente 24 km por dia para ir e voltar do trabalho com um consumo por volta de 10 a 11 km/l na gasolina e 8 a 9 km/l no álcool (rodo bastante em avenidas, acompanhando o fluxo, sem loucura). Na estrada consigo em torno de 15 km/l com ar condicionado na gasolina e 11 – 11,5 km/l no álcool, em viagem mais tranquilas já bati média de 18,5 km/l mantendo uma média 90 km sem ar condicionado.

Moro em Campinas/SP e tenho família no Sul de MG, então sempre pego em torno de 320 km de estradas pelo menos uma vez no mês. Embora o álcool aumente a potência em 5cv, prefiro usar gasolina, pois o motor roda bem (bem mesmo) mais suave.

A estabilidade é ótima, faz curvas sem susto e ainda tem o ESP para corrigir alguns excessos. Não tenho muito o que reclamar da robustez da suspensão, apenas os amortecedores traseiros não aguentaram muito mais do que 70 mil km.

O carro em si tem uma boa distância do solo para o dia-a-dia, mas na frente tem uma espécie de defletor de ar de plástico que raspa em qualquer ondulação no piso, toda vez que saio da garagem dou uma limpada no asfalto.

New Fiesta – Manutenção

Até 60 mil km as revisões foram feitas na concessionária, basicamente foram filtros, óleos, velas (com 40 mil km), depois disso troquei amortecedores traseiros com 75 mil km, 2 pneus dianteiros com 75 mil km (caiu num buraco gigante, consertou, mas não aguentou os últimos 10 mil km) e outros 2 com 85 mil km – na verdade troquei os pneus um pouquinho antes do TWI – não fosse o buraco acho que o jogo todo chegaria a uns 80 mil km e pouco.

Também tive que trocar a bateria com 75 mil km (tinha 5 anos e me deixou na mão uma vez), teve ainda mais filtros, mais óleo a cada 10 mil km e com 80 mil km velas e cabos.

As pastilhas originais troquei com 85 mil km (as originais até rodariam mais uns 5 mil km, mas eu já tinha pedido a troca, estava tudo desmontado e acabei colocando as novas). Abri mão de colocar outra original, pois na época o preço de R$ 505,00 era muito salgado, mas a pastilha paralela que coloquei apitava muito desde nova, acabei trocando novamente por outra marca apenas para cessar esse barulho irritante.

Como comentei anteriormente, o único problema que tive com a suspensão foram os amortecedores traseiros que estouraram com 75 mil km. Há também alguns ruídos vindo da dianteira do carro (estes aumentaram nos últimos desde os 105 mil km, mas dada a km do carro isso é normal para mim), na última revisão já me alertaram que as borrachas dos amortecedores estão se desfazendo.

Uma coisa bem irritante é que dentro do farol com aproximadamente 78 mil km, os defletores ficavam balançando e a noite parecia que a lâmpada era quem balançava, tive que tirar os dois faróis e apertar um parafuso que estabiliza o defletor e o problema foi resolvido. Depois, com 97 mil km um dos parafusos afrouxaram de novo, como já sabia como fazia para consertar, apenas movimentei um pouco o farol e apertei novamente. Por fim, aconteceu uma terceira vez, apertei de novo e passei um pingo de cola para estabilizar.

A embreagem continua boa mesmo com a km mais alta, deve rodar um bom tempo ainda comparando com o meu Palio 1.4 que abriu o bico com 80 mil km ela está indo bem (vale destacar que o Palio enfrentou mais morros no dia a dia).

Em resumo, o único defeito mais grave que apareceu “fora de época” foram os amortecedores traseiros, o restante faz parte da manutenção normal. Agora está na hora de trocar a correia de acessórios, já a correia dentada devo trocar quando estiver mais próximo dos 160 mil km (esse motor usa uma correia para alta km). Fora as pastilhas, não vi nada com preço absurdo.

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New Fiesta – Mexicano x brasileiro

Falando sobre versão mexicana versus versão brasileira no acabamento, aqui vai mais um relato. Tenho colegas que possuem New Fiesta S, SE e Titanium nacional, além do já falado painel emborrachado, o volante do mexicano me agrada mais e é e mais grosso, os bancos são mais largos, tem espelho para ponto cego e até os os botões do rádio parecem usar um plástico melhor. Há ainda alguns detalhes como o console central mais bem montado e o para-brisa com tratamento acústico presentes somente na versão mexicana. Até mesmo as caixas de rodas traseiras tem um feltro.

