Citroen C3 – defeitos e problemas

O Citroën C3 é um compacto que a marca parisiense vendeu no mercado brasileiro desde 2003, sendo um hatch de carroceria arredondada e com espaço interno bem volumoso.


Preferido pelo público feminino, o modelo fez muito sucesso, mas ainda assim, registra alguns defeitos e problemas recorrentes.

Feito em Porto Real-RJ, o Citroën C3 teve sua primeira geração fabricada até 2012, sendo assim substituída por um novo carro, que manteve a plataforma PF1 com entre eixos menor que o Peugeot 208.

Leve, o hatch atualizado recebeu motor 1.5 Flex oriundo do antigo 1.4 8V. Além disso, vinha também com o 1.6 16V com até 122 cavalos no etanol, podendo ter câmbio automático de 4 marchas.

Em uma atualização de meia vida, o Citroën C3 adota o novo motor Puretech 1.2 12V de três cilindros com 84 cavalos na gasolina e 90 cavalos no etanol, com torque em rotação baixa (2.700 rpm).

Prometendo economia, o Citroën C3 modificou o EC5 1.6 16V, que passou para 115 cv na gasolina e 118 cv no etanol, com torque único de 16 kgfm. Estreou ainda com a caixa automática de 4 marchas, mas logo recebeu outra de 6 marchas com três modos de condução.

Os donos de Citroën C3 da geração atual, apesar da atração visual do produto, espaço, conectividade e eficiência energética, também reclamam de trincas no bloco do motor 1.5, o que gera superaquecimento.

Também citam o vazamento de água no sistema de refrigeração, problemas em coxins e buchas de suspensão, rolamentos e quebra de correia, entre outros.

Índice

Citroen C3 – defeitos e problemas

Trinca no bloco

O Citroën C3 é um compacto que deixa alguns proprietários com a cabeça quente. Entre os defeitos e problemas da segunda geração do hatch francês, a trinca do bloco parece o mais grave.

O problema surge especialmente nos modelos 2013 e 2014, com motor 1.5, mas casos anteriores e posteriores são facilmente encontrados na internet.

Os relatos começam sempre com a indicação de vazamento de água de refrigeração do motor. Até aí, muitos pensam que é alguma mangueira ou conexão do sistema com essa fuga de líquido.

No entanto, após análise na concessionária, acabam descobrindo que o bloco do motor apresenta uma trinca, por onde o fluido sai e provoca superaquecimento por falta de água.

De acordo com os registros na internet, desde a primeira geração, o Citroën C3 apresenta esse problema no bloco do motor, anteriormente o 1.4 8V no caso referente ao 1.5 8V atualizado na segunda geração.

Quando na garantia, não havia outra opção a não ser substituir o bloco, que é numerado com o chassi, o que torna a operação passível de mudança na documentação do veículo.

Foi isso o que ocorreu com um C3 2013/2014, que teve superaquecimento no motor 1.5. O cliente descobriu que o bloco estava furado aos 60.000 km, tendo de ser trocado. Outro disse o mesmo, mas a trinca no bloco foi descoberta com 30.000 km e a troca ocorreu na garantia.

Mesmo com relatos a perder de vista em sites de reclamação, fóruns e sites de opinião, nunca houve um recall do bloco do motor do Citroën C3. Alguns casos tiveram o motor trocado na garantia. Outros reclamaram que o custo de reparação cobrado pela rede é altíssimo.

Superaquecimento

Como já mencionado acima, nos casos relatados de defeitos e problemas do Citroën C3 referentes ao vazamento de água do motor, que em alguns casos gerou superaquecimento, outros estão ligados ao próprio sistema de arrefecimento do motor.

Existem algumas queixas referentes ao vazamento de água através das mangueiras, assim como de junções plásticas, como a localizada perto da válvula termostática.

Num mesmo C3, ocorreram dois vazamentos de líquido, sendo um aos 10.000 km e outro aos 18.000 km, ambos reparados na garantia.

Noutro relato, o proprietário diz que o problema ocorreu aos 15.000 km e que precisou ajudar o técnico da concessionária a encontrar uma loja onde houvesse a peça, numa atitude que ele considera como absurda, já que nem a assistência técnica sabia dizer onde encontrar.

Suspensão

Outro problema comum, relatado pelos donos de Citroën C3, aparece na suspensão dianteira. Eles reclamam que as buchas de balança e os coxins não duram muito e se rasgam.

Muitos relatos dizem que o conjunto precisa ser substituído por novos ainda em baixa quilometragem, alguns fazendo entre 20.000 km e 30.000 km, por exemplo.

Coxim do câmbio e dos amortecedores também apresentam defeito em alguns casos. Isso gera barulho no conjunto da suspensão e até instabilidade acima de 100 km/h, conforme detalhados por alguns donos.

A Citroën fez duas chamadas de recall apenas com a suspensão dianteira, sendo a primeira para fixação de rebites e troca dos braços em carros fabricados entre julho e agosto de 2013.

A outra fala da substituição dos braços entre maio e dezembro de 2013.

Outros defeitos e problemas

Alguns proprietários do Citroën C3 também se queixam de rolamentos roncando e precisando ser trocados antes do tempo, com casos variando de 60 mil km a 80 mil km.

Também dizem que a correia dentada do motor 1.6 16V requer atenção, pois o rompimento da mesma já foi verificado em alguns casos. A troca normalmente ocorre aos 70.000 km.

Outros reclamam ainda de barulho no escape. Após análise, descobrem que um elemento interno do escapamento está solto, tendo assim que o mesmo ser removido para reparação.

A embreagem também é outro item que apresenta defeitos em alguns depoimentos, fazendo barulho ou obrigando sua substituição. Um dos casos ocorreu aos 15.000 km.

Também se fala bastante em câmbio automático de quatro marchas com trancos e “solavancos”, especialmente entre 1ª e 2ª marchas, além de queixas sobre a limitação do desempenho e elevação do consumo, amplamente criticado no 1.6 16V. Mesmo assim, nos 1.5 manual, o engate do câmbio é considerado duro e ruidoso.

Outras reclamações falam de para-brisa Zenith com pouca filtragem dos raios ultravioletas provenientes do sol, pois a camada protetora acima de condutor e passageiro é mínima.

Problemas na cobertura retrátil com os para-sóis também estão registrados. Dessa forma, o interior esquenta muito e o sol atinge diretamente os ocupantes da frente.

Vidros e travas elétricos do Citroën C3 com defeito também são relatados por vários, assim como freios ruins, falta de estabilidade, acabamento com defeitos e barulhos internos.

Nos modelos feitos em 2012 e em 2015, ocorreram chamadas por conta dos flexíveis dos freios e chicote elétrico do limpador do para-brisa, respectivamente.

Em anos recentes, as reclamações também tiveram como alvo os recalls anunciados pela marca referente ao modelo. A irritação de alguns clientes é pela falta de baixa no serviço, impedindo que o carro seja vendido ou transferido.

Além disso, em alguns casos (como em chamados envolvendo os airbags), as concessionárias realizaram apenas a primeira fase do serviço, deixando de completar o processo no tempo prometido.

O valor absurdo de algumas peças, além da falta delas no estoque das concessionárias, também foi o motivo de algumas reclamações.

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.