Embora os bancos da versão mexicana parecem ser mais largos e bem-acabados do que a nacional, a espuma do banco do motorista poderia ser mais firme, pois desde os 60 mil km vem cedendo. Tirando isso e alguns barulhos que estão surgindo, o interior está muito próximo a um 0 km. Os plásticos não riscam com facilidade, o carpete, teto e couro estão tudo em ótimo estado.

No geral, eu tenho a sensação de mais esmero na construção do modelo mexicano. Mas, eu gostaria de ter o painel azul, o termômetro do motor e o ar digital do nacional. Em 2013, até pensei em comprar um New Fiesta nacional, mas o volante fino e o acabamento do nacional contribuíram para eu ficar com meu outro carro na época.

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New Fiesta – Equipamentos

Em relação aos equipamentos, não encontrei nenhum equivalente quando comprei ele e foi esse um dos motivos que me levaram a escolher o New Fiesta. Tem o controle de estabilidade e tração que não aparece mesmo em carros muito mais caros, 7 air bags, sistema auxiliar de partida em rampa, bancos de couro, todos os vidros são elétricos (um toque só para motorista), espelhos elétricos com desembaçador, porta malas elétrico, controle de som no volante (que não controla o volume, ou seja, para música serve somente para avançar ou retroceder), bom ar condicionado, direção elétrica, lanternas de led (não é DLR, é um lanterna que usa LED mesmo), rodas 16”, e outros.

Gosto bastante de alguns detalhes, se der um toque na alavanca de seta ele pisca a seta 3x para troca de faixas, para quem sempre está na estrada esse recurso ajuda muito (Focus e 208 também tinham), também há a opção de escolher a velocidade do limpador de para-brisas no modo intermitente, isso é excelente para dias com chuva mais fraca, e além de escolher a velocidade, quando se para em um semáforo ele automaticamente diminui a velocidade, após movimentar o carro ele sempre dá uma varrida e depois retoma a velocidade escolhida (Focus também tinha, já o 208 não).

Tem computador de bordo que marca consumo médio em litros/100 km, que poderia estar no nosso padrão de km/l, mas é questão de acostumar, além disso algumas outras informações aparecem na tela do Sync, como portas abertas, menu do carro, etc. O sistema de som suporta Bluetooth, USB e entrada auxiliar (melhor mesmo até do que o do Focus GLX que só tinha auxiliar).

Também gosto do espelho de ponto cego, nos primeiros dias achei horrível, mas depois de aprender a usar e dar algumas fechadas em carros, agora posso afirmar que é excelente em diversas situações.

Uma coisa que odeio é o desembaçador que liga o ar condicionado automaticamente, não entendo porque não posso optar por desligar o ar (como era no Focus) para desembaçar o para brisas. Acabo mantendo o vidro bem mais limpo para evitar usar o desembaçador em dias mais frios (sim, eu sei que desembaça mais rápido com ar condicionado, mas quando está muito frio congela todo mundo no carro).

O led nos para-choques, que não é DLR, serve apenas como lanterna, é bonito de ver, mas na prática não serve para muita coisa. Além do led as versões mexicanas têm lâmpadas na lateral dos faróis que contribuem para a segurança à noite.

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Também teve um bom resultado no Latin Ncap com 4 estrelas para a versão com duplo air bags, possivelmente a versão com 7 air bags e controle de estabilidade teria resultado satisfatório mesmo com as regras atuais.

O seguro fica em torno de R$ 1700,00 no meu perfil, praticamente o mesmo preço do 208 e do Focus, mas com franquia reduzida ao invés da franquia de 150% dos outros. Espero que diminua mais.

Estava cogitando a troca por algum SUV de shopping seminovo ou 0km, fiz alguns test-drives e acabei desanimando com o custo-benefício, considerei a troca depois por um sedã médio, mas no final seria mais de R$100 mil para ter um modelo bem equipado e acabei mudando de ideia.

Por fim quando vi os sedãs compactos e outros carros beirando os R$ 70/80 mil sem nenhum equipamento ou tecnologia que me anime a colocar esse dinheiro lá, acabei optando por ficar com o Fiesta mesmo. Tem equipamentos que muitos carros de 70, 80 mil reais não tem, bem-acabado, já desvalorizou o que tinha que desvalorizar e os custos com manutenção estão bem interessantes.

Em resumo eu diria o seguinte, é um bom carro com bom custo-benefício, não deu manutenção cara, não é espaçoso, mas é prazeroso de dirigir e muito bem equipado. Carro para quem gosta de carro.

Por Samuel

4.0

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